Calculadora de Capital de Giro
Necessidade de capital de giro = ciclo financeiro em dias × custo diário das vendas. Com estoque de 45 dias, recebimento em 30 dias e fornecedor a 35 dias, o ciclo é de 40 dias; com custo mensal de R$ 60.000,00, a necessidade é R$ 80.000,00. Pelo faturamento, a mesma conta daria R$ 133.333,33, porque trataria a margem como desembolso.
A fórmula do ciclo financeiro não depende de tabela oficial: os prazos e o custo são os da sua empresa.
Calcule a necessidade de capital de giro
Digite os três prazos médios — estoque, recebimento e pagamento — e o custo mensal das vendas. A calculadora mostra primeiro o ciclo financeiro em dias e depois quanto ele prende de dinheiro, separado entre estoque, contas a receber e o que o fornecedor financia.
Ciclo financeiro
40 dias
45 dias de estoque + 30 dias para receber − 35 dias para pagar.
R$ 60.000,00 de custo × 40 ÷ 30. Cada dia a menos no ciclo libera cerca de R$ 2.000,00.
Multiplicando o ciclo pelo faturamento diário, o resultado seria R$ 133.333,33. Essa conta trata a margem como se tivesse saído do caixa.
A conta, passo a passo
- Ciclo financeiro: 45 dias de estoque + 30 dias de recebimento − 35 dias de pagamento = 40 dias
- Custo diário: R$ 60.000,00 ÷ 30 = R$ 2.000,00
- Necessidade: R$ 60.000,00 × 40 ÷ 30 = R$ 80.000,00
- Ciclo operacional
- 75 dias
- Custo diário
- R$ 2.000,00
Como calcular o capital de giro: ciclo financeiro × custo diário
Some os dias de estoque aos dias para receber e subtraia os dias para pagar o fornecedor: 45 dias + 30 dias − 35 dias = 40 dias. Multiplique pelo custo diário das vendas, R$ 2.000,00, e a necessidade é R$ 80.000,00.
Capital de giro é o dinheiro que fica preso na operação entre o momento em que a empresa paga pela mercadoria e o momento em que o cliente paga pela venda. Ele não some: está parado na prateleira, na forma de estoque, e na carteira de clientes, na forma de boletos e parcelas a receber. Enquanto está ali, não paga conta nenhuma — e é por isso que empresa lucrativa quebra por falta de caixa.
A conta tem duas partes. A primeira mede o tempo: quantos dias o dinheiro fica fora do caixa. A segunda converte esse tempo em reais: quanto custa, por dia, manter a operação girando. O tempo é o ciclo financeiro; o valor por dia é o custo diário das vendas.
- Meça o prazo médio de estoque. Quantos dias, em média, a mercadoria fica parada entre chegar e ser vendida. No exemplo, 45 dias. Quem presta serviço sem estoque deixa zero.
- Meça o prazo médio de recebimento. Quantos dias, em média, passam entre a venda e o dinheiro cair na conta — boleto, cartão parcelado, duplicata. No exemplo, 30 dias.
- Meça o prazo médio de pagamento. Quantos dias o fornecedor dá, em média, entre a compra e o vencimento. No exemplo, 35 dias.
- Calcule o ciclo financeiro em dias. Estoque + recebimento − pagamento: 45 dias + 30 dias − 35 dias = 40 dias. É o número de dias em que o dinheiro que você pagou ao fornecedor ainda não voltou do cliente.
- Transforme dias em reais pelo custo diário. Divida o custo mensal das vendas por 30: R$ 60.000,00 ÷ 30 = R$ 2.000,00 por dia. Multiplique pelo ciclo: 40 × R$ 2.000,00 = R$ 80.000,00. Essa é a necessidade de capital de giro.
A conta do caso que já aparece na calculadora, linha por linha:
Ciclo financeiro: 45 dias de estoque + 30 dias de recebimento − 35 dias de pagamento = 40 dias Custo diário: R$ 60.000,00 ÷ 30 = R$ 2.000,00 Necessidade: R$ 60.000,00 × 40 ÷ 30 = R$ 80.000,00
Ciclo operacional e ciclo financeiro
O ciclo operacional vai da compra da mercadoria até o recebimento da venda. No exemplo, são 45 dias com a mercadoria parada mais 30 dias esperando o cliente pagar: 75 dias. Durante uma parte desse período, porém, quem banca a mercadoria é o fornecedor, que só recebe depois de 35 dias. Descontado esse prazo, sobram 40 dias em que o dinheiro é da empresa — o ciclo financeiro, também chamado de ciclo de caixa.
A decomposição mostra de onde vem cada real. Os 45 dias de estoque prendem R$ 90.000,00; os 30 dias a receber prendem R$ 60.000,00; o prazo do fornecedor devolve R$ 70.000,00. O saldo, R$ 80.000,00, é a necessidade de capital de giro.
Por que dividir por 30
O custo diário é o custo mensal das vendas dividido por 30, o mês comercial. É a mesma convenção do ano de 360 dias usada na análise de balanço para transformar saldo de estoque, de clientes e de fornecedores em prazo médio. Se os seus prazos foram calculados com outra base de dias, use o custo diário na mesma base: o importante é que prazo e custo diário falem da mesma régua.
O que é o custo mensal das vendas
No comércio, é o custo das mercadorias vendidas (CMV): quanto você pagou pelas mercadorias que saíram no mês, com frete de compra e impostos não recuperáveis. Na indústria, o custo dos produtos vendidos — matéria-prima, mão de obra da produção e gastos da fábrica. No serviço, o custo dos serviços prestados. Aluguel da loja, marketing e pró-labore ficam de fora: são despesas do período, não custo da mercadoria que gira no ciclo. Isso quer dizer que esta conta mede só o giro da mercadoria. As despesas fixas também vencem durante o ciclo e pedem uma reserva de caixa à parte — o material do Sebrae citado na base legal as soma no orçamento de caixa da empresa.
Tabela: necessidade de capital de giro por ciclo financeiro
Não existe tabela oficial de capital de giro: é definição de análise financeira, não norma que muda por ano. A tabela abaixo é gerada pelo motor desta página, com o custo mensal de R$ 60.000,00 e o faturamento de R$ 100.000,00 do caso padrão.
| Ciclo financeiro | Pelo custo (convenção desta página) | Pelo faturamento | Excesso da conta pelo faturamento |
|---|---|---|---|
| 10 dias | R$ 20.000,00 | R$ 33.333,33 | R$ 13.333,33 |
| 20 dias | R$ 40.000,00 | R$ 66.666,67 | R$ 26.666,67 |
| 30 dias | R$ 60.000,00 | R$ 100.000,00 | R$ 40.000,00 |
| 40 dias | R$ 80.000,00 | R$ 133.333,33 | R$ 53.333,33 |
| 45 dias | R$ 90.000,00 | R$ 150.000,00 | R$ 60.000,00 |
| 60 dias | R$ 120.000,00 | R$ 200.000,00 | R$ 80.000,00 |
| 90 dias | R$ 180.000,00 | R$ 300.000,00 | R$ 120.000,00 |
A necessidade cresce na mesma proporção do ciclo: dobrar os dias dobra o valor. A distância para a conta pelo faturamento também cresce, porque o erro dela é proporcional — ela embute a margem em cada dia do ciclo.
- Pelo custo (convenção desta página)
- Pelo faturamento
Ver os dados em tabela
| Ciclo financeiro | Pelo custo (convenção desta página) | Pelo faturamento |
|---|---|---|
| 20 dias | R$ 40.000,00 | R$ 66.666,67 |
| 40 dias | R$ 80.000,00 | R$ 133.333,33 |
| 60 dias | R$ 120.000,00 | R$ 200.000,00 |
Exemplos práticos com números reais
Uma confecção com estoque de 60 dias tem ciclo de 75 dias e precisa de R$ 100.000,00. Um prestador de serviço sem estoque, com ciclo de 20 dias, precisa de R$ 10.000,00. Um supermercado com ciclo de −18 dias não precisa de capital pelo ciclo.
| Negócio | Estoque + receber − pagar | Ciclo | Necessidade | Folga |
|---|---|---|---|---|
| Comércio (caso padrão) | 45 + 30 − 35 | 40 dias | R$ 80.000,00 | R$ 0,00 |
| Confecção | 60 + 45 − 30 | 75 dias | R$ 100.000,00 | R$ 0,00 |
| Prestador de serviço | 0 + 30 − 10 | 20 dias | R$ 10.000,00 | R$ 0,00 |
| Supermercado | 20 + 2 − 40 | −18 dias | R$ 0,00 | R$ 180.000,00 |
A confecção que vende para lojista
A confecção compra tecido, corta, costura e guarda a coleção até a venda: o estoque, de matéria-prima e de peça pronta, fica 60 dias parado. Vende para lojistas em 45 dias e paga o fornecedor de tecido em 30 dias. O ciclo é de 75 dias, e com custo mensal de R$ 40.000,00 a necessidade chega a R$ 100.000,00. Quem fizesse a conta pelo faturamento acharia R$ 175.000,00 e iria atrás de mais dinheiro do que o ciclo prende.
O prestador de serviço sem estoque
Uma empresa de manutenção não tem estoque relevante: o prazo de estoque é zero. Ela paga técnicos terceirizados em 10 dias e recebe dos clientes por boleto em 30 dias. O ciclo é de 20 dias, e sobre o custo mensal de R$ 15.000,00 a necessidade é R$ 10.000,00. Pelo faturamento, sairia R$ 21.333,33, e a diferença entre os dois números é exatamente a margem do serviço embutida em cada dia do ciclo.
O comércio do caso padrão, em números
A loja do caso padrão vende R$ 100.000,00 por mês, com custo de R$ 60.000,00. O ciclo de 40 dias prende R$ 80.000,00. Se ela não tiver esse valor em recursos próprios, vai cobrir a diferença de algum jeito — atrasando fornecedor, usando cheque especial ou deixando de repor estoque. Saber o número antes é o que permite escolher o jeito menos caro.
Custo ou faturamento: qual base usar no custo diário
Use o custo das vendas. Multiplicar o ciclo pelo faturamento diário, R$ 3.333,33 no exemplo, dá R$ 133.333,33 — R$ 53.333,33 acima dos R$ 80.000,00 que o ciclo realmente prende. A diferença é a margem, que nunca saiu do caixa.
As duas convenções circulam em planilhas, cursos e calculadoras, e dão números diferentes para a mesma empresa. A diferença está no que cada uma considera dinheiro preso. Durante o ciclo, o que a empresa adiantou foi o custo da mercadoria: foi isso que ela pagou ao fornecedor, ou que está devendo a ele. A margem que vai estar embutida no preço de venda não foi desembolsada por ninguém — ela só existe quando o cliente paga.
A conta pelo faturamento trata cada dia do ciclo como se custasse o preço de venda, e não o custo. No exemplo, o faturamento diário é R$ 3.333,33, contra um custo diário de R$ 2.000,00. Multiplicado por 40 dias, dá R$ 133.333,33 em vez de R$ 80.000,00. O excesso, R$ 53.333,33, é dinheiro que a empresa iria procurar — e, se fosse emprestado, pagar juro — sem precisar.
Existe um ponto em que as duas contas se encontram: quando a margem é zero, faturamento e custo são o mesmo número. A partir daí, a distância cresce na mesma proporção da margem: é o próprio negócio que decide o tamanho do erro, e a linha de comparação da calculadora mostra esse tamanho com os seus números.
Ciclo financeiro negativo: quando o cliente financia a operação
Se o fornecedor vence depois de o cliente pagar, o ciclo é negativo e não há necessidade pelo ciclo. No exemplo do supermercado, 20 dias + 2 dias − 40 dias = −18 dias, e o prazo do fornecedor gera uma folga de R$ 180.000,00.
O supermercado é o exemplo clássico. A mercadoria gira em 20 dias, o cliente paga no caixa — no débito, no Pix ou no dinheiro — e o dinheiro cai em 2 dias. O fornecedor, por outro lado, dá 40 dias de prazo. A mercadoria é vendida e recebida 18 dias antes de a conta dela vencer.
Ciclo financeiro: 20 dias de estoque + 2 dias de recebimento − 40 dias de pagamento = −18 dias Custo diário: R$ 300.000,00 ÷ 30 = R$ 10.000,00 Ciclo negativo: necessidade zero. Folga: R$ 300.000,00 × 18 ÷ 30 = R$ 180.000,00
Uma calculadora que devolvesse "necessidade de −R$ 180.000,00" estaria certa na aritmética e errada na leitura. O que o ciclo negativo produz é folga: dinheiro de fornecedor que passa pelo caixa antes de ser pago. Ele pode bancar despesas, reforma ou expansão — mas tem dono e data para sair.
Como reduzir a necessidade de capital de giro
Cada dia a menos no ciclo libera um dia de custo — R$ 2.000,00 no exemplo. Encurtar o estoque, receber antes ou pagar depois em 10 dias libera R$ 20.000,00 pelos três caminhos.
O ciclo é a alavanca, e ela tem três pontos de apoio. Antes de pensar em conseguir dinheiro para bancar o ciclo, vale ver quanto dele dá para encolher — cada dia retirado é capital que volta para o caixa sem custo financeiro.
| Ação | Ciclo | Necessidade | Variação |
|---|---|---|---|
| Situação atual | 40 dias | R$ 80.000,00 | R$ 0,00 |
| Estoque 10 dias mais curto | 30 dias | R$ 60.000,00 | -R$ 20.000,00 |
| Receber 10 dias antes | 30 dias | R$ 60.000,00 | -R$ 20.000,00 |
| Pagar 10 dias depois | 30 dias | R$ 60.000,00 | -R$ 20.000,00 |
| Receber em 60 dias | 70 dias | R$ 140.000,00 | R$ 60.000,00 |
Encurtar o estoque
Comprar em lotes menores e com mais frequência, cortar itens que giram devagar e acertar a previsão de vendas. Com estoque 10 dias mais curto, a necessidade do exemplo cai para R$ 60.000,00. O limite é a ruptura: estoque curto demais faz perder venda, e venda perdida custa margem.
Receber antes
Oferecer desconto para pagamento no Pix, reduzir o número de parcelas sem juros e cobrar com disciplina os atrasados. Recebendo 10 dias antes, a necessidade vai a R$ 60.000,00. O desconto dado para receber antes precisa custar menos do que o dinheiro liberado renderia ou custaria em outro lugar.
Pagar depois
Negociar prazo com fornecedores, concentrar compras para ganhar poder de barganha e alinhar o vencimento das compras com o recebimento das vendas. Com 10 dias a mais de prazo, a necessidade fica em R$ 60.000,00. Cuidado com prazo maior embutido no preço: fornecedor que dá mais prazo cobrando mais caro está vendendo crédito.
O que aumenta a necessidade: vender parcelado
O movimento contrário também vale. Se a loja do exemplo passar a vender em mais parcelas e o prazo médio de recebimento subir para 60 dias, o ciclo vai a 70 dias e a necessidade a R$ 140.000,00 — R$ 60.000,00 a mais. Parcelar pode aumentar as vendas, mas o dinheiro para bancar esse prazo precisa vir de algum lugar.
Casos de borda: o que a calculadora aceita e o que recusa
São oito situações em que a conta de capital de giro engana ou precisa de regra própria. Em nenhuma delas a calculadora mostra um número sem contexto: ou calcula com a regra declarada abaixo, ou explica o que o resultado significa.
Ciclo financeiro negativo
Quando o fornecedor vence depois de o cliente pagar, o ciclo fica negativo — −18 dias no exemplo do supermercado. A calculadora não devolve uma necessidade negativa: mostra necessidade zero e, à parte, a folga que o prazo do fornecedor gera, R$ 180.000,00 no exemplo. Essa folga é dinheiro de terceiros, com data para sair: se as vendas caírem, ela encolhe junto e a conta do fornecedor continua vencendo.
Ciclo exatamente zero
O fornecedor vence no mesmo dia em que o cliente paga. Não há necessidade pelo ciclo, mas também não há folga: qualquer atraso de recebimento, por um dia que seja, passa a exigir caixa.
Empresa de serviço, sem estoque
O prazo de estoque fica em zero, e o ciclo é só recebimento menos pagamento. No exemplo do prestador de serviço, 30 dias − 10 dias = 20 dias. O custo mensal a usar é o custo dos serviços prestados: mão de obra direta, terceiros e material aplicado.
Prazo com casa decimal
O prazo médio calculado a partir do balanço costuma sair com casa decimal. A calculadora recusa a casa decimal em vez de arredondar em silêncio, porque a direção do arredondamento muda o resultado. O lado prudente é arredondar estoque e recebimento para cima e pagamento para baixo.
Faturamento em branco
O faturamento não entra na necessidade. Ele só alimenta a comparação com a conta pelo faturamento, que multiplica o ciclo pelo faturamento diário. Deixá-lo em branco não muda o resultado principal; apenas some a linha de comparação.
Faturamento menor que o custo
Acontece em mês de liquidação ou em empresa que vende no prejuízo. A necessidade continua sendo calculada pelo custo, e a comparação pelo faturamento passa a dar um número MENOR que o do custo. É mais um motivo para não usar o faturamento como base: ele erra para os dois lados, conforme a margem.
Centavos e arredondamento
A necessidade é calculada numa só divisão — custo mensal × dias ÷ 30 — e arredondada uma única vez ao centavo. O custo diário mostrado na tela é arredondado só para leitura: multiplicar o custo diário já arredondado pelo ciclo acumularia o erro do arredondamento — até meio centavo — a cada dia do ciclo.
Negócio sazonal
Loja que compra para o Natal em setembro, indústria que estoca safra, escola que recebe em fevereiro: o ciclo muda ao longo do ano. Rode a calculadora com o custo e os prazos do mês de pico, que é quando a necessidade é maior, e não com a média anual.
Base legal e técnica
Nenhuma lei fixa uma fórmula de capital de giro: ela é ferramenta de análise financeira. A Lei das Sociedades por Ações define os grupos do balanço em que o capital de giro aparece e usa o termo ciclo operacional; as definições dos ciclos pelos prazos médios seguem o material técnico do Sebrae.
- Lei nº 6.404/1976, art. 179, I e parágrafo único
- Classifica no ativo circulante "as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente" — caixa, estoque e contas a receber. O parágrafo único usa o próprio termo "ciclo operacional": quando ele dura mais que o exercício social, a classificação no circulante segue o prazo desse ciclo.
- Lei nº 6.404/1976, art. 180
- Classifica no passivo circulante as obrigações que vencem no exercício seguinte — entre elas a conta de fornecedores. O prazo que o fornecedor dá é, contabilmente, uma dívida de curto prazo que financia parte do ciclo.
- Sebrae — "Utilizando o ciclo operacional para fazer o orçamento de caixa e calcular a necessidade de capital de giro (NCG)"
- Material técnico do Sebrae que define os ciclos econômico, financeiro e operacional a partir dos prazos médios de estoque, de recebimento e de pagamento a fornecedores. Esta página segue essas definições. O cálculo da necessidade no material é outro: um orçamento de caixa que soma também os custos fixos mensais, que a conta desta calculadora deixa de fora.
Os textos legais foram conferidos na publicação oficial do Planalto. A escolha do custo, e não do faturamento, como base diária é convenção declarada desta página, explicada na seção sobre custo ou faturamento. Nenhum número desta página é digitado à mão: todo ciclo e todo valor impresso aqui sai do motor da calculadora no momento em que a página é gerada.
Perguntas frequentes sobre capital de giro
São vinte dúvidas, do ciclo financeiro à diferença entre custo e faturamento. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Como calcular a necessidade de capital de giro?
O que é ciclo financeiro?
Qual a diferença entre ciclo operacional e ciclo financeiro?
Por que usar o custo e não o faturamento?
Por que dividir o custo mensal por 30?
O que significa ciclo financeiro negativo?
Ciclo negativo quer dizer que sobra dinheiro?
Como calcular o prazo médio de estoque?
Como calcular o prazo médio de recebimento?
Como calcular o prazo médio de pagamento?
Quanto cada dia a menos no ciclo libera de caixa?
Parcelar a venda aumenta a necessidade de capital de giro?
O que entra no custo mensal das vendas?
E as despesas fixas, como aluguel e salários?
A necessidade de capital de giro é quanto preciso ter no banco?
Qual é o ciclo financeiro ideal?
A taxa da maquininha muda o prazo de recebimento?
Posso usar esta calculadora para abrir uma empresa?
A calculadora simula empréstimo de capital de giro?
Minhas informações são enviadas para algum lugar?
Calculadoras relacionadas
O capital de giro é uma das contas do caixa da empresa. O ponto de equilíbrio mostra quanto faturar para não ter prejuízo, a taxa da maquininha mostra quanto custa antecipar o que o cartão pagaria depois, e o preço de venda fecha a margem de cada produto. Cada conta tem página própria.
- Ponto de equilíbrioO ponto de equilíbrio é o faturamento em que a margem de contribuição das vendas paga exatamente os custos fixos: nem lucro, nem prejuízo. Divide-se o custo fixo pelo índice de margem de contribuição — a parte de cada venda que sobra depois dos custos variáveis.
- Taxa da maquininhaO líquido é o valor da venda menos a taxa, que é um percentual do total da venda. Para receber o valor cheio, divida-o por (1 − taxa) em vez de somar a porcentagem: somar por cima cobra menos do que precisa, porque a taxa incide sobre o preço já aumentado.
- Preço de vendaO preço de venda é o custo dividido por 100% menos a soma dos percentuais que incidem sobre o preço — impostos, taxa do cartão, comissão, rateio das despesas fixas e margem. Somar esses percentuais ao custo sempre deixa o preço baixo.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. Ela aplica a fórmula do ciclo financeiro aos números que você informa e não substitui a análise do seu contador.