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Calculadora do Bem

Calculadora de Amortização de Financiamento

Adiantar R$ 30.000,00 num financiamento SAC com saldo de R$ 300.000,00, 11% ao ano e 300 parcelas restantes economiza R$ 74.811,79 de juros reduzindo o prazo — 30 parcelas a menos — ou R$ 39.436,70 reduzindo a parcela, que cai R$ 362,04 já no mês seguinte. O valor adiantado abate o saldo devedor, com redução proporcional dos juros; não paga as últimas parcelas pelo valor cheio.

Base legal conferida no Planalto e no Banco Central. Última revisão desta página: .

Simule a amortização do seu financiamento

Informe o saldo devedor de hoje, a taxa do contrato, quantas parcelas faltam, o sistema e quanto você quer adiantar. A calculadora mostra, lado a lado, quanto você economiza reduzindo o prazo e reduzindo a parcela.

Reduzindo o prazo, você deixa de pagarR$ 74.811,79

30 parcelas a menos (2 anos e 6 meses).

Reduzindo a parcela, deixa de pagarR$ 39.436,70Parcela cai, reduzindo a parcelaR$ 362,04Juros sem amortizar: R$ 394.366,91. Sem seguros nem correção do saldo.

Use os dados do extrato do financiamento. O resultado muda na hora e o endereço da página guarda o que você digitou. Campos de valor aceitam "1.000,50" ou "1000.50".

O saldo depois da última parcela paga, como aparece no extrato.

O contrato costuma trazer a taxa nominal e a efetiva. Qualquer uma serve, desde que você escolha o tipo certo.

Quantas faltam pagar, sem contar as já pagas.

Dinheiro próprio ou FGTS. Precisa ser menor que o saldo devedor.

Os três cenários: sem amortizar, reduzindo o prazo e reduzindo a parcela
Cenário (SAC)Parcelas1ª prestaçãoÚltimaJuros futurosEconomia
Sem amortizar300R$ 3.620,38R$ 1.008,73R$ 394.366,91—
Reduzindo o prazo270R$ 3.358,34R$ 1.008,73R$ 319.555,12R$ 74.811,79
Reduzindo a parcela300R$ 3.258,34R$ 907,86R$ 354.930,21R$ 39.436,70
Ver o saldo devedor ao longo do tempo
Saldo devedor em cada cenário ao longo do prazo
PeríodoSem amortizarReduzindo prazoReduzindo parcela
Ano 1R$ 288.000,00R$ 258.000,00R$ 259.200,00
Ano 2R$ 276.000,00R$ 246.000,00R$ 248.400,00
Ano 3R$ 264.000,00R$ 234.000,00R$ 237.600,00
Ano 4R$ 252.000,00R$ 222.000,00R$ 226.800,00
Ano 5R$ 240.000,00R$ 210.000,00R$ 216.000,00
Ano 6R$ 228.000,00R$ 198.000,00R$ 205.200,00
Ano 7R$ 216.000,00R$ 186.000,00R$ 194.400,00
Ano 8R$ 204.000,00R$ 174.000,00R$ 183.600,00
Ano 9R$ 192.000,00R$ 162.000,00R$ 172.800,00
Ano 10R$ 180.000,00R$ 150.000,00R$ 162.000,00
Ano 11R$ 168.000,00R$ 138.000,00R$ 151.200,00
Ano 12R$ 156.000,00R$ 126.000,00R$ 140.400,00
Ano 13R$ 144.000,00R$ 114.000,00R$ 129.600,00
Ano 14R$ 132.000,00R$ 102.000,00R$ 118.800,00
Ano 15R$ 120.000,00R$ 90.000,00R$ 108.000,00
Ano 16R$ 108.000,00R$ 78.000,00R$ 97.200,00
Ano 17R$ 96.000,00R$ 66.000,00R$ 86.400,00
Ano 18R$ 84.000,00R$ 54.000,00R$ 75.600,00
Ano 19R$ 72.000,00R$ 42.000,00R$ 64.800,00
Ano 20R$ 60.000,00R$ 30.000,00R$ 54.000,00
Ano 21R$ 48.000,00R$ 18.000,00R$ 43.200,00
Ano 22R$ 36.000,00R$ 6.000,00R$ 32.400,00
Ano 23R$ 24.000,00R$ 0,00R$ 21.600,00
Ano 24R$ 12.000,00R$ 0,00R$ 10.800,00
Ano 25R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00

Como a amortização é calculada

O valor adiantado sai do saldo devedor na hora, e o cronograma é refeito sobre o saldo menor de duas formas: mantendo o ritmo do contrato até o saldo zerar (o prazo cai) ou mantendo o número de parcelas (a prestação cai). A economia é a diferença de juros entre cada cronograma novo e o original — no caso padrão, R$ 74.811,79 e R$ 39.436,70.

Todo financiamento em SAC ou Price funciona do mesmo jeito mês a mês: os juros do mês são o saldo devedor vezes a taxa mensal, e o que a prestação paga além dos juros é amortização — a parte que de fato reduz a dívida. Amortizar extraordinariamente é pular essa fila: você paga uma quantia que vai inteira para o saldo, sem juros no meio. A partir daí, os juros de todos os meses seguintes passam a incidir sobre um saldo menor, e é daí que vem a economia.

O que muda de um contrato para outro é o que o banco faz com o cronograma depois do abatimento. Você escolhe entre duas opções, e a calculadora faz as duas contas para você comparar:

  1. Converta a taxa do contrato para o mês. Financiamento cobra juros mês a mês. Taxa anual efetiva vira mensal por equivalência: (1 + taxa)^(1/12) − 1. Com 11% ao ano efetiva, isso dá 0,8735% ao mês. Se o contrato trouxer a taxa nominal, divida por doze.
  2. Abata o valor adiantado do saldo devedor. O dinheiro adiantado sai inteiro do saldo, hoje: R$ 300.000,00 − R$ 30.000,00 = R$ 270.000,00. A partir da próxima parcela os juros já correm sobre o saldo menor.
  3. Monte o cronograma reduzindo o prazo. Mantenha o ritmo do contrato — a mesma amortização por parcela no SAC, a mesma prestação na Price — e pague até o saldo zerar. No caso padrão, o contrato cai de 300 para 270 parcelas.
  4. Monte o cronograma reduzindo a parcela. Mantenha o número de parcelas e recalcule sobre o saldo novo. No caso padrão, a primeira prestação cai de R$ 3.620,38 para R$ 3.258,34.
  5. Compare os juros dos três cronogramas. Some os juros de cada cronograma e subtraia do total sem amortizar. No caso padrão: R$ 74.811,79 a menos reduzindo o prazo e R$ 39.436,70 a menos reduzindo a parcela.

As fórmulas

Com saldo S, taxa mensal j e n parcelas restantes:

  • SAC: amortização = S ÷ n em toda parcela; prestação k = S ÷ n + j × saldo antes da parcela k.
  • Price: prestação = S × j ÷ [1 − (1 + j)^−n], igual em todas menos a última; amortização = prestação − j × saldo.
  • Juros do mês: saldo × j, arredondado ao centavo, como no extrato do banco.

No SAC, S ÷ n nem sempre dá centavo inteiro. A calculadora distribui os centavos entre as parcelas — nenhuma amortiza mais de um centavo além da outra — e a soma das amortizações é exatamente o saldo. Na Price, a prestação arredondada ao centavo erra até meio centavo por mês, e essa diferença rende juros até o fim: a última prestação a absorve. No exemplo em Price sem amortizar, ela sai R$ 2.835,55, contra R$ 2.828,58 das outras.

O caso padrão, cenário por cenário

SAC, saldo de R$ 300.000,00, 11% ao ano efetiva (0,8735% ao mês), 300 parcelas restantes (25 anos) e R$ 30.000,00 adiantados. R$ 300.000,00 de saldo − R$ 30.000,00 adiantados = R$ 270.000,00 de saldo novo, sobre o qual correm os juros a partir da próxima parcela.

Os três cenários do caso padrão
CenárioParcelas1ª prestaçãoÚltimaJuros futurosEconomia
Sem amortizar300R$ 3.620,38R$ 1.008,73R$ 394.366,91—
Reduzindo o prazo270R$ 3.358,34R$ 1.008,73R$ 319.555,12R$ 74.811,79
Reduzindo a parcela300R$ 3.258,34R$ 907,86R$ 354.930,21R$ 39.436,70
Prestações sem seguros nem taxa de administração. Juros futuros somam todas as parcelas que faltam; economia é a diferença para o cenário sem amortizar.

Quanto economiza cada valor adiantado

Amortização não tem tabela oficial do ano: é matemática sobre o contrato que você já tem. A tabela abaixo é gerada pelo motor desta página para quatro valores adiantados, no contrato do caso padrão em SAC e em Price.

Saldo de R$ 300.000,00, 11% ao ano efetiva e 300 parcelas restantes. Entre parênteses, quantas parcelas o prazo perde. Para o seu contrato, use a calculadora acima.

Economia de juros por valor adiantado, em SAC e em Price
AdiantadoSAC, prazoSAC, parcelaPrice, prazoPrice, parcela
R$ 10.000,00R$ 25.810,73 (−10)R$ 13.145,56R$ 103.938,81 (−40)R$ 18.292,80
R$ 30.000,00R$ 74.811,79 (−30)R$ 39.436,70R$ 234.988,74 (−93)R$ 54.867,31
R$ 50.000,00R$ 120.319,03 (−50)R$ 65.727,82R$ 317.737,72 (−130)R$ 91.430,50
R$ 100.000,00R$ 218.801,57 (−100)R$ 131.455,63R$ 435.923,80 (−189)R$ 182.860,72
A linha destacada é o caso padrão. Valores sem correção monetária, seguros nem taxas.
Juros que ainda faltam pagar: sem amortizar e com R$ 30.000,00 adiantados
Juros que ainda faltam pagar: sem amortizar e com R$ 30.000,00 adiantados2 cenários comparados em 3 séries. SAC: Sem amortizar, R$ 394.366,91; Reduzindo o prazo, R$ 319.555,12; Reduzindo a parcela, R$ 354.930,21. Price: Sem amortizar, R$ 548.580,97; Reduzindo o prazo, R$ 313.592,23; Reduzindo a parcela, R$ 493.713,66.SACPrice
  • Sem amortizar
  • Reduzindo o prazo
  • Reduzindo a parcela
Ver os dados em tabela
Juros que ainda faltam pagar: sem amortizar e com R$ 30.000,00 adiantados — valores por cenário
SistemaSem amortizarReduzindo o prazoReduzindo a parcela
SACR$ 394.366,91R$ 319.555,12R$ 354.930,21
PriceR$ 548.580,97R$ 313.592,23R$ 493.713,66

Exemplo prático: o mesmo contrato em Price

Na Price, com o mesmo saldo, taxa e prazo, a prestação é fixa em R$ 2.828,58. Adiantando R$ 30.000,00, reduzir o prazo corta 93 parcelas e economiza R$ 234.988,74; reduzir a parcela leva a prestação para R$ 2.545,73 e economiza R$ 54.867,31.

Imagine que você tem R$ 300.000,00 de saldo devedor, faltam 300 parcelas e o contrato cobra 11% ao ano efetiva, em Price. Você recebeu R$ 30.000,00 — uma rescisão, uma venda, o FGTS — e quer saber o que fazer com eles.

  1. Sem amortizar. Você pagaria R$ 2.828,58 por mês até o fim, e R$ 548.580,97 de juros no total.
  2. Reduzindo o prazo. A prestação continua R$ 2.828,58, mas o contrato termina em 207 parcelas, 7 anos e 9 meses antes; a última sai de R$ 904,75. Economia: R$ 234.988,74, ou R$ 7,83 por real adiantado.
  3. Reduzindo a parcela. O prazo fica igual e a prestação cai para R$ 2.545,73: R$ 282,85 a menos todo mês. Economia: R$ 54.867,31.
Os três cenários do exemplo em Price
CenárioParcelas1ª prestaçãoÚltimaJuros futurosEconomia
Sem amortizar300R$ 2.828,58R$ 2.835,55R$ 548.580,97—
Reduzindo o prazo207R$ 2.828,58R$ 904,75R$ 313.592,23R$ 234.988,74
Reduzindo a parcela300R$ 2.545,73R$ 2.540,39R$ 493.713,66R$ 54.867,31

Repare que o corte de prazo na Price não é o do SAC: lá o mesmo valor corta 30 parcelas. Na Price, as parcelas cortadas são as do fim, e o valor de hoje de cada uma delas é a prestação descontada por todos os meses até o vencimento — então o valor adiantado equivale a mais parcelas. No SAC, cada parcela amortiza sempre o mesmo tanto, e o corte é o valor adiantado dividido por essa amortização.

Como o saldo cai em cada cenário (caso padrão, SAC)

Saldo devedor ao fim de cada ano, nos três cenários
Saldo devedor ao fim de cada ano, nos três cenáriosEvolução por período, 25 pontos. Sem amortizar: começa em R$ 288.000,00 (Ano 1), vai de R$ 0,00 (Ano 25) a R$ 288.000,00 (Ano 1) e termina em R$ 0,00 (Ano 25). Reduzindo o prazo: começa em R$ 258.000,00 (Ano 1), vai de R$ 0,00 (Ano 23) a R$ 258.000,00 (Ano 1) e termina em R$ 0,00 (Ano 25). Reduzindo a parcela: começa em R$ 259.200,00 (Ano 1), vai de R$ 0,00 (Ano 25) a R$ 259.200,00 (Ano 1) e termina em R$ 0,00 (Ano 25).R$ 0Ano 1Ano 5Ano 9Ano 13Ano 17Ano 21Ano 25
  • Sem amortizar
  • Reduzindo o prazo
  • Reduzindo a parcela
Ver os dados em tabela
Saldo devedor ao fim de cada ano, nos três cenários — valores por período
PeríodoSem amortizarReduzindo o prazoReduzindo a parcela
Ano 1R$ 288.000,00R$ 258.000,00R$ 259.200,00
Ano 2R$ 276.000,00R$ 246.000,00R$ 248.400,00
Ano 3R$ 264.000,00R$ 234.000,00R$ 237.600,00
Ano 4R$ 252.000,00R$ 222.000,00R$ 226.800,00
Ano 5R$ 240.000,00R$ 210.000,00R$ 216.000,00
Ano 6R$ 228.000,00R$ 198.000,00R$ 205.200,00
Ano 7R$ 216.000,00R$ 186.000,00R$ 194.400,00
Ano 8R$ 204.000,00R$ 174.000,00R$ 183.600,00
Ano 9R$ 192.000,00R$ 162.000,00R$ 172.800,00
Ano 10R$ 180.000,00R$ 150.000,00R$ 162.000,00
Ano 11R$ 168.000,00R$ 138.000,00R$ 151.200,00
Ano 12R$ 156.000,00R$ 126.000,00R$ 140.400,00
Ano 13R$ 144.000,00R$ 114.000,00R$ 129.600,00
Ano 14R$ 132.000,00R$ 102.000,00R$ 118.800,00
Ano 15R$ 120.000,00R$ 90.000,00R$ 108.000,00
Ano 16R$ 108.000,00R$ 78.000,00R$ 97.200,00
Ano 17R$ 96.000,00R$ 66.000,00R$ 86.400,00
Ano 18R$ 84.000,00R$ 54.000,00R$ 75.600,00
Ano 19R$ 72.000,00R$ 42.000,00R$ 64.800,00
Ano 20R$ 60.000,00R$ 30.000,00R$ 54.000,00
Ano 21R$ 48.000,00R$ 18.000,00R$ 43.200,00
Ano 22R$ 36.000,00R$ 6.000,00R$ 32.400,00
Ano 23R$ 24.000,00R$ 0,00R$ 21.600,00
Ano 24R$ 12.000,00R$ 0,00R$ 10.800,00
Ano 25R$ 0,00R$ 0,00R$ 0,00

Reduzir o prazo ou reduzir a parcela?

Reduzir o prazo economiza mais juros; reduzir a parcela alivia o orçamento todo mês. No caso padrão, a diferença entre as duas economias é de R$ 35.375,09, e a parcela reduzida fica R$ 362,04 menor desde o primeiro mês. A calculadora mostra as duas e não escolhe por você.

As duas opções usam o mesmo dinheiro e abatem o mesmo saldo. A diferença é o que acontece depois. Reduzindo o prazo, a prestação da Price continua a mesma e a do SAC cai só pelos juros que deixam de correr (R$ 3.358,34 em vez de R$ 3.620,38 no caso padrão), e o saldo cai mais depressa, porque cada parcela amortiza tanto quanto amortizaria sem o adiantamento. Reduzindo a parcela, você passa a pagar menos por mês e a dívida anda no ritmo novo, mais lento, até o fim do prazo original.

Em juros, reduzir o prazo sempre economiza pelo menos tanto quanto reduzir a parcela: o saldo fica menor em todos os meses. No caso padrão foram R$ 74.811,79 contra R$ 39.436,70; em Price, R$ 234.988,74 contra R$ 54.867,31.

Quando reduzir a parcela faz sentido

Quando a prestação aperta o orçamento, quando a renda da família caiu ou vai cair, ou quando você quer abrir espaço no mês para outra prioridade — uma reserva de emergência, por exemplo. Uma parcela menor também reduz a relação entre prestação e renda, que pesa se você for pedir outro crédito.

Quando reduzir o prazo faz sentido

Quando a prestação cabe com folga e o objetivo é pagar menos no total e sair da dívida antes. Também quando o contrato vai longe e você quer chegar à aposentadoria sem ele.

Dá para fazer as duas coisas?

Cada pedido de amortização indica uma das duas opções. Nada impede alternar — reduzir o prazo agora e a parcela numa próxima vez. Para simular a segunda, use como entrada o saldo e as parcelas restantes que o banco informar depois da primeira.

O valor adiantado abate o saldo, não as últimas parcelas

Pelo CDC, a liquidação antecipada, total ou parcial, vem com redução proporcional dos juros. Por isso o dinheiro abate o saldo devedor de hoje: no caso padrão, R$ 30.000,00 cortam 30 parcelas. Usados para pagar as últimas parcelas pelo valor cheio, cobririam só 26 parcelas.

Cada parcela futura do contrato traz embutidos os juros dos meses que ainda não passaram. Quem paga uma parcela do fim pelo valor que está no carnê paga, hoje, juros que só existiriam daqui a anos. O art. 52, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor proíbe isso: a antecipação vem com redução proporcional dos juros. A Resolução CMN nº 5.004/2022 completa: o valor presente das parcelas é calculado com a taxa do próprio contrato.

Abater o saldo devedor é a forma prática de cumprir as duas regras, porque o saldo já é o valor presente de todas as parcelas que faltam. No caso padrão, os R$ 30.000,00 somem do saldo e deixam de gerar R$ 262,04 de juros já no primeiro mês — e assim por diante, a cada mês que o contrato duraria.

Amortizar o financiamento com o FGTS

O FGTS pode amortizar ou liquidar o saldo devedor do financiamento habitacional, com intervalo mínimo de 2 anos entre usos, ou pagar até 80% de cada prestação por no mínimo 12 meses. Na calculadora, o FGTS usado para amortizar entra como qualquer outro valor adiantado.

A Lei do FGTS prevê duas formas de usar o saldo da conta num financiamento em andamento, cada uma com as suas condições. As regras abaixo são as da lei e as condições do Conselho Curador publicadas na página oficial do FGTS — a lei cita só o financiamento do SFH, e o Conselho Curador ampliou os casos aceitos; os requisitos do imóvel e do contrato, como o valor máximo de avaliação, são definidos pelo Conselho Curador e mudam com o tempo — confirme na Caixa ou no seu banco antes de contar com o dinheiro.

Regras do FGTS no financiamento em andamento
ModalidadeRegraBase legal
Amortizar ou liquidar o saldo devedorAbate o saldo, reduzindo prazo ou parcela, com intervalo mínimo de 2 anos entre usos.Lei nº 8.036/1990, art. 20, VI
Pagar parte das prestaçõesAbate até 80% de cada prestação, por no mínimo 12 meses. Não reduz o saldo de uma vez.Lei nº 8.036/1990, art. 20, V, "b" e "c"
Financiamento aceitoNas duas modalidades: financiamento do SFH; fora do SFH, se contratado a partir de 12/06/2021; autofinanciamento em consórcio; ou programa habitacional do governo federal, estadual ou municipal.Lei nº 8.036/1990, art. 20, V e VI (cita o SFH); a ampliação é condição do Conselho Curador publicada pelo FGTS
Tempo de FGTS do trabalhadorPelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, na mesma empresa ou em empresas diferentes, nas duas modalidades.Lei nº 8.036/1990, art. 20, V, "a" (prestações); para amortizar ou liquidar, condição do Conselho Curador publicada pelo FGTS

Para a economia de juros, as duas modalidades não se equivalem. Amortizar tira o dinheiro do saldo de uma vez, e os juros deixam de incidir sobre ele a partir do mês seguinte. Pagar parte das prestações usa o mesmo dinheiro aos poucos, ao longo de pelo menos 12 meses, enquanto o saldo continua rendendo juros para o banco. A segunda serve para atravessar um aperto; a primeira é a que esta calculadora simula.

Não publicamos aqui o valor máximo do imóvel para uso do FGTS: esse teto depende de resolução do Conselho Curador, e as fontes oficiais consultadas na revisão desta página não estavam alinhadas. Um número desatualizado faria alguém contar com um dinheiro que não pode usar.

Casos de borda

São oito situações em que a conta pede atenção: adiantamento pequeno, taxa zero, quitação, última parcela quebrada, correção monetária, seguros, fim de contrato e saldo mínimo.

Valor menor que uma amortização mensal

No SAC padrão, cada parcela amortiza R$ 1.000,00. Adiantar R$ 500,00 não chega a cortar uma parcela inteira: o contrato continua com 300 parcelas e só a última fica menor. A economia de juros existe mesmo assim — R$ 1.310,19 reduzindo o prazo — e reduzindo a parcela a primeira prestação cai R$ 6,04.

Taxa zero

Sem juros, adiantar não economiza nada: o dinheiro só muda de mês. No caso padrão com taxa zero, a economia é de R$ 0,00 nos dois cenários, e o prazo cai 30 parcelas. A calculadora aceita taxa zero para você conferir isso.

Valor igual ou maior que o saldo devedor

Isso é quitação, não amortização parcial, e a calculadora recusa com mensagem. Para quitar, peça ao banco o saldo de quitação na data: é o valor presente das parcelas que faltam, e não a soma delas.

Última parcela quebrada

Reduzindo o prazo, o saldo novo nem sempre fecha em parcelas inteiras. A calculadora mantém a prestação (Price) ou a amortização (SAC) até a penúltima parcela e cobra na última só o que sobrou, com os juros daquele mês. O prazo nunca passa do contrato: se, na Price, o valor adiantado for menor que o resíduo do arredondamento da prestação, o número de parcelas fica o mesmo e a última não passa da última do contrato.

Contrato corrigido pela TR ou pelo IPCA

Contrato imobiliário corrigido pela TR ou pelo IPCA tem o saldo atualizado todo mês pelo índice. Esta calculadora supõe correção zero, porque o índice futuro não é conhecido. Com correção positiva, os valores em reais ficam maiores, mas a ordem entre reduzir o prazo e reduzir a parcela continua a mesma.

Seguros e taxa de administração

A prestação do boleto soma seguro por morte e invalidez (MIP), seguro de danos ao imóvel (DFI) e, às vezes, taxa de administração. A calculadora mostra só amortização mais juros. Como o MIP é calculado sobre o saldo devedor, ele também cai depois da amortização, e a economia real tende a ser maior que a mostrada aqui.

Poucas parcelas restantes

Perto do fim do contrato, cada real adiantado deixa de pagar juros por poucos meses, e a economia cai junto. A calculadora aceita qualquer número de parcelas entre 1 e 600; rode o seu caso em vez de supor.

Saldo abaixo do mínimo

Abaixo de R$ 100,00 de saldo a calculadora recusa a entrada. O piso é uma barreira de sanidade, não um limite da conta: um saldo desse tamanho se quita, e para isso vale pedir ao banco o valor de quitação. Na Price há um limite de verdade: com taxa alta e prazo longo, o arredondamento da prestação ao centavo, somado aos juros até o fim, passaria de uma prestação inteira, e a calculadora recusa a combinação em vez de mostrar um cronograma que não representa o contrato.

Perguntas frequentes sobre amortização

São 21 dúvidas, do "vale a pena" ao uso do FGTS. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

Vale a pena amortizar o financiamento?
Em termos de juros, sim, sempre que a taxa do contrato é maior que zero: cada real adiantado deixa de pagar juros pelos meses que faltam. No caso padrão, R$ 30.000,00 adiantados economizam R$ 74.811,79 reduzindo o prazo. A pergunta que fica é se esse dinheiro renderia mais em outro lugar, líquido de imposto.
É melhor reduzir o prazo ou reduzir a parcela?
Reduzir o prazo economiza mais juros (com taxa zero, as duas empatam); reduzir a parcela alivia o orçamento todo mês. No caso padrão, a diferença entre as duas economias é de R$ 35.375,09. A escolha depende de você precisar de folga no mês ou querer pagar menos no total.
Quanto de juros eu economizo amortizando?
Depende do saldo, da taxa, das parcelas restantes e do sistema. No caso padrão (SAC, 11% ao ano, 300 parcelas), cada real adiantado economiza R$ 2,49 reduzindo o prazo e R$ 1,31 reduzindo a parcela. Use a calculadora com os dados do seu extrato.
O valor adiantado paga as últimas parcelas?
Não. Ele abate o saldo devedor, com redução proporcional dos juros, como manda o CDC (art. 52, § 2º). Pelo valor de face, R$ 30.000,00 pagariam só as últimas 26 parcelas do caso padrão; abatendo o saldo, o prazo cai 30 parcelas.
Reduzindo o prazo, quantas parcelas eu corto?
No SAC, o prazo perde tantas parcelas quanto o valor adiantado dividido pela amortização mensal, arredondado para baixo; o resto deixa a última parcela menor. No caso padrão, são 30 parcelas (2 anos e 6 meses). Na Price o corte segue outra conta, porque a prestação fica fixa: no mesmo contrato, 93 parcelas.
Reduzindo a parcela, quanto a prestação cai?
No SAC, a amortização mensal cai na proporção do saldo, e a primeira prestação do caso padrão passa de R$ 3.620,38 para R$ 3.258,34. Na Price, a prestação fixa cai de R$ 2.828,58 para R$ 2.545,73.
Em SAC ou em Price amortizar economiza mais?
Depende do contrato; rode os dois na calculadora. No caso padrão, reduzindo o prazo, a economia é de R$ 74.811,79 no SAC e de R$ 234.988,74 na Price. Isso não torna a Price um contrato melhor: com o mesmo saldo, taxa e prazo, ela tem mais juros pela frente — R$ 548.580,97 contra R$ 394.366,91.
Posso usar o FGTS para amortizar?
Pode, com intervalo mínimo de 2 anos entre usos para amortizar ou liquidar (Lei nº 8.036/1990, art. 20, VI). A lei cita o financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e remete as demais condições ao Conselho Curador do FGTS, que ampliou o uso: a página oficial do fundo admite também financiamento fora do SFH contratado a partir de 12/06/2021, autofinanciamento em consórcio e programas habitacionais do governo. Ela exige ainda pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS. O pedido é feito ao banco do financiamento.
O FGTS pode pagar parte da prestação em vez de abater o saldo?
Pode: é outra modalidade, que abate até 80% de cada prestação por no mínimo 12 meses (art. 20, V). Ela alivia o mês, mas não reduz o saldo de uma vez — e por isso economiza menos juros que usar o mesmo valor para amortizar.
De quanto em quanto tempo posso usar o FGTS no financiamento?
Para amortizar ou liquidar o saldo, a lei exige interstício mínimo de 2 anos entre movimentações. Confirme com o banco a data do último uso antes de contar com o dinheiro.
O banco pode cobrar tarifa para eu amortizar?
Não, nos contratos com pessoa física firmados a partir de dezembro de 2007: a Resolução CMN nº 3.516/2007 proíbe tarifa pela liquidação antecipada, total ou parcial. Se aparecer cobrança, peça a base contratual por escrito.
Qual taxa o banco usa para descontar os juros?
A taxa pactuada no contrato, nas operações prefixadas com pessoa física (Resolução CMN nº 5.004/2022, art. 7º). Abater o saldo devedor é equivalente a descontar as parcelas futuras a essa taxa.
Qual taxa eu digito: a nominal ou a efetiva?
Qualquer uma, desde que você escolha o tipo certo ao lado do campo. As duas descrevem o mesmo contrato: 11% ao ano efetiva correspondem a 10,4815% ao ano nominal, e as duas dão 0,8735% ao mês.
Onde encontro o saldo devedor e as parcelas restantes?
No extrato do financiamento, no aplicativo do banco ou no Documento Descritivo do Crédito, que a Resolução CMN nº 5.004/2022 obriga o banco a fornecer com saldo devedor, prazo remanescente, taxa e sistema de pagamento.
Por que a parcela da calculadora é menor que a do boleto?
Porque a calculadora mostra só amortização mais juros. O boleto do financiamento imobiliário soma seguros MIP e DFI e, em alguns contratos, taxa de administração e correção do saldo pela TR.
Amortizar cedo ou no fim do contrato faz diferença?
Faz. O real adiantado deixa de pagar juros por todos os meses que faltariam, então quanto mais parcelas restam, maior a economia por real. Rode a calculadora com as parcelas restantes de hoje e compare com o seu plano.
Vale mais amortizar ou investir o dinheiro?
Amortizar rende, na prática, a taxa do contrato, sem imposto e sem risco — mais a correção pela TR ou pelo IPCA, quando o contrato prevê. Investir só compensa se o rendimento líquido de imposto passar dessa soma. Com 11% ao ano no contrato, o investimento precisaria render, depois do imposto, mais que essa taxa somada ao índice de correção.
Posso amortizar várias vezes?
Com dinheiro próprio, sim, quantas vezes quiser, respeitando o procedimento do banco. Com FGTS, vale o intervalo de 2 anos. Para simular amortizações sucessivas, use o saldo e as parcelas restantes depois da primeira como entrada da segunda.
Reduzir o prazo aumenta a parcela?
Não. Reduzindo o prazo, a prestação da Price fica igual e a do SAC cai, porque os juros incidem sobre um saldo menor: no caso padrão, a primeira passa de R$ 3.620,38 para R$ 3.358,34.
A calculadora serve para financiamento de carro?
A matemática é a mesma para qualquer contrato em SAC ou Price. Se o financiamento do veículo tem parcelas fixas, ele é Price; informe saldo, taxa e parcelas restantes. Seguros e tarifas daquele contrato também ficam de fora.
Posso compartilhar a simulação?
Sim. O endereço da página guarda o que você digitou, e quem abrir o mesmo link vê o mesmo resultado. Nada é enviado para servidor: o cálculo roda no seu navegador.

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