Calculadora de taxa de juros equivalente
1,00% ao mês equivale a 12,6825% ao ano efetivos, e não a 12,00% ao ano: os juros de cada mês rendem juros nos meses seguintes. Os 12,00% ao ano são a taxa nominal — a mesma taxa escrita ao ano, capitalizada mensalmente. No crédito bancário, o que o contrato cobra é a efetiva: pela Súmula 541 do STJ, uma taxa anual maior que a mensal multiplicada pelos 12 meses basta para autorizar a cobrança da taxa efetiva anual.
Conversão por juros compostos, com as convenções de dias do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. Data de referência dos dados do site: .
Converta a sua taxa
Informe a taxa, o período em que ela está e o período para o qual quer converter. A taxa efetiva equivalente, a regra de três ao lado e a diferença em reais aparecem na hora.
1,00% ao mês equivale a uma taxa efetiva de 12,6825% ao ano.
A conta, passo a passo
- Equivalência composta: (1 + 1,00%)^12 − 1 = 12,6825% ao ano.
- Regra de três (juros simples): 1,00% × 12 = 12,00% ao ano — a conta que não vale para taxa efetiva.
- Em dinheiro, ao fim de um período de destino: R$ 1.000,00 viram R$ 1.126,83 pela taxa efetiva e R$ 1.120,00 pela regra de três.
| Conta | Taxa | Juros | Montante |
|---|---|---|---|
| Equivalência composta | 12,6825% ao ano | R$ 126,83 | R$ 1.126,83 |
| Regra de três | 12,00% ao ano | R$ 120,00 | R$ 1.120,00 |
Como a taxa equivalente é calculada
Some 1 à taxa, eleve ao número de vezes que o período de origem cabe no de destino e subtraia 1. De mensal para anual o expoente é 12; de anual para mensal, 1/12.
A fórmula cabe em uma linha: taxa equivalente = (1 + taxa conhecida)n − 1, em que n é quantas vezes o período da taxa conhecida cabe no período procurado. Ela vem de uma exigência simples: duas taxas são equivalentes quando, aplicadas ao mesmo capital pelo mesmo prazo, chegam ao mesmo montante. Se R$ 1.000,00 a 1,00% ao mês viram R$ 1.126,83 em 12 meses, a taxa anual equivalente é a que leva R$ 1.000,00 a R$ 1.126,83 de uma vez só — 12,6825% ao ano.
- Escreva a taxa em forma decimal. Divida o percentual por 100: 1,00% vira um número decimal antes de entrar em qualquer conta. Sem essa divisão, a mesma fórmula aplicada sobre o percentual cru trataria 1,00% ao mês como 100,00% ao mês.
- Descubra quantas vezes um período cabe no outro. O expoente é a razão entre os períodos. Um ano tem 12 meses, então de mensal para anual o expoente é 12; de anual para mensal, é um sobre 12. Para dia útil, o ano tem 252; para dia corrido, 360 no ano comercial ou 365 no ano civil.
- Some 1, eleve ao expoente e subtraia 1. A taxa equivalente é (1 + taxa) elevado ao expoente, menos 1. Para 1,00% ao mês: o fator do mês elevado a 12 dá 1,126825; tirando o 1, sobram 12,6825% ao ano. O "somar 1" existe porque o que se compõe é o capital com os juros, e não a taxa sozinha.
- Se a taxa for nominal, divida antes de compor. Taxa nominal é dividida proporcionalmente pelo período de capitalização e só depois composta. 12,00% ao ano com capitalização mensal significam 1,00% ao mês efetivos — e essa taxa, composta por 12 meses, dá 12,6825% ao ano efetivos.
- Confira com o valor em reais. A prova real é o montante. R$ 1.000,00 a 1,00% ao mês viram R$ 1.126,83 depois de 12 meses de juros sobre juros — exatamente o que a taxa de 12,6825% ao ano produz em uma aplicação única de um ano. A regra de três levaria a R$ 1.120,00, e a diferença de R$ 6,83 é o juro sobre juro que ela esquece.
Por que a regra de três erra
Multiplicar a taxa mensal pelos meses supõe que os juros de cada mês incidem só sobre o capital inicial. Quando os juros se capitalizam, não é assim: o juro do primeiro mês vira capital no segundo e passa a render também. A regra de três ignora esse juro sobre juro, e por isso 1,00% ao mês vira 12,00% ao ano por ela, contra 12,6825% ao ano pela conta certa. No sentido inverso o erro troca de sinal: dividir 12,00% ao ano por 12 dá 1,00% ao mês, quando a taxa mensal equivalente é 0,9489% ao mês.
A distância cresce com o prazo e com a taxa. O gráfico abaixo mostra os juros de R$ 1.000,00 a 1,00% ao mês em prazos de um a 12 meses, pelas duas contas. Com uma taxa mais alta, de 10,00% ao mês, a regra de três anuncia 120,00% ao ano e a taxa efetiva é 213,8428% ao ano.
- Juros compostos (taxa efetiva)
- Regra de três
Ver os dados em tabela
| Prazo | Juros compostos (taxa efetiva) | Regra de três |
|---|---|---|
| 1 mês | R$ 10,00 | R$ 10,00 |
| 2 meses | R$ 20,10 | R$ 20,00 |
| 3 meses | R$ 30,30 | R$ 30,00 |
| 6 meses | R$ 61,52 | R$ 60,00 |
| 12 meses | R$ 126,83 | R$ 120,00 |
Tabelas de taxas equivalentes
Não existe tabela oficial de taxa equivalente: ela é pura matemática, e as duas tabelas abaixo saem da mesma fórmula da calculadora. A primeira leva taxas mensais ao ano; a segunda traz taxas anuais ao mês.
| Taxa mensal | Anual efetiva | Regra de três | Diferença |
|---|---|---|---|
| 0,50% ao mês | 6,1678% ao ano | 6,00% ao ano | 0,1678 p.p. |
| 0,75% ao mês | 9,3807% ao ano | 9,00% ao ano | 0,3807 p.p. |
| 1,00% ao mês | 12,6825% ao ano | 12,00% ao ano | 0,6825 p.p. |
| 1,50% ao mês | 19,5618% ao ano | 18,00% ao ano | 1,5618 p.p. |
| 2,00% ao mês | 26,8242% ao ano | 24,00% ao ano | 2,8242 p.p. |
| 3,00% ao mês | 42,5761% ao ano | 36,00% ao ano | 6,5761 p.p. |
| 5,00% ao mês | 79,5856% ao ano | 60,00% ao ano | 19,5856 p.p. |
| 8,00% ao mês | 151,817% ao ano | 96,00% ao ano | 55,817 p.p. |
| 10,00% ao mês | 213,8428% ao ano | 120,00% ao ano | 93,8428 p.p. |
| Taxa anual | Mensal equivalente | Anual ÷ meses | Diferença |
|---|---|---|---|
| 6,00% ao ano | 0,4868% ao mês | 0,50% ao mês | −0,0132 p.p. |
| 8,00% ao ano | 0,6434% ao mês | 0,6667% ao mês | −0,0233 p.p. |
| 10,00% ao ano | 0,7974% ao mês | 0,8333% ao mês | −0,0359 p.p. |
| 12,00% ao ano | 0,9489% ao mês | 1,00% ao mês | −0,0511 p.p. |
| 15,00% ao ano | 1,1715% ao mês | 1,25% ao mês | −0,0785 p.p. |
| 20,00% ao ano | 1,5309% ao mês | 1,6667% ao mês | −0,1357 p.p. |
| 30,00% ao ano | 2,2104% ao mês | 2,50% ao mês | −0,2896 p.p. |
| 50,00% ao ano | 3,4366% ao mês | 4,1667% ao mês | −0,7301 p.p. |
| 100,00% ao ano | 5,9463% ao mês | 8,3333% ao mês | −2,387 p.p. |
A taxa diária depende da convenção
Para levar 10,00% ao ano a uma taxa diária é preciso saber quantos dias tem o ano da conta. As três convenções abaixo são usadas no Brasil, cada uma com uma origem normativa ou de mercado diferente. A regra de três em dia útil daria 0,039683% ao dia útil, acima da equivalente de 0,037829% ao dia útil.
| Onde se usa | Dias no ano | Taxa diária equivalente |
|---|---|---|
| Taxa Selic (definição do Banco Central) | 252 | 0,037829% ao dia útil |
| Matemática financeira tradicional: meses de 30 dias | 360 | 0,026479% ao dia (ano comercial) |
| Custo Efetivo Total (Resolução CMN nº 4.881/2020) | 365 | 0,026116% ao dia (ano civil) |
Taxa nominal e taxa efetiva: qual o contrato cobra
12,00% ao ano nominais com capitalização mensal significam 1,00% ao mês efetivos, e isso dá 12,6825% ao ano efetivos. A nominal é a forma de escrever; a efetiva é o que você paga.
Taxa efetiva é a que incide de fato em cada período. Taxa nominal é escrita num período e capitalizada em outro: "12,00% ao ano, capitalizados mensalmente" é um jeito de dizer "1,00% ao mês efetivos". A passagem da nominal para a efetiva por período de capitalização é uma divisão simples; a passagem para qualquer outro período é equivalência composta.
Por isso a mesma frase vale como resposta para duas perguntas diferentes. "1,00% ao mês é quanto ao ano?" tem duas respostas corretas: 12,00% ao ano nominais e 12,6825% ao ano efetivos. O erro não está em nenhum dos dois números: está em comparar uma taxa nominal de uma oferta com a efetiva de outra.
O que aparece no contrato de banco
Quando um contrato de crédito informa a taxa de juros mensal e a anual, a anual é a efetiva — e ao lado vem o Custo Efetivo Total, que também é anual. A Súmula 541 do Superior Tribunal de Justiça diz que uma taxa anual superior ao duodécuplo — 12 vezes — da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. Em outras palavras: se o contrato diz 1,00% ao mês e 12,6825% ao ano, o banco pode cobrar os 12,6825% ao ano, porque o próprio contrato mostra que os juros se capitalizam todo mês.
Contratos de financiamento imobiliário podem trazer duas taxas anuais, uma nominal e uma efetiva. A menor é a nominal; para saber a taxa do mês, divida-a pelos meses do ano. A maior é a efetiva, e é ela que se compara com outra oferta — ou, melhor, compara-se o CET, que a Resolução CMN nº 4.881/2020 manda expressar como taxa anual com base em 365 dias.
Exemplo prático: 10,00% ao ano nominais
Um financiamento com 10,00% ao ano nominais e capitalização mensal cobra 0,8333% ao mês efetivos, o que dá 10,4713% ao ano efetivos — 0,4713 p.p. acima da taxa anunciada.
Imagine um saldo devedor de R$ 100.000,00 num contrato que informa 10,00% ao ano de juros nominais, capitalizados mensalmente. As taxas deste exemplo são números redondos escolhidos para a conta ser fácil de conferir, e não a taxa de nenhum banco.
- A taxa do mês é a nominal dividida pelos meses. 10,00% ao ano ÷ 12 = 0,8333% ao mês. É essa taxa que incide sobre o saldo a cada mês: R$ 833,33 de juros no primeiro mês sobre R$ 100.000,00.
- A taxa do ano é a mensal composta. (1 + 0,8333%) elevado a 12, menos 1, dá 10,4713% ao ano.
- Em reais, sem amortizar nada no ano. Os juros acumulados sobre R$ 100.000,00 seriam R$ 10.471,31, e não os R$ 10.000,00 que a taxa nominal sugere — uma diferença de R$ 471,31.
Na prática o saldo de um financiamento cai todo mês com as amortizações, então os juros reais do ano são menores que os deste exemplo. O que não muda é a taxa: a cada mês incidem 0,8333% ao mês sobre o que resta, e o custo anual efetivo do dinheiro é 10,4713% ao ano.
E a poupança?
Enquanto a meta da Selic estiver acima do limite fixado na Lei nº 12.703/2012, a poupança paga juros de 0,50% ao mês, somados à TR. Só essa parcela fixa já dá 6,1678% ao ano, e não 6,00% ao ano. A TR varia todo mês, então esta página não soma a parte variável.
Casos de borda
São oito situações em que a conversão de taxa dá resultado diferente do esperado — da taxa diária às dívidas em que os juros não se capitalizam.
Taxa diária: dia útil, ano comercial ou ano civil
Não existe "a" taxa diária de 1,00% ao mês: existem três, uma por convenção — 0,047394% ao dia útil, 0,033173% ao dia (ano comercial) ou 0,032719% ao dia (ano civil). O ano da primeira tem 252 dias úteis (a base da Selic); o da segunda, 360 dias; o da terceira, 365. Use a convenção do contrato ou do título, e não a primeira que aparecer.
Converter de mensal para dia útil supõe um mês médio
Dividir o ano em 252 dias úteis e em 12 meses equivale a supor 21 dias úteis em todo mês. O mês real tem mais ou menos que isso, conforme feriados e fins de semana. Para taxa anual convertida em dia útil a conta é exata; entre mês e dia útil ela é uma média.
Taxa nominal com capitalização semestral
20,00% ao ano capitalizados semestralmente são 10,00% ao semestre efetivos, e 21,00% ao ano efetivos. A calculadora aceita qualquer capitalização mais curta que o período da taxa nominal — mensal, bimestral, trimestral, semestral ou diária.
Capitalização mais longa que a taxa
Uma taxa mensal "capitalizada anualmente" não descreve contrato nenhum, e a calculadora recusa a combinação em vez de devolver um número. Se foi isso que você leu, a taxa provavelmente é anual e o período foi escrito errado.
Converter e desconverter devolve a taxa de partida
Levar 12,00% ao ano ao mês e trazer de volta ao ano devolve 12,00% ao ano — a mesma taxa, porque a equivalência composta é reversível. A regra de três também é reversível, e por isso o erro dela não aparece quando se confere ida e volta: ela erra nos dois sentidos, de forma consistente.
Taxa zero, e taxas muito altas
Com taxa zero, qualquer período dá zero. No outro extremo, a calculadora recusa combinações cujo resultado não cabe num número exato — uma taxa diária de três dígitos levada a um ano, por exemplo. Isso não é limite legal: é o ponto em que o número deixa de ter precisão para ser exibido.
Taxa com correção monetária por cima
Poupança, FGTS e parte do crédito imobiliário somam uma taxa fixa a um índice que muda todo mês (TR, IPCA). A equivalência desta página converte só a parte fixa. O índice também se compõe, mas o valor dele no futuro não é conhecido, e a calculadora não o estima.
Juros simples de verdade
Há dívidas em que os juros não se capitalizam — os juros de mora de uma obrigação civil sem capitalização prevista em contrato, por exemplo. Nelas, a regra de três é a conta certa, e a coluna "regra de três" da calculadora é a que vale. A taxa equivalente composta só se aplica quando juros rendem juros.
O que esta página escolhe, e por quê
São três escolhas em que as calculadoras de taxa divergem. Em vez de escondê-las atrás de um número único, esta seção mostra o que circula, o que adotamos e o motivo.
Que taxa diária usar
O que circula: Calculadoras que dividem a taxa mensal por 30, ou a anual por 365, sem dizer em que base estão.
O que esta página adota: As três convenções como unidades separadas: dia útil (252 por ano), dia corrido de ano comercial (360) e dia corrido de ano civil (365).
Por quê: Cada uma é oficial em algum lugar: a de dia útil é a do Banco Central para a Selic, a de ano civil é a da fórmula do Custo Efetivo Total na Resolução CMN nº 4.881/2020, e a de ano comercial é a da matemática financeira tradicional. Escolher uma em silêncio seria errar para quem precisa das outras duas.
Quantas casas decimais mostrar
O que circula: A taxa com duas casas, que transforma 0,9489% ao mês em 0,95% ao mês.
O que esta página adota: Até quatro casas no percentual, e seis abaixo de 0,1% — arredondamento com o meio para longe do zero (para cima nas taxas, para baixo nas diferenças negativas), só na exibição. A conta interna usa a precisão completa do número.
Por quê: Taxa arredondada e levada de volta ao ano não devolve o ponto de partida: 0,95% ao mês voltam como 12,0149% ao ano, com erro já na segunda casa. Com quatro casas, 0,9489% ao mês voltam como 12,0003% ao ano: o erro cai para a quarta casa, mas não some. Para reproduzir o número exato numa planilha, use a fórmula sobre a taxa de partida, e não a taxa arredondada.
Taxa nominal é taxa "errada"?
O que circula: Que a taxa nominal é um truque, e que só a efetiva existe de verdade.
O que esta página adota: A nominal é uma forma legítima de escrever a taxa, desde que venha com o período de capitalização: 12,00% ao ano com capitalização mensal é uma definição precisa de 1,00% ao mês. Ela só engana quando é comparada com uma efetiva como se fossem a mesma coisa.
Por quê: Contratos trazem a nominal por tradição de mercado e trazem a efetiva porque é ela que mede o custo. A calculadora mostra as duas lado a lado, em vez de fingir que uma delas não existe.
Base legal e fontes
A matemática da equivalência não depende de lei; o que depende é quando ela pode ser cobrada e em que convenção. As oito referências abaixo, com link para o texto oficial, respondem isso.
- Súmula 541 do STJ (DJe de 15/06/2015)
- "A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada." É o que responde qual taxa vale no contrato: se o banco escreveu 1,00% ao mês e 12,6825% ao ano, a segunda — maior que a mensal multiplicada pelos meses do ano — basta para mostrar que os juros se capitalizam mensalmente.
- Súmula 539 do STJ (DJe de 15/06/2015)
- Permite a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual nos contratos celebrados com instituições do Sistema Financeiro Nacional a partir de 31/3/2000, desde que expressamente pactuada. É o que torna a equivalência composta a conta aplicável ao crédito bancário.
- Medida Provisória nº 2.170-36/2001, art. 5º
- "Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, é admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano." É a norma que as duas súmulas acima interpretam.
- Decreto nº 22.626/1933 (Lei de Usura), art. 4º
- "É proibido contar juros dos juros: esta proibição não compreende a acumulação de juros vencidos aos saldos líquidos em conta corrente de ano a ano." Desde a Lei nº 14.905/2024, a proibição só alcança as obrigações fora das quatro exceções do art. 3º dela — no empréstimo entre pessoas físicas sem título de crédito, por exemplo —, e é nessas dívidas que a regra de três ainda pode ser a conta certa.
- Lei nº 14.905/2024, art. 3º
- Afasta a Lei de Usura de quatro grupos de obrigações: as contratadas entre pessoas jurídicas; as representadas por títulos de crédito ou valores mobiliários; as contraídas perante instituições financeiras e demais autorizadas pelo Banco Central, fundos ou clubes de investimento, sociedades de arrendamento mercantil, empresas simples de crédito e OSCIPs de crédito; e as realizadas nos mercados financeiro, de capitais ou de valores mobiliários. A mesma lei reescreveu o art. 591 do Código Civil, que no mútuo com fins econômicos dizia "permitida a capitalização anual"; a redação nova não trata de capitalização.
- Resolução CMN nº 4.881/2020, art. 4º
- Define a fórmula do Custo Efetivo Total com o fator (1 + CET) elevado a dias corridos sobre 365, e manda expressá-lo "na forma de taxa percentual anual", com duas casas decimais. Ou seja: o CET é uma taxa anual efetiva, em ano civil — a mesma lógica de equivalência composta desta página.
- Banco Central do Brasil — metodologia da taxa Selic
- A Selic é expressa "sob a forma anual, considerando a convenção de 252 dias úteis", e o fator diário é a raiz de mesmo índice de (1 + taxa anual). É a definição oficial da conversão entre taxa anual e taxa por dia útil.
- Lei nº 12.703/2012 (remuneração da poupança)
- Fixa os juros da poupança em 0,50% ao mês enquanto a meta da Selic estiver acima do limite que a própria lei define, e em fração da Selic mensalizada nos demais casos — sempre somados à TR. É a origem da taxa mensal do exemplo da poupança.
Perguntas frequentes sobre taxa equivalente
São vinte dúvidas sobre conversão de taxa, nominal e efetiva e o que o contrato cobra. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
1% ao mês é quanto ao ano?
12,00% ao ano é quanto ao mês?
Qual é a fórmula da taxa equivalente?
Por que não posso multiplicar a taxa mensal por 12?
Qual a diferença entre taxa nominal e taxa efetiva?
Qual taxa aparece no contrato do banco?
Como saber se a taxa do meu contrato é nominal ou efetiva?
O que é o CET e ele é taxa efetiva?
Quanto rende a poupança por ano, na parte fixa?
Como converter taxa anual em taxa diária?
Por que a Selic usa 252 dias?
A diferença entre efetiva e proporcional é sempre pequena?
Taxa equivalente e taxa proporcional são a mesma coisa?
Se eu converter para o ano e voltar para o mês, a taxa muda?
A calculadora serve para taxa de financiamento imobiliário?
Posso usar a taxa equivalente para comparar dois empréstimos?
O que é duodécuplo?
Existe taxa equivalente em juros simples?
Por que o resultado tem até quatro casas decimais?
A taxa equivalente vale para rendimento e para dívida?
Calculadoras relacionadas
A taxa equivalente é a peça de outras contas de juros: a de juros compostos aplica a taxa a um valor ao longo do tempo, a do parcelamento e a da dívida do cartão mostram quanto a taxa mensal custa, e a de quanto rende compara aplicações que anunciam taxas em prazos diferentes.
- Juros compostosJuros compostos rendem juro sobre juro: o total é o valor inicial capitalizado mais a série de aportes mensais acumulada. A taxa anual vira mensal por equivalência, e não dividida por doze — que é o erro que infla as simulações de longo prazo.
- Parcelar ou à vistaQuando a loja dá desconto para pagar à vista, o “parcelado sem juros” tem juros: a taxa escondida é a que iguala o preço à vista às parcelas no tempo. Se essa taxa for maior do que o rendimento do seu dinheiro, pagar à vista sai mais barato; se for menor, parcele e deixe o dinheiro rendendo.
- Dívida do cartãoA dívida do cartão fica só um mês no rotativo e depois vai para o parcelamento da fatura. Desde 2024, os juros e encargos somados não podem passar do valor original: em principal, juros e encargos, você paga no máximo o dobro do que ficou sem pagar, sem contar o IOF.
- Quanto rendeO rendimento depende da taxa, do prazo e do imposto. CDB paga Imposto de Renda regressivo, que cai com o prazo; poupança e LCI/LCA de pessoa física são isentas. Comparar pelo líquido é o que mostra qual rende mais.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. Ela converte taxas; não calcula parcela, saldo devedor nem o custo total de um contrato, e não substitui a leitura do contrato nem orientação profissional.