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Calculadora do Bem

Calculadora alugar ou comprar imóvel

Comprar passa a valer mais a pena do que alugar no mês em que o patrimônio de quem comprou — imóvel menos dívida, mais o que investiu — supera o de quem alugou e investiu a entrada. No exemplo abaixo, um imóvel de R$ 500.000,00 com R$ 100.000,00 de entrada contra um aluguel de R$ 2.500,00, com o dinheiro rendendo 8% ao ano, o equilíbrio não acontece em 30 anos. Troque as premissas e veja o seu.

Legislação desta página conferida em . Os valores do exemplo são premissas editáveis, não dados de mercado.

Simule alugar ou comprar

Preencha o imóvel, o financiamento, os custos de ser dono, o aluguel e as premissas. O ponto de equilíbrio, o patrimônio dos dois caminhos e a evolução ano a ano aparecem na hora.

Patrimônio a mais alugando em 30 anosR$ 1.208.198,41

Sem ponto de equilíbrio em 30 anos: alugar e investir fica à frente no fim do horizonte.

Patrimônio comprandoR$ 1.588.830,67Patrimônio alugandoR$ 2.797.029,08Custo no 1º mês comprandoR$ 6.173,30Custo no 1º mês alugandoR$ 3.350,00Desembolso no dia da compraR$ 122.000,00

Valores em reais, taxas em % ao ano. O resultado muda na hora e o endereço da página guarda a simulação. Os números já preenchidos são um exemplo, não dados de mercado.

O imóvel e a entrada

O preço de compra combinado.

Dinheiro próprio na compra. Igual ao valor do imóvel = compra à vista.

O financiamento

A taxa efetiva anual do contrato.

Número de prestações.

SAC paga mais no começo e menos juros no total.

MIP, DFI e tarifa de administração, da simulação do seu banco.

Os custos de comprar e de ser dono

Alíquota do seu município.

Escritura e registro; no financiamento bancário, o contrato dispensa a escritura.

O valor do carnê anual.

A taxa ordinária.

Premissa sua: não existe índice oficial.

O aluguel

De um imóvel equivalente ao que compraria.

Aplicado também a IPTU e condomínio, uma vez por ano.

Quem paga os encargos quando você mora de aluguel.

As premissas

Quanto o dinheiro investido rende, já sem imposto.

Premissa sua. Zero é não supor valorização.

Por quanto tempo comparar os dois caminhos.

Patrimônio comprando e alugando, ano a ano
Patrimônio comprando e alugando, ano a anoEvolução por ano, 31 pontos. Comprando: começa em R$ 100.000,00 (0), vai de R$ 100.000,00 (0) a R$ 1.588.830,67 (30) e termina em R$ 1.588.830,67 (30). Alugando e investindo: começa em R$ 122.000,00 (0), vai de R$ 122.000,00 (0) a R$ 2.797.029,08 (30) e termina em R$ 2.797.029,08 (30).R$ 1,6 miR$ 2,8 mi036912151821242730
  • Comprando
  • Alugando e investindo
Patrimônio de quem compra e de quem aluga, de cinco em cinco anos
AnoImóvel − dívidaComprando (total)Alugando
0R$ 100.000,00R$ 100.000,00R$ 122.000,00
5R$ 166.666,60R$ 166.666,60R$ 349.993,95
10R$ 233.333,20R$ 233.333,20R$ 596.305,86
15R$ 299.999,80R$ 321.423,18R$ 881.740,23
20R$ 366.666,40R$ 523.112,23R$ 1.295.565,68
25R$ 433.333,00R$ 910.930,04R$ 1.903.611,01
30R$ 500.000,00R$ 1.588.830,67R$ 2.797.029,08

No período, quem aluga paga R$ 1.682.550,96 de aluguel; quem compra paga R$ 685.091,54 de juros e R$ 150.001,20 de manutenção, além de R$ 22.000,00 de ITBI e cartório no dia da compra.

Como a comparação é feita

Os dois caminhos gastam exatamente o mesmo dinheiro. Quem aluga investe a entrada, o ITBI e o cartório; a cada mês, quem gasta menos investe a diferença. O ponto de equilíbrio é o mês a partir do qual o patrimônio de quem compra fica à frente.

A pergunta "vale mais a pena alugar ou comprar?" só tem resposta honesta se os dois caminhos forem comparados com o mesmo dinheiro. Quem compra usa a entrada e paga prestação; quem aluga não queima a entrada — investe. E se a prestação for maior que o aluguel, a sobra de quem aluga também vai para a aplicação. No fim, compara-se o que cada um tem: de um lado o imóvel, descontada a dívida, mais o que conseguiu investir; do outro, a carteira de investimentos.

  1. Some o que sai do bolso no dia da compra. Entrada, ITBI e cartório. No caso padrão, R$ 100.000,00 de entrada, R$ 15.000,00 de ITBI (3% de R$ 500.000,00) e R$ 7.000,00 de escritura e registro: R$ 122.000,00. Quem compra transforma a entrada em imóvel; ITBI e cartório não voltam nunca. O exemplo aplica a alíquota geral ao valor inteiro; em São Paulo, quem financia pelo SFH tem alíquota reduzida sobre parte do valor financiado e paga um ITBI menor.
  2. Invista o mesmo dinheiro do lado de quem aluga. Quem aluga não gasta esse dinheiro: aplica os mesmos R$ 122.000,00 à taxa líquida informada, 8% ao ano, que equivalem a 0,64% ao mês. Há simuladores que pulam esse passo — e sem ele a comparação pende para a compra.
  3. Monte o custo mensal de cada caminho. Comprar custa prestação, seguros e tarifas, condomínio, IPTU e manutenção: R$ 6.173,30 no primeiro mês do caso padrão. Alugar custa o aluguel mais os encargos que o contrato põe no inquilino: R$ 3.350,00.
  4. Quem gasta menos no mês investe a diferença. No primeiro mês a diferença é de R$ 2.823,30, e ela vai para a carteira de quem gastou menos. Enquanto a prestação supera o aluguel, investe quem aluga; quando o financiamento acaba ou o aluguel reajustado passa o custo de ser dono, investe quem comprou. Os dois caminhos gastam exatamente o mesmo dinheiro todo mês.
  5. Compare os patrimônios mês a mês. Patrimônio de quem compra = valor do imóvel − saldo devedor + carteira. Patrimônio de quem aluga = carteira. O ponto de equilíbrio é o mês a partir do qual o primeiro fica maior ou igual ao segundo até o fim do horizonte de 30 anos. No caso padrão, o equilíbrio não acontece em 30 anos.

O primeiro mês, lado a lado

Na tabela, o caso padrão: financiamento de R$ 400.000,00 pelo SAC em 360 meses, a 12% ao ano. Condomínio e IPTU aparecem dos dois lados porque o caso padrão desta calculadora é o contrato que põe os dois encargos no inquilino. Se o seu aluguel já os inclui, troque a opção de quem paga.

Custo do primeiro mês de quem compra e de quem aluga — caso padrão
ItemComprandoAlugando
Prestação ou aluguelR$ 4.906,63R$ 2.500,00
Seguros e tarifas do financiamentoR$ 0,00R$ 0,00
CondomínioR$ 700,00R$ 700,00
IPTU (um doze avos do anual)R$ 150,00R$ 150,00
ManutençãoR$ 416,67R$ 0,00
Custo do mêsR$ 6.173,30R$ 3.350,00
A diferença de R$ 2.823,30 vai para a carteira de quem gastou menos no mês.

A taxa mensal: equivalente, nunca dividida por doze

Contrato de financiamento imobiliário informa a taxa efetiva anual, e esta calculadora também pede o rendimento ao ano. Para usar no mês a mês, a conta certa é a taxa equivalente: (1 + taxa anual) elevado a um doze avos, menos um. Os 12% ao ano do exemplo viram 0,95% ao mês; dividir por doze daria 1%, e o erro se repete em cada uma das prestações: os juros do contrato iriam de R$ 685.091,54 para R$ 722.000,74. Os 8% de rendimento viram 0,64% ao mês pela mesma fórmula.

Reajuste uma vez por ano

O aluguel sobe em degraus anuais, no aniversário do contrato, porque a lei anula reajuste com periodicidade menor que um ano. O aluguel de R$ 2.500,00 vira R$ 2.600,00 no segundo ano com 4% de reajuste. A calculadora aplica o mesmo percentual ao condomínio e ao IPTU, como premissa: se eles sobem em ritmo diferente no seu caso, a conta simplifica. A manutenção acompanha o valor do imóvel.

O que muda o ponto de equilíbrio

Não existe tabela oficial para esta conta: o resultado depende de premissas suas. A tabela abaixo mede o efeito de cada uma, trocando um campo por vez no caso padrão, e a grade cruza rendimento e valorização em 16 simulações.

Ponto de equilíbrio e patrimônio em 30 anos, por cenário
CenárioEquilíbrioComprando no fimAlugando no fim
Caso padrão (SAC)—R$ 1.588.830,67R$ 2.797.029,08
Mesmo financiamento pela Price—R$ 952.792,24R$ 2.498.741,92
Compra à vista—R$ 5.212.476,57R$ 5.252.706,86
Valorização de 4% ao ano—R$ 2.496.352,59R$ 2.879.180,28
Aluguel com IPTU e condomínio inclusos—R$ 887.987,44R$ 3.897.983,79
Entrada parada (rendimento zero)15 anos e 5 mesesR$ 1.154.755,14R$ 329.296,92
— significa que alugar e investir termina o horizonte à frente. Cada linha muda só o campo indicado; o resto é o caso padrão.
Patrimônio no fim de 30 anos, por cenário
Patrimônio no fim de 30 anos, por cenário5 cenários comparados em 2 séries. Padrão: Comprando, R$ 1.588.830,67; Alugando, R$ 2.797.029,08. Price: Comprando, R$ 952.792,24; Alugando, R$ 2.498.741,92. À vista: Comprando, R$ 5.212.476,57; Alugando, R$ 5.252.706,86. Valorização: Comprando, R$ 2.496.352,59; Alugando, R$ 2.879.180,28. Sem rendimento: Comprando, R$ 1.154.755,14; Alugando, R$ 329.296,92.PadrãoPriceÀ vistaValorizaçãoSemrendimento
  • Comprando
  • Alugando
Ver os dados em tabela
Patrimônio no fim de 30 anos, por cenário — valores por cenário
CenárioComprandoAlugando
PadrãoR$ 1.588.830,67R$ 2.797.029,08
PriceR$ 952.792,24R$ 2.498.741,92
À vistaR$ 5.212.476,57R$ 5.252.706,86
ValorizaçãoR$ 2.496.352,59R$ 2.879.180,28
Sem rendimentoR$ 1.154.755,14R$ 329.296,92

Rendimento contra valorização

Duas premissas não têm resposta certa e dependem só de você: o rendimento líquido do dinheiro de quem aluga e a valorização do imóvel de quem compra. Cada célula é o ponto de equilíbrio com as demais premissas do caso padrão. Leia pela linha do rendimento que você realmente consegue, e não pela que gostaria de conseguir.

Ponto de equilíbrio por rendimento líquido (linhas) e valorização do imóvel (colunas)
Rendimento ao anoValorização 0%Valorização 2%Valorização 4%Valorização 6%
4%24 anos e 5 meses18 anos8 anos e 7 meses3 anos
6%—28 anos15 anos e 3 meses4 anos e 4 meses
8%———8 anos e 6 meses
10%————
— significa sem equilíbrio em 30 anos. O maior rendimento da grade equivale a 0,8% ao mês.

A grade mede o peso das duas premissas, lida nas duas direções. Na coluna de valorização 0%, três das quatro linhas de rendimento terminam o horizonte sem equilíbrio; na de 6%, uma das quatro linhas de rendimento termina sem equilíbrio. Na linha de rendimento 4%, nenhuma das quatro colunas de valorização termina sem equilíbrio; na de 10%, todas as quatro colunas de valorização terminam sem equilíbrio. Nenhuma das duas se confere antes: o rendimento de décadas e a valorização do imóvel são apostas sobre o futuro, e por isso ficam à vista como campos seus.

Exemplo prático: imóvel de R$ 500.000,00

Com R$ 100.000,00 de entrada, aluguel de R$ 2.500,00 e rendimento de 8% ao ano, o equilíbrio não acontece em 30 anos. Em 30 anos, quem compra termina com R$ 1.588.830,67 e quem aluga com R$ 2.797.029,08.

O exemplo é o caso já preenchido na calculadora. Um imóvel de R$ 500.000,00, com R$ 100.000,00 de entrada e R$ 400.000,00 financiados pelo SAC em 360 meses a 12% ao ano. No dia da compra saem R$ 15.000,00 de ITBI e R$ 7.000,00 de cartório. O condomínio é de R$ 700,00, o IPTU de R$ 1.800,00 por ano, e a manutenção foi estimada em 1% do valor ao ano. O aluguel de um imóvel equivalente é R$ 2.500,00, com reajuste de 4% ao ano, e o dinheiro de quem aluga rende 8% líquidos ao ano.

  1. Mês zero. Quem compra desembolsa R$ 122.000,00. Quem aluga aplica os mesmos R$ 122.000,00. O patrimônio de quem compra começa na própria entrada: ITBI e cartório, R$ 22.000,00 somados, são custo e não voltam.
  2. Primeiro mês. Comprar custa R$ 6.173,30; alugar, R$ 3.350,00. A diferença de R$ 2.823,30 vai para a carteira de quem gastou menos.
  3. Ao longo do contrato. A prestação do SAC cai todo mês, de R$ 4.906,63 até R$ 1.122,06, enquanto o aluguel sobe uma vez por ano. Nos 30 anos, quem compra paga R$ 685.091,54 de juros e R$ 150.001,20 de manutenção; quem aluga paga R$ 1.682.550,96 de aluguel.
  4. O resultado. O equilíbrio não acontece em 30 anos. No fim do horizonte a diferença é de R$ 1.208.198,41, a favor de alugar.
Patrimônio comprando e alugando no exemplo, ano a ano
Patrimônio comprando e alugando no exemplo, ano a anoEvolução por ano, 31 pontos. Comprando: começa em R$ 100.000,00 (0), vai de R$ 100.000,00 (0) a R$ 1.588.830,67 (30) e termina em R$ 1.588.830,67 (30). Alugando e investindo: começa em R$ 122.000,00 (0), vai de R$ 122.000,00 (0) a R$ 2.797.029,08 (30) e termina em R$ 2.797.029,08 (30).R$ 1,6 miR$ 2,8 mi036912151821242730
  • Comprando
  • Alugando e investindo
Evolução do exemplo de cinco em cinco anos
AnoAluguel do mêsSaldo devedorPatrimônio comprandoPatrimônio alugando
0—R$ 400.000,00R$ 100.000,00R$ 122.000,00
5R$ 2.924,65R$ 333.333,40R$ 166.666,60R$ 349.993,95
10R$ 3.558,29R$ 266.666,80R$ 233.333,20R$ 596.305,86
15R$ 4.329,20R$ 200.000,20R$ 321.423,18R$ 881.740,23
20R$ 5.267,13R$ 133.333,60R$ 523.112,23R$ 1.295.565,68
25R$ 6.408,27R$ 66.667,00R$ 910.930,04R$ 1.903.611,01
30R$ 7.796,64R$ 0,00R$ 1.588.830,67R$ 2.797.029,08
Sem ponto de equilíbrio em 30 anos: alugar e investir fica à frente no fim do horizonte.

Repare na diferença de natureza entre os dois patrimônios: o dinheiro de quem aluga cresce por juros compostos desde o primeiro dia, e o imóvel, com a valorização zerada, fica parado no preço de compra. Mude a valorização para o mesmo percentual do reajuste do aluguel, 4% ao ano, e o patrimônio de quem compra no fim vai de R$ 1.588.830,67 para R$ 2.496.352,59, e o equilíbrio não acontece em 30 anos. Com 6% ao ano, o equilíbrio chega no mês 102, depois de 8 anos e 6 meses. Nenhuma dessas taxas de valorização é garantida.

Rentabilidade do aluguel: o atalho da conta

Rentabilidade do aluguel é o aluguel dividido pelo valor do imóvel. No exemplo, R$ 2.500,00 sobre R$ 500.000,00 dão 0,5% ao mês, ou 6% ao ano, antes de qualquer custo.

Para quem mora, a rentabilidade do aluguel é o preço do uso do imóvel em percentual do valor dele. Quanto mais baixa ela é perto do rendimento que o seu dinheiro consegue, mais barato é morar de aluguel e investir a diferença. Para quem é dono e aluga para terceiros, é o mesmo número visto do outro lado: a renda bruta do imóvel, antes de IPTU, condomínio vago, manutenção, taxa de administração e imposto de renda.

A tabela mantém o caso padrão e troca só o aluguel, em degraus de 0,1% do valor do imóvel ao mês. Cada linha é uma simulação completa, com o ponto de equilíbrio que resulta dela.

Rentabilidade do aluguel e ponto de equilíbrio para um imóvel de R$ 500.000,00
AluguelAo mêsAo anoEquilíbrio
R$ 1.500,000,3%3,6%—
R$ 2.000,000,4%4,8%—
R$ 2.500,000,5%6%—
R$ 3.000,000,6%7,2%—
R$ 3.500,000,7%8,4%20 anos e 2 meses
— significa sem equilíbrio em 30 anos. Rentabilidade bruta: aluguel de doze meses dividido pelo valor do imóvel.

Comparar a rentabilidade anual do aluguel diretamente com a taxa do investimento é tentador, mas incompleto: quem compra também paga juros, ITBI, cartório e manutenção, e pode ganhar com a valorização. A rentabilidade é o atalho para saber se vale a pena abrir a calculadora; a resposta está no ponto de equilíbrio.

Casos de borda

São oito situações em que a conta pede um cuidado a mais: compra à vista, aluguel maior que o custo de ser dono, venda antes de quitar, aluguel com encargos embutidos, rendimento zero, valorização negativa, FGTS na entrada e seguros do financiamento.

Compra à vista

Com a entrada igual ao valor do imóvel não há prestação, e o custo mensal de quem compra cai para condomínio, IPTU e manutenção. Do outro lado, quem aluga começa com o valor inteiro do imóvel mais ITBI e cartório aplicados, e a conta passa a ser a economia mensal de quem comprou contra o rendimento desse capital. Com as demais premissas do caso padrão, o equilíbrio à vista não acontece em 30 anos, e no fim do horizonte a diferença é de R$ 40.230,29, a favor de alugar.

Aluguel maior que o custo de ser dono

Acontece em imóvel comprado à vista, depois que o financiamento termina ou quando o aluguel reajustado passa a prestação. Nesse caso quem investe a diferença é quem comprou, e a calculadora faz isso sozinha — o modelo é simétrico. Esquecer esse lado é o erro inverso ao de deixar a entrada parada: favorece o aluguel sem motivo.

Horizonte menor que o prazo do financiamento

Se você pretende vender antes de quitar, o saldo devedor que sobra no último mês do horizonte é descontado do patrimônio de quem comprou. Isso pesa contra a compra em horizonte curto: no caso padrão, 77,35% da primeira prestação é juros, e só o resto abate a dívida. Ponha no horizonte o tempo que você pretende ficar no imóvel.

Contrato de aluguel com IPTU e condomínio embutidos

A Lei do Inquilinato põe o condomínio ordinário no inquilino e deixa o IPTU para o contrato decidir. Se o seu aluguel é "pacote", escolha a opção correspondente: os encargos passam a pesar só do lado da compra. Com as demais premissas do caso padrão, o equilíbrio não acontece em 30 anos.

Rendimento zero

Com rendimento zero, o dinheiro de quem aluga fica parado — é a conta de quem compara só o aluguel com a prestação. Nas mesmas premissas do caso padrão, o equilíbrio chega no mês 185, depois de 15 anos e 5 meses. A diferença entre essa frase e o resultado do caso padrão é o tamanho do viés de quem deixa a entrada parada.

Valorização negativa

O campo de valorização aceita número negativo, para quem quer testar um bairro em declínio ou um imóvel que envelhece sem reforma. O valor do imóvel cai mês a mês pela taxa equivalente, e a manutenção, calculada sobre o valor do imóvel, cai junto.

FGTS na entrada

O saldo do FGTS usado na entrada entra como qualquer outro dinheiro da entrada. Mas lembre que, do lado do aluguel, esse saldo não estaria na sua carteira de investimentos: continuaria no FGTS, rendendo a remuneração do fundo, que é outra taxa. Para simular com precisão, deixe na entrada só o dinheiro que você de fato poderia investir.

Seguros e tarifas do financiamento

Os seguros obrigatórios do financiamento habitacional (morte e invalidez, e danos ao imóvel) e a tarifa de administração dependem da sua idade, da seguradora e do banco. Por isso eles entram como um valor mensal que você copia da simulação do banco, com padrão zero. Deixar zero faz a compra parecer mais barata do que é.

O que esta página escolhe, e por quê

São cinco escolhas em que esta calculadora se afasta do que circula por aí. Cada uma mostra a versão que circula, o que adotamos e o motivo.

A entrada parada

O que circula: Há simuladores, em especial de quem vende imóvel, que comparam o total de aluguéis pagos com o total de prestações e concluem que "aluguel é dinheiro jogado fora".

O que esta página adota: A entrada, o ITBI e o cartório rendem do lado de quem aluga, à taxa que você informar — 8% ao ano no caso padrão. E a diferença mensal é investida por quem gastar menos.

Por quê: Quem não compra não queima a entrada: aplica. Ignorar o rendimento desse dinheiro é comparar um caminho completo com metade do outro. Juros do financiamento também são "dinheiro jogado fora" no mesmo sentido que o aluguel.

Taxa de rendimento: campo, não Selic

O que circula: Calculadoras que embutem a Selic ou o CDI do dia como rendimento da alternativa.

O que esta página adota: O rendimento é um campo explícito, líquido de imposto, com 8% ao ano no exemplo.

Por quê: A taxa básica pode mudar a cada reunião do Copom e ninguém aplica por décadas a uma taxa só. Além disso, o imposto sobre o rendimento depende do produto e do prazo. Quem sabe a taxa que consegue é você; embutir uma seria escolher a aplicação por você.

Valorização do imóvel

O que circula: Projeções de valorização anual usadas como se fossem garantidas.

O que esta página adota: A valorização é premissa sua, com padrão de 0% ao ano.

Por quê: Valorização passada não garante a futura, e ela varia por cidade, bairro e tipo de imóvel. A página mostra o efeito dela em vez de supô-la: com valorização igual ao reajuste do aluguel (4% ao ano), o patrimônio de quem compra no fim de 30 anos vai de R$ 1.588.830,67 para R$ 2.496.352,59, e o equilíbrio não acontece em 30 anos. Com 6% ao ano, o equilíbrio chega no mês 102, depois de 8 anos e 6 meses.

Manutenção de 1% ao ano

O que circula: Há quem cite um percentual fixo do valor do imóvel por ano como custo de manutenção, apresentado como regra de mercado.

O que esta página adota: Um campo de manutenção anual, com padrão de 1% do valor do imóvel.

Por quê: Não encontramos índice oficial de custo de manutenção residencial. O número é uma premissa redonda, deixada visível e editável para você trocar pelo que gasta de fato — pintura, impermeabilização, troca de piso, conserto de hidráulica.

Ponto de equilíbrio em vez de veredito

O que circula: Resultados do tipo "compre" ou "alugue", em letras grandes.

O que esta página adota: O mês a partir do qual o patrimônio de quem compra fica à frente até o fim do horizonte, e o patrimônio dos dois caminhos lado a lado.

Por quê: A decisão envolve coisas que não cabem numa conta: estabilidade, mudança de cidade, família, a liberdade de reformar. O número diz quanto custa cada escolha; a escolha é sua.

Perguntas frequentes sobre alugar ou comprar

São vinte dúvidas sobre a comparação, do ponto de equilíbrio aos seguros do financiamento. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

É melhor alugar ou comprar um imóvel?
Depende sobretudo do rendimento que você consegue no dinheiro da entrada, da valorização do imóvel, do reajuste do aluguel e do custo do financiamento. Esta calculadora não dá veredito: mostra o mês em que o patrimônio de quem compra passa o de quem aluga e investe — se esse mês existir dentro do horizonte que você escolheu.
O que é o ponto de equilíbrio entre alugar e comprar?
É o mês a partir do qual o patrimônio de quem comprou (imóvel menos dívida, mais o que investiu) fica maior ou igual ao de quem alugou e investiu a entrada, e continua assim até o fim do horizonte. No caso padrão desta página ele não acontece em 30 anos.
Aluguel é dinheiro jogado fora?
Tanto quanto os juros do financiamento. No caso padrão, só nos 30 anos analisados, quem compra paga R$ 685.091,54 de juros e R$ 150.001,20 de manutenção, enquanto quem aluga paga R$ 1.682.550,96 de aluguel. Os dois são custo de morar; a diferença está no que cada um consegue investir.
Por que a entrada precisa render na comparação?
Porque quem aluga não gasta a entrada: aplica. No caso padrão são R$ 122.000,00 investidos no mês zero. Deixar esse dinheiro parado muda o equilíbrio de "não acontece em 30 anos" para "chega no mês 185, depois de 15 anos e 5 meses".
Que taxa de rendimento devo usar?
A taxa LÍQUIDA — já sem imposto de renda — de uma aplicação que você faria de verdade por muitos anos. A página não embute Selic nem CDI porque elas mudam e porque o imposto depende do produto e do prazo. O exemplo usa 8% ao ano, uma premissa para a conta, não uma recomendação.
Como transformar a taxa anual do financiamento em mensal?
Pela taxa equivalente: (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Os 12% ao ano do exemplo viram 0,95% ao mês. Dividir por doze daria 1%, e esse erro, repetido em todas as parcelas, leva os juros do contrato do exemplo de R$ 685.091,54 para R$ 722.000,74: R$ 36.909,20 a mais.
SAC ou Price: qual muda o resultado?
No SAC a primeira prestação é maior (R$ 4.906,63 no exemplo) e cai todo mês; na Price ela é fixa (R$ 3.926,58). Os juros do contrato inteiro somam R$ 685.091,54 no SAC contra R$ 1.013.563,79 na Price. Na comparação com o aluguel, o equilíbrio da Price não acontece em 30 anos.
O ITBI entra na conta?
Entra, e é custo afundado: não vira patrimônio. No exemplo são R$ 15.000,00, ou 3% do valor do imóvel. A alíquota é municipal; em São Paulo a geral é 3%, com alíquota reduzida sobre parte do valor financiado pelo SFH, dentro de limites fixados na lei municipal. Confira a lei do seu município.
Quanto custa o cartório na compra de um imóvel?
Depende da tabela de emolumentos do seu estado e do valor do imóvel — por isso é um campo em reais. O exemplo usa R$ 7.000,00 para escritura e registro, um número de exemplo. Na compra financiada pelo SFH ou pelo SFI, o contrato do banco já vale como escritura pública, e dispensa a escritura no tabelionato: sobra o registro. Peça o orçamento ao registro de imóveis da sua cidade e, se houver escritura, ao tabelionato.
Condomínio e IPTU pesam contra a compra?
Não, quando o contrato de aluguel os põe no inquilino. A Lei do Inquilinato põe o condomínio ordinário no inquilino (art. 23, XII) e deixa o contrato transferir o IPTU a ele (art. 22, VIII). Quando o contrato faz isso, que é o padrão desta calculadora, os dois encargos aparecem dos dois lados e se anulam. Só pesam contra a compra quando o aluguel já os inclui.
Por que a manutenção é 1% do valor do imóvel?
Não é regra oficial: é uma premissa redonda, usada no exemplo como 1% ao ano, o que dá R$ 416,67 por mês no imóvel de R$ 500.000,00. Troque pelo que você realmente gasta. Na locação, a Lei 8.245/1991 põe no proprietário entregar o imóvel em condição de uso, responder pelos defeitos anteriores à locação e pagar as despesas extraordinárias de condomínio (art. 22, I, IV e X). O inquilino repara o dano que ele próprio causar (art. 23, V) e devolve o imóvel no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do uso normal (art. 23, III). O que fica com o inquilino na saída depende do contrato e da vistoria de entrada; a calculadora zera a manutenção do lado do aluguel, como premissa.
A calculadora considera a valorização do imóvel?
Só se você informar. O padrão é 0% ao ano, porque projetar valorização seria palpite. Com valorização igual ao reajuste do aluguel (4%), o patrimônio de quem compra no fim do horizonte vai de R$ 1.588.830,67 para R$ 2.496.352,59, e o equilíbrio não acontece em 30 anos. Com 6% ao ano, o equilíbrio chega no mês 102, depois de 8 anos e 6 meses.
O reajuste do aluguel é mensal ou anual?
Anual: a lei anula reajuste com periodicidade menor que um ano. O aluguel de R$ 2.500,00 do exemplo, com 4% de reajuste, passa a R$ 2.600,00 no segundo ano. A calculadora aplica o mesmo percentual a condomínio e IPTU. Um índice negativo reduz os três. Se o seu contrato não deixa o aluguel cair quando o índice fica negativo, informe zero nesse caso.
O que é rentabilidade do aluguel?
É o aluguel dividido pelo valor do imóvel. No exemplo, R$ 2.500,00 sobre R$ 500.000,00 dão 0,5% ao mês, ou 6% ao ano, antes de qualquer custo. Quanto menor essa taxa perto do rendimento que você consegue, mais o aluguel tende a compensar para quem mora.
E se eu vender o imóvel antes de quitar?
Use o horizonte igual ao tempo que pretende ficar. O saldo devedor que sobra é descontado do patrimônio de quem comprou. A calculadora não desconta corretagem nem imposto sobre ganho de capital na venda; se você pretende vender, desconte-os do resultado.
Os seguros do financiamento estão incluídos?
Só se você informar. Os seguros obrigatórios e a tarifa de administração dependem da idade e do banco, então entram como um valor mensal copiado da sua simulação. Com o padrão zero, o custo de comprar sai menor do que o real.
A calculadora considera a TR no saldo devedor?
Não. A TR de meses futuros não existe para ser calculada. Se o seu contrato corrige o saldo pela TR, o saldo real cai mais devagar do que o desta simulação, e o equilíbrio tende a chegar depois.
Por que o resultado pode mostrar que comprar passa à frente e depois volta a ficar atrás?
Porque as curvas podem cruzar mais de uma vez: um aluguel que sobe rápido pode pôr a compra à frente cedo, e o rendimento composto pode devolver a vantagem ao aluguel depois. Por isso o ponto de equilíbrio desta página é o mês a partir do qual a compra fica à frente ATÉ O FIM do horizonte.
Posso compartilhar a simulação?
Pode. Cada campo que você muda vai para o endereço da página; copie o link e quem abrir vê os mesmos números. Nada é enviado a servidor: o cálculo roda no seu navegador.
Esta calculadora substitui a simulação do banco?
Não. Ela compara caminhos; a simulação do banco diz quanto você vai pagar naquele contrato, com seguros, tarifas, TR e o custo efetivo total. Use os números do banco nos campos daqui para comparar com o aluguel.

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