Calculadora alugar ou comprar imóvel
Comprar passa a valer mais a pena do que alugar no mês em que o patrimônio de quem comprou — imóvel menos dívida, mais o que investiu — supera o de quem alugou e investiu a entrada. No exemplo abaixo, um imóvel de R$ 500.000,00 com R$ 100.000,00 de entrada contra um aluguel de R$ 2.500,00, com o dinheiro rendendo 8% ao ano, o equilíbrio não acontece em 30 anos. Troque as premissas e veja o seu.
Legislação desta página conferida em . Os valores do exemplo são premissas editáveis, não dados de mercado.
Simule alugar ou comprar
Preencha o imóvel, o financiamento, os custos de ser dono, o aluguel e as premissas. O ponto de equilíbrio, o patrimônio dos dois caminhos e a evolução ano a ano aparecem na hora.
Sem ponto de equilíbrio em 30 anos: alugar e investir fica à frente no fim do horizonte.
- Comprando
- Alugando e investindo
| Ano | Imóvel − dívida | Comprando (total) | Alugando |
|---|---|---|---|
| 0 | R$ 100.000,00 | R$ 100.000,00 | R$ 122.000,00 |
| 5 | R$ 166.666,60 | R$ 166.666,60 | R$ 349.993,95 |
| 10 | R$ 233.333,20 | R$ 233.333,20 | R$ 596.305,86 |
| 15 | R$ 299.999,80 | R$ 321.423,18 | R$ 881.740,23 |
| 20 | R$ 366.666,40 | R$ 523.112,23 | R$ 1.295.565,68 |
| 25 | R$ 433.333,00 | R$ 910.930,04 | R$ 1.903.611,01 |
| 30 | R$ 500.000,00 | R$ 1.588.830,67 | R$ 2.797.029,08 |
No período, quem aluga paga R$ 1.682.550,96 de aluguel; quem compra paga R$ 685.091,54 de juros e R$ 150.001,20 de manutenção, além de R$ 22.000,00 de ITBI e cartório no dia da compra.
Como a comparação é feita
Os dois caminhos gastam exatamente o mesmo dinheiro. Quem aluga investe a entrada, o ITBI e o cartório; a cada mês, quem gasta menos investe a diferença. O ponto de equilíbrio é o mês a partir do qual o patrimônio de quem compra fica à frente.
A pergunta "vale mais a pena alugar ou comprar?" só tem resposta honesta se os dois caminhos forem comparados com o mesmo dinheiro. Quem compra usa a entrada e paga prestação; quem aluga não queima a entrada — investe. E se a prestação for maior que o aluguel, a sobra de quem aluga também vai para a aplicação. No fim, compara-se o que cada um tem: de um lado o imóvel, descontada a dívida, mais o que conseguiu investir; do outro, a carteira de investimentos.
- Some o que sai do bolso no dia da compra. Entrada, ITBI e cartório. No caso padrão, R$ 100.000,00 de entrada, R$ 15.000,00 de ITBI (3% de R$ 500.000,00) e R$ 7.000,00 de escritura e registro: R$ 122.000,00. Quem compra transforma a entrada em imóvel; ITBI e cartório não voltam nunca. O exemplo aplica a alíquota geral ao valor inteiro; em São Paulo, quem financia pelo SFH tem alíquota reduzida sobre parte do valor financiado e paga um ITBI menor.
- Invista o mesmo dinheiro do lado de quem aluga. Quem aluga não gasta esse dinheiro: aplica os mesmos R$ 122.000,00 à taxa líquida informada, 8% ao ano, que equivalem a 0,64% ao mês. Há simuladores que pulam esse passo — e sem ele a comparação pende para a compra.
- Monte o custo mensal de cada caminho. Comprar custa prestação, seguros e tarifas, condomínio, IPTU e manutenção: R$ 6.173,30 no primeiro mês do caso padrão. Alugar custa o aluguel mais os encargos que o contrato põe no inquilino: R$ 3.350,00.
- Quem gasta menos no mês investe a diferença. No primeiro mês a diferença é de R$ 2.823,30, e ela vai para a carteira de quem gastou menos. Enquanto a prestação supera o aluguel, investe quem aluga; quando o financiamento acaba ou o aluguel reajustado passa o custo de ser dono, investe quem comprou. Os dois caminhos gastam exatamente o mesmo dinheiro todo mês.
- Compare os patrimônios mês a mês. Patrimônio de quem compra = valor do imóvel − saldo devedor + carteira. Patrimônio de quem aluga = carteira. O ponto de equilíbrio é o mês a partir do qual o primeiro fica maior ou igual ao segundo até o fim do horizonte de 30 anos. No caso padrão, o equilíbrio não acontece em 30 anos.
O primeiro mês, lado a lado
Na tabela, o caso padrão: financiamento de R$ 400.000,00 pelo SAC em 360 meses, a 12% ao ano. Condomínio e IPTU aparecem dos dois lados porque o caso padrão desta calculadora é o contrato que põe os dois encargos no inquilino. Se o seu aluguel já os inclui, troque a opção de quem paga.
| Item | Comprando | Alugando |
|---|---|---|
| Prestação ou aluguel | R$ 4.906,63 | R$ 2.500,00 |
| Seguros e tarifas do financiamento | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Condomínio | R$ 700,00 | R$ 700,00 |
| IPTU (um doze avos do anual) | R$ 150,00 | R$ 150,00 |
| Manutenção | R$ 416,67 | R$ 0,00 |
| Custo do mês | R$ 6.173,30 | R$ 3.350,00 |
A taxa mensal: equivalente, nunca dividida por doze
Contrato de financiamento imobiliário informa a taxa efetiva anual, e esta calculadora também pede o rendimento ao ano. Para usar no mês a mês, a conta certa é a taxa equivalente: (1 + taxa anual) elevado a um doze avos, menos um. Os 12% ao ano do exemplo viram 0,95% ao mês; dividir por doze daria 1%, e o erro se repete em cada uma das prestações: os juros do contrato iriam de R$ 685.091,54 para R$ 722.000,74. Os 8% de rendimento viram 0,64% ao mês pela mesma fórmula.
Reajuste uma vez por ano
O aluguel sobe em degraus anuais, no aniversário do contrato, porque a lei anula reajuste com periodicidade menor que um ano. O aluguel de R$ 2.500,00 vira R$ 2.600,00 no segundo ano com 4% de reajuste. A calculadora aplica o mesmo percentual ao condomínio e ao IPTU, como premissa: se eles sobem em ritmo diferente no seu caso, a conta simplifica. A manutenção acompanha o valor do imóvel.
O que muda o ponto de equilíbrio
Não existe tabela oficial para esta conta: o resultado depende de premissas suas. A tabela abaixo mede o efeito de cada uma, trocando um campo por vez no caso padrão, e a grade cruza rendimento e valorização em 16 simulações.
| Cenário | Equilíbrio | Comprando no fim | Alugando no fim |
|---|---|---|---|
| Caso padrão (SAC) | — | R$ 1.588.830,67 | R$ 2.797.029,08 |
| Mesmo financiamento pela Price | — | R$ 952.792,24 | R$ 2.498.741,92 |
| Compra à vista | — | R$ 5.212.476,57 | R$ 5.252.706,86 |
| Valorização de 4% ao ano | — | R$ 2.496.352,59 | R$ 2.879.180,28 |
| Aluguel com IPTU e condomínio inclusos | — | R$ 887.987,44 | R$ 3.897.983,79 |
| Entrada parada (rendimento zero) | 15 anos e 5 meses | R$ 1.154.755,14 | R$ 329.296,92 |
- Comprando
- Alugando
Ver os dados em tabela
| Cenário | Comprando | Alugando |
|---|---|---|
| Padrão | R$ 1.588.830,67 | R$ 2.797.029,08 |
| Price | R$ 952.792,24 | R$ 2.498.741,92 |
| À vista | R$ 5.212.476,57 | R$ 5.252.706,86 |
| Valorização | R$ 2.496.352,59 | R$ 2.879.180,28 |
| Sem rendimento | R$ 1.154.755,14 | R$ 329.296,92 |
Rendimento contra valorização
Duas premissas não têm resposta certa e dependem só de você: o rendimento líquido do dinheiro de quem aluga e a valorização do imóvel de quem compra. Cada célula é o ponto de equilíbrio com as demais premissas do caso padrão. Leia pela linha do rendimento que você realmente consegue, e não pela que gostaria de conseguir.
| Rendimento ao ano | Valorização 0% | Valorização 2% | Valorização 4% | Valorização 6% |
|---|---|---|---|---|
| 4% | 24 anos e 5 meses | 18 anos | 8 anos e 7 meses | 3 anos |
| 6% | — | 28 anos | 15 anos e 3 meses | 4 anos e 4 meses |
| 8% | — | — | — | 8 anos e 6 meses |
| 10% | — | — | — | — |
A grade mede o peso das duas premissas, lida nas duas direções. Na coluna de valorização 0%, três das quatro linhas de rendimento terminam o horizonte sem equilíbrio; na de 6%, uma das quatro linhas de rendimento termina sem equilíbrio. Na linha de rendimento 4%, nenhuma das quatro colunas de valorização termina sem equilíbrio; na de 10%, todas as quatro colunas de valorização terminam sem equilíbrio. Nenhuma das duas se confere antes: o rendimento de décadas e a valorização do imóvel são apostas sobre o futuro, e por isso ficam à vista como campos seus.
Exemplo prático: imóvel de R$ 500.000,00
Com R$ 100.000,00 de entrada, aluguel de R$ 2.500,00 e rendimento de 8% ao ano, o equilíbrio não acontece em 30 anos. Em 30 anos, quem compra termina com R$ 1.588.830,67 e quem aluga com R$ 2.797.029,08.
O exemplo é o caso já preenchido na calculadora. Um imóvel de R$ 500.000,00, com R$ 100.000,00 de entrada e R$ 400.000,00 financiados pelo SAC em 360 meses a 12% ao ano. No dia da compra saem R$ 15.000,00 de ITBI e R$ 7.000,00 de cartório. O condomínio é de R$ 700,00, o IPTU de R$ 1.800,00 por ano, e a manutenção foi estimada em 1% do valor ao ano. O aluguel de um imóvel equivalente é R$ 2.500,00, com reajuste de 4% ao ano, e o dinheiro de quem aluga rende 8% líquidos ao ano.
- Mês zero. Quem compra desembolsa R$ 122.000,00. Quem aluga aplica os mesmos R$ 122.000,00. O patrimônio de quem compra começa na própria entrada: ITBI e cartório, R$ 22.000,00 somados, são custo e não voltam.
- Primeiro mês. Comprar custa R$ 6.173,30; alugar, R$ 3.350,00. A diferença de R$ 2.823,30 vai para a carteira de quem gastou menos.
- Ao longo do contrato. A prestação do SAC cai todo mês, de R$ 4.906,63 até R$ 1.122,06, enquanto o aluguel sobe uma vez por ano. Nos 30 anos, quem compra paga R$ 685.091,54 de juros e R$ 150.001,20 de manutenção; quem aluga paga R$ 1.682.550,96 de aluguel.
- O resultado. O equilíbrio não acontece em 30 anos. No fim do horizonte a diferença é de R$ 1.208.198,41, a favor de alugar.
- Comprando
- Alugando e investindo
| Ano | Aluguel do mês | Saldo devedor | Patrimônio comprando | Patrimônio alugando |
|---|---|---|---|---|
| 0 | — | R$ 400.000,00 | R$ 100.000,00 | R$ 122.000,00 |
| 5 | R$ 2.924,65 | R$ 333.333,40 | R$ 166.666,60 | R$ 349.993,95 |
| 10 | R$ 3.558,29 | R$ 266.666,80 | R$ 233.333,20 | R$ 596.305,86 |
| 15 | R$ 4.329,20 | R$ 200.000,20 | R$ 321.423,18 | R$ 881.740,23 |
| 20 | R$ 5.267,13 | R$ 133.333,60 | R$ 523.112,23 | R$ 1.295.565,68 |
| 25 | R$ 6.408,27 | R$ 66.667,00 | R$ 910.930,04 | R$ 1.903.611,01 |
| 30 | R$ 7.796,64 | R$ 0,00 | R$ 1.588.830,67 | R$ 2.797.029,08 |
Repare na diferença de natureza entre os dois patrimônios: o dinheiro de quem aluga cresce por juros compostos desde o primeiro dia, e o imóvel, com a valorização zerada, fica parado no preço de compra. Mude a valorização para o mesmo percentual do reajuste do aluguel, 4% ao ano, e o patrimônio de quem compra no fim vai de R$ 1.588.830,67 para R$ 2.496.352,59, e o equilíbrio não acontece em 30 anos. Com 6% ao ano, o equilíbrio chega no mês 102, depois de 8 anos e 6 meses. Nenhuma dessas taxas de valorização é garantida.
Rentabilidade do aluguel: o atalho da conta
Rentabilidade do aluguel é o aluguel dividido pelo valor do imóvel. No exemplo, R$ 2.500,00 sobre R$ 500.000,00 dão 0,5% ao mês, ou 6% ao ano, antes de qualquer custo.
Para quem mora, a rentabilidade do aluguel é o preço do uso do imóvel em percentual do valor dele. Quanto mais baixa ela é perto do rendimento que o seu dinheiro consegue, mais barato é morar de aluguel e investir a diferença. Para quem é dono e aluga para terceiros, é o mesmo número visto do outro lado: a renda bruta do imóvel, antes de IPTU, condomínio vago, manutenção, taxa de administração e imposto de renda.
A tabela mantém o caso padrão e troca só o aluguel, em degraus de 0,1% do valor do imóvel ao mês. Cada linha é uma simulação completa, com o ponto de equilíbrio que resulta dela.
| Aluguel | Ao mês | Ao ano | Equilíbrio |
|---|---|---|---|
| R$ 1.500,00 | 0,3% | 3,6% | — |
| R$ 2.000,00 | 0,4% | 4,8% | — |
| R$ 2.500,00 | 0,5% | 6% | — |
| R$ 3.000,00 | 0,6% | 7,2% | — |
| R$ 3.500,00 | 0,7% | 8,4% | 20 anos e 2 meses |
Comparar a rentabilidade anual do aluguel diretamente com a taxa do investimento é tentador, mas incompleto: quem compra também paga juros, ITBI, cartório e manutenção, e pode ganhar com a valorização. A rentabilidade é o atalho para saber se vale a pena abrir a calculadora; a resposta está no ponto de equilíbrio.
Casos de borda
São oito situações em que a conta pede um cuidado a mais: compra à vista, aluguel maior que o custo de ser dono, venda antes de quitar, aluguel com encargos embutidos, rendimento zero, valorização negativa, FGTS na entrada e seguros do financiamento.
Compra à vista
Com a entrada igual ao valor do imóvel não há prestação, e o custo mensal de quem compra cai para condomínio, IPTU e manutenção. Do outro lado, quem aluga começa com o valor inteiro do imóvel mais ITBI e cartório aplicados, e a conta passa a ser a economia mensal de quem comprou contra o rendimento desse capital. Com as demais premissas do caso padrão, o equilíbrio à vista não acontece em 30 anos, e no fim do horizonte a diferença é de R$ 40.230,29, a favor de alugar.
Aluguel maior que o custo de ser dono
Acontece em imóvel comprado à vista, depois que o financiamento termina ou quando o aluguel reajustado passa a prestação. Nesse caso quem investe a diferença é quem comprou, e a calculadora faz isso sozinha — o modelo é simétrico. Esquecer esse lado é o erro inverso ao de deixar a entrada parada: favorece o aluguel sem motivo.
Horizonte menor que o prazo do financiamento
Se você pretende vender antes de quitar, o saldo devedor que sobra no último mês do horizonte é descontado do patrimônio de quem comprou. Isso pesa contra a compra em horizonte curto: no caso padrão, 77,35% da primeira prestação é juros, e só o resto abate a dívida. Ponha no horizonte o tempo que você pretende ficar no imóvel.
Contrato de aluguel com IPTU e condomínio embutidos
A Lei do Inquilinato põe o condomínio ordinário no inquilino e deixa o IPTU para o contrato decidir. Se o seu aluguel é "pacote", escolha a opção correspondente: os encargos passam a pesar só do lado da compra. Com as demais premissas do caso padrão, o equilíbrio não acontece em 30 anos.
Rendimento zero
Com rendimento zero, o dinheiro de quem aluga fica parado — é a conta de quem compara só o aluguel com a prestação. Nas mesmas premissas do caso padrão, o equilíbrio chega no mês 185, depois de 15 anos e 5 meses. A diferença entre essa frase e o resultado do caso padrão é o tamanho do viés de quem deixa a entrada parada.
Valorização negativa
O campo de valorização aceita número negativo, para quem quer testar um bairro em declínio ou um imóvel que envelhece sem reforma. O valor do imóvel cai mês a mês pela taxa equivalente, e a manutenção, calculada sobre o valor do imóvel, cai junto.
FGTS na entrada
O saldo do FGTS usado na entrada entra como qualquer outro dinheiro da entrada. Mas lembre que, do lado do aluguel, esse saldo não estaria na sua carteira de investimentos: continuaria no FGTS, rendendo a remuneração do fundo, que é outra taxa. Para simular com precisão, deixe na entrada só o dinheiro que você de fato poderia investir.
Seguros e tarifas do financiamento
Os seguros obrigatórios do financiamento habitacional (morte e invalidez, e danos ao imóvel) e a tarifa de administração dependem da sua idade, da seguradora e do banco. Por isso eles entram como um valor mensal que você copia da simulação do banco, com padrão zero. Deixar zero faz a compra parecer mais barata do que é.
O que esta página escolhe, e por quê
São cinco escolhas em que esta calculadora se afasta do que circula por aí. Cada uma mostra a versão que circula, o que adotamos e o motivo.
A entrada parada
O que circula: Há simuladores, em especial de quem vende imóvel, que comparam o total de aluguéis pagos com o total de prestações e concluem que "aluguel é dinheiro jogado fora".
O que esta página adota: A entrada, o ITBI e o cartório rendem do lado de quem aluga, à taxa que você informar — 8% ao ano no caso padrão. E a diferença mensal é investida por quem gastar menos.
Por quê: Quem não compra não queima a entrada: aplica. Ignorar o rendimento desse dinheiro é comparar um caminho completo com metade do outro. Juros do financiamento também são "dinheiro jogado fora" no mesmo sentido que o aluguel.
Taxa de rendimento: campo, não Selic
O que circula: Calculadoras que embutem a Selic ou o CDI do dia como rendimento da alternativa.
O que esta página adota: O rendimento é um campo explícito, líquido de imposto, com 8% ao ano no exemplo.
Por quê: A taxa básica pode mudar a cada reunião do Copom e ninguém aplica por décadas a uma taxa só. Além disso, o imposto sobre o rendimento depende do produto e do prazo. Quem sabe a taxa que consegue é você; embutir uma seria escolher a aplicação por você.
Valorização do imóvel
O que circula: Projeções de valorização anual usadas como se fossem garantidas.
O que esta página adota: A valorização é premissa sua, com padrão de 0% ao ano.
Por quê: Valorização passada não garante a futura, e ela varia por cidade, bairro e tipo de imóvel. A página mostra o efeito dela em vez de supô-la: com valorização igual ao reajuste do aluguel (4% ao ano), o patrimônio de quem compra no fim de 30 anos vai de R$ 1.588.830,67 para R$ 2.496.352,59, e o equilíbrio não acontece em 30 anos. Com 6% ao ano, o equilíbrio chega no mês 102, depois de 8 anos e 6 meses.
Manutenção de 1% ao ano
O que circula: Há quem cite um percentual fixo do valor do imóvel por ano como custo de manutenção, apresentado como regra de mercado.
O que esta página adota: Um campo de manutenção anual, com padrão de 1% do valor do imóvel.
Por quê: Não encontramos índice oficial de custo de manutenção residencial. O número é uma premissa redonda, deixada visível e editável para você trocar pelo que gasta de fato — pintura, impermeabilização, troca de piso, conserto de hidráulica.
Ponto de equilíbrio em vez de veredito
O que circula: Resultados do tipo "compre" ou "alugue", em letras grandes.
O que esta página adota: O mês a partir do qual o patrimônio de quem compra fica à frente até o fim do horizonte, e o patrimônio dos dois caminhos lado a lado.
Por quê: A decisão envolve coisas que não cabem numa conta: estabilidade, mudança de cidade, família, a liberdade de reformar. O número diz quanto custa cada escolha; a escolha é sua.
Base legal
A comparação em si é matemática financeira, não lei. Mas sete normas decidem quem paga o quê e quando o aluguel pode subir, e estão listadas abaixo com link para o texto oficial.
- Constituição Federal, art. 156, I e II
- Dá aos municípios o IPTU e o ITBI. É por isso que a alíquota do ITBI e o valor do IPTU mudam de cidade para cidade e entram aqui como campos seus.
- Lei municipal de São Paulo nº 11.154/1991, art. 10
- Fixa o ITBI paulistano em 3% nas transmissões em geral e prevê alíquota reduzida sobre a parte financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, com teto em reais atualizado periodicamente. Outros municípios têm leis e alíquotas próprias.
- Código Civil, arts. 108 e 1.245
- Exige escritura pública para imóveis de valor superior a trinta salários mínimos e estabelece que a propriedade só se transfere com o registro no Registro de Imóveis. São os custos de cartório que o campo de cartório desta página soma no dia da compra.
- Lei nº 9.514/1997, art. 38, e Lei nº 4.380/1964, art. 61, § 5º
- Dão ao contrato particular de financiamento imobiliário, no SFI e no SFH, força de escritura pública. Na compra financiada pelo banco, o próprio contrato dispensa a escritura no tabelionato: ponha no campo de cartório apenas o que você de fato vai pagar.
- Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), arts. 22 e 23
- Põe no inquilino as despesas ordinárias de condomínio (art. 23, XII) e no locador os impostos e as despesas extraordinárias (art. 22, VIII e X), salvo cláusula em contrário quanto aos impostos. É a base da opção "quem paga IPTU e condomínio".
- Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), arts. 17 a 19
- Deixa livre a convenção do aluguel e do índice de reajuste, e permite pedir revisão judicial ao preço de mercado depois de três anos de contrato.
- Lei nº 10.192/2001, art. 2º, § 1º
- Declara nula a cláusula de reajuste com periodicidade inferior a um ano. É por isso que o aluguel desta calculadora sobe em degraus anuais, e não todo mês.
Perguntas frequentes sobre alugar ou comprar
São vinte dúvidas sobre a comparação, do ponto de equilíbrio aos seguros do financiamento. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
É melhor alugar ou comprar um imóvel?
O que é o ponto de equilíbrio entre alugar e comprar?
Aluguel é dinheiro jogado fora?
Por que a entrada precisa render na comparação?
Que taxa de rendimento devo usar?
Como transformar a taxa anual do financiamento em mensal?
SAC ou Price: qual muda o resultado?
O ITBI entra na conta?
Quanto custa o cartório na compra de um imóvel?
Condomínio e IPTU pesam contra a compra?
Por que a manutenção é 1% do valor do imóvel?
A calculadora considera a valorização do imóvel?
O reajuste do aluguel é mensal ou anual?
O que é rentabilidade do aluguel?
E se eu vender o imóvel antes de quitar?
Os seguros do financiamento estão incluídos?
A calculadora considera a TR no saldo devedor?
Por que o resultado pode mostrar que comprar passa à frente e depois volta a ficar atrás?
Posso compartilhar a simulação?
Esta calculadora substitui a simulação do banco?
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Contas vizinhas de quem compara alugar e comprar: a parcela do financiamento no SAC e na Price, o reajuste anual do aluguel, o ITBI da escritura e o FGTS que pode entrar na entrada.
- Financiamento imobiliárioNo SAC a primeira parcela é a maior e as seguintes caem todo mês; na Price a parcela é fixa, mas o total de juros é maior. A parcela que o banco cobra soma ainda os seguros MIP e DFI e a tarifa de administração, que uma conta só de juros e amortização deixa de fora.
- Reajuste de aluguelO aluguel é reajustado uma vez por ano, no aniversário do contrato, pela variação acumulada do índice escolhido nos 12 meses anteriores a esse mês. A conta multiplica as variações mensais — não soma — e o mês do próprio aniversário fica de fora, porque o índice dele ainda não saiu.
- ITBIO ITBI é a alíquota do município aplicada sobre o valor declarado da compra. Onde a lei municipal prevê, como em São Paulo e em Porto Alegre, a parte financiada paga uma alíquota menor até um limite, e só o restante paga a alíquota cheia.
- FGTSO empregador deposita 8% do salário todo mês na conta do FGTS. Na demissão sem justa causa você saca o saldo e ainda recebe uma multa de 40% sobre tudo que foi depositado no contrato, mesmo o que você já sacou antes.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado é uma simulação sobre premissas suas e não substitui a simulação oficial do banco nem aconselhamento financeiro ou jurídico.