Calculadora de financiamento imobiliário: SAC e Price
Num financiamento de R$ 400.000,00 em 30 anos, a 11% efetivos ao ano (taxa de exemplo), a primeira parcela é R$ 4.604,95 no SAC e R$ 3.653,43 na Price. O SAC começa mais caro e termina em R$ 1.121,22; a Price fica fixa e cobra R$ 284.596,23 a mais de juros no contrato inteiro. Seguros e tarifa do banco vêm por cima — a calculadora abaixo soma os do seu contrato.
Regras do SFH e do crédito imobiliário vigentes em 2026. Tabelas fiscais do ano atualizadas em ; regras do SFH conferidas em .
Simule o seu financiamento
Digite o valor do imóvel, a entrada, o FGTS, a taxa e o prazo do contrato. A calculadora devolve a primeira e a última parcela, os juros do contrato inteiro e a comparação entre SAC e Price; os seguros e a tarifa entram se você preencher.
R$ 3.493,84 de juros + R$ 1.111,11 de amortização = R$ 4.604,95
Valor financiado: R$ 400.000,00 (80% do imóvel), em 360 meses. Taxa mensal de 0,8735%, equivalente a 11% efetivos ou 10,4815% nominais ao ano.
| Item | SAC | Price |
|---|---|---|
| Primeira parcela | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 |
| Última parcela | R$ 1.121,22 | R$ 3.653,42 |
| Juros no contrato | R$ 630.638,33 | R$ 915.234,56 |
| Seguros no contrato | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Tarifas no contrato | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Total pago | R$ 1.030.638,33 | R$ 1.315.234,56 |
A Price cobra R$ 284.596,23 a mais de juros que o SAC. A parcela do SAC começa R$ 951,52 acima e fica abaixo da Price a partir do mês 100.
Se esta taxa fosse lida como nominal, a mensal seria 0,9167% e a Price sairia R$ 3.809,29 — R$ 155,86 de diferença por mês. Confira no contrato qual das duas você digitou.
Ver o SAC ano a ano: parcela do primeiro mês, juros e saldo ao fim
| Ano | Parcela | Juros no ano | Saldo ao fim |
|---|---|---|---|
| 1º | R$ 4.604,95 | R$ 41.285,52 | R$ 386.666,68 |
| 2º | R$ 4.488,49 | R$ 39.888,00 | R$ 373.333,36 |
| 3º | R$ 4.372,03 | R$ 38.490,44 | R$ 360.000,04 |
| 4º | R$ 4.255,56 | R$ 37.092,90 | R$ 346.666,72 |
| 5º | R$ 4.139,10 | R$ 35.695,38 | R$ 333.333,40 |
| 6º | R$ 4.022,64 | R$ 34.297,86 | R$ 320.000,08 |
| 7º | R$ 3.906,18 | R$ 32.900,32 | R$ 306.666,76 |
| 8º | R$ 3.789,72 | R$ 31.502,76 | R$ 293.333,44 |
| 9º | R$ 3.673,26 | R$ 30.105,24 | R$ 280.000,12 |
| 10º | R$ 3.556,80 | R$ 28.707,72 | R$ 266.666,80 |
| 11º | R$ 3.440,34 | R$ 27.310,20 | R$ 253.333,48 |
| 12º | R$ 3.323,88 | R$ 25.912,63 | R$ 240.000,16 |
| 13º | R$ 3.207,41 | R$ 24.515,10 | R$ 226.666,84 |
| 14º | R$ 3.090,95 | R$ 23.117,58 | R$ 213.333,52 |
| 15º | R$ 2.974,49 | R$ 21.720,06 | R$ 200.000,20 |
| 16º | R$ 2.858,03 | R$ 20.322,51 | R$ 186.666,88 |
| 17º | R$ 2.741,57 | R$ 18.924,96 | R$ 173.333,56 |
| 18º | R$ 2.625,11 | R$ 17.527,44 | R$ 160.000,24 |
| 19º | R$ 2.508,65 | R$ 16.129,92 | R$ 146.666,92 |
| 20º | R$ 2.392,19 | R$ 14.732,40 | R$ 133.333,60 |
| 21º | R$ 2.275,72 | R$ 13.334,82 | R$ 120.000,28 |
| 22º | R$ 2.159,26 | R$ 11.937,30 | R$ 106.666,96 |
| 23º | R$ 2.042,80 | R$ 10.539,78 | R$ 93.333,64 |
| 24º | R$ 1.926,34 | R$ 9.142,26 | R$ 80.000,32 |
| 25º | R$ 1.809,88 | R$ 7.744,70 | R$ 66.667,00 |
| 26º | R$ 1.693,42 | R$ 6.347,16 | R$ 53.333,68 |
| 27º | R$ 1.576,96 | R$ 4.949,64 | R$ 40.000,36 |
| 28º | R$ 1.460,50 | R$ 3.552,12 | R$ 26.667,04 |
| 29º | R$ 1.344,04 | R$ 2.154,59 | R$ 13.333,72 |
| 30º | R$ 1.227,57 | R$ 757,02 | R$ 0,00 |
Como a parcela do financiamento é calculada
Toda parcela é juros do mês mais amortização. Os juros são a taxa mensal sobre o saldo que ainda se deve; a amortização é fixa no SAC e crescente na Price. No caso padrão, o primeiro mês tem R$ 3.493,84 de juros nos dois sistemas.
Um financiamento é uma dívida que diminui a cada mês. A parcela tem duas peças: os juros, que remuneram o banco pelo dinheiro que você ainda não devolveu, e a amortização, que é a devolução propriamente dita. O que distingue um sistema do outro é qual das duas peças fica fixa.
- Descubra o valor financiado. Valor do imóvel menos a entrada e o FGTS usado. No caso padrão, R$ 500.000,00 − R$ 100.000,00 = R$ 400.000,00, uma cota de crédito de 80%.
- Converta a taxa anual em mensal. Se a taxa do contrato é EFETIVA, a mensal é (1 + taxa anual) elevado a 1/12, menos 1: 11% ao ano viram 0,8735% ao mês. Se é NOMINAL, basta dividir por doze.
- Calcule os juros do mês sobre o saldo devedor. Os juros de cada mês são a taxa mensal vezes o que ainda se deve no começo daquele mês. No primeiro mês do caso padrão, 0,8735% de R$ 400.000,00 dão R$ 3.493,84.
- Some a amortização do sistema escolhido. No SAC a amortização é fixa, o financiado dividido pelo prazo: R$ 1.111,11. Na Price quem é fixa é a prestação inteira (R$ 3.653,43), e a amortização é o que sobra depois dos juros.
- Acrescente os seguros e a tarifa. A parcela cobrada soma o seguro MIP (percentual sobre o saldo devedor), o seguro DFI (percentual sobre o valor do imóvel) e a tarifa mensal de administração. As alíquotas estão no contrato ou na simulação do banco.
- Abata a amortização do saldo e repita. O saldo cai pelo valor amortizado e o mês seguinte recomeça dali. No último mês a amortização é exatamente o que sobrou, para o contrato quitar em 360 meses sem resíduo de centavos.
A fórmula do SAC
Amortização = valor financiado ÷ número de meses, e a parcela do mês é essa amortização mais os juros sobre o saldo. No caso padrão, R$ 400.000,00 divididos por 360 meses dão R$ 1.111,11 de amortização; somados aos R$ 3.493,84 de juros do primeiro mês, a parcela inicial é R$ 4.604,95. Como o saldo cai o mesmo tanto todo mês, os juros também caem, e a última parcela é R$ 1.121,22.
A fórmula da Price
Parcela = valor financiado × i ÷ (1 − (1 + i)^−n), com i a taxa mensal e n o número de meses. É a prestação constante que, descontados os juros de cada mês, quita a dívida exatamente no prazo. No caso padrão ela é R$ 3.653,43. No primeiro mês, R$ 3.493,84 dela são juros e só R$ 159,59 abatem a dívida — é por isso que o saldo da Price demora a cair e o total de juros sai maior.
A conversão da taxa: a primeira armadilha
O contrato do SFH informa a taxa ao ano, e a conta é feita ao mês. Quando a taxa anual é efetiva, a mensal é (1 + taxa anual)^(1/12) − 1: os 11% do caso padrão viram 0,8735% ao mês. Quando é nominal, a mensal é a anual dividida por doze — e os mesmos 0,8735% ao mês correspondem a 10,4815% nominais.
Dividir uma taxa efetiva por doze é um erro fácil de cometer numa planilha: basta a fórmula ignorar o tipo da taxa. Com os 11% efetivos, a mensal errada seria 0,9167%, a Price sairia R$ 3.809,29 (R$ 155,86 ou 4,27% a mais) e o primeiro mês do SAC, R$ 4.777,78 (R$ 172,83 a mais). A calculadora pergunta qual das duas taxas você está digitando e mostra, no resultado, quanto a leitura trocada mudaria a sua parcela.
Regras do SFH e do crédito imobiliário em 2026
O SFH cobre imóveis avaliados em até R$ 2.250.000,00, com custo efetivo máximo de 12% ao ano e tarifa de administração de até R$ 25,00 por mês. Na compra de imóvel residencial por pessoa física, a cota de crédito é de até 80%, ou 90% no SAC.
| Condição | Valor | Dispositivo |
|---|---|---|
| Valor de avaliação máximo do imóvel no SFH | R$ 2.250.000,00 | Art. 13, I |
| Custo efetivo máximo no SFH (sem seguros e tarifas) | 12% ao ano | Art. 13, II e § 2º |
| Tarifa mensal de administração do contrato no SFH | até R$ 25,00 | Art. 14, II |
| Cota de crédito na compra de imóvel residencial | até 80% | Art. 6º, I, "a" |
| Cota de crédito no SAC e no Sacre | até 90% | Art. 6º, § 1º |
Três dessas regras mudam a conta que você faz em casa. O limite de avaliação decide se o contrato é do SFH, com teto de custo, ou se fica fora dele, com taxa livremente pactuada. O custo efetivo máximo é medido sobre a taxa efetiva, e não sobre a nominal: um contrato com 12% nominais passa do teto, porque a efetiva correspondente é maior. O teto vale para o custo efetivo inteiro — juros, comissões e outros encargos financeiros do contrato —, e a calculadora compara com ele só a taxa de juros: se o contrato cobra comissão, a taxa pode caber e o custo efetivo, não. A cota de crédito diferente para SAC e Price explica por que o mesmo banco aceita uma entrada menor no SAC.
O que não está na tabela, de propósito: limite de idade, renda mínima, prazo máximo e a cota que cada banco efetivamente pratica. Essas são regras de política de crédito da instituição, não da norma, e mudam de um banco para outro.
SAC ou Price: a diferença em reais
No caso padrão, o SAC começa R$ 951,52 acima da Price e passa a ficar abaixo dela no mês 100. No contrato inteiro, a Price cobra R$ 284.596,23 a mais de juros.
| Item | SAC | Price |
|---|---|---|
| Primeira parcela | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 |
| Última parcela | R$ 1.121,22 | R$ 3.653,42 |
| Juros no contrato inteiro | R$ 630.638,33 | R$ 915.234,56 |
| Juros ÷ valor financiado | 157,66% | 228,81% |
| Total pago | R$ 1.030.638,33 | R$ 1.315.234,56 |
- Valor financiado
- Juros
Ver os dados em tabela
| Sistema | Valor financiado | Juros |
|---|---|---|
| SAC | R$ 400.000,00 | R$ 630.638,33 |
| Price | R$ 400.000,00 | R$ 915.234,56 |
A barra do valor financiado é igual nos dois sistemas, porque os dois devolvem exatamente o que foi emprestado. Toda a diferença está nos juros: no SAC eles somam 157,66% do financiado, na Price 228,81%. A taxa é a mesma — o que muda é por quanto tempo cada real da dívida fica em aberto.
- SAC
- Price
Ver os dados em tabela
| Ano do contrato | SAC | Price |
|---|---|---|
| 1º | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 |
| 2º | R$ 4.488,49 | R$ 3.653,43 |
| 3º | R$ 4.372,03 | R$ 3.653,43 |
| 4º | R$ 4.255,56 | R$ 3.653,43 |
| 5º | R$ 4.139,10 | R$ 3.653,43 |
| 9º | R$ 3.673,26 | R$ 3.653,43 |
| 10º | R$ 3.556,80 | R$ 3.653,43 |
| 15º | R$ 2.974,49 | R$ 3.653,43 |
| 20º | R$ 2.392,19 | R$ 3.653,43 |
| 25º | R$ 1.809,88 | R$ 3.653,43 |
| 30º | R$ 1.227,57 | R$ 3.653,42 |
| Ano | Parcela SAC | Parcela Price | Saldo SAC ao fim | Saldo Price ao fim |
|---|---|---|---|---|
| 1º ano | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 | R$ 386.666,68 | R$ 397.990,16 |
| 2º ano | R$ 4.488,49 | R$ 3.653,43 | R$ 373.333,36 | R$ 395.759,23 |
| 3º ano | R$ 4.372,03 | R$ 3.653,43 | R$ 360.000,04 | R$ 393.282,92 |
| 4º ano | R$ 4.255,56 | R$ 3.653,43 | R$ 346.666,72 | R$ 390.534,23 |
| 5º ano | R$ 4.139,10 | R$ 3.653,43 | R$ 333.333,40 | R$ 387.483,14 |
| 9º ano | R$ 3.673,26 | R$ 3.653,43 | R$ 280.000,12 | R$ 371.532,70 |
| 10º ano | R$ 3.556,80 | R$ 3.653,43 | R$ 266.666,80 | R$ 366.391,44 |
| 15º ano | R$ 2.974,49 | R$ 3.653,43 | R$ 200.000,20 | R$ 330.850,72 |
| 20º ano | R$ 2.392,19 | R$ 3.653,43 | R$ 133.333,60 | R$ 270.962,55 |
| 25º ano | R$ 1.809,88 | R$ 3.653,43 | R$ 66.667,00 | R$ 170.047,48 |
| 30º ano | R$ 1.227,57 | R$ 3.653,42 | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
Qual escolher
Se a primeira parcela do SAC cabe na sua renda com folga, ele sai mais barato no total e a dívida cai mais depressa, o que também protege quem pensa em vender ou quitar antes. Se a primeira parcela do SAC aperta, a Price entrega uma parcela menor no começo ao custo de mais juros — e amortizar extraordinariamente depois reduz esse custo. Não existe resposta única: a calculadora mostra os dois para os seus números.
Quanto o prazo e a taxa mudam a parcela
Com o mesmo financiado, ir de 240 para 420 meses baixa a parcela da Price em R$ 401,73 e aumenta os juros em R$ 549.212,74. As tabelas abaixo mostram prazo e taxa, um de cada vez.
| Prazo | 1ª parcela SAC | Parcela Price | Juros SAC | Juros Price |
|---|---|---|---|---|
| 240 meses (20 anos) | R$ 5.160,51 | R$ 3.988,55 | R$ 421.006,59 | R$ 557.253,00 |
| 300 meses (25 anos) | R$ 4.827,17 | R$ 3.771,45 | R$ 525.823,85 | R$ 731.433,71 |
| 360 meses (30 anos) | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 | R$ 630.638,33 | R$ 915.234,56 |
| 420 meses (35 anos) | R$ 4.446,22 | R$ 3.586,82 | R$ 735.453,53 | R$ 1.106.465,74 |
Alongar o prazo alivia a parcela só em parte, porque nos primeiros anos a maior parte da parcela é juros, e os juros do mês não dependem do prazo: no primeiro mês da Price do caso padrão, R$ 3.493,84 dos R$ 3.653,43 são juros (95,63%). O que o prazo longo faz com certeza é aumentar o total de juros. Uma alternativa é contratar o prazo longo pela parcela e amortizar quando sobrar dinheiro, encurtando o contrato na prática.
| Taxa efetiva | Taxa mensal | 1ª parcela SAC | Parcela Price | Juros Price | Juros no teto do SFH (12%) |
|---|---|---|---|---|---|
| 9% ao ano | 0,7207% ao mês | R$ 3.994,04 | R$ 3.117,93 | R$ 722.455,68 | Cabe |
| 10% ao ano | 0,7974% ao mês | R$ 4.300,77 | R$ 3.383,56 | R$ 818.083,17 | Cabe |
| 11% ao ano | 0,8735% ao mês | R$ 4.604,95 | R$ 3.653,43 | R$ 915.234,56 | Cabe |
| 12% ao ano | 0,9489% ao mês | R$ 4.906,63 | R$ 3.926,58 | R$ 1.013.567,60 | Cabe |
Entre 9% e 12% ao ano, a parcela da Price vai de R$ 3.117,93 a R$ 3.926,58. Por isso vale comparar entre bancos a taxa efetiva e o CET da proposta, que soma seguros e tarifas — e comparar efetiva com efetiva, nunca a efetiva de um com a nominal do outro.
Exemplo prático: entrada com FGTS
Um imóvel de R$ 350.000,00, com R$ 50.000,00 de poupança e R$ 20.000,00 de FGTS na entrada, deixa R$ 280.000,00 para financiar. Em 35 anos a 10,5% efetivos, a primeira parcela é R$ 3.006,11 no SAC e R$ 2.412,70 na Price.
- Entrada total. R$ 50.000,00 de poupança mais R$ 20.000,00 de FGTS somam R$ 70.000,00. Para a conta da parcela, a origem da entrada não muda nada: o que importa é quanto sobra para financiar.
- Valor financiado e cota. R$ 350.000,00 − R$ 70.000,00 = R$ 280.000,00, uma cota de 80%, dentro do teto de 80% que vale para os dois sistemas.
- Taxa mensal. 10,5% efetivos ao ano (taxa hipotética) viram 0,8355% ao mês.
- Primeiro mês no SAC. R$ 2.339,44 de juros mais R$ 666,67 de amortização (R$ 280.000,00 ÷ 420) = R$ 3.006,11. A última parcela será R$ 670,83.
- Na Price. R$ 2.412,70 fixos. A parcela do SAC fica abaixo dela a partir do mês 108.
- Juros do contrato. R$ 492.450,40 no SAC e R$ 733.332,05 na Price: R$ 240.881,65 de diferença.
| Mês | Juros SAC | Amortização SAC | Parcela SAC | Parcela Price |
|---|---|---|---|---|
| Mês 1 | R$ 2.339,44 | R$ 666,67 | R$ 3.006,11 | R$ 2.412,70 |
| Mês 2 | R$ 2.333,87 | R$ 666,67 | R$ 3.000,54 | R$ 2.412,70 |
| Mês 3 | R$ 2.328,30 | R$ 666,67 | R$ 2.994,97 | R$ 2.412,70 |
| Mês 420 | R$ 5,56 | R$ 665,27 | R$ 670,83 | R$ 2.412,70 |
Seguros MIP e DFI e a tarifa: a parte que falta na conta
A parcela do banco é juros + amortização + seguro MIP + seguro DFI + tarifa de administração. Cada 0,01% ao mês de MIP soma R$ 40,00 à primeira parcela do caso padrão; cada 0,01% de DFI soma R$ 50,00 a todas.
A norma do crédito imobiliário exige que o comprador contrate a cobertura securitária prevista na regulamentação, e o custo dela vem mensalmente na parcela. São dois seguros com bases diferentes, e é isso que costuma confundir quem tenta refazer a conta do banco:
- MIP — morte e invalidez permanente. Um percentual ao mês sobre o saldo devedor. Cai junto com a dívida e depende da idade de quem compra. No caso padrão, cada 0,01% ao mês custa R$ 40,00 no primeiro mês.
- DFI — danos físicos ao imóvel. Um percentual ao mês sobre o valor do imóvel. Não cai com a dívida. No caso padrão, cada 0,01% ao mês custa R$ 50,00 em todas as parcelas.
- Tarifa de administração. Valor fixo mensal, limitado a R$ 25,00 no SFH.
Os dois seguros e a tarifa ficam fora do custo efetivo máximo de 12% do SFH: um contrato pode respeitar o teto de juros e ainda assim cobrar mais que a conta de juros e amortização. No caso padrão, cada 0,01% ao mês de MIP soma R$ 40,00 à primeira parcela, e cada 0,01% de DFI, mais R$ 50,00. A calculadora deixa os três campos em zero porque não existe alíquota oficial de MIP e DFI — ela muda por banco, por seguradora e por idade. Pegue as alíquotas na simulação do banco ou no contrato e preencha; o resultado passa a mostrar a parcela cheia.
Casos de borda
São sete situações em que a conta pede atenção: imóvel acima do SFH, entrada abaixo da cota, taxa zero, correção por índice, prazo quebrado, centavos da última parcela e mais de um comprador.
Imóvel acima do limite do SFH
O SFH só cobre imóveis avaliados em até R$ 2.250.000,00. Acima disso o financiamento fica fora do SFH, com condições livremente pactuadas entre banco e comprador (em geral pelo Sistema de Financiamento Imobiliário, o SFI), sem o teto de 12% ao ano de custo efetivo e sem a trava da tarifa de administração. A conta da parcela é a mesma; o que muda é o que o banco pode cobrar. A calculadora avisa quando o valor digitado passa do limite.
Entrada menor do que o banco aceita
A cota de crédito — financiado dividido pelo valor de avaliação — tem teto de 80% na aquisição de imóvel residencial e de 90% quando o sistema é SAC. Por isso a mesma entrada pode servir para o SAC e não servir para a Price. O banco pode exigir entrada maior que o mínimo do CMN; a calculadora só avisa quando o teto normativo é ultrapassado.
Taxa de juros zero
Com taxa zero, SAC e Price viram a mesma coisa: o financiado dividido pelo número de meses, todos iguais. Não existe financiamento imobiliário assim no mercado, mas a calculadora aceita o caso para quem quer ver quanto da parcela é só devolução do dinheiro emprestado.
Contrato com correção por TR ou IPCA
Quando o saldo é corrigido por índice, a parcela real fica acima da calculada aqui no tamanho da correção acumulada. Não projetamos o índice porque o valor dos meses futuros não existe; qualquer número colocado no lugar seria chute apresentado como conta. Contratos prefixados, sem correção do saldo, batem com esta simulação.
Prazo que não fecha anos inteiros
Prazo de 250 meses, por exemplo, é aceito normalmente: a tabela ano a ano sai com 21 anos, e o último tem só os 10 meses que restam. A parcela e o total de juros não dependem de o prazo ser múltiplo de doze.
Centavos na última parcela
Juros e amortização são arredondados ao centavo todo mês, e a última amortização é o que restou do saldo, para ele terminar exatamente em zero. No SAC, por isso, a última amortização difere das outras: no caso padrão, R$ 1.111,51 contra R$ 1.111,11. Na Price a prestação é recalculada todo mês sobre o saldo e o prazo restante: repetir a do primeiro mês deixaria o meio centavo arredondado render juros até o fim. Com o recálculo, o resíduo não se acumula — no caso padrão, a última é R$ 3.653,42, e a primeira, R$ 3.653,43.
Seguro MIP de dois compradores
Quando o contrato tem mais de um comprador, o MIP costuma ser calculado pela participação de cada um na renda e com a idade de cada um. Se a simulação do banco trouxer uma alíquota por pessoa, some-as ponderadas pela participação antes de digitar, ou divida o MIP do primeiro mês em reais pelo valor financiado e digite o percentual resultante.
O que esta página escolhe, e por quê
São três escolhas em que simuladores divergem. Em vez de escondê-las atrás de um número único, esta seção mostra o que circula, o que adotamos e o motivo.
Taxa efetiva dividida por doze
O que circula: A conversão que divide qualquer taxa anual por doze, sem perguntar se ela é efetiva ou nominal.
O que esta página adota: A calculadora pergunta. Efetiva vira mensal pela raiz duodécima; nominal é dividida por doze. No caso padrão, dividir os 11% efetivos por doze dá 0,9167% ao mês, e a Price sai R$ 3.809,29 em vez de R$ 3.653,43.
Por quê: A taxa efetiva é a que já inclui a capitalização mensal. Dividir por doze conta essa capitalização duas vezes: a parcela sobe 4,27%, R$ 155,86 por mês neste exemplo.
Seguros com padrão zero
O que circula: Simuladores que mostram só juros e amortização, ou que embutem uma alíquota de seguro sem dizer de onde ela veio.
O que esta página adota: Os campos de MIP, DFI e tarifa existem e começam em zero, com aviso no resultado. Quem tem a simulação do banco em mãos preenche e chega na parcela cheia.
Por quê: Não existe tabela oficial de MIP e DFI: a alíquota muda por seguradora, por banco e, no MIP, pela idade do comprador. Uma alíquota "média" inventada daria à parcela um ar de precisão que ela não tem.
Qual sistema é "melhor"
O que circula: Que o SAC é sempre melhor porque cobra menos juros.
O que esta página adota: A página mede em vez de eleger: no caso padrão o SAC cobra R$ 284.596,23 a menos de juros, mas a primeira parcela dele é R$ 951,52 maior, e só fica abaixo da Price no mês 100.
Por quê: O total de juros menor do SAC é consequência de devolver o dinheiro mais depressa, não de uma taxa mais barata. Para quem a primeira parcela aperta o orçamento, a Price pode ser a única que cabe na renda.
Base legal
O cálculo e o enquadramento desta página se apoiam em cinco normas, listadas abaixo com link para o texto oficial: a Resolução CMN nº 4.676/2018 e as duas resoluções que lhe deram a redação atual, a lei do FGTS e a lei do Sistema de Financiamento Imobiliário.
- Resolução CMN nº 4.676/2018, texto consolidado com a Resolução CMN nº 5.255/2025 — crédito imobiliário e SFH
- É a norma do crédito imobiliário. Fixa o limite de avaliação do SFH (R$ 2.250.000,00), o custo efetivo máximo de 12% ao ano com os seguros e as tarifas fora dele, a tarifa de administração limitada a R$ 25,00 por mês, a cota de crédito máxima e a obrigação de contratar a cobertura securitária exigida.
- Resolução CMN nº 5.255, de 10 de outubro de 2025
- Dá a redação atual do art. 13, I, da Resolução nº 4.676: limite de avaliação do imóvel no SFH de R$ 2.250.000,00, em vigor desde a publicação. Também altera o art. 6º, das cotas de crédito, a partir de 1º de janeiro de 2026.
- Resolução CMN nº 5.197, de 19 de dezembro de 2024
- Reorganiza o art. 6º da Resolução nº 4.676, que trata da cota de crédito, e a cobertura securitária exigida, a partir de 1º de julho de 2025. Na redação dada por ela e pela Resolução nº 5.255/2025, a cota é de até 80% do valor de avaliação na aquisição de imóvel residencial por pessoa natural e de até 90% no SAC e no Sacre.
- Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990 — FGTS, art. 20
- Autoriza a movimentação da conta do FGTS para pagar parte do preço de aquisição de moradia própria e para amortizar ou liquidar o saldo devedor de financiamento no SFH, nas condições que enumera.
- Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997
- Cria o Sistema de Financiamento Imobiliário e disciplina a alienação fiduciária de imóvel, a primeira das garantias que o art. 7º da Resolução nº 4.676 lista para o financiamento de aquisição.
As fórmulas do SAC e da Price não estão em norma: são matemática financeira. O que a norma define é o que pode entrar na parcela, o teto do SFH e quanto do imóvel pode ser financiado.
Perguntas frequentes sobre financiamento imobiliário
São 25 dúvidas, da conta da parcela ao uso do FGTS. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Como calcular a parcela do financiamento imobiliário?
Qual a diferença entre SAC e tabela Price?
SAC ou Price: qual paga menos juros?
Por que a primeira parcela do SAC é maior que a da Price?
Em que mês a parcela do SAC fica menor que a da Price?
Como converter a taxa de juros anual em mensal?
Qual a diferença entre taxa nominal e taxa efetiva?
O que acontece se eu dividir a taxa efetiva por 12?
O que são os seguros MIP e DFI?
Quanto os seguros aumentam a parcela?
Por que o simulador do banco dá uma parcela maior que a minha conta?
Qual o limite de valor do imóvel no SFH?
Existe teto para os juros do financiamento imobiliário?
Quanto posso financiar do valor do imóvel?
Posso usar o FGTS na entrada?
Posso usar o FGTS para amortizar o financiamento depois?
O que é a tarifa de administração do contrato?
A calculadora considera a correção pela TR?
Qual o prazo máximo do financiamento imobiliário?
Vale mais a pena prazo curto ou prazo longo?
Os juros do financiamento são compostos?
Quanto de juros eu pago no total?
Posso trocar de sistema depois de assinar?
A calculadora serve para financiamento de imóvel na planta?
Os meus dados ficam salvos?
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A parcela é uma das contas de quem compra imóvel. A renda que o banco exige, o efeito de amortizar antes do prazo, o ITBI da escritura e o saldo do FGTS que pode entrar na entrada têm páginas próprias.
- Renda para financiarO banco aprova o financiamento quando o maior encargo mensal do contrato cabe no percentual da renda que ele aceita comprometer. Esse teto é política de cada banco, não norma do Banco Central, e a idade do proponente pode encurtar o prazo e elevar a renda exigida.
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Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado é uma simulação e não substitui a proposta do banco nem aconselhamento financeiro ou jurídico.