Calculadora de renda para financiar imóvel
Para financiar R$ 240.000,00 de um imóvel de R$ 300.000,00, a 11% ao ano em 420 meses, você precisa de R$ 8.892,44 de renda bruta mensal no SAC ou R$ 7.173,64 na Price, se o banco aceitar comprometer 30% da renda. Esse percentual é política de cada banco, não norma do Banco Central, e a conta usa a maior parcela do contrato somada aos seguros.
Regras de crédito conferidas nas fontes oficiais em .
Calcule a renda necessária ou o imóvel que cabe na sua renda
Escolha se quer saber a renda necessária para um imóvel ou o imóvel que cabe na sua renda. Informe entrada, taxa, prazo, sistema e, se quiser, os seguros e a idade do comprador mais velho: o resultado e a memória de cálculo aparecem na hora.
Renda bruta mensal para um encargo de R$ 2.667,73 caber em 30% dela.
Memória de cálculo
- Taxa mensal equivalente: (1 + 11%)^(1/12) − 1 = 0,8735% ao mês.
- Valor financiado: R$ 240.000,00, em 420 meses pelo sistema SAC.
- Maior parcela (a primeira, no SAC): R$ 2.667,73.
- Encargo comparado com a renda: R$ 2.667,73 + R$ 0,00 de seguros e tarifas = R$ 2.667,73.
- Renda mínima: R$ 2.667,73 ÷ 30% = R$ 8.892,44.
Ver os dados em tabela
| Ano do contrato | Parcela sem seguros |
|---|---|
| ano 1 | R$ 2.667,73 |
| ano 2 | R$ 2.607,84 |
| ano 3 | R$ 2.547,94 |
| ano 4 | R$ 2.488,05 |
| ano 5 | R$ 2.428,15 |
| ano 6 | R$ 2.368,26 |
| ano 7 | R$ 2.308,36 |
| ano 8 | R$ 2.248,47 |
| ano 9 | R$ 2.188,58 |
| ano 10 | R$ 2.128,68 |
| ano 11 | R$ 2.068,79 |
| ano 12 | R$ 2.008,89 |
| ano 13 | R$ 1.949,00 |
| ano 14 | R$ 1.889,10 |
| ano 15 | R$ 1.829,21 |
| ano 16 | R$ 1.769,32 |
| ano 17 | R$ 1.709,42 |
| ano 18 | R$ 1.649,53 |
| ano 19 | R$ 1.589,63 |
| ano 20 | R$ 1.529,74 |
| ano 21 | R$ 1.469,84 |
| ano 22 | R$ 1.409,95 |
| ano 23 | R$ 1.350,06 |
| ano 24 | R$ 1.290,16 |
| ano 25 | R$ 1.230,27 |
| ano 26 | R$ 1.170,37 |
| ano 27 | R$ 1.110,48 |
| ano 28 | R$ 1.050,58 |
| ano 29 | R$ 990,69 |
| ano 30 | R$ 930,79 |
| ano 31 | R$ 870,90 |
| ano 32 | R$ 811,01 |
| ano 33 | R$ 751,11 |
| ano 34 | R$ 691,22 |
| ano 35 | R$ 631,32 |
No contrato inteiro você pagaria R$ 681.271,68, dos quais R$ 441.271,68 são juros, sem contar seguros, tarifas e correção pela TR. A última parcela seria de R$ 576,42.
Como o banco chega à renda mínima
A renda mínima é o maior encargo mensal do contrato dividido pelo percentual de comprometimento que o banco aceita. No caso padrão, com 30%, o encargo de R$ 2.667,73 exige R$ 8.892,44 de renda bruta.
A fórmula cabe em uma linha: renda mínima = (maior parcela + seguros e tarifas) ÷ percentual de comprometimento. O que muda de um simulador para outro — e o que faz dois sites darem números diferentes para o mesmo imóvel — é o que entra em cada pedaço dessa conta. São seis passos, e cada um tem um jeito comum de errar.
- Descubra quanto será financiado. É o valor do imóvel menos a entrada, com dinheiro próprio ou FGTS. No caso padrão desta página, R$ 300.000,00 menos R$ 60.000,00 dá R$ 240.000,00. A renda exigida depende do financiado, não do preço do imóvel.
- Converta a taxa anual em mensal pela equivalência composta. A proposta do banco traz duas taxas anuais lado a lado, a nominal e a efetiva, e esta calculadora pede a efetiva. A mensal é (1 + taxa efetiva anual)^(1/12) − 1: 11% ao ano efetivos viram 0,8735% ao mês, e não 0,9167%, que é o resultado de dividir a efetiva por doze. Se você só tem a nominal, aí dividir por doze está certo: a nominal dividida por doze é a própria taxa mensal do contrato.
- Confira o prazo que a idade permite. A idade do proponente mais velho somada ao prazo não pode passar de 80 anos e 6 meses, e o prazo vai de 60 a 420 meses. Acima de 45 anos e 6 meses de idade, o limite de idade passa a encurtar o prazo máximo; a partir de 75 anos e 7 meses, já não sobram nem os 60 meses.
- Calcule a MAIOR parcela do contrato. No SAC a parcela começa alta e cai, então a maior é a primeira: financiado ÷ prazo + financiado × taxa mensal. Na Price a parcela é fixa: financiado × i ÷ (1 − (1 + i)^−n). É a maior parcela que o banco compara com a renda, não a média.
- Some seguros e tarifas ao encargo. O encargo mensal inclui os seguros obrigatórios de morte e invalidez permanente (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI), e a tarifa de administração quando o banco cobra. Deixá-los de fora faz a renda da simulação sair menor que a que o banco vai exigir.
- Divida o encargo pelo percentual de comprometimento. Renda mínima = maior encargo ÷ percentual aceito. Com 30%, o encargo de R$ 2.667,73 exige R$ 8.892,44. O resultado é arredondado para cima: um centavo a menos e a parcela já passaria do teto.
A memória de cálculo do caso padrão
- Taxa mensal equivalente: (1 + 11%)^(1/12) − 1 = 0,8735% ao mês.
- Valor financiado: R$ 240.000,00, em 420 meses pelo sistema SAC.
- Maior parcela (a primeira, no SAC): R$ 2.667,73.
- Encargo comparado com a renda: R$ 2.667,73 + R$ 0,00 de seguros e tarifas = R$ 2.667,73.
- Renda mínima: R$ 2.667,73 ÷ 30% = R$ 8.892,44.
Por que a maior parcela, e não a média
No SAC, a amortização é fixa e os juros incidem sobre um saldo que diminui todo mês. A parcela começa em R$ 2.667,73, cai para R$ 2.607,84 no início do segundo ano e termina em R$ 576,42. O banco não aprova pela média dessa escada: a Resolução CMN nº 4.676/2018 manda apurar o comprometimento da renda pelo maior encargo admitido no contrato, que no SAC é o primeiro. Na Tabela Price, a parcela é fixa em R$ 2.152,09, e a maior é essa mesma.
É por isso que o SAC exige mais renda para o mesmo imóvel — R$ 1.718,80 a mais no caso padrão — embora pague R$ 222.606,12 a menos de juros no contrato inteiro (R$ 441.271,68 no SAC contra R$ 663.877,80 na Price). A escolha do sistema troca aprovação mais fácil por custo total maior.
A taxa mensal é a equivalente, não a anual dividida por doze
Contratos e propostas do SFH trazem duas taxas anuais lado a lado: a nominal e a efetiva. A mensal do contrato é a nominal dividida por doze, e essa mesma mensal, capitalizada mês a mês, dá a efetiva. Esta calculadora pede a efetiva, e a mensal que a produz é (1 + 11%)^(1/12) − 1 = 0,8735%. Quem divide a efetiva de 11% por doze chega a 0,9167% ao mês — o que equivale, na verdade, a 11,5719% ao ano. No caso padrão, esse erro leva a primeira parcela do SAC a R$ 2.771,43 e a renda exigida a R$ 9.238,10, 3,89% acima da correta. O erro inverso também acontece: quem tem só a nominal pode, sim, dividi-la por doze para achar a mensal, mas não deve digitá-la no campo da taxa efetiva, porque isso subestima a parcela e a renda. Na proposta, a efetiva é a maior das duas.
As regras de crédito e a renda por valor financiado
São cinco regras que decidem a renda exigida. Só uma vem de norma do Conselho Monetário Nacional — a de usar o maior encargo —; o percentual de 30%, o limite de idade e o prazo máximo são regras publicadas pela Caixa.
| Regra | Valor adotado | Origem |
|---|---|---|
| Comprometimento máximo da renda | 30% | Política da Caixa; outros bancos podem usar outro percentual |
| Parcela comparada com a renda | A maior do contrato | Resolução CMN nº 4.676/2018, art. 11, II, "b" |
| Idade do mais velho + prazo | Até 80 anos e 6 meses | Caixa, cartilha Habitação PF |
| Prazo máximo de amortização | 420 meses | Caixa, cartilha Habitação PF |
| Seguros MIP e DFI | Obrigatórios, entram no encargo | Caixa, cartilha Habitação PF |
Renda necessária por valor financiado
A tabela abaixo usa as mesmas premissas do caso padrão — 11% ao ano, 420 meses, 30% de comprometimento, sem seguros — e mostra a renda bruta mensal para cada valor financiado, já descontada a entrada. A proporção é linear: dobrar o valor financiado dobra a renda exigida, dentro do arredondamento de centavos.
| Valor financiado | 1ª parcela SAC | Renda SAC | Parcela Price | Renda Price |
|---|---|---|---|---|
| R$ 150.000,00 | R$ 1.667,33 | R$ 5.557,77 | R$ 1.345,06 | R$ 4.483,54 |
| R$ 200.000,00 | R$ 2.223,11 | R$ 7.410,37 | R$ 1.793,41 | R$ 5.978,04 |
| R$ 240.000,00 | R$ 2.667,73 | R$ 8.892,44 | R$ 2.152,09 | R$ 7.173,64 |
| R$ 300.000,00 | R$ 3.334,66 | R$ 11.115,54 | R$ 2.690,12 | R$ 8.967,07 |
| R$ 400.000,00 | R$ 4.446,22 | R$ 14.820,74 | R$ 3.586,82 | R$ 11.956,07 |
| R$ 500.000,00 | R$ 5.557,77 | R$ 18.525,90 | R$ 4.483,53 | R$ 14.945,10 |
| R$ 700.000,00 | R$ 7.780,88 | R$ 25.936,27 | R$ 6.276,94 | R$ 20.923,14 |
| R$ 1.000.000,00 | R$ 11.115,55 | R$ 37.051,84 | R$ 8.967,05 | R$ 29.890,17 |
- SAC
- Price
Ver os dados em tabela
| Valor financiado | SAC | Price |
|---|---|---|
| R$ 150.000,00 | R$ 5.557,77 | R$ 4.483,54 |
| R$ 200.000,00 | R$ 7.410,37 | R$ 5.978,04 |
| R$ 240.000,00 | R$ 8.892,44 | R$ 7.173,64 |
| R$ 300.000,00 | R$ 11.115,54 | R$ 8.967,07 |
| R$ 400.000,00 | R$ 14.820,74 | R$ 11.956,07 |
| R$ 500.000,00 | R$ 18.525,90 | R$ 14.945,10 |
| R$ 700.000,00 | R$ 25.936,27 | R$ 20.923,14 |
| R$ 1.000.000,00 | R$ 37.051,84 | R$ 29.890,17 |
Exemplo prático: imóvel de R$ 300.000,00 com seguros
Com R$ 60.000,00 de entrada e R$ 150,00 por mês de seguros e tarifas, a renda mínima para o imóvel de R$ 300.000,00 no SAC é R$ 9.392,44 — R$ 500,00 a mais do que a conta sem seguros.
O exemplo junta o que a conta simples de parcela deixa de fora. O imóvel custa R$ 300.000,00, a entrada é R$ 60.000,00 e o financiado é R$ 240.000,00, a 11% ao ano, em 420 meses, pelo SAC. Os R$ 150,00 mensais de seguros e tarifas são uma hipótese para mostrar o efeito: o valor real está na simulação do banco e muda com a idade dos compradores e com o valor do imóvel.
- Taxa mensal. 11% ao ano efetivos são 0,8735% ao mês.
- Maior parcela. A primeira do SAC: R$ 2.667,73.
- Encargo. R$ 2.667,73 + R$ 150,00 = R$ 2.817,73.
- Renda. R$ 2.817,73 ÷ 30% = R$ 9.392,44, arredondado para cima.
| Cenário | Encargo avaliado | Renda mínima |
|---|---|---|
| Só amortização e juros | R$ 2.667,73 | R$ 8.892,44 |
| Com R$ 150,00 de seguros e tarifas | R$ 2.817,73 | R$ 9.392,44 |
| Taxa anual dividida por doze (errado) | R$ 2.771,43 | R$ 9.238,10 |
| Tabela Price no lugar do SAC | R$ 2.152,09 | R$ 7.173,64 |
| Banco que aceita 35% | R$ 2.667,73 | R$ 7.622,09 |
A tabela mostra o tamanho relativo de cada escolha. Os seguros acrescentam R$ 500,00 à renda exigida; trocar o SAC pela Price reduz a renda em R$ 1.718,80; um banco que aceite 35% reduz em R$ 1.270,35. E o erro de dividir a taxa por doze, sozinho, empurra a renda para R$ 9.238,10.
Limite de idade: 80 anos e 6 meses ao fim do contrato
Na Caixa, a idade do comprador mais velho somada ao prazo não pode passar de 80 anos e 6 meses. Acima de 45 anos e 6 meses de idade o prazo máximo começa a encolher, a parcela cresce e a renda exigida sobe.
Aos 55 anos, o prazo do caso padrão cai de 420 para 306 meses, para o contrato terminar com o comprador aos 80 anos e 6 meses. A primeira parcela do SAC sobe para R$ 2.880,62 e a renda exigida para R$ 9.602,07 — R$ 709,63 a mais do que para quem ainda pode usar os 420 meses.
A mesma cartilha fixa um prazo mínimo de 60 meses. A partir de 75 anos e 7 meses, o limite de idade deixa menos que isso, e a calculadora responde que não há financiamento possível em vez de calcular a parcela de um contrato que o banco não assina.
A conta é feita em meses, e é por isso que a calculadora pergunta também os meses desde o último aniversário: quem tem 55 anos e alguns meses perde esses mesmos meses de prazo. O banco pode contar a idade até o dia, e aí o prazo dele pode sair um mês menor do que o daqui.
| Idade do mais velho | Prazo possível | 1ª parcela | Renda mínima |
|---|---|---|---|
| 30 anos | 420 meses | R$ 2.667,73 | R$ 8.892,44 |
| 40 anos | 420 meses | R$ 2.667,73 | R$ 8.892,44 |
| 45 anos | 420 meses | R$ 2.667,73 | R$ 8.892,44 |
| 50 anos | 366 meses | R$ 2.752,04 | R$ 9.173,47 |
| 55 anos | 306 meses | R$ 2.880,62 | R$ 9.602,07 |
| 60 anos | 246 meses | R$ 3.071,91 | R$ 10.239,70 |
| 65 anos | 186 meses | R$ 3.386,63 | R$ 11.288,77 |
| 70 anos | 126 meses | R$ 4.001,06 | R$ 13.336,87 |
| 75 anos | 66 meses | R$ 5.732,67 | R$ 19.108,90 |
- Renda mínima (SAC)
Ver os dados em tabela
| Idade | Renda mínima (SAC) |
|---|---|
| 30 anos | R$ 8.892,44 |
| 40 anos | R$ 8.892,44 |
| 45 anos | R$ 8.892,44 |
| 50 anos | R$ 9.173,47 |
| 55 anos | R$ 9.602,07 |
| 60 anos | R$ 10.239,70 |
| 65 anos | R$ 11.288,77 |
| 70 anos | R$ 13.336,87 |
| 75 anos | R$ 19.108,90 |
Quando a renda vem de um casal, conta a idade do mais velho. Incluir um filho ou outro comprador mais jovem compondo renda aumenta a renda somada, mas não alonga o prazo enquanto o mais velho continuar no contrato.
Quanto consigo financiar com R$ 10.000,00 de renda
Com R$ 10.000,00 de renda e 30% de comprometimento, o encargo pode chegar a R$ 3.000,00. Isso financia R$ 269.892,72 no SAC ou R$ 334.558,65 na Price, sem seguros.
A calculadora resolve a mesma conta ao contrário: parte da renda, calcula o encargo máximo e procura o maior valor financiado cuja maior parcela cabe nele. Com a entrada de R$ 60.000,00, o imóvel pode custar até R$ 329.892,72 no SAC ou R$ 394.558,65 na Price. A Price financia R$ 64.665,93 a mais com a mesma renda, porque a parcela dela começa menor — e cobra por isso em juros ao longo do contrato.
Seguros entram subtraindo: com R$ 150,00 por mês, sobra menos encargo para a parcela e o valor financiável no SAC cai para R$ 256.398,10. O resultado é o maior valor em que a conta fecha, ao centavo: um centavo a mais de financiamento e a parcela passaria do limite.
Casos de borda: renda composta, dívidas, idade e seguros
São sete situações em que a conta simples engana. Duas delas mudam o número sem que a conta simples perceba: outras dívidas no seu nome, que o banco também considera na análise, e a idade do comprador mais velho, que encurta o prazo.
Renda composta por duas pessoas
O banco soma a renda bruta dos compradores que entram no contrato, e o percentual de comprometimento vale sobre o total. Por isso a calculadora pede a renda familiar. A idade que limita o prazo, porém, é a do proponente MAIS VELHO, mesmo que a renda dele seja a menor: um casal de 30 e 58 anos tem o prazo contado pelos 58.
Outras dívidas no seu nome
A Resolução CMN nº 4.676/2018 manda o banco considerar, na análise, as obrigações que você já assumiu, como um financiamento de carro ou um consignado. A resolução não diz como fazer essa conta, e cada banco aplica a sua regra. A regra mais exigente é somar essas parcelas à do imóvel antes de comparar com o percentual da renda; para reproduzi-la aqui, some as parcelas das outras dívidas no campo de seguros e tarifas. Descontá-las da renda e informar só o que sobra dá um resultado mais otimista que essa regra: ali cada real de outra dívida pesa um real na renda exigida, e pela regra ele pesa como a parcela do imóvel, dividido pelos 30% de comprometimento.
Idade perto do limite
Quem tem mais de 45 anos e 6 meses já não consegue os 420 meses. Aos 55, o prazo cai para 306 meses e a renda exigida sobe de R$ 8.892,44 para R$ 9.602,07. A partir de 75 anos e 7 meses, o que sobra fica abaixo do prazo mínimo de 60 meses, e a calculadora diz que não há financiamento possível em vez de devolver um número.
Taxa de juros zero ou muito baixa
Programas com subsídio podem ter taxa reduzida. Com juros zero, a parcela do SAC e a da Price ficam iguais — financiado dividido pelo prazo — e a calculadora trata esse caso sem erro.
Seguros maiores que o limite da renda
No modo "quanto consigo financiar", se os seguros e tarifas informados já consomem todo o valor que a renda permite comprometer, não sobra parcela para amortizar a dívida. A calculadora informa que o financiamento é inviável nessa combinação, em vez de mostrar zero como se fosse um resultado.
Entrada igual ou maior que o imóvel
Se a entrada cobre o imóvel inteiro, não há o que financiar. A calculadora recusa a combinação com uma mensagem, porque "renda necessária de zero" pareceria uma resposta.
Parcela que muda com a TR
Contratos do SFH podem ter o saldo corrigido pela TR, o que altera parcelas futuras. A aprovação é feita com o encargo do contrato na data da assinatura, que é o que esta calculadora reproduz. A correção futura depende de um índice que ainda não existe e não é estimada aqui.
O que esta página escolhe, e por quê
São quatro pontos em que o que circula diverge da regra. O primeiro: não existe norma do Banco Central limitando a parcela a 30% da renda.
"O Banco Central limita a parcela a 30% da renda"
O que circula: Que existe uma norma do Banco Central fixando em 30% o máximo da renda que pode ir para a parcela do financiamento imobiliário.
O que esta página adota: Não existe essa norma. A Resolução CMN nº 4.676/2018, que rege o crédito imobiliário, manda avaliar a capacidade de pagamento com base no maior encargo mensal, mas não fixa percentual. O teto que existiu em lei — os trinta por cento da Lei nº 8.692/1993 para os planos PCR e PES — foi revogado pela Medida Provisória nº 2.223/2001. Hoje, 30% é política de crédito: é o que a Caixa publica como limite, e outros bancos trabalham com outros percentuais.
Por quê: Tratar política de banco como lei faz a pessoa desistir de negociar ou deixar de comparar instituições. Por isso o percentual é um campo desta calculadora, com o padrão explicado, e não uma constante escondida.
Taxa anual dividida por doze
O que circula: Simuladores que pegam a taxa do contrato, dividem por doze e usam 0,9167% ao mês.
O que esta página adota: A equivalência composta: 11% ao ano efetivos são 0,8735% ao mês. Com a divisão simples, a primeira parcela do SAC do caso padrão iria de R$ 2.667,73 para R$ 2.771,43, e a renda exigida de R$ 8.892,44 para R$ 9.238,10 — R$ 345,66 a mais, ou 3,89%.
Por quê: O contrato do SFH traz a taxa nominal e a efetiva lado a lado, e a mensal contratual é a nominal dividida por doze. O erro é dividir a EFETIVA por doze, o que a trata como se fosse nominal: uma nominal de 11% capitalizada mês a mês equivale a 11,5719% efetivos ao ano, acima dos 11% efetivos do exemplo. O erro inverso também existe: digitar a nominal no campo da taxa efetiva subestima a parcela e a renda.
SAC avaliado pela parcela média
O que circula: Simulações que mostram a parcela média do SAC, ou a de algum ponto do meio do contrato, como se fosse "a parcela".
O que esta página adota: A primeira parcela, que é a maior. No caso padrão ela é R$ 2.667,73, contra R$ 576,42 na última.
Por quê: A Resolução CMN nº 4.676/2018, art. 11, II, "b", determina que o comprometimento da renda seja apurado com base no maior encargo mensal admitido contratualmente. Qualquer outra parcela aprova na calculadora quem o banco vai recusar.
Seguros e tarifa fora da conta
O que circula: Simuladores que mostram só amortização e juros e chamam isso de parcela.
O que esta página adota: Um campo para seguros e tarifas, somado ao encargo. Com R$ 150,00 por mês, a renda do caso padrão sobe de R$ 8.892,44 para R$ 9.392,44.
Por quê: Os seguros MIP e DFI são obrigatórios em todas as operações e entram no encargo mensal. Não publicamos um valor padrão para eles porque o prêmio do MIP varia com a idade de cada proponente e o do DFI com o valor do imóvel, em tabelas de cada seguradora: um número genérico aqui seria inventado. O valor certo está na simulação do banco.
Base legal e fontes
A página se apoia em quatro referências oficiais: a Resolução CMN nº 4.676/2018 para a análise de capacidade de pagamento, duas publicações da Caixa para o percentual, a idade-limite, o prazo e os seguros, e a Lei nº 8.692/1993, revogada, para a origem histórica dos trinta por cento.
- Resolução CMN nº 4.676/2018, art. 11
- Obriga o banco a analisar a capacidade de pagamento considerando as dívidas já assumidas e o mínimo existencial, e a apurar o comprometimento da renda "com base no maior encargo mensal admitido contratualmente". Não fixa percentual máximo.
- Caixa Econômica Federal — Financiamento de imóveis
- Página oficial em que a Caixa informa que a parcela do financiamento pode ser de até 30% da renda familiar bruta. É a origem do percentual padrão desta calculadora.
- Caixa Econômica Federal — Cartilha Habitação PF
- Fixa que a soma da idade do proponente mais idoso com os prazos de obra e de amortização não pode passar de 80 anos e 6 meses, que o prazo de amortização vai de 60 a 420 meses e que os seguros MIP e DFI são obrigatórios em todas as operações.
- Lei nº 8.692/1993, arts. 2º e 11 (revogados)
- Fixavam em trinta por cento da renda bruta o comprometimento máximo nos contratos do Plano de Comprometimento da Renda e do Plano de Equivalência Salarial. Foram revogados pela Medida Provisória nº 2.223/2001 — é daqui que vem a ideia, hoje sem base legal, de um limite fixado por norma.
As regras foram conferidas nas publicações acima em . Política de crédito muda sem aviso e sem norma nova; se a Caixa alterar o percentual, o limite de idade ou o prazo, muda a constante do motor e todo o texto desta página muda junto.
Perguntas frequentes sobre renda para financiar imóvel
São 21 dúvidas, das que surgem antes de procurar o banco às que aparecem na hora da simulação. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Quanto preciso ganhar para financiar um imóvel de R$ 300.000,00?
O Banco Central proíbe comprometer mais de 30% da renda?
De onde vem, então, a regra dos trinta por cento?
A renda considerada é a bruta ou a líquida?
Por que no SAC eu preciso ganhar mais do que na Price?
Qual parcela do SAC o banco usa para aprovar?
Posso dividir a taxa anual por 12 para achar a mensal?
Os seguros entram no cálculo da renda?
Por que a calculadora não preenche o valor dos seguros sozinha?
Existe idade máxima para financiar imóvel?
Tenho 55 anos. Quanto isso muda a renda?
A idade de quem conta quando o financiamento é em conjunto?
Qual o prazo máximo de um financiamento imobiliário?
Com R$ 10.000,00 de renda, quanto consigo financiar?
Se o banco aceitar 35%, quanto cai a renda exigida?
O FGTS pode entrar como entrada?
Posso comprometer mais que o limite se tiver reserva de dinheiro?
Autônomo pode usar esta calculadora?
A parcela vai mudar depois de assinar?
Esta calculadora garante que o banco vai aprovar?
Qual a diferença entre esta calculadora e um simulador de parcela?
Calculadoras relacionadas
A renda que o banco considera é a bruta, mas o que sobra para viver é a líquida; a entrada pode vir do FGTS; e o contrato inteiro, no SAC e na Price, está no simulador de financiamento. As três calculadoras abaixo ajudam a fechar essas contas.
- Financiamento imobiliárioNo SAC a primeira parcela é a maior e as seguintes caem todo mês; na Price a parcela é fixa, mas o total de juros é maior. A parcela que o banco cobra soma ainda os seguros MIP e DFI e a tarifa de administração, que uma conta só de juros e amortização deixa de fora.
- Salário líquidoO salário líquido é o que sobra do salário bruto depois do INSS, do Imposto de Renda e dos descontos do holerite. O redutor da Lei 15.270/2025 zera o Imposto de Renda de quem recebe até o limite mensal de isenção.
- FGTSO empregador deposita 8% do salário todo mês na conta do FGTS. Na demissão sem justa causa você saca o saldo e ainda recebe uma multa de 40% sobre tudo que foi depositado no contrato, mesmo o que você já sacou antes.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado é uma estimativa e não substitui a simulação oficial nem a análise de crédito do banco.