Calculadora de Juros Compostos com Aporte Mensal
Guardando R$ 500,00 por mês, com R$ 1.000,00 de partida, a 10% ao ano, você chega a R$ 102.525,67 em 10 anos. Desse total, R$ 61.000,00 saíram do seu bolso e R$ 41.525,67 — 40,5% — são juros. A taxa anual vira mensal por equivalência (0,7974% ao mês), nunca dividida por doze.
Fórmulas conferidas contra a Calculadora do Cidadão do Banco Central. Última revisão desta página: .
Simule o seu investimento
Informe quanto você já tem, quanto vai guardar por mês, a taxa e o prazo. O total, a parte que é juro, a taxa mensal equivalente e a evolução ano a ano aparecem na hora.
40,5% do total são juros. Taxa usada: 0,7974% ao mês.
R$ 2.593,74 do valor inicial + R$ 99.931,93 dos aportes = R$ 102.525,67, dos quais R$ 61.000,00 saíram do seu bolso e R$ 41.525,67 são juros.
- Valor inicial capitalizadoR$ 2.593,74
- Aportes acumuladosR$ 99.931,93
Ver os dados em tabela
| Total ao fim do prazo | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Valor inicial capitalizado | R$ 2.593,74 | 2,5% |
| Aportes acumulados | R$ 99.931,93 | 97,5% |
| Total | R$ 102.525,67 | 100% |
Ver a evolução ano a ano
| Período | Saiu do bolso | Juros | Saldo |
|---|---|---|---|
| Ano 1 | R$ 7.000,00 | R$ 370,27 | R$ 7.370,27 |
| Ano 2 | R$ 13.000,00 | R$ 1.377,56 | R$ 14.377,56 |
| Ano 3 | R$ 19.000,00 | R$ 3.085,59 | R$ 22.085,59 |
| Ano 4 | R$ 25.000,00 | R$ 5.564,42 | R$ 30.564,42 |
| Ano 5 | R$ 31.000,00 | R$ 8.891,13 | R$ 39.891,13 |
| Ano 6 | R$ 37.000,00 | R$ 13.150,50 | R$ 50.150,50 |
| Ano 7 | R$ 43.000,00 | R$ 18.435,83 | R$ 61.435,83 |
| Ano 8 | R$ 49.000,00 | R$ 24.849,68 | R$ 73.849,68 |
| Ano 9 | R$ 55.000,00 | R$ 32.504,91 | R$ 87.504,91 |
| Ano 10 | R$ 61.000,00 | R$ 41.525,67 | R$ 102.525,67 |
Como os juros compostos são calculados
O total é a soma de duas parcelas: o valor inicial multiplicado por (1 + j)^n e a série de aportes, aporte × [(1 + j)^n − 1] ÷ j, em que j é a taxa mensal e n o número de meses. Com os números do caso padrão, isso dá R$ 102.525,67.
Juros compostos são juros que incidem sobre o saldo, e não só sobre o dinheiro que você colocou. No primeiro mês o juro é calculado sobre o que você aplicou; no segundo, sobre o que você aplicou mais o juro do primeiro mês; e assim por diante. É por isso que a curva do saldo começa quase reta e vai se inclinando: o juro de cada mês é maior que o do mês anterior, mesmo com a taxa parada.
A fórmula completa, para quem aplica um valor inicial VI e guarda um aporte A no fim de cada mês, durante n meses, a uma taxa mensal j:
Total = VI × (1 + j)^n + A × [(1 + j)^n − 1] ÷ j
A primeira parcela é o problema clássico do valor futuro de um capital. A segunda é a soma de uma progressão geométrica: o último aporte não rende nada, o penúltimo rende um mês, o antepenúltimo dois, e o primeiro rende n − 1 meses. A fórmula fechada evita somar mês a mês e dá exatamente o mesmo resultado.
- Converta a taxa para o mês. Os aportes são mensais, então a taxa também precisa ser. Taxa informada ao ano vira mensal por equivalência: (1 + taxa anual) elevado a 1/12, menos 1. Com 10% ao ano, isso dá 0,7974% ao mês — e não 0,8333%, que é o que sai dividindo por doze.
- Capitalize o valor inicial. O dinheiro que já está aplicado cresce pelo fator (1 + j) elevado ao número de meses. Os R$ 1.000,00 do caso padrão viram R$ 2.593,74 em 10 anos.
- Acumule a série de aportes. Cada aporte rende pelo número de meses que falta até o fim. Somados, eles formam uma progressão geométrica cuja soma é aporte × [(1 + j)^n − 1] ÷ j. Os R$ 500,00 mensais do caso padrão viram R$ 99.931,93.
- Ajuste pelo momento do aporte. Se o dinheiro entra no início de cada mês, cada aporte rende um mês a mais: multiplique a série por (1 + j). No caso padrão, o total passaria de R$ 102.525,67 para R$ 103.322,54.
- Separe o que é seu do que é juro. Some as duas parcelas e subtraia o que saiu do seu bolso. No caso padrão foram R$ 61.000,00 investidos e R$ 41.525,67 de juros — 40,5% do total.
A memória de cálculo do caso padrão
Com R$ 1.000,00 iniciais, R$ 500,00 por mês, 10% ao ano e 10 anos (120 meses), a conta fica assim:
| Parte | De onde sai | Valor |
|---|---|---|
| Valor inicial capitalizado | R$ 1.000,00 × (1 + 0,7974%)^120 | R$ 2.593,74 |
| Aportes acumulados | R$ 500,00 × [(1 + 0,7974%)^120 − 1] ÷ 0,7974% | R$ 99.931,93 |
| Total ao fim do prazo | Soma das duas parcelas | R$ 102.525,67 |
| Saiu do seu bolso | R$ 1.000,00 + R$ 500,00 × 120 | R$ 61.000,00 |
| Juros | Total − o que saiu do seu bolso | R$ 41.525,67 |
- Saiu do seu bolsoR$ 61.000,00
- JurosR$ 41.525,67
Ver os dados em tabela
| Total ao fim do prazo | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Saiu do seu bolso | R$ 61.000,00 | 59,5% |
| Juros | R$ 41.525,67 | 40,5% |
| Total | R$ 102.525,67 | 100% |
Tabelas de referência: taxa equivalente e quanto rende cada aporte
Juros compostos não têm tabela oficial do ano: são matemática, e a mesma fórmula vale para qualquer taxa. As duas tabelas abaixo são geradas pelo motor desta página — a primeira converte cinco taxas anuais para o mês, a segunda mostra quanto vira cada aporte mensal a 10% ao ano.
Taxa anual, taxa mensal equivalente e o erro de dividir por doze
A coluna do meio é a taxa que esta calculadora usa. A terceira é o que algumas calculadoras usam, e a quarta mostra o que essa taxa dividida vira quando composta por doze meses: sempre mais do que a taxa anual anunciada. As taxas da primeira coluna são exemplos redondos, não a rentabilidade de nenhum produto.
| Taxa ao ano | Ao mês (equivalente) | Ao mês (÷ 12) | ÷ 12 composto vira |
|---|---|---|---|
| 6% | 0,4868% | 0,5% | 6,1678% |
| 8% | 0,6434% | 0,6667% | 8,3% |
| 10% | 0,7974% | 0,8333% | 10,4713% |
| 12% | 0,9489% | 1% | 12,6825% |
| 15% | 1,1715% | 1,25% | 16,0755% |
Quanto vou ter guardando todo mês
Sem valor inicial, com aporte no fim de cada mês e 10% ao ano. Leia a linha do aporte que cabe no seu orçamento e a coluna do prazo que você tem em mente; para outra taxa, use a calculadora acima.
| Aporte mensal | 5 anos | 10 anos | 20 anos | 30 anos |
|---|---|---|---|---|
| R$ 100,00 | R$ 7.656,12 | R$ 19.986,39 | R$ 71.825,92 | R$ 206.284,33 |
| R$ 200,00 | R$ 15.312,25 | R$ 39.972,77 | R$ 143.651,85 | R$ 412.568,66 |
| R$ 500,00 | R$ 38.280,62 | R$ 99.931,93 | R$ 359.129,61 | R$ 1.031.421,66 |
| R$ 1.000,00 | R$ 76.561,23 | R$ 199.863,86 | R$ 718.259,23 | R$ 2.062.843,31 |
Exemplo prático: R$ 500,00 por mês durante 30 anos
Guardando R$ 500,00 no fim de cada mês a 12% ao ano, você termina 30 anos com R$ 1.526.006,64. Só R$ 180.000,00 saíram do seu bolso; os outros R$ 1.346.006,64 são juros.
Este é o cenário de quem começa a poupar para a aposentadoria sem nenhum dinheiro guardado. A taxa de 12% ao ano é uma hipótese de longo prazo, não a promessa de nenhum produto; mude-a na calculadora para ver o seu caso.
- A taxa do mês. 12% ao ano equivalem a 0,9489% ao mês.
- O que sai do bolso. R$ 500,00 vezes o número de meses do prazo: R$ 180.000,00.
- O total. A série de aportes acumulada à taxa mensal dá R$ 1.526.006,64, dos quais 88,2% são juros.
- A virada. O juro de um único mês alcança os R$ 500,00 que você guarda no 75º mês, ao completar 6 anos e 3 meses, e daí em diante só cresce.
- Saldo
- Saiu do seu bolso
Ver os dados em tabela
| Ano | Saldo | Saiu do seu bolso |
|---|---|---|
| Ano 1 | R$ 6.323,25 | R$ 6.000,00 |
| Ano 2 | R$ 13.405,29 | R$ 12.000,00 |
| Ano 3 | R$ 21.337,17 | R$ 18.000,00 |
| Ano 4 | R$ 30.220,88 | R$ 24.000,00 |
| Ano 5 | R$ 40.170,64 | R$ 30.000,00 |
| Ano 6 | R$ 51.314,36 | R$ 36.000,00 |
| Ano 7 | R$ 63.795,33 | R$ 42.000,00 |
| Ano 8 | R$ 77.774,02 | R$ 48.000,00 |
| Ano 9 | R$ 93.430,15 | R$ 54.000,00 |
| Ano 10 | R$ 110.965,02 | R$ 60.000,00 |
| Ano 11 | R$ 130.604,07 | R$ 66.000,00 |
| Ano 12 | R$ 152.599,81 | R$ 72.000,00 |
| Ano 13 | R$ 177.235,04 | R$ 78.000,00 |
| Ano 14 | R$ 204.826,49 | R$ 84.000,00 |
| Ano 15 | R$ 235.728,92 | R$ 90.000,00 |
| Ano 16 | R$ 270.339,64 | R$ 96.000,00 |
| Ano 17 | R$ 309.103,64 | R$ 102.000,00 |
| Ano 18 | R$ 352.519,33 | R$ 108.000,00 |
| Ano 19 | R$ 401.144,89 | R$ 114.000,00 |
| Ano 20 | R$ 455.605,53 | R$ 120.000,00 |
| Ano 21 | R$ 516.601,44 | R$ 126.000,00 |
| Ano 22 | R$ 584.916,87 | R$ 132.000,00 |
| Ano 23 | R$ 661.430,14 | R$ 138.000,00 |
| Ano 24 | R$ 747.125,00 | R$ 144.000,00 |
| Ano 25 | R$ 843.103,25 | R$ 150.000,00 |
| Ano 26 | R$ 950.598,89 | R$ 156.000,00 |
| Ano 27 | R$ 1.070.994,01 | R$ 162.000,00 |
| Ano 28 | R$ 1.205.836,54 | R$ 168.000,00 |
| Ano 29 | R$ 1.356.860,17 | R$ 174.000,00 |
| Ano 30 | R$ 1.526.006,64 | R$ 180.000,00 |
A distância entre as duas linhas é o juro acumulado. Na metade do caminho, depois de 15 anos, o saldo era R$ 235.728,92. Isso quer dizer que 84,55% do total final se formou na segunda metade do prazo — com os mesmos aportes da primeira. É o argumento mais concreto para começar cedo: os últimos anos rendem mais porque há mais saldo trabalhando, e esse saldo depende dos anos anteriores.
| Período | Saiu do bolso | Juros | Saldo | Juros no saldo |
|---|---|---|---|---|
| Ano 1 | R$ 6.000,00 | R$ 323,25 | R$ 6.323,25 | 5,11% |
| Ano 5 | R$ 30.000,00 | R$ 10.170,64 | R$ 40.170,64 | 25,32% |
| Ano 10 | R$ 60.000,00 | R$ 50.965,02 | R$ 110.965,02 | 45,93% |
| Ano 15 | R$ 90.000,00 | R$ 145.728,92 | R$ 235.728,92 | 61,82% |
| Ano 20 | R$ 120.000,00 | R$ 335.605,53 | R$ 455.605,53 | 73,66% |
| Ano 25 | R$ 150.000,00 | R$ 693.103,25 | R$ 843.103,25 | 82,21% |
| Ano 30 | R$ 180.000,00 | R$ 1.346.006,64 | R$ 1.526.006,64 | 88,2% |
Por que a taxa anual não pode ser dividida por 12
Porque a taxa anual anunciada já inclui o efeito de juro sobre juro dentro do ano. Dividida por doze e composta de novo, ela rende mais do que o anunciado: no exemplo de 30 anos, o resultado sairia R$ 221.475,43 maior do que o correto.
Quando um banco anuncia 12% ao ano, isso significa que cada real aplicado cresce exatamente 12% ao fim de doze meses. Para chegar a esse resultado mês a mês, a taxa mensal precisa ser aquela que, composta doze vezes, dá exatamente 12%: 0,9489%. Dividir por doze dá 1%, uma taxa mensal maior — e que, composta, entrega mais do que o banco prometeu.
No exemplo de R$ 500,00 por mês durante 30 anos, a taxa correta leva a R$ 1.526.006,64. A taxa dividida levaria a R$ 1.747.482,07: R$ 221.475,43 que não existem. No caso padrão, de 10 anos, a diferença é de R$ 2.603,86. O erro cresce com o prazo, porque a taxa inflada é composta mais vezes.
- Taxa equivalente
- Taxa ÷ 12
Ver os dados em tabela
| Prazo | Taxa equivalente | Taxa ÷ 12 |
|---|---|---|
| 10 anos | R$ 110.965,02 | R$ 115.019,34 |
| 20 anos | R$ 455.605,53 | R$ 494.627,68 |
| 30 anos | R$ 1.526.006,64 | R$ 1.747.482,07 |
Existe um caso em que dividir por doze é o certo: quando o contrato anuncia uma taxa nominal anual "com capitalização mensal". Aí a taxa do mês é, por definição, a nominal dividida por doze, e a taxa efetiva do ano é maior que a anunciada. Isso aparece em contratos de crédito; aplicações de renda fixa, CDI, Selic e títulos públicos anunciam taxa efetiva. Se o seu caso é o nominal, faça a divisão e informe o resultado com o período "ao mês".
Aporte no início ou no fim do mês
Aportar no início do mês faz cada aporte render um mês a mais. No caso padrão, isso acrescenta R$ 796,87 em 10 anos; no exemplo de 30 anos, R$ 14.479,96. Esta calculadora usa o fim do mês como padrão e deixa você trocar.
A diferença é só de premissa, e as duas fórmulas estão certas para a sua premissa. Na série postecipada — aporte no fim do mês —, o último depósito entra no último dia e não rende nada. Na antecipada — aporte no início —, até o último depósito rende um mês. A fórmula antecipada é a postecipada multiplicada por (1 + j).
Escolhemos o fim do mês como padrão porque é o que acontece com quem investe depois de receber o salário, e porque é a convenção das calculadoras financeiras. A Calculadora do Cidadão do Banco Central usa a outra premissa: o próprio formulário diz "depósito realizado no início do mês". Por isso os resultados das duas diferem com a configuração padrão e passam a coincidir ao centavo quando você escolhe "no início de cada mês", informa a taxa ao mês e deixa o valor inicial em zero — o formulário de depósitos regulares do BC não tem esse campo. Com valor inicial, some ao resultado do BC o da calculadora de valor futuro de um capital, do mesmo site.
No caso padrão: R$ 102.525,67 com aporte no fim do mês e R$ 103.322,54 com aporte no início. No exemplo de 30 anos: R$ 1.526.006,64 contra R$ 1.540.486,60. O valor inicial não muda com a escolha — ele já está aplicado desde o mês zero.
Casos de borda
São oito situações em que a conta pede atenção: taxa zero, campos vazios, prazo quebrado, taxa nominal, rentabilidade variável, aporte crescente, resgate no meio do caminho e entradas absurdas.
Taxa zero
Com taxa zero a fórmula fechada da série vira uma divisão por zero, e uma fórmula digitada à mão numa planilha devolve erro. Aqui o caso é tratado à parte: sem juros, o saldo final é exatamente a soma do que você guardou. Os mesmos R$ 500,00 por mês do caso padrão, mais o valor inicial, somariam R$ 61.000,00 em 10 anos.
Sem valor inicial, ou sem aporte
Os dois campos são independentes e podem ficar em zero. Só valor inicial é o problema clássico do "valor futuro de um capital"; só aporte é a "aplicação com depósitos regulares". A calculadora mostra separadamente quanto do total veio de cada um.
Prazo que não fecha em anos cheios
Informe o prazo em meses. Até 24 meses, a tabela de evolução sai mês a mês. Acima disso, sai ano a ano e ganha uma última linha com o mês final, para que o último número da tabela seja sempre o total da tela.
Taxa nominal "capitalizada mensalmente"
Alguns contratos anunciam uma taxa nominal anual com capitalização mensal. Nesse caso — e só nele — a taxa do mês é mesmo a nominal dividida por doze. Faça a divisão e informe o resultado com o período "ao mês". Aplicações de renda fixa, CDI, Selic e Tesouro anunciam taxa efetiva ao ano, que é o padrão desta calculadora.
Rentabilidade que muda com o tempo
A fórmula supõe a mesma taxa do primeiro ao último mês. Investimento atrelado ao CDI ou à inflação não tem taxa fixa: use uma média que você considere razoável e trate o resultado como cenário, não como promessa. Rodar três taxas diferentes dá uma faixa mais honesta que um número só.
Aporte que cresce todo ano
A calculadora supõe aportes iguais. Se você pretende aumentar o valor guardado a cada reajuste de salário, o resultado aqui é um piso: com aportes crescentes o total final fica maior do que o mostrado.
Resgate antes do prazo
A conta não prevê saques. Se houver retirada no meio do caminho, rode a calculadora até a data do saque, subtraia o valor retirado e use o saldo restante como valor inicial de uma nova simulação.
Taxa ou prazo absurdos
A calculadora aceita taxa de até 100% por período e prazo de até 100 anos. Combinações que produzem um total grande demais para ser representado em centavos com exatidão são recusadas com mensagem, em vez de exibir um número que já perdeu os últimos dígitos.
Base legal e metodologia
As fórmulas desta página são as mesmas publicadas pelo Banco Central na metodologia da Calculadora do Cidadão, e os casos de teste do nosso motor batem com ela ao centavo. As quatro referências abaixo têm link para o texto original.
- Banco Central do Brasil — Calculadora do Cidadão, metodologia da aplicação com depósitos regulares
- Publica a fórmula da série de depósitos mensais iguais feitos no início de cada mês, Sn = (1 + j) × [((1 + j)^n − 1) / j] × p. É a mesma fórmula da opção "no início de cada mês" desta calculadora, e os casos de teste do nosso motor batem com a calculadora do BC ao centavo.
- Banco Central do Brasil — Calculadora do Cidadão, valor futuro de um capital
- Projeta um valor atual no futuro a uma taxa mensal por um número de meses, que é a parcela "valor inicial" desta calculadora: capital × (1 + j)^n.
- Medida Provisória nº 2.170-36/2001, art. 5º
- Admite, nas operações das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano. É o dispositivo que permite aos bancos cobrar e pagar juros compostos mês a mês.
- Decreto nº 22.626/1933 (Lei de Usura), art. 4º
- Proíbe "contar juros dos juros" nos contratos em geral, ressalvada a acumulação anual em conta corrente. É a origem da discussão jurídica sobre anatocismo, que vale para empréstimos entre particulares — e não para o rendimento de uma aplicação financeira.
O que esta página não calcula, e por quê
Não descontamos imposto de renda, IOF nem taxas, porque eles dependem do produto, do prazo de cada aporte e da condição de quem investe; um desconto genérico aplicado aqui pareceria exato sem ser. Também não usamos a taxa Selic, o CDI ou o rendimento da poupança como padrão: esses números mudam a cada reunião do Copom e não fazem parte dos dados versionados deste site. Informe a taxa que você tem em mãos.
Perguntas frequentes sobre juros compostos
São 20 dúvidas, das mais buscadas às que aparecem na hora de comparar o resultado com outra calculadora. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Como calcular juros compostos com aporte mensal?
Quanto vou ter se guardar R$ 500,00 por mês?
Quanto rende meu dinheiro em 10 anos?
Posso dividir a taxa anual por 12 para achar a mensal?
1% ao mês é quanto ao ano?
Qual é a diferença entre juros simples e compostos?
Aporte no início ou no fim do mês: qual escolher?
Por que o resultado é diferente da Calculadora do Cidadão do Banco Central?
Quando os juros de um mês alcançam o meu aporte?
O resultado já desconta o imposto de renda?
E a inflação?
Quanto do total final é juro?
Vale mais começar cedo ou guardar mais?
Qual taxa devo usar na simulação?
A calculadora serve para dívidas?
O que é taxa efetiva e o que é taxa nominal?
Juros compostos são permitidos por lei?
Posso usar prazo em meses?
Por que o total não é um número redondo?
Posso compartilhar a simulação?
Calculadoras relacionadas
A mesma conta de juros sobre juros aparece em outras perguntas: quanto cada aplicação rende com o imposto descontado, que patrimônio sustenta uma renda mensal, quanto da alta é só inflação e quanto uma taxa mensal vale ao ano. Cada conta tem página própria.
- Quanto rendeO rendimento depende da taxa, do prazo e do imposto. CDB paga Imposto de Renda regressivo, que cai com o prazo; poupança e LCI/LCA de pessoa física são isentas. Comparar pelo líquido é o que mostra qual rende mais.
- Viver de rendaPara viver de renda, você precisa de um patrimônio que renda, acima da inflação, a renda que você quer sacar todo mês. A conta é a renda mensal dividida pelo rendimento real mensal — nunca pela taxa nominal, que faz o alvo parecer menor do que é.
- Correção monetáriaCorrigir um valor pela inflação é multiplicá-lo pelo fator acumulado do índice no período: o produto de (1 + inflação de cada mês), do mês inicial ao mês final, os dois incluídos. O IPCA é a inflação oficial e o índice que o Código Civil manda usar quando nada foi combinado; o INPC mede as famílias de renda mais baixa.
- Taxa equivalenteTaxa de juros não se converte por regra de três. De mensal para anual ela se compõe, porque os juros de cada mês rendem juros nos meses seguintes — por isso a taxa anual efetiva supera a mensal multiplicada pelos meses do ano, e é ela que o contrato bancário pode cobrar.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado é uma simulação com taxa constante e não é promessa de rentabilidade nem recomendação de investimento.