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Calculadora do Bem

Calculadora de Juros Compostos com Aporte Mensal

Guardando R$ 500,00 por mês, com R$ 1.000,00 de partida, a 10% ao ano, você chega a R$ 102.525,67 em 10 anos. Desse total, R$ 61.000,00 saíram do seu bolso e R$ 41.525,67 — 40,5% — são juros. A taxa anual vira mensal por equivalência (0,7974% ao mês), nunca dividida por doze.

Fórmulas conferidas contra a Calculadora do Cidadão do Banco Central. Última revisão desta página: .

Simule o seu investimento

Informe quanto você já tem, quanto vai guardar por mês, a taxa e o prazo. O total, a parte que é juro, a taxa mensal equivalente e a evolução ano a ano aparecem na hora.

Total em 10 anosR$ 102.525,67

40,5% do total são juros. Taxa usada: 0,7974% ao mês.

Saiu do seu bolsoR$ 61.000,00JurosR$ 41.525,67O juro de um mês alcança o seu aporte no 87º mês, ao completar 7 anos e 3 meses.

O resultado muda na hora e o endereço da página guarda o que você digitou. Campos de valor aceitam "1.000,50" ou "1000.50".

Deixe em zero se vai começar do nada.

O mesmo valor todo mês. Zero, se for só o valor inicial.

Use a taxa como o investimento anuncia. Taxa anual vira mensal por equivalência, não dividida por 12.

R$ 2.593,74 do valor inicial + R$ 99.931,93 dos aportes = R$ 102.525,67, dos quais R$ 61.000,00 saíram do seu bolso e R$ 41.525,67 são juros.

De onde vem o total
De onde vem o totalTotal ao fim do prazo de R$ 102.525,67, dividido em 2 partes: Valor inicial capitalizado, R$ 2.593,74 (2,5%); Aportes acumulados, R$ 99.931,93 (97,5%).R$ 102.525,67Total ao fim do prazoR$ 99.931,93
  • Valor inicial capitalizadoR$ 2.593,74
  • Aportes acumuladosR$ 99.931,93
Ver os dados em tabela
De onde vem o total — composição de R$ 102.525,67
Total ao fim do prazoValor% do total
Valor inicial capitalizadoR$ 2.593,742,5%
Aportes acumuladosR$ 99.931,9397,5%
TotalR$ 102.525,67100%
Ver a evolução ano a ano
Evolução do saldo, do total investido e dos juros ao longo do prazo
PeríodoSaiu do bolsoJurosSaldo
Ano 1R$ 7.000,00R$ 370,27R$ 7.370,27
Ano 2R$ 13.000,00R$ 1.377,56R$ 14.377,56
Ano 3R$ 19.000,00R$ 3.085,59R$ 22.085,59
Ano 4R$ 25.000,00R$ 5.564,42R$ 30.564,42
Ano 5R$ 31.000,00R$ 8.891,13R$ 39.891,13
Ano 6R$ 37.000,00R$ 13.150,50R$ 50.150,50
Ano 7R$ 43.000,00R$ 18.435,83R$ 61.435,83
Ano 8R$ 49.000,00R$ 24.849,68R$ 73.849,68
Ano 9R$ 55.000,00R$ 32.504,91R$ 87.504,91
Ano 10R$ 61.000,00R$ 41.525,67R$ 102.525,67

Como os juros compostos são calculados

O total é a soma de duas parcelas: o valor inicial multiplicado por (1 + j)^n e a série de aportes, aporte × [(1 + j)^n − 1] ÷ j, em que j é a taxa mensal e n o número de meses. Com os números do caso padrão, isso dá R$ 102.525,67.

Juros compostos são juros que incidem sobre o saldo, e não só sobre o dinheiro que você colocou. No primeiro mês o juro é calculado sobre o que você aplicou; no segundo, sobre o que você aplicou mais o juro do primeiro mês; e assim por diante. É por isso que a curva do saldo começa quase reta e vai se inclinando: o juro de cada mês é maior que o do mês anterior, mesmo com a taxa parada.

A fórmula completa, para quem aplica um valor inicial VI e guarda um aporte A no fim de cada mês, durante n meses, a uma taxa mensal j:

Total = VI × (1 + j)^n + A × [(1 + j)^n − 1] ÷ j

A primeira parcela é o problema clássico do valor futuro de um capital. A segunda é a soma de uma progressão geométrica: o último aporte não rende nada, o penúltimo rende um mês, o antepenúltimo dois, e o primeiro rende n − 1 meses. A fórmula fechada evita somar mês a mês e dá exatamente o mesmo resultado.

  1. Converta a taxa para o mês. Os aportes são mensais, então a taxa também precisa ser. Taxa informada ao ano vira mensal por equivalência: (1 + taxa anual) elevado a 1/12, menos 1. Com 10% ao ano, isso dá 0,7974% ao mês — e não 0,8333%, que é o que sai dividindo por doze.
  2. Capitalize o valor inicial. O dinheiro que já está aplicado cresce pelo fator (1 + j) elevado ao número de meses. Os R$ 1.000,00 do caso padrão viram R$ 2.593,74 em 10 anos.
  3. Acumule a série de aportes. Cada aporte rende pelo número de meses que falta até o fim. Somados, eles formam uma progressão geométrica cuja soma é aporte × [(1 + j)^n − 1] ÷ j. Os R$ 500,00 mensais do caso padrão viram R$ 99.931,93.
  4. Ajuste pelo momento do aporte. Se o dinheiro entra no início de cada mês, cada aporte rende um mês a mais: multiplique a série por (1 + j). No caso padrão, o total passaria de R$ 102.525,67 para R$ 103.322,54.
  5. Separe o que é seu do que é juro. Some as duas parcelas e subtraia o que saiu do seu bolso. No caso padrão foram R$ 61.000,00 investidos e R$ 41.525,67 de juros — 40,5% do total.

A memória de cálculo do caso padrão

Com R$ 1.000,00 iniciais, R$ 500,00 por mês, 10% ao ano e 10 anos (120 meses), a conta fica assim:

Composição do total no caso padrão
ParteDe onde saiValor
Valor inicial capitalizadoR$ 1.000,00 × (1 + 0,7974%)^120R$ 2.593,74
Aportes acumuladosR$ 500,00 × [(1 + 0,7974%)^120 − 1] ÷ 0,7974%R$ 99.931,93
Total ao fim do prazoSoma das duas parcelasR$ 102.525,67
Saiu do seu bolsoR$ 1.000,00 + R$ 500,00 × 120R$ 61.000,00
JurosTotal − o que saiu do seu bolsoR$ 41.525,67
Cada parcela é arredondada uma única vez, em centavos, ao final. A soma das duas é exatamente o total — nenhum centavo fica sobrando entre a tabela e a tela.
Do total de R$ 102.525,67, quanto saiu do seu bolso e quanto é juro
Do total de R$ 102.525,67, quanto saiu do seu bolso e quanto é juroTotal ao fim do prazo de R$ 102.525,67, dividido em 2 partes: Saiu do seu bolso, R$ 61.000,00 (59,5%); Juros, R$ 41.525,67 (40,5%).R$ 102.525,67Total ao fim do prazoR$ 61.000,00R$ 41.525,67
  • Saiu do seu bolsoR$ 61.000,00
  • JurosR$ 41.525,67
Ver os dados em tabela
Do total de R$ 102.525,67, quanto saiu do seu bolso e quanto é juro — composição de R$ 102.525,67
Total ao fim do prazoValor% do total
Saiu do seu bolsoR$ 61.000,0059,5%
JurosR$ 41.525,6740,5%
TotalR$ 102.525,67100%

Tabelas de referência: taxa equivalente e quanto rende cada aporte

Juros compostos não têm tabela oficial do ano: são matemática, e a mesma fórmula vale para qualquer taxa. As duas tabelas abaixo são geradas pelo motor desta página — a primeira converte cinco taxas anuais para o mês, a segunda mostra quanto vira cada aporte mensal a 10% ao ano.

Taxa anual, taxa mensal equivalente e o erro de dividir por doze

A coluna do meio é a taxa que esta calculadora usa. A terceira é o que algumas calculadoras usam, e a quarta mostra o que essa taxa dividida vira quando composta por doze meses: sempre mais do que a taxa anual anunciada. As taxas da primeira coluna são exemplos redondos, não a rentabilidade de nenhum produto.

Conversão de taxa anual efetiva para mensal
Taxa ao anoAo mês (equivalente)Ao mês (÷ 12)÷ 12 composto vira
6%0,4868%0,5%6,1678%
8%0,6434%0,6667%8,3%
10%0,7974%0,8333%10,4713%
12%0,9489%1%12,6825%
15%1,1715%1,25%16,0755%
Taxa mensal equivalente = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. A linha destacada é a taxa do caso padrão.

Quanto vou ter guardando todo mês

Sem valor inicial, com aporte no fim de cada mês e 10% ao ano. Leia a linha do aporte que cabe no seu orçamento e a coluna do prazo que você tem em mente; para outra taxa, use a calculadora acima.

Total acumulado por aporte mensal e prazo, a 10% ao ano
Aporte mensal5 anos10 anos20 anos30 anos
R$ 100,00R$ 7.656,12R$ 19.986,39R$ 71.825,92R$ 206.284,33
R$ 200,00R$ 15.312,25R$ 39.972,77R$ 143.651,85R$ 412.568,66
R$ 500,00R$ 38.280,62R$ 99.931,93R$ 359.129,61R$ 1.031.421,66
R$ 1.000,00R$ 76.561,23R$ 199.863,86R$ 718.259,23R$ 2.062.843,31
Valores brutos e nominais: sem imposto de renda, sem taxas e sem desconto de inflação.

Exemplo prático: R$ 500,00 por mês durante 30 anos

Guardando R$ 500,00 no fim de cada mês a 12% ao ano, você termina 30 anos com R$ 1.526.006,64. Só R$ 180.000,00 saíram do seu bolso; os outros R$ 1.346.006,64 são juros.

Este é o cenário de quem começa a poupar para a aposentadoria sem nenhum dinheiro guardado. A taxa de 12% ao ano é uma hipótese de longo prazo, não a promessa de nenhum produto; mude-a na calculadora para ver o seu caso.

  1. A taxa do mês. 12% ao ano equivalem a 0,9489% ao mês.
  2. O que sai do bolso. R$ 500,00 vezes o número de meses do prazo: R$ 180.000,00.
  3. O total. A série de aportes acumulada à taxa mensal dá R$ 1.526.006,64, dos quais 88,2% são juros.
  4. A virada. O juro de um único mês alcança os R$ 500,00 que você guarda no 75º mês, ao completar 6 anos e 3 meses, e daí em diante só cresce.
Saldo e total investido, ano a ano
Saldo e total investido, ano a anoEvolução por ano, 30 pontos. Saldo: começa em R$ 6.323,25 (Ano 1), vai de R$ 6.323,25 (Ano 1) a R$ 1.526.006,64 (Ano 30) e termina em R$ 1.526.006,64 (Ano 30). Saiu do seu bolso: começa em R$ 6.000,00 (Ano 1), vai de R$ 6.000,00 (Ano 1) a R$ 180.000,00 (Ano 30) e termina em R$ 180.000,00 (Ano 30).R$ 1,5 miR$ 180 milAno 1Ano 6Ano 11Ano 16Ano 21Ano 30
  • Saldo
  • Saiu do seu bolso
Ver os dados em tabela
Saldo e total investido, ano a ano — valores por ano
AnoSaldoSaiu do seu bolso
Ano 1R$ 6.323,25R$ 6.000,00
Ano 2R$ 13.405,29R$ 12.000,00
Ano 3R$ 21.337,17R$ 18.000,00
Ano 4R$ 30.220,88R$ 24.000,00
Ano 5R$ 40.170,64R$ 30.000,00
Ano 6R$ 51.314,36R$ 36.000,00
Ano 7R$ 63.795,33R$ 42.000,00
Ano 8R$ 77.774,02R$ 48.000,00
Ano 9R$ 93.430,15R$ 54.000,00
Ano 10R$ 110.965,02R$ 60.000,00
Ano 11R$ 130.604,07R$ 66.000,00
Ano 12R$ 152.599,81R$ 72.000,00
Ano 13R$ 177.235,04R$ 78.000,00
Ano 14R$ 204.826,49R$ 84.000,00
Ano 15R$ 235.728,92R$ 90.000,00
Ano 16R$ 270.339,64R$ 96.000,00
Ano 17R$ 309.103,64R$ 102.000,00
Ano 18R$ 352.519,33R$ 108.000,00
Ano 19R$ 401.144,89R$ 114.000,00
Ano 20R$ 455.605,53R$ 120.000,00
Ano 21R$ 516.601,44R$ 126.000,00
Ano 22R$ 584.916,87R$ 132.000,00
Ano 23R$ 661.430,14R$ 138.000,00
Ano 24R$ 747.125,00R$ 144.000,00
Ano 25R$ 843.103,25R$ 150.000,00
Ano 26R$ 950.598,89R$ 156.000,00
Ano 27R$ 1.070.994,01R$ 162.000,00
Ano 28R$ 1.205.836,54R$ 168.000,00
Ano 29R$ 1.356.860,17R$ 174.000,00
Ano 30R$ 1.526.006,64R$ 180.000,00

A distância entre as duas linhas é o juro acumulado. Na metade do caminho, depois de 15 anos, o saldo era R$ 235.728,92. Isso quer dizer que 84,55% do total final se formou na segunda metade do prazo — com os mesmos aportes da primeira. É o argumento mais concreto para começar cedo: os últimos anos rendem mais porque há mais saldo trabalhando, e esse saldo depende dos anos anteriores.

Evolução do exemplo, de cinco em cinco anos
PeríodoSaiu do bolsoJurosSaldoJuros no saldo
Ano 1R$ 6.000,00R$ 323,25R$ 6.323,255,11%
Ano 5R$ 30.000,00R$ 10.170,64R$ 40.170,6425,32%
Ano 10R$ 60.000,00R$ 50.965,02R$ 110.965,0245,93%
Ano 15R$ 90.000,00R$ 145.728,92R$ 235.728,9261,82%
Ano 20R$ 120.000,00R$ 335.605,53R$ 455.605,5373,66%
Ano 25R$ 150.000,00R$ 693.103,25R$ 843.103,2582,21%
Ano 30R$ 180.000,00R$ 1.346.006,64R$ 1.526.006,6488,2%
Cada linha é a fórmula fechada avaliada naquele mês, e não um saldo que carrega arredondamento de mês em mês — por isso a última linha é idêntica ao total.

Por que a taxa anual não pode ser dividida por 12

Porque a taxa anual anunciada já inclui o efeito de juro sobre juro dentro do ano. Dividida por doze e composta de novo, ela rende mais do que o anunciado: no exemplo de 30 anos, o resultado sairia R$ 221.475,43 maior do que o correto.

Quando um banco anuncia 12% ao ano, isso significa que cada real aplicado cresce exatamente 12% ao fim de doze meses. Para chegar a esse resultado mês a mês, a taxa mensal precisa ser aquela que, composta doze vezes, dá exatamente 12%: 0,9489%. Dividir por doze dá 1%, uma taxa mensal maior — e que, composta, entrega mais do que o banco prometeu.

No exemplo de R$ 500,00 por mês durante 30 anos, a taxa correta leva a R$ 1.526.006,64. A taxa dividida levaria a R$ 1.747.482,07: R$ 221.475,43 que não existem. No caso padrão, de 10 anos, a diferença é de R$ 2.603,86. O erro cresce com o prazo, porque a taxa inflada é composta mais vezes.

R$ 500,00 por mês a 12% ao ano: taxa equivalente contra taxa dividida por 12
R$ 500,00 por mês a 12% ao ano: taxa equivalente contra taxa dividida por 123 cenários comparados em 2 séries. 10 anos: Taxa equivalente, R$ 110.965,02; Taxa ÷ 12, R$ 115.019,34. 20 anos: Taxa equivalente, R$ 455.605,53; Taxa ÷ 12, R$ 494.627,68. 30 anos: Taxa equivalente, R$ 1.526.006,64; Taxa ÷ 12, R$ 1.747.482,07.10 anos20 anos30 anos
  • Taxa equivalente
  • Taxa ÷ 12
Ver os dados em tabela
R$ 500,00 por mês a 12% ao ano: taxa equivalente contra taxa dividida por 12 — valores por cenário
PrazoTaxa equivalenteTaxa ÷ 12
10 anosR$ 110.965,02R$ 115.019,34
20 anosR$ 455.605,53R$ 494.627,68
30 anosR$ 1.526.006,64R$ 1.747.482,07

Existe um caso em que dividir por doze é o certo: quando o contrato anuncia uma taxa nominal anual "com capitalização mensal". Aí a taxa do mês é, por definição, a nominal dividida por doze, e a taxa efetiva do ano é maior que a anunciada. Isso aparece em contratos de crédito; aplicações de renda fixa, CDI, Selic e títulos públicos anunciam taxa efetiva. Se o seu caso é o nominal, faça a divisão e informe o resultado com o período "ao mês".

Aporte no início ou no fim do mês

Aportar no início do mês faz cada aporte render um mês a mais. No caso padrão, isso acrescenta R$ 796,87 em 10 anos; no exemplo de 30 anos, R$ 14.479,96. Esta calculadora usa o fim do mês como padrão e deixa você trocar.

A diferença é só de premissa, e as duas fórmulas estão certas para a sua premissa. Na série postecipada — aporte no fim do mês —, o último depósito entra no último dia e não rende nada. Na antecipada — aporte no início —, até o último depósito rende um mês. A fórmula antecipada é a postecipada multiplicada por (1 + j).

Escolhemos o fim do mês como padrão porque é o que acontece com quem investe depois de receber o salário, e porque é a convenção das calculadoras financeiras. A Calculadora do Cidadão do Banco Central usa a outra premissa: o próprio formulário diz "depósito realizado no início do mês". Por isso os resultados das duas diferem com a configuração padrão e passam a coincidir ao centavo quando você escolhe "no início de cada mês", informa a taxa ao mês e deixa o valor inicial em zero — o formulário de depósitos regulares do BC não tem esse campo. Com valor inicial, some ao resultado do BC o da calculadora de valor futuro de um capital, do mesmo site.

No caso padrão: R$ 102.525,67 com aporte no fim do mês e R$ 103.322,54 com aporte no início. No exemplo de 30 anos: R$ 1.526.006,64 contra R$ 1.540.486,60. O valor inicial não muda com a escolha — ele já está aplicado desde o mês zero.

Casos de borda

São oito situações em que a conta pede atenção: taxa zero, campos vazios, prazo quebrado, taxa nominal, rentabilidade variável, aporte crescente, resgate no meio do caminho e entradas absurdas.

Taxa zero

Com taxa zero a fórmula fechada da série vira uma divisão por zero, e uma fórmula digitada à mão numa planilha devolve erro. Aqui o caso é tratado à parte: sem juros, o saldo final é exatamente a soma do que você guardou. Os mesmos R$ 500,00 por mês do caso padrão, mais o valor inicial, somariam R$ 61.000,00 em 10 anos.

Sem valor inicial, ou sem aporte

Os dois campos são independentes e podem ficar em zero. Só valor inicial é o problema clássico do "valor futuro de um capital"; só aporte é a "aplicação com depósitos regulares". A calculadora mostra separadamente quanto do total veio de cada um.

Prazo que não fecha em anos cheios

Informe o prazo em meses. Até 24 meses, a tabela de evolução sai mês a mês. Acima disso, sai ano a ano e ganha uma última linha com o mês final, para que o último número da tabela seja sempre o total da tela.

Taxa nominal "capitalizada mensalmente"

Alguns contratos anunciam uma taxa nominal anual com capitalização mensal. Nesse caso — e só nele — a taxa do mês é mesmo a nominal dividida por doze. Faça a divisão e informe o resultado com o período "ao mês". Aplicações de renda fixa, CDI, Selic e Tesouro anunciam taxa efetiva ao ano, que é o padrão desta calculadora.

Rentabilidade que muda com o tempo

A fórmula supõe a mesma taxa do primeiro ao último mês. Investimento atrelado ao CDI ou à inflação não tem taxa fixa: use uma média que você considere razoável e trate o resultado como cenário, não como promessa. Rodar três taxas diferentes dá uma faixa mais honesta que um número só.

Aporte que cresce todo ano

A calculadora supõe aportes iguais. Se você pretende aumentar o valor guardado a cada reajuste de salário, o resultado aqui é um piso: com aportes crescentes o total final fica maior do que o mostrado.

Resgate antes do prazo

A conta não prevê saques. Se houver retirada no meio do caminho, rode a calculadora até a data do saque, subtraia o valor retirado e use o saldo restante como valor inicial de uma nova simulação.

Taxa ou prazo absurdos

A calculadora aceita taxa de até 100% por período e prazo de até 100 anos. Combinações que produzem um total grande demais para ser representado em centavos com exatidão são recusadas com mensagem, em vez de exibir um número que já perdeu os últimos dígitos.

Perguntas frequentes sobre juros compostos

São 20 dúvidas, das mais buscadas às que aparecem na hora de comparar o resultado com outra calculadora. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

Como calcular juros compostos com aporte mensal?
Converta a taxa para o mês, capitalize o valor inicial por (1 + j)^n e some a série de aportes, aporte × [(1 + j)^n − 1] ÷ j. Com R$ 1.000,00 iniciais, R$ 500,00 por mês, 10% ao ano e 10 anos, o total é R$ 102.525,67.
Quanto vou ter se guardar R$ 500,00 por mês?
Depende da taxa e do prazo. A 10% ao ano, sem valor inicial, são R$ 99.931,93 em 10 anos; a 12% ao ano por 30 anos, R$ 1.526.006,64 (com R$ 500,00 por mês). A tabela desta página mostra outros aportes e prazos, e a calculadora faz qualquer combinação.
Quanto rende meu dinheiro em 10 anos?
Com R$ 1.000,00 de partida e R$ 500,00 por mês a 10% ao ano, R$ 102.525,67 brutos em 10 anos, dos quais R$ 41.525,67 são juros. Troque a taxa pela do seu investimento para ver o seu caso.
Posso dividir a taxa anual por 12 para achar a mensal?
Não, se a taxa anunciada for efetiva, como a de aplicações de renda fixa, CDI, Selic e Tesouro. 10% ao ano equivalem a 0,7974% ao mês, não a 0,8333%. No exemplo de 30 anos, dividir por doze inflaria o resultado em R$ 221.475,43.
1% ao mês é quanto ao ano?
12,6825% ao ano, e não 12%. Juros compostos acumulam juro sobre juro, então doze meses a 1% rendem mais que doze vezes 1%. A calculadora mostra a taxa equivalente sempre que você informa uma taxa mensal.
Qual é a diferença entre juros simples e compostos?
Nos simples, o juro de cada mês incide só sobre o valor original. Nos compostos, incide sobre o saldo, que já inclui os juros anteriores, e por isso o juro de cada mês é maior que o do mês anterior mesmo com a taxa parada. No exemplo de 30 anos, o saldo final tem R$ 1.346.006,64 de juros contra R$ 180.000,00 que saíram do bolso. Parte desses juros existiria também nos simples, porque cada aporte renderia sobre si mesmo; o restante é juro sobre juro, e é essa parte que cresce quanto mais longo o prazo.
Aporte no início ou no fim do mês: qual escolher?
Escolha o que você de fato faz. Quem investe logo depois de receber o salário aplica no fim do período, que é o padrão aqui. No início, cada aporte rende um mês a mais: no caso padrão, R$ 796,87 de diferença em 10 anos.
Por que o resultado é diferente da Calculadora do Cidadão do Banco Central?
Porque o BC supõe o depósito no início do mês e esta calculadora, por padrão, no fim. Escolha "no início de cada mês", informe a taxa ao mês e deixe o valor inicial em zero, porque o formulário de depósitos regulares do BC não tem esse campo: os números passam a bater ao centavo, como conferimos nos testes do motor. Se você tem valor inicial, some ao resultado do BC o da calculadora de valor futuro de um capital, do mesmo site.
Quando os juros de um mês alcançam o meu aporte?
Quando o juro de um único mês fica maior ou igual ao valor que você guarda por mês. No caso padrão isso acontece no 87º mês, ao completar 7 anos e 3 meses. É o ponto em que o dinheiro acumulado passa a trabalhar mais que você; no exemplo de R$ 500,00 por mês a 12% ao ano, no 75º mês, ao completar 6 anos e 3 meses.
O resultado já desconta o imposto de renda?
Não. O valor é bruto: não desconta imposto de renda, IOF, taxa de administração nem custódia. O imposto sobre rendimentos depende do produto e do prazo, e alguns produtos são isentos para pessoa física. O que cai na conta no resgate tributado é menor.
E a inflação?
O resultado é nominal, em reais do futuro. Para ter uma ideia do poder de compra, informe como taxa o rendimento real que você espera — o quanto o investimento rende acima da inflação — e leia o total em reais de hoje. Essa leitura supõe que você corrija o aporte pela inflação todo mês. Se o aporte fica fixo no mesmo valor em reais, cada depósito vale menos que o anterior, e o total em reais de hoje fica abaixo do mostrado.
Quanto do total final é juro?
No caso padrão, 40,5%: R$ 41.525,67 de R$ 102.525,67. No exemplo de 30 anos, 88,2%. Quanto mais longo o prazo, maior a fatia que não saiu do seu bolso.
Vale mais começar cedo ou guardar mais?
Com o mesmo dinheiro saindo do bolso, começar cedo ganha. R$ 500,00 por mês durante 30 anos, a 12% ao ano, viram R$ 1.526.006,64; R$ 1.000,00 por mês durante só 15 anos viram R$ 471.457,83. Nos dois casos saíram R$ 180.000,00 do bolso. O tempo pesa porque o crescimento é exponencial: no exemplo de 30 anos, o saldo na metade do caminho era R$ 235.728,92, e 84,55% do total final se formou na segunda metade do prazo.
Qual taxa devo usar na simulação?
A do investimento que você pretende usar, na forma em que ele é anunciado — em geral efetiva ao ano. Para produtos pós-fixados, use uma média que considere realista e rode também um cenário pior. A taxa padrão desta página é só um exemplo.
A calculadora serve para dívidas?
A matemática é a mesma: uma dívida sem pagamento cresce pelo mesmo fator (1 + j)^n. Informe o saldo devedor como valor inicial, a taxa do contrato e deixe o aporte em zero. Financiamento com parcelas é outro cálculo, com amortização.
O que é taxa efetiva e o que é taxa nominal?
Taxa efetiva é a que de fato incide no período anunciado. Nominal é uma taxa anual "capitalizada mensalmente", em que o mês usa a anual dividida por doze e o ano rende mais que o anunciado. Investimentos costumam anunciar a efetiva; alguns contratos de crédito anunciam a nominal.
Juros compostos são permitidos por lei?
Para instituições financeiras, sim: a MP nº 2.170-36/2001, art. 5º, admite a capitalização com periodicidade inferior a um ano. Nos contratos em geral, a Lei de Usura, de 1933, proíbe contar juros sobre juros, ressalvada a acumulação anual em conta corrente, e o Código Civil, art. 591, permite a capitalização anual no mútuo com fins econômicos. A discussão é sobre empréstimo, não sobre o rendimento da sua aplicação.
Posso usar prazo em meses?
Pode. Escolha "meses" ao lado do prazo. Até 24 meses, a evolução sai mês a mês; acima disso, ano a ano, com uma linha extra para o último mês quando o prazo não fecha em anos cheios.
Por que o total não é um número redondo?
Porque a taxa mensal é fracionária e é composta mês após mês: 0,7974% ao mês compostos por 120 meses não dão um número inteiro de reais. O arredondamento só fixa o resultado em centavos, uma única vez por parcela, ao final. O que veio do valor inicial e o que veio dos aportes são mostrados separados, e a soma dos dois é exatamente o total da tela.
Posso compartilhar a simulação?
Sim. O endereço da página guarda o que você digitou, e quem abrir o mesmo link vê o mesmo resultado. Nada é enviado para servidor: o cálculo roda no seu navegador.

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A mesma conta de juros sobre juros aparece em outras perguntas: quanto cada aplicação rende com o imposto descontado, que patrimônio sustenta uma renda mensal, quanto da alta é só inflação e quanto uma taxa mensal vale ao ano. Cada conta tem página própria.