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Calculadora do Bem

Quanto preciso juntar para viver de renda

Para viver de R$ 5.000,00 por mês sem perder poder de compra, você precisa de R$ 860.488,15 investidos a 7,2% ao ano acima da inflação — a taxa real que o Tesouro pagava em 25 de setembro de 2026. Pela regra dos 4%, mais conservadora, seriam R$ 1.500.000,00. A conta é a renda mensal dividida pelo rendimento real mensal, e a calculadora abaixo mostra também em quanto tempo você chega lá.

Taxas do Tesouro Direto de , conferidas no arquivo oficial em . Última revisão das tabelas fiscais do site: .

Calcule o seu patrimônio-alvo e o prazo

Informe a renda que você quer, o rendimento real que vai consumir, o que já tem investido, quanto consegue aportar por mês e a rentabilidade real esperada. O patrimônio-alvo e o prazo aparecem na hora.

Patrimônio para viver de R$ 5.000,00 por mêsR$ 860.488,15

R$ 5.000,00 ÷ 0,5811% ao mês (equivalente a 7,2% ao ano) = R$ 860.488,15

Você já temR$ 20.000,00Falta acumularR$ 840.488,15Prazo: 20 anos e 1 mês

Tudo em dinheiro de hoje e com taxas acima da inflação. O resultado muda na hora e o endereço da página guarda o que você digitou.

Em reais de hoje. Use vírgula para os centavos.

O juro acima da inflação que o patrimônio rende quando você passar a viver dele. Você saca só esse rendimento, e o patrimônio fica intacto. A sugestão é a taxa real do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 em 25/09/2026.

Deixe zero se está começando agora.

Em reais de hoje: a conta supõe que você corrige o aporte pela inflação todo ano.

Quanto o dinheiro rende acima da inflação enquanto você acumula. Taxa nominal aqui encurta o prazo de mentira.

O rendimento real de 7,2% ao ano equivale a 0,5811% ao mês. O alvo de R$ 860.488,15 é 14,3 vezes a renda de um ano, e o saque de um ano equivale a 6,97% dele. Pela regra dos 4%, que consome o principal, seriam R$ 1.500.000,00. O que você já tem, R$ 20.000,00, sustentaria hoje R$ 116,21 por mês — 2,32% do caminho.

Rendendo 7,2% ao ano acima da inflação, ou 0,5811% ao mês, o saldo passa do alvo no mês 241, com R$ 865.644,30. Desse total, R$ 381.500,00 saíram do seu bolso e R$ 484.144,30 são rendimento.

Como o patrimônio cresce até o alvo, em dinheiro de hoje
Como o patrimônio cresce até o alvo, em dinheiro de hojeEvolução por momento, 22 pontos. Patrimônio acumulado: começa em R$ 20.000,00 (ano 0), vai de R$ 20.000,00 (ano 0) a R$ 865.644,30 (mês 241) e termina em R$ 865.644,30 (mês 241). Só o que você aportou: começa em R$ 20.000,00 (ano 0), vai de R$ 20.000,00 (ano 0) a R$ 381.500,00 (mês 241) e termina em R$ 381.500,00 (mês 241).R$ 865,6 milR$ 381,5 milano 0ano 5ano 10ano 15mês 241
  • Patrimônio acumulado
  • Só o que você aportou
Ver os dados em tabela
Como o patrimônio cresce até o alvo, em dinheiro de hoje — valores por momento
MomentoPatrimônio acumuladoSó o que você aportou
ano 0R$ 20.000,00R$ 20.000,00
ano 1R$ 40.026,54R$ 38.000,00
ano 2R$ 61.495,00R$ 56.000,00
ano 3R$ 84.509,18R$ 74.000,00
ano 4R$ 109.180,39R$ 92.000,00
ano 5R$ 135.627,92R$ 110.000,00
ano 6R$ 163.979,68R$ 128.000,00
ano 7R$ 194.372,76R$ 146.000,00
ano 8R$ 226.954,14R$ 164.000,00
ano 9R$ 261.881,38R$ 182.000,00
ano 10R$ 299.323,38R$ 200.000,00
ano 11R$ 339.461,21R$ 218.000,00
ano 12R$ 382.488,96R$ 236.000,00
ano 13R$ 428.614,70R$ 254.000,00
ano 14R$ 478.061,52R$ 272.000,00
ano 15R$ 531.068,49R$ 290.000,00
ano 16R$ 587.891,96R$ 308.000,00
ano 17R$ 648.806,73R$ 326.000,00
ano 18R$ 714.107,35R$ 344.000,00
ano 19R$ 784.109,62R$ 362.000,00
ano 20R$ 859.152,07R$ 380.000,00
mês 241R$ 865.644,30R$ 381.500,00
De onde vem o patrimônio no mês em que você chega lá
De onde vem o patrimônio no mês em que você chega láPatrimônio final de R$ 865.644,30, dividido em 2 partes: Patrimônio inicial e aportes, R$ 381.500,00 (44,1%); Rendimento real, R$ 484.144,30 (55,9%).R$ 865.644,30Patrimônio finalR$ 381.500,00R$ 484.144,30
  • Patrimônio inicial e aportesR$ 381.500,00
  • Rendimento realR$ 484.144,30
Ver os dados em tabela
De onde vem o patrimônio no mês em que você chega lá — composição de R$ 865.644,30
Patrimônio finalValor% do total
Patrimônio inicial e aportesR$ 381.500,0044,1%
Rendimento realR$ 484.144,3055,9%
TotalR$ 865.644,30100%

Como o patrimônio para viver de renda é calculado

O patrimônio-alvo é a renda mensal dividida pelo rendimento real mensal. Com 7,2% ao ano, a taxa mensal equivalente é 0,5811%, e R$ 5.000,00 por mês exigem R$ 860.488,15.

A fórmula cabe em uma linha: patrimônio-alvo = renda mensal ÷ rendimento real mensal. Ela descreve um patrimônio que rende, todo mês e acima da inflação, exatamente o que você saca. O que sobra continua com o mesmo poder de compra, e a renda pode durar indefinidamente — é o que os livros de matemática financeira chamam de perpetuidade.

  1. Escolha o rendimento real que você vai consumir, acima da inflação. É o juro real que o patrimônio rende e que você saca, sem tocar no principal. A calculadora sugere 7,2% ao ano, a taxa real que o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 pagava em 25 de setembro de 2026, e deixa o campo aberto para você trocar.
  2. Converta a taxa anual em taxa mensal equivalente. Como a renda é sacada todo mês, a taxa precisa ser mensal. Em juros compostos ela não é a anual dividida por doze: 7,2% ao ano equivalem a 0,5811% ao mês, e não a 0,6000%.
  3. Divida a renda mensal pela taxa mensal. O resultado é o patrimônio-alvo: o valor que rende, por mês e acima da inflação, exatamente a renda que você quer. Para R$ 5.000,00 por mês, são R$ 860.488,15.
  4. Projete o patrimônio atual e os aportes com juros compostos. Com a rentabilidade real que você informar, o patrimônio de hoje cresce mês a mês e cada aporte entra no fim do mês. O prazo é o primeiro mês em que esse saldo alcança o alvo — no exemplo, 20 anos e 1 mês.

Por que a taxa precisa ser real

Taxa real é o que o dinheiro rende acima da inflação. A taxa nominal — a do CDI, da poupança ou de um título prefixado — inclui a reposição da inflação, e essa parte não pode ser gasta: ela só mantém o patrimônio do tamanho que ele tinha. Quem divide a renda desejada pela taxa nominal e gasta tudo o que rende vê o patrimônio encolher em poder de compra todo ano, e a renda encolher junto.

Dá para medir o erro. O Tesouro Prefixado 2032 pagava 14,13% ao ano em 25 de setembro de 2026. Usada como rendimento, ela daria um alvo de R$ 451.472,39 para R$ 5.000,00 por mês, contra R$ 860.488,15 pela taxa real: R$ 409.015,76 a menos, ou 47,53% do alvo correto. É exatamente o erro que esta calculadora foi desenhada para não cometer.

Por que a taxa mensal não é a anual dividida por doze

Em juros compostos, o rendimento de um mês passa a render no mês seguinte. Por isso a taxa mensal equivalente a 7,2% ao ano é 0,5811%, e não 0,6000%. A divisão por doze parece inofensiva, mas usa uma taxa mensal maior que a verdadeira e faz o patrimônio-alvo parecer menor.

O mesmo engano aparece no atalho "renda mensal vezes doze, dividido pelo rendimento anual", que dá R$ 833.333,33 no caso padrão. Ele supõe que a renda do ano inteiro sai de uma vez, no fim do ano; quem vive de renda saca todo mês, e o dinheiro sacado deixa de render. A diferença para o cálculo mensal é de R$ 27.154,82. O alvo correto equivale a 14,3 vezes a renda de um ano, e o saque de um ano corresponde a 6,97% dele — um pouco menos que os 7,2% de rendimento, justamente porque o patrimônio não pode ser tocado.

A taxa real de referência: o Tesouro atrelado ao IPCA

A calculadora sugere 7,2% ao ano, a taxa real de compra do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 — a NTN-B, no nome técnico — em 25 de setembro de 2026, segundo o Tesouro Nacional. É o juro acima da inflação que o governo federal pagava naquele dia na NTN-B de prazo mais longo.

Os títulos do Tesouro atrelados ao IPCA pagam a inflação oficial mais uma taxa fixa, combinada no dia da compra. Essa taxa fixa é, literalmente, um juro real negociado em público — e por isso serve de parâmetro honesto para a pergunta desta página. A tabela abaixo reproduz as taxas de compra publicadas pelo Tesouro Nacional para a data-base de para todos os títulos Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais ofertados naquele dia. A referência é o título com juros semestrais de vencimento mais distante.

Taxas de compra do Tesouro IPCA+ e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais em 25/09/2026
TítuloVencimentoTaxa de compra
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/08/2030IPCA + 7,65%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/08/2032IPCA + 7,63%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/05/2035IPCA + 7,56%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/05/2037IPCA + 7,50%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/08/2040IPCA + 7,35%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/05/2045IPCA + 7,31%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/08/2050IPCA + 7,26%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/05/2055IPCA + 7,19%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais15/08/2060IPCA + 7,20%
Tesouro IPCA+15/05/2029IPCA + 7,52%
Tesouro IPCA+15/08/2032IPCA + 7,65%
Tesouro IPCA+15/05/2035IPCA + 7,56%
Tesouro IPCA+15/08/2040IPCA + 7,27%
Tesouro IPCA+15/05/2045IPCA + 7,22%
Tesouro IPCA+15/08/2050IPCA + 7,14%
Fonte: Taxas dos Títulos Ofertados pelo Tesouro Direto — Tesouro Transparente, arquivo oficial de preços e taxas, coluna de taxa de compra da manhã. Em destaque, o título de referência da calculadora. As taxas mudam a cada pregão: confira a do dia antes de decidir qualquer coisa.

Naquele dia o Tesouro também ofertava o Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra e o Tesouro Educa+, igualmente atrelados ao IPCA, com taxas de compra entre 7,03% e 7,63% acima da inflação. Alguns vencem depois da NTN-B de referência — o mais distante é o Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2084. Eles ficam fora da tabela porque têm finalidade específica: devolvem o dinheiro em parcelas mensais a partir de uma data de conversão, para complementar a aposentadoria ou pagar a educação, e não servem de régua para uma renda perpétua.

Entre as NTN-B, escolhemos o vencimento mais longo porque quem vive de renda pensa em décadas, não em anos. Nenhum título, porém, trava a taxa para sempre: no vencimento, o dinheiro volta e precisa ser reinvestido à taxa daquele dia, que pode ser maior ou menor. Esse risco de reinvestimento é um dos motivos para informar um rendimento abaixo da taxa do Tesouro.

A taxa do Tesouro é bruta

O imposto de renda sobre renda fixa segue uma tabela regressiva por prazo e incide sobre o ganho nominal, inflação inclusive — não só sobre o juro real. Isso quer dizer que o imposto tira da taxa real uma fatia que depende da inflação do período, que ninguém conhece de antemão. A calculadora não desconta imposto nem taxas; a tabela abaixo está aqui para você saber que a renda líquida é menor que a bruta mostrada.

Imposto de renda na fonte sobre aplicações de renda fixa, por prazo
Prazo da aplicaçãoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%
Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, art. 1º, incisos I a IV. Para quem vive de renda, o prazo relevante costuma ser o último, de 15%.

A regra dos 4% e o peso do rendimento

A regra dos 4% vem de um estudo americano de 1998 e divide o gasto de um ano por 4%: para R$ 5.000,00 por mês, pede R$ 1.500.000,00, 25 vezes a renda anual. Pela taxa do Tesouro do dia, o alvo é R$ 860.488,15: R$ 639.511,85 a menos.

A regra nasceu do Trinity Study, publicado em 1998 por três professores da Trinity University, no Texas. Eles testaram, com dados históricos do mercado americano, por quanto tempo carteiras de ações e títulos resistiam a saques anuais corrigidos pela inflação. Sacando 4% no primeiro ano, as carteiras com ações duraram 30 anos na maior parte dos períodos testados.

Três diferenças separam a regra desta calculadora. Primeiro, ela consome o principal: o objetivo era a carteira durar 30 anos, não para sempre. Segundo, a carteira tinha ações americanas, com o risco e o retorno delas. Terceiro, o juro real brasileiro negociado no Tesouro tem outro patamar — 7,2% ao ano na data-base —, com imposto sobre o ganho nominal e histórico de oscilação. Por isso a regra aparece aqui como referência conservadora, lado a lado, e não como lei.

A regra e esta calculadora também medem coisas diferentes. No estudo, a taxa de retirada é o saque de um ano dividido pelo patrimônio inicial: 4% de saque pedem 25 vezes o gasto anual, ou R$ 1.500.000,00 para R$ 5.000,00 por mês. Aqui, o campo é o rendimento real que o patrimônio rende e você consome, sem tocar no principal. Por isso digitar 4% no campo não reproduz a regra: dá R$ 1.527.305,26, ou 25,5 vezes a renda anual, porque aqui o saque é mensal e o principal nunca é tocado.

Patrimônio para R$ 5.000,00 por mês, por rendimento real consumido
Rendimento ao anoAo mêsSaque anual ÷ alvoPatrimônio-alvoVezes a renda anual
3%0,2466%2,96%R$ 2.027.353,2333,8×
4%0,3274%3,93%R$ 1.527.305,2625,5×
5%0,4074%4,89%R$ 1.227.257,7520,5×
6%0,4868%5,84%R$ 1.027.210,7017,1×
7,2% (Tesouro, 25/09/2026)0,5811%6,97%R$ 860.488,1514,3×
Cada linha é uma chamada ao motor desta página, com saque mensal e taxa mensal equivalente. A linha de 4% é a perpetuidade com esse rendimento, não a regra dos 4%, que pede R$ 1.500.000,00.
Patrimônio necessário para R$ 5.000,00 por mês, por rendimento real
Patrimônio necessário para R$ 5.000,00 por mês, por rendimento real5 cenários comparados em 1 série. 3%: Patrimônio-alvo, R$ 2.027.353,23. 4%: Patrimônio-alvo, R$ 1.527.305,26. 5%: Patrimônio-alvo, R$ 1.227.257,75. 6%: Patrimônio-alvo, R$ 1.027.210,70. 7,2%: Patrimônio-alvo, R$ 860.488,15.3%4%5%6%7,2%
  • Patrimônio-alvo
Ver os dados em tabela
Patrimônio necessário para R$ 5.000,00 por mês, por rendimento real — valores por cenário
Rendimento realPatrimônio-alvo
3%R$ 2.027.353,23
4%R$ 1.527.305,26
5%R$ 1.227.257,75
6%R$ 1.027.210,70
7,2%R$ 860.488,15

A relação é inversa: passar de 6% para 3% multiplica o patrimônio necessário por 1,97. Escolher uma taxa abaixo da do Tesouro é a forma de deixar margem para imposto, custos, anos de juro mais baixo e gastos inesperados — e a tabela mostra exatamente quanto patrimônio cada ponto de margem custa.

Exemplo prático: R$ 5.000,00 por mês

Quem tem R$ 20.000,00, aporta R$ 1.500,00 por mês e rende 7,2% ao ano acima da inflação chega aos R$ 860.488,15 em 20 anos e 1 mês. Desse total, 55,93% são rendimento.

O exemplo usa os números que a calculadora já mostra sem clique. O alvo, pelo rendimento real de 7,2%, é R$ 860.488,15. Os R$ 20.000,00 de hoje já sustentariam R$ 116,21 por mês — 2,32% do caminho — e faltam R$ 840.488,15.

  1. Converta a rentabilidade. 7,2% ao ano acima da inflação equivalem a 0,5811% ao mês.
  2. Projete mês a mês. O saldo de cada mês é o do mês anterior com o rendimento, mais o aporte de R$ 1.500,00 no fim do mês.
  3. Pare no primeiro mês que passa do alvo. É o mês 241, ou 20 anos e 1 mês, com saldo de R$ 865.644,30.
  4. Separe o que é seu e o que é juro. Você terá aportado R$ 381.500,00, contando o patrimônio inicial; os outros R$ 484.144,30 são rendimento real.
Patrimônio acumulado e total aportado no exemplo, em dinheiro de hoje
Patrimônio acumulado e total aportado no exemplo, em dinheiro de hojeEvolução por momento, 12 pontos. Patrimônio acumulado: começa em R$ 20.000,00 (ano 0), vai de R$ 20.000,00 (ano 0) a R$ 865.644,30 (mês 241) e termina em R$ 865.644,30 (mês 241). Só o que foi aportado: começa em R$ 20.000,00 (ano 0), vai de R$ 20.000,00 (ano 0) a R$ 381.500,00 (mês 241) e termina em R$ 381.500,00 (mês 241).R$ 865,6 milR$ 381,5 milano 0ano 6ano 12mês 241
  • Patrimônio acumulado
  • Só o que foi aportado
Ver os dados em tabela
Patrimônio acumulado e total aportado no exemplo, em dinheiro de hoje — valores por momento
MomentoPatrimônio acumuladoSó o que foi aportado
ano 0R$ 20.000,00R$ 20.000,00
ano 2R$ 61.495,00R$ 56.000,00
ano 4R$ 109.180,39R$ 92.000,00
ano 6R$ 163.979,68R$ 128.000,00
ano 8R$ 226.954,14R$ 164.000,00
ano 10R$ 299.323,38R$ 200.000,00
ano 12R$ 382.488,96R$ 236.000,00
ano 14R$ 478.061,52R$ 272.000,00
ano 16R$ 587.891,96R$ 308.000,00
ano 18R$ 714.107,35R$ 344.000,00
ano 20R$ 859.152,07R$ 380.000,00
mês 241R$ 865.644,30R$ 381.500,00
A trajetória do exemplo, de cinco em cinco anos
MomentoAportadoRendimentosPatrimônio
HojeR$ 20.000,00R$ 0,00R$ 20.000,00
5 anosR$ 110.000,00R$ 25.627,92R$ 135.627,92
10 anosR$ 200.000,00R$ 99.323,38R$ 299.323,38
15 anosR$ 290.000,00R$ 241.068,49R$ 531.068,49
20 anosR$ 380.000,00R$ 479.152,07R$ 859.152,07
20 anos e 1 mêsR$ 381.500,00R$ 484.144,30R$ 865.644,30
Valores em dinheiro de hoje. O aporte é constante em poder de compra, ou seja, corrigido pela inflação a cada ano.

Repare como a distância entre as duas linhas se abre. No primeiro ano, os rendimentos respondem por 10,12% do que o patrimônio cresce; nos doze meses que terminam no alvo, por 76,15%, e o aporte, pelo resto. É por isso que o prazo depende de quando você começa, e não só de quanto você aporta.

Quanto tempo leva, com outros aportes e rentabilidades

Para o mesmo alvo de R$ 860.488,15, partindo de R$ 20.000,00, a tabela mostra o prazo para cinco aportes e quatro rentabilidades reais. Cada célula é uma chamada ao motor.

Prazo até R$ 860.488,15, por aporte mensal e rentabilidade real anual
Aporte mensal4% a.a.5% a.a.6% a.a.7,2% a.a.
R$ 1.000,0032 anos e 7 meses29 anos e 3 meses26 anos e 8 meses24 anos e 3 meses
R$ 1.500,0025 anos e 11 meses23 anos e 8 meses21 anos e 10 meses20 anos e 1 mês
R$ 2.000,0021 anos e 8 meses20 anos18 anos e 7 meses17 anos e 3 meses
R$ 3.000,0016 anos e 4 meses15 anos e 4 meses14 anos e 6 meses13 anos e 7 meses
R$ 5.000,0011 anos e 1 mês10 anos e 7 meses10 anos e 2 meses9 anos e 8 meses
A última coluna usa a taxa real do Tesouro em 25/09/2026. Rentabilidade real menor alonga o prazo; é a hipótese de quem não quer contar com a taxa do dia por décadas.

Duas leituras saem da tabela. A primeira: dentro de uma mesma linha, entre as colunas a um ponto de distância, cada ponto de rentabilidade real a menos acrescenta de 5 meses a 3 anos e 4 meses ao prazo. A segunda: descendo uma coluna, aumentar o aporte encurta o prazo, mas não na mesma proporção. Na taxa do Tesouro, dobrar o aporte de R$ 1.500,00 para R$ 3.000,00 leva o prazo de 20 anos e 1 mês para 13 anos e 7 meses, e não para a metade: com prazo menor, os juros têm menos tempo para trabalhar e o seu bolso responde por uma parte maior do alvo.

Casos de borda

São oito situações em que a conta muda de comportamento ou em que a calculadora escolhe não responder com um número. Cada uma está explicada abaixo.

Você já tem o patrimônio-alvo

Se o patrimônio atual é igual ou maior que o alvo, o prazo é zero: pelo rendimento informado, ele já sustenta a renda desejada. O que decide se isso vale na prática é a taxa que você escolheu — com um rendimento menor, o mesmo patrimônio sustenta uma renda menor, e o alvo sobe.

Sem aporte e sem patrimônio

Nada cresce a partir de zero. Sem aporte mensal e sem patrimônio inicial, a calculadora não inventa prazo: ela diz que o alvo não é alcançado e pede um aporte ou um patrimônio de partida.

Rentabilidade real igual a zero

Com juro real zero, o dinheiro só acompanha a inflação e o prazo vira uma divisão simples: o que falta acumular dividido pelo aporte mensal. É o cenário de quem guarda dinheiro corrigido pela inflação sem ganho acima dela — útil como piso de comparação.

Prazo acima de 100 anos

Quando o aporte é pequeno demais para o alvo, a conta pode dar séculos. A calculadora para em 100 anos e responde que, com esses números, o alvo não é alcançado. Um prazo de séculos com cara de exato seria uma resposta falsa, não uma resposta longa.

Rendimento informado maior que o real

Se o patrimônio render acima da inflação menos do que o informado, sacar a renda calculada é sacar mais do que ele rende: o patrimônio encolhe em termos reais a cada mês e um dia acaba. A fórmula de perpetuidade desta página supõe que o saque é igual ao rendimento real. Sacar acima disso é consumir o principal — o que a regra dos 4% faz de propósito, por um prazo definido.

Rendimento perto de zero

Quanto menor o rendimento, maior o alvo, e a relação é inversa: passar de 6% para 3% multiplica o patrimônio necessário por 1,97. Com taxa zero o alvo seria infinito, e por isso o campo não aceita zero.

Aporte que não acompanha a inflação

Esta calculadora trabalha em dinheiro de hoje: o aporte informado é constante em poder de compra, o que em reais correntes significa aumentá-lo pela inflação todo ano. Quem mantém o mesmo valor nominal por décadas aporta, em termos reais, cada vez menos, e leva mais tempo do que o mostrado.

Você digitou uma taxa nominal

Taxa de poupança, de CDI ou de prefixado tem a inflação dentro. Usada aqui, ela encolhe o alvo: com a taxa do Tesouro Prefixado 2032 do mesmo dia, 14,13%, o patrimônio para R$ 5.000,00 por mês cairia para R$ 451.472,39, R$ 409.015,76 a menos que o alvo pela taxa real.

O que esta página escolhe, e por quê

São quatro pontos em que as calculadoras do assunto divergem. Em vez de esconder a escolha atrás de um número único, esta seção mostra o que circula, o que adotamos e o motivo.

Taxa real, e não nominal

O que circula: Há calculadoras e planilhas do assunto que dividem a renda desejada pela taxa do CDI, da Selic ou de um título prefixado.

O que esta página adota: Aqui a taxa é sempre real, acima da inflação. Com a taxa do Tesouro Prefixado 2032 do mesmo dia, o alvo para R$ 5.000,00 por mês sairia R$ 451.472,39; pela taxa real, são R$ 860.488,15.

Por quê: A taxa nominal paga a inflação e mais um pouco. Quem vive dela e gasta tudo o que rende vê o patrimônio perder poder de compra todo ano, e a renda encolher junto. A conta nominal subestima o alvo em 47,53%.

A regra dos 4% não é regra brasileira

O que circula: "Junte 25 vezes o seu gasto anual" e "saque 4% ao ano" aparecem como lei universal da independência financeira.

O que esta página adota: A calculadora sugere a taxa real do Tesouro do dia (7,2% em 25 de setembro de 2026) e mostra, lado a lado, o alvo pela regra dos 4%, calculado como o estudo a define: 25 vezes a renda anual, R$ 1.500.000,00 para R$ 5.000,00 por mês.

Por quê: A regra vem de um estudo americano de 1998, o Trinity Study, que testou carteiras com ações americanas num horizonte de até 30 anos, consumindo o principal. É outro país, outra carteira e outra pergunta — e o juro real brasileiro negociado no Tesouro é um parâmetro público e verificável.

Saque mensal, não anual

O que circula: O atalho "renda mensal vezes doze, dividido pelo rendimento anual".

O que esta página adota: Dividimos a renda mensal pelo rendimento mensal equivalente. No caso padrão, isso dá R$ 860.488,15, contra R$ 833.333,33 do atalho.

Por quê: Para um patrimônio que não pode ser tocado, o atalho supõe que você saca o ano inteiro de uma vez, no fim do ano. Quem vive de renda saca todo mês, e o dinheiro sacado deixa de render até o fim do ano. A diferença, de R$ 27.154,82, é o custo dessa suposição. A regra dos 4% é outra conta: ela é definida sobre o saque anual e aceita consumir o principal, e por isso ali as 25 vezes são a própria regra, não um atalho.

Taxa bruta, sem imposto

O que circula: Simulações que prometem renda "líquida" aplicando uma alíquota fixa sobre o rendimento.

O que esta página adota: A calculadora não desconta imposto de renda nem taxas, e diz isso no resultado e aqui.

Por quê: O imposto da renda fixa incide sobre o ganho NOMINAL, inflação inclusive, com alíquota de 22,5% a 15% conforme o prazo. Quanto isso tira da taxa real depende da inflação futura, que ninguém sabe. Um número "líquido" aqui seria inventado; a tabela de sensibilidade mostra o efeito de taxas menores.

Perguntas frequentes sobre viver de renda

São 24 dúvidas, das mais buscadas às que aparecem depois do primeiro cálculo. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

Quanto preciso juntar para receber R$ 5.000,00 por mês?
Com a taxa real de 7,2% ao ano do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 em 25 de setembro de 2026, são R$ 860.488,15 para uma renda de R$ 5.000,00 por mês, preservando o poder de compra. Pela regra dos 4%, mais conservadora, são R$ 1.500.000,00, R$ 639.511,85 a mais. A escolha da taxa é sua, e o campo é editável.
Quanto preciso ter para receber R$ 10.000,00 por mês?
Pela mesma taxa real de 7,2% ao ano, R$ 1.720.976,29. O alvo é proporcional à renda: dobrar a renda desejada dobra o patrimônio necessário, a menos do arredondamento dos centavos, desde que o rendimento seja o mesmo.
E para receber R$ 3.000,00 por mês?
R$ 516.292,89, com a taxa real de 7,2% ao ano. Pela regra dos 4%, que divide a renda de um ano por 4%, seriam R$ 900.000,00. Use a calculadora acima para testar a sua renda e a sua taxa.
Quanto R$ 1.000.000,00 rendem por mês acima da inflação?
Pela taxa real de 7,2% ao ano, R$ 5.810,66 por mês, antes do imposto de renda. É a renda que esse patrimônio sustenta sem perder poder de compra, na hipótese de a taxa real se manter.
O que é taxa de retirada, e por que a calculadora pede o rendimento?
Taxa de retirada é o saque de um ano dividido pelo patrimônio. Esta calculadora pede outra coisa: o rendimento real que o patrimônio rende e que você consome, porque sacar exatamente esse rendimento mantém o poder de compra dele para sempre, na hipótese de a taxa se manter. Com saque mensal, os dois números não coincidem: 7,2% de rendimento resultam num saque anual de 6,97% do patrimônio-alvo.
Por que usar a taxa real e não a do CDI ou da poupança?
Porque a taxa nominal inclui a reposição da inflação, que você não pode gastar sem empobrecer. Usar a do Tesouro Prefixado 2032 (14,13%) daria um alvo de R$ 451.472,39 para R$ 5.000,00 por mês — 47,53% menor que o alvo real.
O que é a regra dos 4%?
É a conclusão do Trinity Study, de 1998: sacando 4% da carteira no primeiro ano e corrigindo o saque pela inflação, carteiras americanas com ações duraram 30 anos na maior parte dos períodos históricos testados. Ela consome o principal e não foi feita para o Brasil.
A regra dos 4% vale no Brasil?
Como referência conservadora, pode ser usada; como lei, não. O juro real brasileiro negociado no Tesouro estava em 7,2% ao ano em 25 de setembro de 2026, acima dos 4%, mas vem com imposto, risco de reinvestimento e histórico de oscilação. A calculadora mostra as duas contas lado a lado.
Digitar 4% na calculadora é o mesmo que seguir a regra dos 4%?
Não. A regra define a taxa de retirada como o saque de um ano dividido pelo patrimônio inicial, então pede 25 vezes a renda anual: R$ 1.500.000,00 para R$ 5.000,00 por mês. O campo da calculadora é o rendimento real de uma renda perpétua, com saque mensal; com 4% de rendimento, o alvo é R$ 1.527.305,26, ou 25,5 vezes a renda anual. A diferença vem das definições: a regra mede o saque de um ano e aceita que a carteira seja consumida; a calculadora saca todo mês e não toca no principal.
Por que a taxa mensal não é a anual dividida por doze?
Porque juros compostos rendem juros sobre juros dentro do ano. 7,2% ao ano equivalem a 0,5811% ao mês; dividir por doze dá 0,6000%, uma taxa mensal maior do que a verdadeira, que faz o alvo parecer menor.
De onde vem a taxa sugerida pela calculadora?
Da taxa de compra do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060, a NTN-B de prazo mais longo, publicada pelo Tesouro Nacional para 25 de setembro de 2026. O Renda+ e o Educa+ também são atrelados ao IPCA e alguns vencem depois, mas pagam em parcelas mensais e têm finalidade específica. É uma medida pública do juro real do dia, não uma recomendação de compra, e muda a cada pregão.
A taxa do Tesouro já desconta o imposto de renda?
Não, é bruta. O imposto da renda fixa vai de 22,5% a 15% conforme o prazo e incide sobre o ganho nominal, inflação inclusive. Por isso a renda líquida real é menor que a mostrada, e a calculadora não finge saber quanto menor.
Quanto tempo vou levar para chegar lá?
Depende do que você já tem, do aporte e da rentabilidade real. Começando com R$ 20.000,00 e aportando R$ 1.500,00 por mês a 7,2% ao ano acima da inflação, o alvo de R$ 860.488,15 chega em 20 anos e 1 mês.
Os aportes precisam aumentar com o tempo?
Sim, pela inflação. A calculadora trabalha em dinheiro de hoje, então o aporte informado é constante em poder de compra. Manter o mesmo valor em reais por anos seguidos é aportar cada vez menos, e o prazo real fica maior que o mostrado.
Quanto do patrimônio final vem dos juros?
No exemplo padrão, dos R$ 865.644,30 acumulados, R$ 381.500,00 saem do seu bolso e R$ 484.144,30 são rendimento real — 55,93% do total. Quanto mais longo o prazo, maior a parte dos juros.
Tenho um patrimônio pequeno. Ele já serve para alguma coisa?
Serve, e a calculadora mostra quanto. No exemplo, R$ 20.000,00 já sustentariam R$ 116,21 por mês pelo rendimento informado — 2,32% do caminho até o alvo.
Por que a calculadora não pergunta a inflação?
Porque tudo está em dinheiro de hoje: renda, patrimônio, aporte e taxas reais. Com as duas pontas corrigidas pela inflação, ela sai da conta. O resultado é um patrimônio em reais de hoje, e em reais do futuro ele será maior na mesma proporção da inflação.
O patrimônio-alvo aparece em reais de hoje ou do futuro?
De hoje. Se os preços dobrarem até lá, o número do extrato no dia em que você chegar terá de ser o dobro do mostrado — e comprará exatamente o mesmo que o alvo compra hoje.
Viver de renda é o mesmo que se aposentar pelo INSS?
Não. Aposentadoria do INSS é benefício previdenciário, com regras de idade, tempo de contribuição e cálculo próprio. Esta calculadora trata só do patrimônio privado que sustenta uma renda — os dois podem se somar, mas são perguntas diferentes.
Qual a diferença entre esta calculadora e uma de juros compostos?
A de juros compostos responde "quanto vou ter" com um aporte e um prazo. Esta responde "quanto preciso ter" para uma renda, e só então quanto tempo leva. A fórmula de juros compostos aparece aqui invertida, para achar o prazo.
Posso usar a calculadora para uma renda temporária, por alguns anos?
Não diretamente. A fórmula desta página é a da perpetuidade: o patrimônio nunca é consumido. Para uma renda por prazo definido, gastando o principal, o patrimônio necessário é menor, e a conta é outra.
E se os juros reais caírem no futuro?
O patrimônio passa a sustentar uma renda menor. A tabela de sensibilidade desta página mostra o alvo para rendimentos menores, e escolher uma taxa abaixo da do Tesouro do dia é a forma de deixar margem para isso.
A calculadora indica onde investir?
Não. É matemática, não recomendação: ela não sugere produto, corretora nem carteira. A taxa do Tesouro aparece como referência pública do juro real do dia, e qualquer decisão de investimento depende do seu perfil, dos seus prazos e dos riscos que você aceita.
Meus dados ficam salvos em algum lugar?
Não guardamos nada. O cálculo roda no seu navegador, sem cadastro nem banco de dados. Os valores ficam só no endereço da página, para você poder compartilhar ou voltar ao mesmo cálculo depois; quem receber o link vê os mesmos números.

Calculadoras relacionadas

O rendimento de cada aplicação, com o imposto descontado, está na calculadora de quanto rende; a de juros compostos mostra o caminho mês a mês até o patrimônio; e o aluguel é outra forma de viver de renda, com imposto próprio.