Calculadora de Preço de Venda e Markup
Preço de venda = custo ÷ (1 − soma dos percentuais que incidem sobre o preço). Com custo de R$ 50,00, impostos de 6%, cartão de 3,5%, comissão de 5%, despesas fixas de 15% e margem de 10%, o preço é R$ 82,65. Somar os mesmos percentuais ao custo daria R$ 69,75 e um prejuízo de R$ 0,81 por unidade.
A fórmula do preço não depende de tabela oficial: a alíquota de imposto é a sua, informada no formulário. Última revisão dos dados desta página: .
Calcule o preço de venda
Digite o custo de uma unidade e os percentuais que saem do preço — imposto, taxa do cartão, comissão, rateio das despesas fixas — e a margem de lucro que você quer. O preço aparece na hora, com a decomposição centavo por centavo e o desconto máximo que ele aguenta.
Markup multiplicador de 1,6529 sobre o custo. Desconto máximo sem prejuízo: 14,18%, até R$ 70,93.
Somando os percentuais ao custo, o preço sairia R$ 69,75 e o resultado seria um prejuízo de R$ 0,81 por unidade (margem de -1,16%), não 10%.
A conta, passo a passo
- Soma dos percentuais sobre o preço: 6% + 3,5% + 5% + 15% + 10% = 39,5%
- Markup divisor: 100% − 39,5% = 60,5%
- Preço: R$ 50,00 ÷ 0,605 = R$ 82,65 (arredondado para cima)
- Conferência: R$ 82,65 − R$ 50,00 de custo − R$ 24,36 de despesas = R$ 8,29 de lucro (10,03% do preço)
- Markup sobre o custo
- 65,3%
- Margem bruta
- 39,5%
- Margem de contribuição
- R$ 20,68 (25,02%)
- Preço mínimo (lucro zero)
- R$ 70,93
Como calcular o preço de venda: o markup divisor
Divida o custo por 100% menos a soma dos percentuais que incidem sobre o preço. Com soma de 39,5%, o divisor é 60,5%, e R$ 50,00 ÷ 0,605 = R$ 82,65.
Todo preço de venda precisa pagar duas coisas de natureza diferente. A primeira é o custo do produto, um valor em reais que não depende de quanto você cobra: a mercadoria custou R$ 50,00 e vai continuar custando isso se você vender por pouco ou por muito. A segunda são os itens que nascem como percentual do próprio preço — o imposto sobre a receita, a taxa da maquininha, a comissão do vendedor e, por rateio, a parte das despesas fixas que cada venda precisa carregar. A margem de lucro, quando você a define como percentual do preço, entra nesse segundo grupo.
Como o segundo grupo cresce junto com o preço, ele não pode ser somado ao custo. A pergunta certa é: que fatia do preço sobra, depois de todos os percentuais, para pagar o custo? Essa fatia é o markup divisor, e o preço é o custo dividido por ela.
- Levante o custo unitário. É o que você paga para ter uma unidade pronta para vender: compra da mercadoria, frete de entrada, embalagem, matéria-prima. No exemplo, R$ 50,00. Imposto sobre a venda, taxa de cartão e comissão NÃO entram aqui, porque dependem do preço que ainda não existe.
- Liste tudo o que sai do preço em percentual. Impostos sobre a venda (6%), taxa do cartão (3,5%), comissão (5%), o rateio das despesas fixas (15%) e a margem de lucro que você quer (10%). Somados, dão 39,5% do preço.
- Calcule o markup divisor. Subtraia a soma de 100%: 100% − 39,5% = 60,5%. É a fatia do preço que sobra para pagar o custo do produto depois de tudo o que o preço precisa carregar.
- Divida o custo pelo markup divisor. R$ 50,00 ÷ 0,605 = R$ 82,65. O mesmo resultado sai de multiplicar o custo pelo markup multiplicador, que é 1 ÷ 0,605 = 1,6529. A calculadora arredonda o preço para cima, ao centavo, para a margem nunca ficar abaixo da pedida.
- Confira pela decomposição. Aplique cada percentual sobre o PREÇO e veja o que sobra: R$ 82,65 − R$ 50,00 de custo − R$ 24,36 de impostos, taxas, comissão e fixas = R$ 8,29 de lucro, que são 10,03% do preço. Se sobrou a margem que você pediu, o preço está certo.
A conta do caso que já aparece na calculadora, linha por linha:
Soma dos percentuais sobre o preço: 6% + 3,5% + 5% + 15% + 10% = 39,5% Markup divisor: 100% − 39,5% = 60,5% Preço: R$ 50,00 ÷ 0,605 = R$ 82,65 (arredondado para cima) Conferência: R$ 82,65 − R$ 50,00 de custo − R$ 24,36 de despesas = R$ 8,29 de lucro (10,03% do preço)
Markup divisor e markup multiplicador são a mesma conta
Há planilha que trabalha com o markup multiplicador: um número que, multiplicado pelo custo, dá o preço. Ele é o inverso do divisor — 1 ÷ 0,605 = 1,6529 no exemplo. Os dois caminhos levam ao mesmo preço. O problema nunca é usar multiplicador; é montar o multiplicador somando os percentuais a 1, em vez de calcular 1 ÷ (1 − soma). É esse atalho que a seção sobre o erro mais comum desmonta com números.
De onde vem cada percentual
Impostos: para quem está no Simples Nacional, é a alíquota efetiva do mês, que depende do faturamento dos últimos doze meses e do anexo da atividade — não a alíquota nominal da tabela. A calculadora de Simples Nacional faz essa conta; esta página não embute tabela de imposto, para não aplicar a alíquota errada em silêncio. Quem é MEI paga o DAS em valor fixo, e por isso deixa este campo em zero e soma o DAS às despesas fixas.
Taxa do cartão ou da plataforma: o percentual que a maquininha, o link de pagamento ou o marketplace retém de cada venda. Se você vende parte no Pix e parte no cartão, use a média ponderada — ou calcule dois preços, já que a lei permite cobrar diferente conforme o meio de pagamento.
Comissão: o que vai para vendedor, representante ou afiliado, quando é paga sobre o valor vendido.
Despesas fixas: aluguel, pró-labore, salários, contador, sistemas, internet. Elas não dependem de cada venda, mas precisam ser pagas pelo conjunto das vendas do mês. O rateio é a despesa fixa do mês dividida pelo faturamento do mês: R$ 6.000,00 sobre R$ 40.000,00 são 15% de cada venda.
Margem de lucro: o que você quer que sobre depois de tudo, em percentual do preço. É uma escolha sua, não um número de tabela.
Tabelas de markup: multiplicador por soma de percentuais
Não existe tabela oficial de markup: ele é definição matemática, não norma que muda por ano. As tabelas abaixo são geradas pelo motor desta página. Para um produto de R$ 100,00 e margem de 10%, cada linha mostra o preço certo e o que acontece com quem soma os percentuais ao custo.
| Soma dos percentuais | Markup divisor | Multiplicador | Preço certo | Somando ao custo | Resultado no preço somado |
|---|---|---|---|---|---|
| 20% | 80% | 1,25 | R$ 125,00 | R$ 120,00 | R$ 8,00 (6,67%) |
| 25% | 75% | 1,3333 | R$ 133,34 | R$ 125,00 | R$ 6,25 (5%) |
| 30% | 70% | 1,4286 | R$ 142,86 | R$ 130,00 | R$ 4,00 (3,08%) |
| 35% | 65% | 1,5385 | R$ 153,85 | R$ 135,00 | R$ 1,25 (0,93%) |
| 40% | 60% | 1,6667 | R$ 166,67 | R$ 140,00 | -R$ 2,00 (-1,43%) |
| 45% | 55% | 1,8182 | R$ 181,82 | R$ 145,00 | -R$ 5,75 (-3,97%) |
| 50% | 50% | 2 | R$ 200,00 | R$ 150,00 | -R$ 10,00 (-6,67%) |
| 60% | 40% | 2,5 | R$ 250,00 | R$ 160,00 | -R$ 20,00 (-12,5%) |
Repare como a distância entre o preço certo e o preço somado cresce com a soma. Já na menor soma da tabela, 20%, o atalho deixa margem de 6,67% em vez de 10%; a partir do ponto em que imposto, taxa e despesa fixa já pesam, ele passa a entregar prejuízo em vez de lucro, e o prejuízo aumenta a cada linha.
Conversão de markup em margem
| Markup sobre o custo | Multiplicador | Margem sobre o preço |
|---|---|---|
| 10% | 1,1 | 9,09% |
| 20% | 1,2 | 16,67% |
| 25% | 1,25 | 20% |
| 30% | 1,3 | 23,08% |
| 50% | 1,5 | 33,33% |
| 75% | 1,75 | 42,86% |
| 100% | 2 | 50% |
| 150% | 2,5 | 60% |
| 200% | 3 | 66,67% |
Conversão de margem em markup
| Margem sobre o preço | Markup sobre o custo | Multiplicador |
|---|---|---|
| 5% | 5,26% | 1,0526 |
| 10% | 11,11% | 1,1111 |
| 15% | 17,65% | 1,1765 |
| 20% | 25% | 1,25 |
| 25% | 33,33% | 1,3333 |
| 30% | 42,86% | 1,4286 |
| 40% | 66,67% | 1,6667 |
| 50% | 100% | 2 |
Exemplos práticos com números reais
Na loja do exemplo, um produto de R$ 50,00 sai por R$ 82,65, dos quais R$ 8,29 ficam como lucro. No marketplace, um produto de R$ 120,00 com taxa de 18% sai por R$ 206,90. Para o MEI, um produto de R$ 30,00 sai por R$ 53,58.
A loja que vende no cartão
A loja compra um produto por R$ 50,00, está no Simples com alíquota efetiva de 6% (hipótese do exemplo), paga 3,5% de taxa na maquininha e 5% de comissão à vendedora. As despesas fixas representam 15% do faturamento, e a dona quer 10% de lucro. O preço é R$ 82,65. Veja para onde vai cada centavo dele:
| Item | Como é calculado | Valor |
|---|---|---|
| Custo do produto | — | R$ 50,00 |
| Impostos sobre a venda | 6% de R$ 82,65 | R$ 4,95 |
| Taxa do cartão ou da plataforma | 3,5% de R$ 82,65 | R$ 2,89 |
| Comissão de venda | 5% de R$ 82,65 | R$ 4,13 |
| Despesas fixas (rateio) | 15% de R$ 82,65 | R$ 12,39 |
| Lucro (o que sobra) | 10,03% do preço | R$ 8,29 |
| Preço de venda | 100% | R$ 82,65 |
- Custo do produtoR$ 50,00
- Impostos sobre a vendaR$ 4,95
- Taxa do cartão ou da plataformaR$ 2,89
- Comissão de vendaR$ 4,13
- Despesas fixas (rateio)R$ 12,39
- LucroR$ 8,29
Ver os dados em tabela
| Preço de venda | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Custo do produto | R$ 50,00 | 60,5% |
| Impostos sobre a venda | R$ 4,95 | 6% |
| Taxa do cartão ou da plataforma | R$ 2,89 | 3,5% |
| Comissão de venda | R$ 4,13 | 5% |
| Despesas fixas (rateio) | R$ 12,39 | 15% |
| Lucro | R$ 8,29 | 10% |
| Total | R$ 82,65 | 100% |
A margem de contribuição — o preço menos o custo e as despesas variáveis, antes das fixas — é R$ 20,68 por unidade, ou 25,02% do preço. É com ela que a loja paga o aluguel e o resto das despesas fixas, e só o que passa disso vira lucro.
O produto vendido em marketplace
Um vendedor paga R$ 120,00 por um produto e o anuncia num marketplace que retém 18% de cada venda. Com imposto, despesas fixas e margem, a soma chega a 42%. A conta:
Soma dos percentuais sobre o preço: 4% + 18% + 8% + 12% = 42% Markup divisor: 100% − 42% = 58% Preço: R$ 120,00 ÷ 0,58 = R$ 206,90 (arredondado para cima) Conferência: R$ 206,90 − R$ 120,00 de custo − R$ 62,06 de despesas = R$ 24,84 de lucro (12,01% do preço)
Só a taxa da plataforma leva R$ 37,24 de cada venda. Quem somasse os percentuais ao custo anunciaria por R$ 170,40 e teria um prejuízo de R$ 0,71 por unidade. Tarifa fixa por pedido, quando a plataforma cobra, é custo do produto: some ao custo unitário antes de calcular.
O MEI, cujo imposto é fixo
O MEI não paga imposto em percentual da venda: o DAS é um valor fixo por mês. Por isso, no cálculo do preço, o campo de impostos fica em zero e o DAS entra junto com as outras despesas fixas no rateio. Com fixas de 25% do faturamento, um produto de R$ 30,00 vendido no cartão sai por R$ 53,58 — um multiplicador de 1,7857. O valor do DAS do ano está na calculadora do DAS do MEI.
O erro mais comum: somar os percentuais ao custo
Multiplicar o custo por (1 + soma dos percentuais) sempre deixa o preço baixo. No exemplo, R$ 50,00 × 1,395 = R$ 69,75, e esse preço deixa um prejuízo de R$ 0,81 por unidade, em vez da margem de 10%.
O raciocínio parece natural: se o imposto é 6%, a taxa é 3,5% e assim por diante, basta acrescentar 39,5% ao custo. O defeito está na base. O acréscimo é calculado sobre R$ 50,00, mas imposto, taxa e comissão vão ser cobrados sobre o preço de venda, que é maior. Cada percentual acaba custando mais do que foi reservado para ele, e a diferença sai da margem.
Com os números do exemplo, o preço somado seria R$ 69,75. Aplicando sobre ele os mesmos percentuais de imposto, cartão, comissão e fixas, o que sobra depois de pagar o produto é um prejuízo de R$ 0,81 por unidade, uma margem de -1,16% do preço. A loja vende, fatura e trabalha, e a conta do mês não fecha. A diferença para o preço certo é R$ 12,90 por unidade.
A tabela de markup desta página mostra o mesmo efeito para várias somas de percentuais. O atalho só funciona para percentuais que de fato incidem sobre o custo — um frete de entrada cobrado em percentual da compra, por exemplo. Esses entram no custo unitário, antes do cálculo, e não na soma.
Markup e margem de lucro: qual a diferença
Markup é o ganho medido sobre o custo; margem é o ganho medido sobre o preço. No exemplo, o preço fica 65,3% acima do custo, e esse mesmo ganho é 39,5% do preço. Margem = markup ÷ (1 + markup).
As duas palavras aparecem misturadas no comércio, e trocar uma pela outra muda o preço. Quem compra por R$ 50,00 e vende por R$ 82,65 tem um ganho bruto que, dividido pelo custo, dá um markup de 65,3%; dividido pelo preço, dá uma margem bruta de 39,5%. É o mesmo dinheiro, medido contra bases diferentes.
Um markup de 100% — vender pelo dobro do que custou — é uma margem de 50%. No sentido contrário, quem quer 30% de margem sobre o preço precisa de um markup de 42,86% sobre o custo. As tabelas de conversão acima trazem os pares mais usados.
Margem bruta não é lucro
A margem bruta do exemplo, 39,5%, parece suficiente. Mas dela ainda saem imposto, taxa, comissão e despesas fixas. O que sobra no fim — a margem líquida, que é a que esta calculadora pede no campo de margem — é 10,03%. Quem define o preço olhando só a margem bruta acha que ganha 39,5% e ganha 10,03%.
Por isso a calculadora pede a margem como percentual do PREÇO, depois de todos os custos: é o número que responde à pergunta "quanto fica para mim de cada venda". O markup sobre o custo e a margem bruta aparecem no resultado para quem precisa conversar com fornecedor ou com a planilha antiga.
Até quanto posso dar de desconto
O desconto máximo sem prejuízo não é a margem de lucro. No exemplo, com margem de 10%, cabe um desconto de 14,18%: o preço vai de R$ 82,65 ao preço mínimo de R$ 70,93, em que o lucro é zero.
Quando o preço cai, imposto, taxa do cartão, comissão e rateio das fixas caem junto, porque são percentuais do preço. O desconto, então, não sai só da margem: uma parte dele é absorvida por despesas menores. Por isso o desconto que zera o lucro é maior do que a margem.
O ponto de partida é o preço mínimo — o preço calculado com margem zero, que cobre custo e despesas e nada mais. No exemplo, R$ 70,93. O desconto máximo é a distância entre o preço de venda e esse mínimo, medida sobre o preço de venda: 14,18%. A calculadora arredonda esse percentual para baixo, para que aplicá-lo nunca leve o preço abaixo do mínimo.
Um cuidado: o desconto máximo preserva o rateio das despesas fixas, calculado para o faturamento de sempre. Uma promoção que aumenta o volume dilui as fixas e pode aguentar um pouco mais; uma liquidação que só troca preço cheio por preço baixo, sem vender mais, faz as fixas pesarem mais em cada venda.
Casos de borda: o que a calculadora aceita e o que recusa
São oito situações em que a conta de preço engana ou não tem resposta. Em nenhuma delas a calculadora mostra um número inventado: ou calcula com a regra declarada abaixo, ou explica por que não há preço.
Percentuais que somam 100% ou mais
Não existe preço. Se imposto, taxas, fixas e margem somam 105%, cada real vendido já está comprometido antes de pagar o produto — e aumentar o preço não resolve, porque tudo cresce junto com ele. A calculadora não mostra número infinito nem negativo: diz quanto a soma passou do limite (5% no exemplo) e que, com custos de 70%, a margem teria de ficar abaixo de 30%. Se os custos percentuais sozinhos chegam a 100%, nem vender sem lucro fecha a conta: a saída é renegociar taxa, rever o rateio das fixas ou mudar de canal.
Soma logo abaixo de 100%
O preço existe, mas cresce sem limite: quanto mais perto de 100% a soma chega, menor é o markup divisor e maior é o preço. A calculadora mostra o número exato, e ele costuma ser o sinal de que o preço não vai caber no mercado — não um erro de conta.
Percentuais em branco valem zero
Quem não paga comissão ou não vende no cartão deixa o campo vazio. O custo é o único campo obrigatório, e precisa ser maior que zero: sem custo, qualquer preço seria lucro puro e não haveria o que calcular.
Percentual com mais de duas casas decimais
É recusado, não arredondado em silêncio. A alíquota efetiva do Simples costuma sair com várias casas; arredonde-a para CIMA ao digitar, porque arredondar para baixo subestima o imposto e, com ele, o preço.
O preço é arredondado para cima
Dividir o custo pelo markup divisor quase nunca dá um número redondo de centavos. A calculadora sobe para o centavo seguinte, e por isso a margem efetiva fica igual ou um pouco acima da pedida — 10,03% contra 10% no exemplo. Arredondar para o mais próximo poderia entregar menos lucro do que você pediu.
Os centavos da decomposição sempre fecham
Cada parcela (imposto em reais, taxa em reais, comissão em reais) é arredondada uma vez, para baixo, e o lucro é o que sobra. Assim custo, despesas e lucro somam exatamente o preço, sem o centavo perdido que aparece quando cada linha é arredondada por conta própria. Para baixo porque a fração de centavo fica no lucro: arredondada para cima, ela sairia dele e poderia deixar o lucro exibido abaixo da margem pedida.
O desconto máximo é arredondado para baixo
O maior desconto sem prejuízo é 14,18% no exemplo. Arredondado para cima, ele levaria o preço um centavo abaixo do ponto de equilíbrio. Com margem zero, o desconto máximo é zero: o preço já é o mínimo.
A despesa fixa em percentual depende do volume
O rateio só vale para o faturamento que você usou para calculá-lo. Se as vendas caírem, a mesma despesa fixa passa a pesar mais em cada venda, e o preço calculado deixa de cobrir o mês. Refaça o rateio sempre que o faturamento mudar de patamar.
Base legal
A fórmula do markup é matemática, não regra de lei. A lei entra em três pontos: o imposto do Simples incide sobre a receita, e por isso sobre o preço; o preço pode variar conforme o meio de pagamento; e o preço anunciado precisa ser claro e informar os tributos.
- Lei Complementar nº 123/2006, art. 18, caput e § 3º
- O valor devido no Simples Nacional é determinado pela aplicação das alíquotas efetivas sobre a base de cálculo, e "sobre a receita bruta auferida no mês incidirá a alíquota efetiva". Receita bruta é o preço das vendas: é por isso que o imposto entra no markup como percentual do preço, e não do custo.
- Lei nº 12.741/2012, art. 1º
- Manda informar no documento fiscal da venda ao consumidor o valor aproximado dos tributos "cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda". A lei reconhece o imposto como parte do preço — é o que o markup divisor faz na conta.
- Lei nº 13.455/2017, art. 1º
- Autoriza a diferenciação de preços em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado, e anula cláusula de credenciadora que proíba essa diferença. É a base legal para cobrar um preço no Pix e outro no cartão, repassando a taxa.
- Lei nº 10.962/2004, art. 5º-A (incluído pela Lei nº 13.455/2017)
- O fornecedor deve informar, em local e formato visíveis ao consumidor, os descontos oferecidos em função do prazo ou do instrumento de pagamento.
- Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), art. 6º, III
- É direito básico do consumidor a informação adequada e clara sobre os produtos, com especificação correta de "tributos incidentes e preço". O preço que você calcula aqui é o preço anunciado, e ele precisa ser o preço cobrado.
Os textos citados foram conferidos nas publicações oficiais do Planalto. Nenhum número desta página depende de tabela oficial para ser calculado: todo preço, percentual e desconto impresso aqui sai do motor da calculadora no momento em que a página é gerada.
Perguntas frequentes sobre preço de venda e markup
São 21 dúvidas, da fórmula do markup ao desconto máximo. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Como calcular o preço de venda de um produto?
Por que não posso só somar os percentuais ao custo?
O que é markup?
O que é markup divisor?
Qual a diferença entre markup e margem?
Como converter margem em markup?
Onde encontro a alíquota do Simples Nacional para usar aqui?
Sou MEI. Como entra o imposto?
Como calcular o percentual de despesas fixas?
Até quanto posso dar de desconto?
Por que o desconto máximo é maior que a minha margem?
O que é preço mínimo?
O que é margem de contribuição?
Posso cobrar mais caro no cartão do que no Pix?
A taxa do marketplace entra onde?
Frete grátis entra no custo ou no percentual?
Que margem de lucro devo usar?
E se a calculadora disser que não existe preço?
A calculadora arredonda o preço como?
Serve para prestação de serviço?
Minhas informações são enviadas para algum lugar?
Calculadoras relacionadas
O imposto que entra no preço vem de outra conta: a alíquota efetiva do Simples Nacional ou o DAS fixo do MEI. Cada uma tem página própria.
- Simples NacionalA alíquota que a sua empresa paga não é a da tabela: a fórmula da LC 123/2006 desconta a parcela a deduzir da faixa e derruba a alíquota nominal para a efetiva, que é a que incide sobre a receita do mês.
- DAS MEIO DAS do MEI é uma guia de valor fixo mensal e não muda com o seu faturamento. Quase tudo o que você paga nela é a sua própria contribuição ao INSS, calculada sobre o salário mínimo; o resto é ICMS, ISS ou os dois, conforme a atividade.
- Lucro isento MEIO limite isento do MEI é o percentual de presunção da atividade aplicado sobre a receita bruta do ano, sem subtrair o DAS. O que passar disso é rendimento tributável recebido de pessoa jurídica — e a escrituração contábil regular só pode elevar esse limite, nunca reduzi-lo.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. Ela aplica a fórmula do markup divisor aos números que você informa e não substitui a orientação do seu contador.