Calculadora de taxa da maquininha
Para saber quanto cai na conta, multiplique a venda por (1 − taxa): R$ 100,00 a 4,99% deixam R$ 95,01. Para receber o valor cheio, divida por (1 − taxa) em vez de somar a porcentagem: cobre R$ 105,25, e não R$ 104,99 — somando por cima você recebe R$ 99,75.
A taxa é sempre a do seu contrato — esta página não publica taxa de marca nenhuma. Última revisão do conteúdo: .
Calcule a taxa da sua maquininha
Escolha se quer saber quanto recebe de uma venda ou quanto cobrar para receber um valor. Informe a modalidade, as parcelas e a taxa do seu contrato; a antecipação é opcional. O líquido, o repasse certo e a data de cada parcela aparecem na hora.
Venda de R$ 100,00: R$ 4,99 de taxa, R$ 95,01 na conta.
Para receber R$ 100,00 cheios
| Conta | Cobra do cliente | Cai na conta |
|---|---|---|
| Dividir por (1 − taxa) | R$ 105,25 | R$ 100,00 |
| Somar 4,99% por cima | R$ 104,99 | R$ 99,75 |
O acréscimo certo é de 5,25%. Somando a taxa por cima, ficam na mesa R$ 0,25 a cada R$ 100,00.
- Na sua contaR$ 95,01
- TaxaR$ 4,99
Ver os dados em tabela
| Valor da venda | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Na sua conta | R$ 95,01 | 95% |
| Taxa | R$ 4,99 | 5% |
| Total | R$ 100,00 | 100% |
Ver quando cai cada parcela
- Parcela 1: cliente paga R$ 100,00; você recebe R$ 95,01 em D+30
A taxa é calculada sobre o valor total da venda e arredondada ao centavo; a diferença de centavos da divisão em parcelas fica na primeira. A sua credenciadora pode arredondar parcela a parcela e chegar a um resultado alguns centavos diferente.
Como a taxa da maquininha é calculada
O líquido é o valor da venda menos a taxa, e a taxa é um percentual do valor TOTAL da venda. Em R$ 100,00 a 4,99%, são R$ 4,99 de taxa e R$ 95,01 na conta. O caminho inverso — quanto cobrar — é uma divisão, não uma soma.
As duas fórmulas cabem em uma linha cada: líquido = venda × (1 − taxa) e preço = valor desejado ÷ (1 − taxa). A primeira responde "quanto vou receber"; a segunda, "quanto preciso cobrar". São a mesma conta lida em sentidos opostos, e a calculadora garante isso: o preço que ela sugere, passado de volta pela primeira fórmula, devolve o valor que você pediu.
- Converta a taxa em fração. Uma taxa de 4,99% significa que a credenciadora fica com essa fração de cada real vendido. A calculadora trabalha a taxa em centésimos de ponto percentual, o que evita o erro de arredondamento dos números com vírgula.
- Calcule a taxa em reais sobre o valor total. Multiplique o valor da venda pela taxa e arredonde ao centavo: em R$ 100,00 a 4,99%, a taxa é R$ 4,99. Ela incide uma vez só sobre o total, mesmo que a venda seja parcelada.
- Subtraia para achar o líquido. Líquido = valor da venda − taxa. No exemplo, R$ 95,01. É isso que cai na sua conta, 30 dias depois da venda no crédito à vista ou em D+1 no débito.
- Para saber quanto cobrar, divida — não some. Para receber um valor cheio, divida-o por (1 − taxa). Para receber R$ 100,00 a 4,99%, cobre R$ 105,25. Somar a taxa por cima daria R$ 104,99 e renderia só R$ 99,75.
- Distribua em parcelas, se for o caso. No parcelado sem juros, o líquido é dividido em parcelas iguais — a diferença de centavos fica na primeira — e a parcela número i cai 30 × i dias depois da venda.
- Desconte a antecipação, se você antecipar. Cada parcela antecipada perde a taxa de antecipação ao mês proporcional aos dias que ela andou para a frente, calculada sobre a parcela já líquida. A soma do que sobra é o que você recebe de uma vez.
Por que somar a taxa por cima dá errado
Quem quer receber R$ 100,00 e sabe que a taxa é 4,99% tende a cobrar R$ 104,99. Só que a credenciadora não cobra a taxa sobre os R$ 100,00 que você tinha em mente: cobra sobre os R$ 104,99 que passaram na máquina. O resultado é R$ 99,75 na conta, R$ 0,25 a menos do que o planejado. Dividindo, o preço sobe para R$ 105,25 — um acréscimo de 5,25%, e não de 4,99% — e o valor cheio chega.
Parece troco, mas acumula. Para cada R$ 10.000,00 que você quer receber com essa taxa, somar por cima deixa R$ 24,90 com a credenciadora. E a diferença cresce com a taxa: a tabela da próxima seção mostra quanto fica na mesa em cada faixa, sempre calculado pelo mesmo motor da calculadora.
Débito e crédito: taxa e prazo diferentes
A taxa depende da modalidade, e o prazo também. Numa taxa de exemplo de 1,37%, uma venda de R$ 100,00 no débito paga R$ 1,37 e deixa R$ 98,63 em D+1. No crédito à vista a 4,99%, uma venda de R$ 100,00 deixa R$ 95,01, mas só em D+30. Compare sempre as duas coisas: quanto cai e quando cai.
- Na sua contaR$ 95,01
- TaxaR$ 4,99
Ver os dados em tabela
| Valor da venda | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Na sua conta | R$ 95,01 | 95% |
| Taxa | R$ 4,99 | 5% |
| Total | R$ 100,00 | 100% |
Não há tabela oficial de taxa: a tabela que importa é a do repasse
Taxa de maquininha não é tributo e não tem tabela publicada pelo governo: é preço contratado com a credenciadora. O que dá para tabelar é o repasse — quanto cobrar, para cada taxa, para receber R$ 1.000,00 cheios, e quanto se perde somando a taxa por cima.
Comparadores de taxa por marca desatualizam sem aviso: a taxa muda com o faturamento do lojista, com a modalidade, com o número de parcelas e com campanhas. Por isso esta página não publica nenhuma, e a calculadora pede a sua. As taxas da tabela abaixo são exemplos redondos para mostrar a mecânica do repasse — encontre a linha mais próxima da sua ou digite a sua taxa exata na calculadora.
| Taxa | Cobrar (dividindo) | Acréscimo certo | Cobrar (somando) | Recebe somando | Fica na mesa |
|---|---|---|---|---|---|
| 0,99% | R$ 1.010,00 | 1,00% | R$ 1.009,90 | R$ 999,90 | R$ 0,10 |
| 1,99% | R$ 1.020,30 | 2,03% | R$ 1.019,90 | R$ 999,60 | R$ 0,40 |
| 2,99% | R$ 1.030,82 | 3,08% | R$ 1.029,90 | R$ 999,11 | R$ 0,89 |
| 3,99% | R$ 1.041,56 | 4,16% | R$ 1.039,90 | R$ 998,41 | R$ 1,59 |
| 4,99% | R$ 1.052,52 | 5,25% | R$ 1.049,90 | R$ 997,51 | R$ 2,49 |
| 6,99% | R$ 1.075,15 | 7,52% | R$ 1.069,90 | R$ 995,11 | R$ 4,89 |
| 9,99% | R$ 1.110,99 | 11,10% | R$ 1.099,90 | R$ 990,02 | R$ 9,98 |
| 14,99% | R$ 1.176,33 | 17,63% | R$ 1.149,90 | R$ 977,53 | R$ 22,47 |
Repare na coluna do acréscimo certo: ele é sempre maior que a própria taxa, e a distância entre os dois aumenta à medida que a taxa sobe. É a mesma razão pela qual um desconto de metade não se desfaz com um aumento de metade — a base da porcentagem mudou no meio do caminho.
Exemplo prático: venda de R$ 1.200,00 em 12x sem juros
Com taxa de exemplo de 3,99% para 12x, a venda paga R$ 47,88 de taxa e deixa R$ 1.152,12, em 12 parcelas de R$ 96,01. A última cai em D+360.
O cliente vê na fatura 12 parcelas de R$ 100,00. A loja vê outra coisa: a taxa do parcelado incide uma vez sobre os R$ 1.200,00, o líquido de R$ 1.152,12 é dividido em 12 recebíveis de R$ 96,01, e cada um cai 30 dias depois do anterior.
- Parcelado sem juros não é venda menor. O que você perde é a taxa da modalidade parcelada, calculada do mesmo jeito que a do crédito à vista. O resto do valor chega inteiro — só que ao longo de 12 meses.
- O custo real é o prazo. Enquanto as parcelas não caem, o caixa da loja financia o cliente. É daí que nasce a oferta de antecipação, tratada na próxima seção.
- Para receber o valor cheio, o preço é outro. Para que caiam R$ 1.200,00 líquidos em 12x a 3,99%, o preço no cartão precisa ser R$ 1.249,87.
| Parcela | Cliente paga | Líquido | Cai em | Dias antecipados | Custo de antecipar | Antecipada |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+30 | 29 | R$ 1,85 | R$ 94,16 |
| 2ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+60 | 59 | R$ 3,76 | R$ 92,25 |
| 3ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+90 | 89 | R$ 5,67 | R$ 90,34 |
| 4ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+120 | 119 | R$ 7,58 | R$ 88,43 |
| 5ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+150 | 149 | R$ 9,49 | R$ 86,52 |
| 6ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+180 | 179 | R$ 11,40 | R$ 84,61 |
| 7ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+210 | 209 | R$ 13,31 | R$ 82,70 |
| 8ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+240 | 239 | R$ 15,22 | R$ 80,79 |
| 9ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+270 | 269 | R$ 17,13 | R$ 78,88 |
| 10ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+300 | 299 | R$ 19,04 | R$ 76,97 |
| 11ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+330 | 329 | R$ 20,95 | R$ 75,06 |
| 12ª | R$ 100,00 | R$ 96,01 | D+360 | 359 | R$ 22,86 | R$ 73,15 |
- Sem antecipar
- Antecipando tudo
Ver os dados em tabela
| Data | Sem antecipar | Antecipando tudo |
|---|---|---|
| D+1 | R$ 0,00 | R$ 1.003,86 |
| D+30 | R$ 96,01 | R$ 1.003,86 |
| D+60 | R$ 192,02 | R$ 1.003,86 |
| D+90 | R$ 288,03 | R$ 1.003,86 |
| D+120 | R$ 384,04 | R$ 1.003,86 |
| D+150 | R$ 480,05 | R$ 1.003,86 |
| D+180 | R$ 576,06 | R$ 1.003,86 |
| D+210 | R$ 672,07 | R$ 1.003,86 |
| D+240 | R$ 768,08 | R$ 1.003,86 |
| D+270 | R$ 864,09 | R$ 1.003,86 |
| D+300 | R$ 960,10 | R$ 1.003,86 |
| D+330 | R$ 1.056,11 | R$ 1.003,86 |
| D+360 | R$ 1.152,12 | R$ 1.003,86 |
As duas linhas contam a escolha inteira. Sem antecipar, o dinheiro chega em degraus e termina em R$ 1.152,12. Antecipando tudo, ele chega de uma vez em D+1, mas para em R$ 1.003,86. A distância entre o fim das duas linhas — R$ 148,26 — é o preço de não esperar.
Quanto custa antecipar as parcelas
A antecipação desconta de cada parcela a taxa ao mês proporcional aos dias que ela andou para a frente. No exemplo, a 1,99% ao mês, antecipar as 12 parcelas custa R$ 148,26, e taxa mais antecipação levam 16,35% da venda.
A taxa de antecipação é anunciada ao mês, mas cada parcela antecipa um prazo diferente. A primeira, que cairia em D+30, anda 29 dias e perde R$ 1,85. A última, que cairia em D+360, anda 359 dias e perde R$ 22,86. Por isso a antecipação pesa mais quanto mais parcelas a venda tem: a taxa "ao mês" é cobrada por até 359 dias sobre as parcelas do fim.
Somando taxa e antecipação, o custo desta venda é R$ 196,14, ou 16,35% do valor — é esse número, e não a taxa nominal, que você deve comparar com o custo de outras formas de conseguir o mesmo dinheiro hoje. Se for antecipar sempre, o preço para receber R$ 1.200,00 líquidos em 12x sobe para R$ 1.434,45.
- Na sua contaR$ 1.003,86
- TaxaR$ 47,88
- AntecipaçãoR$ 148,26
Ver os dados em tabela
| Valor da venda | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Na sua conta | R$ 1.003,86 | 83,7% |
| Taxa | R$ 47,88 | 4% |
| Antecipação | R$ 148,26 | 12,4% |
| Total | R$ 1.200,00 | 100% |
Casos de borda
São oito situações em que a conta simples precisa de um cuidado a mais: centavos que não dividem, vendas de valor baixo, taxa zero, débito, parcelado com juros, custos fixos, estorno e prazos em fim de semana.
Parcelas que não dividem em centavos
Uma venda de R$ 100,00 em três vezes não divide em partes iguais: a calculadora cobra R$ 33,34 na primeira parcela e R$ 33,33 nas outras duas, e a soma fecha exatamente no valor da venda. É a convenção do cartão parcelado; alguma credenciadora pode jogar o centavo na última, e o total não muda.
Vendas de valor baixo
Numa venda de R$ 1,00 a 4,99%, a taxa arredondada é R$ 0,05 e sobram R$ 0,95. Em valores assim o arredondamento ao centavo pesa mais no percentual efetivo, e é por isso que a calculadora mostra a taxa em reais e não só o percentual.
Taxa zero ou promocional
Com taxa zero o líquido é igual ao valor da venda e a comparação entre somar e dividir desaparece, porque não há o que repassar. Se a taxa zero for de campanha, confira no contrato até quando ela vale e refaça a conta com a taxa que vier depois.
Débito com parcelas ou antecipação
A calculadora recusa as duas combinações em vez de ignorá-las. O débito não parcela no arranjo de cartão, e ele já cai em D+1: não existe prazo para antecipar.
Parcelado com juros pago pelo cliente
Quando o cliente parcela com juros do banco emissor, o financiamento é entre ele e o banco. Para o lojista, a venda se comporta como crédito à vista: use a taxa dessa modalidade com uma parcela.
Tarifa fixa, aluguel e mensalidade
Alguns contratos cobram, além do percentual, um valor fixo por transação, o aluguel da máquina ou uma mensalidade. Nada disso é percentual da venda, então fica fora desta conta: divida o custo fixo mensal pelo número de vendas do mês e some ao resultado para ter o custo por venda.
Estorno e chargeback
Venda estornada ou contestada pelo cliente volta a ser débito na sua agenda de recebíveis. A calculadora parte do pressuposto de que a venda se confirma; ela não estima risco de contestação.
Prazo que cai em fim de semana
Os prazos aparecem em dias corridos: D+1 no débito, D+30 no crédito à vista e D+360 na última parcela de 12x. Se a data cair num sábado, domingo ou feriado, a credenciadora paga no dia útil seguinte.
O que esta página escolhe, e por quê
São três pontos em que as contas que circulam divergem. Para cada um, mostramos o que circula, o que a calculadora adota e o motivo.
Somar a taxa ou dividir pela taxa
O que circula: Uma das contas que circulam para repassar a taxa é acrescentar o percentual ao preço: quem quer R$ 100,00 a 4,99% cobra R$ 104,99.
O que esta página adota: Dividir pelo complemento da taxa: R$ 105,25, um acréscimo de 5,25% sobre o valor desejado.
Por quê: A taxa incide sobre o preço já aumentado, e não sobre o valor que você queria receber. Somando por cima caem R$ 99,75: R$ 0,25 a menos por venda, ou R$ 24,90 a cada R$ 10.000,00 que você quer receber.
Antecipação em juros simples ou compostos
O que circula: Contratos de antecipação trazem "taxa ao mês", mas nem todos dizem como ela é aplicada: pro rata pelos dias antecipados, em juros compostos, ou como taxa única por prazo.
O que esta página adota: Desconto simples, proporcional aos dias antecipados, sobre a parcela já líquida da taxa, com crédito em D+1.
Por quê: Com a mesma taxa ao mês, o desconto simples é maior ou igual ao composto em qualquer prazo — a calculadora prefere errar para o lado de quem paga, e não prometer um líquido que não vem. Se o seu extrato mostrar outro valor, a diferença está no método; o custo efetivo do seu contrato é o que vale.
Taxa sobre o total ou sobre cada parcela
O que circula: Algumas planilhas aplicam a taxa a cada parcela e arredondam uma por uma.
O que esta página adota: A taxa sobre o valor total, arredondada uma única vez.
Por quê: A taxa é contratada por venda, e arredondar parcela a parcela faz o custo mudar alguns centavos conforme o número de parcelas, sem que a taxa tenha mudado. Se a sua credenciadora arredonda por parcela, a diferença fica em centavos.
Base legal
Nenhuma lei fixa a taxa da maquininha: ela é preço contratado. O que a lei define é quem regula o serviço — o Banco Central — e o direito do lojista de cobrar preço diferente conforme o meio de pagamento, desde que informe o consumidor.
- Lei nº 13.455/2017, art. 1º
- Autoriza a diferenciação de preços em função do prazo ou do instrumento de pagamento — é o que permite cobrar um preço no cartão e outro no Pix ou no dinheiro. O parágrafo único anula a cláusula de contrato de maquininha que proíba ou restrinja essa diferença.
- Lei nº 10.962/2004, art. 5º-A
- Incluído pela Lei nº 13.455/2017: o fornecedor deve informar, em local e formato visíveis ao consumidor, os descontos oferecidos em função do prazo ou do instrumento de pagamento. Diferenciar o preço é permitido; esconder a diferença, não.
- Lei nº 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), art. 6º, III
- Direito básico do consumidor à informação adequada e clara sobre preço. É também a lei cujas sanções se aplicam a quem descumpre o art. 5º-A da Lei nº 10.962/2004.
- Lei nº 12.865/2013, arts. 6º e 9º
- Define arranjo de pagamento e instituição de pagamento — inclusive a que credencia a aceitação de cartão, a sua credenciadora — e dá ao Banco Central a competência para regulá-los. A lei não fixa o valor da taxa: ela é contratada entre você e a credenciadora.
Na prática, isso quer dizer que repassar a taxa é permitido, mas o repasse precisa estar visível: uma placa "à vista no Pix" e "no cartão", com os dois preços, cumpre o que a lei pede. Cobrar a mais no caixa sem aviso, não.
Perguntas frequentes sobre a taxa da maquininha
São 21 dúvidas de quem vende no cartão, com os números calculados pelo mesmo motor da calculadora. As respostas são as mesmas declaradas no schema desta página.
Como calcular quanto a maquininha desconta?
Quanto cobrar para receber o valor cheio no cartão?
Por que somar a porcentagem da taxa não funciona?
Quanto dinheiro fico perdendo ao somar a taxa por cima?
Qual o percentual certo para repassar a taxa ao cliente?
Posso cobrar mais caro no cartão do que no Pix ou no dinheiro?
Vender parcelado em 12x sem juros diminui o que eu recebo?
A taxa do parcelado é cobrada em cada parcela?
O que é antecipação de recebíveis?
Como a taxa de antecipação é calculada?
Vale a pena antecipar as vendas parceladas?
Quanto cobrar parcelado para receber o valor cheio?
Quando cai o dinheiro do débito e do crédito?
Qual é a taxa da maquininha da minha marca?
Por que existe tabela oficial de INSS mas não de taxa de maquininha?
O débito é sempre mais barato que o crédito?
A calculadora considera aluguel da máquina e tarifa por transação?
Qual é a diferença entre taxa nominal e custo efetivo?
Preciso avisar o cliente que o preço no cartão é diferente?
Até quantas parcelas a calculadora aceita?
A calculadora guarda o que eu digito?
Calculadoras relacionadas
A taxa da maquininha é um dos custos da venda. Estas três calculadoras fecham a conta de quem vende pelo CNPJ: o preço que cobre a taxa e os outros custos, o dinheiro preso até o cartão pagar e o imposto sobre o faturamento.
- Preço de vendaO preço de venda é o custo dividido por 100% menos a soma dos percentuais que incidem sobre o preço — impostos, taxa do cartão, comissão, rateio das despesas fixas e margem. Somar esses percentuais ao custo sempre deixa o preço baixo.
- Capital de giroA necessidade de capital de giro é o ciclo financeiro — dias de estoque mais dias para receber, menos dias para pagar o fornecedor — multiplicado pelo custo diário das vendas, que é o custo mensal dividido pelo mês comercial. Quando há margem, usar o faturamento no lugar do custo superestima o valor, porque trata a margem como desembolso.
- Simples NacionalA alíquota que a sua empresa paga não é a da tabela: a fórmula da LC 123/2006 desconta a parcela a deduzir da faixa e derruba a alíquota nominal para a efetiva, que é a que incide sobre a receita do mês.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa. O resultado é uma estimativa feita com a taxa que você digitou e não substitui o extrato da sua credenciadora nem orientação contábil.