Calculadora de Ponto de Equilíbrio
O ponto de equilíbrio é o faturamento em que a margem de contribuição paga exatamente os custos fixos: custos fixos ÷ índice de margem de contribuição. Uma pizzaria com R$ 8.000,00 de custo fixo, que vende a R$ 20,00 uma pizza de R$ 10,00 de custo variável, tem margem de 50,0% e empata ao faturar R$ 16.000,00 — 800 pizzas no mês.
Conteúdo revisado em . Ponto de equilíbrio não tem tabela oficial: todos os números são do seu negócio.
Calcule o seu ponto de equilíbrio
Escolha como informar as vendas — por unidade, pelo total do mês ou pela margem em % —, preencha os custos fixos e veja na hora o faturamento de equilíbrio, as unidades e as três variantes. Lucro desejado e depreciação são opcionais.
800 unidades no mês, com margem de 50,0% sobre o preço.
Índice de margem de contribuição: (R$ 20,00 − R$ 10,00) ÷ R$ 20,00 = 50,0%.
| Variante | Como sai | Faturamento |
|---|---|---|
| Contábil | Numerador: custos fixos de R$ 8.000,00. R$ 8.000,00 ÷ 50,0% = R$ 16.000,00; em unidades, R$ 8.000,00 ÷ R$ 10,00 = 800 (arredondado para cima). | R$ 16.000,00800 un. |
| Econômico | Numerador: R$ 8.000,00 de custos fixos + R$ 0,00 de lucro desejado. R$ 8.000,00 ÷ 50,0% = R$ 16.000,00; em unidades, R$ 8.000,00 ÷ R$ 10,00 = 800 (arredondado para cima). | R$ 16.000,00800 un. |
| Financeiro | Numerador: R$ 8.000,00 de custos fixos − R$ 0,00 que não saem do caixa. R$ 8.000,00 ÷ 50,0% = R$ 16.000,00; em unidades, R$ 8.000,00 ÷ R$ 10,00 = 800 (arredondado para cima). | R$ 16.000,00800 un. |
Como o ponto de equilíbrio é calculado
Custos fixos divididos pelo índice de margem de contribuição. Na pizzaria do exemplo: R$ 8.000,00 ÷ 50,0% = R$ 16.000,00 por mês.
A fórmula cabe em uma linha: ponto de equilíbrio = custos fixos ÷ índice de margem de contribuição. O trabalho não está na divisão, e sim nos dois números que entram nela: separar o que é fixo do que é variável, e medir a margem sobre o preço, e não sobre o custo.
- Separe o que é fixo do que é variável. Custo variável é o que só existe quando você vende: mercadoria, matéria-prima, embalagem, imposto sobre a venda, comissão, taxa do cartão, frete por entrega. Custo fixo é o que chega mesmo num mês sem venda nenhuma: aluguel, salários, pró-labore, contador, internet, sistema. Na pizzaria do exemplo, são R$ 10,00 de variável por pizza e R$ 8.000,00 de fixo por mês.
- Calcule a margem de contribuição. Margem de contribuição = preço de venda − custos e despesas variáveis. É o quanto de cada venda sobra para pagar o custo fixo e, depois dele, virar lucro. Pizza a R$ 20,00 com R$ 10,00 de variável deixa R$ 10,00 de margem.
- Transforme a margem em índice. Índice de margem de contribuição = margem ÷ preço de venda. Na pizzaria, R$ 10,00 ÷ R$ 20,00 = 50,0%. O denominador é o PREÇO, e não o custo: dividir pelo custo dá o markup, que é outra coisa e superestima a sobra.
- Divida o custo fixo pelo índice. Ponto de equilíbrio contábil = custos fixos ÷ índice de margem. R$ 8.000,00 ÷ 50,0% = R$ 16.000,00 de faturamento por mês. Abaixo disso, o mês fecha no prejuízo; acima, de cada real vendido além do ponto, 50,0% viram lucro.
- Converta em unidades, arredondando para cima. Em quantidade, divida o custo fixo pela margem unitária: R$ 8.000,00 ÷ R$ 10,00 = 800 pizzas. Quando a divisão não é exata, a resposta é sempre o inteiro de cima — uma unidade a menos ainda deixa o mês no vermelho.
Margem de contribuição: a peça que decide tudo
A margem de contribuição é o quanto de cada venda fica com a empresa depois de pagar o que só existe porque houve venda. O nome diz o que ela faz: ela contribui para pagar o custo fixo e, quando ele está pago, para formar lucro. Na pizzaria, de cada R$ 20,00 que entram, R$ 10,00 vão embora com ingredientes, caixa, imposto, taxa do cartão e motoboy; sobram R$ 10,00, ou 50,0% do preço. É esse percentual — e não o preço inteiro — que trabalha contra o aluguel.
Por isso esta página é também a calculadora de margem de contribuição: a margem aparece no resultado em reais por unidade e em percentual do preço, antes de qualquer ponto de equilíbrio. Quem vende muitos itens pode informar os totais do mês e receber a margem média já ponderada pelo faturamento de cada produto.
As três variantes: contábil, econômico e financeiro
As três dividem pelo mesmo índice de margem; muda só o numerador. Na pizzaria com R$ 2.000,00 de lucro desejado e R$ 1.000,00 de depreciação: R$ 16.000,00, R$ 20.000,00 e R$ 14.000,00.
Ponto de equilíbrio não tem tabela oficial, como têm o INSS ou o imposto de renda: nenhum órgão publica um número que valha para todas as empresas. A tabela abaixo é a de referência desta página — as três variantes com nome próprio, calculadas pelo mesmo motor da calculadora, sobre o caso da pizzaria.
| Variante | O que vai no numerador | Numerador | Faturamento | Pizzas |
|---|---|---|---|---|
| Contábil | custos fixos de R$ 8.000,00 | R$ 8.000,00 | R$ 16.000,00 | 800 |
| Econômico | R$ 8.000,00 de custos fixos + R$ 2.000,00 de lucro desejado | R$ 10.000,00 | R$ 20.000,00 | 1.000 |
| Financeiro | R$ 8.000,00 de custos fixos − R$ 1.000,00 que não saem do caixa | R$ 7.000,00 | R$ 14.000,00 | 700 |
Contábil: empatar o resultado
É o ponto de equilíbrio no sentido usual: o faturamento que deixa o lucro contábil em zero. Entram todos os custos fixos, inclusive os que não saem do caixa, como a depreciação dos equipamentos. Na pizzaria, R$ 16.000,00.
Econômico: pagar também o lucro que você espera
Empatar não remunera o dono nem o dinheiro que ele pôs no negócio. O ponto econômico soma ao custo fixo o lucro desejado — ou o custo de oportunidade do capital — antes da divisão. Com R$ 2.000,00 de lucro, o numerador vira R$ 10.000,00 e o ponto sobe para R$ 20.000,00, ou 1.000 pizzas.
Financeiro: não deixar o caixa negativo
A depreciação reduz o lucro sem tirar dinheiro do caixa naquele mês. O ponto financeiro a retira do numerador e responde a uma pergunta diferente: quanto vender para o dinheiro que entra cobrir o que sai. Com R$ 1.000,00 de depreciação, o numerador cai para R$ 7.000,00 e o ponto, para R$ 14.000,00, ou 700 pizzas. É o número para atravessar um mês apertado, não para planejar: a máquina que se deprecia vai precisar ser trocada um dia.
Quanto o preço mexe no ponto
Como o índice está no denominador, toda mudança de preço mexe no ponto — e o efeito não é simétrico, porque a margem muda junto com o preço. A tabela roda o mesmo motor com a pizza R$ 2,00 mais barata e R$ 2,00 mais cara, com o custo variável e o fixo inalterados.
| Cenário | Margem por pizza | Índice | Ponto de equilíbrio | Pizzas |
|---|---|---|---|---|
| Preço R$ 18,00 | R$ 8,00 | 44,44% | R$ 18.000,00 | 1.000 |
| Preço R$ 20,00 | R$ 10,00 | 50,0% | R$ 16.000,00 | 800 |
| Preço R$ 22,00 | R$ 12,00 | 54,55% | R$ 14.666,67 | 667 |
- Ponto de equilíbrio
Ver os dados em tabela
| Cenário | Ponto de equilíbrio |
|---|---|
| R$ 18,00 | R$ 18.000,00 |
| R$ 20,00 | R$ 16.000,00 |
| R$ 22,00 | R$ 14.666,67 |
Exemplo prático: a pizzaria em um mês bom e em um mês fraco
Vendendo 1.000 pizzas, a pizzaria fatura R$ 20.000,00, lucra R$ 2.000,00 e tem margem de segurança de 20,0%. Com 600, fatura R$ 12.000,00 e fecha o mês com prejuízo de R$ 2.000,00.
O ponto de equilíbrio sozinho é um número parado. Ele passa a dizer alguma coisa quando é comparado com o que a empresa vende de fato — e é isso que a calculadora faz quando você informa a quantidade vendida no mês.
- Mês bom. 1.000 pizzas a R$ 20,00 dão R$ 20.000,00. O faturamento está R$ 4.000,00 acima do ponto de R$ 16.000,00, e esse excedente, multiplicado pelo índice de 50,0%, é o lucro: R$ 2.000,00.
- Margem de segurança. A folga dividida pelo faturamento atual dá 20,0%: é quanto as vendas podem cair antes de o mês virar prejuízo.
- Mês fraco. Com 600 pizzas, o faturamento é de R$ 12.000,00, abaixo do ponto. A margem de contribuição não cobre o custo fixo e o resultado é prejuízo de R$ 2.000,00; a margem de segurança sai negativa, −33,33%.
- Faturamento
- Custo total
Ver os dados em tabela
| Volume de vendas | Faturamento | Custo total |
|---|---|---|
| 0% do ponto | R$ 0,00 | R$ 8.000,00 |
| 50% do ponto | R$ 8.000,00 | R$ 12.000,00 |
| 100% do ponto | R$ 16.000,00 | R$ 16.000,00 |
| 150% do ponto | R$ 24.000,00 | R$ 20.000,00 |
| 200% do ponto | R$ 32.000,00 | R$ 24.000,00 |
O gráfico é o desenho clássico do ponto de equilíbrio. Sem venda nenhuma, a empresa perde o custo fixo inteiro, R$ 8.000,00. A linha do faturamento sobe mais rápido que a do custo total, porque cada pizza traz R$ 20,00 e só custa R$ 10,00; as duas se cruzam exatamente em R$ 16.000,00. No dobro do ponto, R$ 32.000,00 de faturamento, o lucro é de R$ 8.000,00 — do mesmo tamanho do custo fixo, e não por acaso: no dobro do ponto, a margem de contribuição paga o custo fixo duas vezes.
Ponto de equilíbrio com vários produtos
Use a margem total dividida pelo faturamento total. Com dois produtos de margens de 20,0% e 50,0%, isso dá 28,57% e ponto de R$ 70.000,00; as médias simples e por quantidade erram para os dois lados.
Quem vende mais de um produto esbarra na dúvida: qual margem usar? O exemplo abaixo é o do e-book da 4blue disponível na biblioteca do Sebrae, com R$ 20.000,00 de custo fixo no mês.
| Produto | Preço | Custo variável | Margem | Índice | Vendas no mês |
|---|---|---|---|---|---|
| Produto A | R$ 100,00 | R$ 80,00 | R$ 20,00 | 20,0% | 1.000 |
| Produto B | R$ 200,00 | R$ 100,00 | R$ 100,00 | 50,0% | 200 |
Somando os dois, o mês fatura R$ 140.000,00 e gasta R$ 100.000,00 em custos variáveis, sobrando R$ 40.000,00 de margem total. O índice da empresa é essa margem dividida por esse faturamento: 28,57%. É o que a calculadora faz no modo "pelo mês", sem precisar de média nenhuma.
| Método | Índice | Ponto de equilíbrio |
|---|---|---|
| Margem total ÷ faturamento total (correto) | 28,57% | R$ 70.000,00 |
| Média ponderada pela quantidade | 25,0% | R$ 80.000,00 |
| Média simples dos percentuais | 35,0% | R$ 57.142,86 |
A média simples trata os dois produtos como se vendessem o mesmo, e subestima o ponto. A média ponderada pela quantidade corrige o volume, mas pesa cada unidade igual — e uma unidade de R$ 200,00 fatura 2 vezes o que fatura uma de R$ 100,00. Como o índice é uma fração do faturamento, o peso certo de cada produto é o quanto ele fatura. A seção de controvérsias abaixo mostra a prova.
Casos de borda
São sete situações em que a conta pede cuidado. A mais importante: com margem de contribuição zero ou negativa não existe ponto de equilíbrio, e a calculadora diz isso em vez de devolver um número.
Margem de contribuição zero ou negativa
Se o preço não cobre o custo variável, não existe ponto de equilíbrio — e não é modo de dizer. Com preço de R$ 10,00 e custo variável de R$ 12,00, a calculadora responde: "Não existe ponto de equilíbrio: o preço de R$ 10,00 é menor que o custo variável de R$ 12,00. Cada unidade vendida AUMENTA o prejuízo — quanto mais você vende, mais perde." Nenhuma fórmula consegue devolver um faturamento nesse caso; quem devolve um número está dividindo por zero ou por um valor negativo. A saída é mexer no preço, no custo variável ou tirar o produto de linha.
Divisão que não dá número inteiro de unidades
No caso do Sebrae-SP, R$ 3.500,00 ÷ R$ 5,14 = 680,93 unidades. Ninguém vende uma fração de produto, e arredondar para baixo dá 680, que ainda deixa prejuízo — assim como arredondar para o inteiro mais próximo, sempre que a fração for menor que meio. A calculadora arredonda para cima: 681 unidades, que faturam R$ 15.322,50 — um pouco acima do ponto exato de R$ 15.321,01.
Custo fixo zero
Sem custo fixo, o ponto de equilíbrio é zero: a primeira venda já dá lucro, desde que a margem seja positiva. Antes de aceitar esse resultado, confira se não ficou de fora um custo fixo — o seu próprio pró-labore, por exemplo.
Vários produtos com margens diferentes
O ponto de equilíbrio muda com o mix de vendas. Use o modo "pelo mês", com o faturamento total e os custos variáveis totais: a razão entre os dois já é a média ponderada certa. No exemplo de dois produtos desta página, isso dá 28,57% e R$ 70.000,00 de ponto. Se o mix mudar — mais vendas do produto de margem baixa —, o ponto sobe, mesmo com o faturamento igual.
Custo que é parte fixo, parte variável
Conta de luz de uma padaria, com forno ligado conforme a produção, é o exemplo típico: há uma parcela que vem de qualquer jeito e outra que cresce com a venda. Separe as duas partes pela média dos últimos meses — a parcela mínima vai para o fixo, o resto para o variável. Jogar tudo num lado só distorce o índice de margem.
Empresa sazonal
O cálculo é mensal, mas o mês de uma loja de brinquedos em dezembro não se parece com o de fevereiro. Para negócio sazonal, calcule o ponto sobre o custo fixo do ano inteiro e o faturamento do ano inteiro — o próprio material de margem de contribuição do Sebrae-SP recomenda trabalhar com valores anuais — e compare com a soma dos meses, não mês a mês.
Depreciação maior que o custo fixo
Não existe: a depreciação é parte do custo fixo. A calculadora recusa esse preenchimento em vez de devolver um ponto financeiro negativo, que seria um número sem significado com cara de resposta.
O que esta página escolhe, e por quê
São quatro pontos em que as fontes divergem ou em que o erro circula com cara de regra. Cada um mostra o que circula, o que adotamos e o motivo.
A média da margem quando há vários produtos
O que circula: Num e-book da 4blue disponível na biblioteca do próprio Sebrae, a margem média de dois produtos (de 20,0% e 50,0%) é calculada primeiro como média simples, 35,0%, e depois como média ponderada pela QUANTIDADE vendida, 25,0%. Com R$ 20.000,00 de custo fixo, isso leva a pontos de R$ 57.142,86 e R$ 80.000,00.
O que esta página adota: A margem total dividida pelo faturamento total: R$ 40.000,00 ÷ R$ 140.000,00 = 28,57%, e ponto de equilíbrio de R$ 70.000,00.
Por quê: O índice de margem é uma fração do faturamento, então o peso certo de cada produto é o quanto ele fatura, não quantas unidades saem. A prova é direta: vendendo 50,0% do volume de cada produto, a margem dos dois soma R$ 20.000,00 — o custo fixo de R$ 20.000,00 — e o faturamento é R$ 70.000,00. Os outros dois números não passam nesse teste.
Econômico: lucro desejado ou custo de oportunidade?
O que circula: Alguns textos definem o ponto econômico como o que cobre o "lucro mínimo desejado"; outros, como o que remunera o capital investido pelo custo de oportunidade — o que esse dinheiro renderia aplicado.
O que esta página adota: Um campo único de lucro desejado, em reais por mês, somado ao custo fixo antes da divisão. No exemplo, R$ 2.000,00 de lucro levam o ponto para R$ 20.000,00.
Por quê: As duas definições são a mesma conta com números diferentes no numerador. Quem quer usar o custo de oportunidade calcula o rendimento mensal do capital investido e digita esse valor no campo. O que não pode é somar o lucro DEPOIS da divisão — isso esquece que cada real de lucro também precisa de venda para existir.
Financeiro: tirar só a depreciação ou somar as dívidas?
O que circula: A definição usual tira da conta a depreciação e as demais despesas que não saem do caixa. Uma parte da literatura de custos também soma ao numerador as parcelas de empréstimos a pagar no período.
O que esta página adota: Só a exclusão do que não é desembolso — depreciação, amortização e afins. No exemplo, R$ 1.000,00 de depreciação baixam o ponto para R$ 14.000,00.
Por quê: Nenhuma das fontes listadas abaixo define o ponto financeiro — ele vem da contabilidade de custos, e esta é uma escolha da página. É a leitura que a pergunta "quanto preciso vender para o caixa não ficar negativo" pede: a depreciação, que o CPC 27 define como alocação do valor de um ativo ao longo da vida útil, reduz o lucro sem sair do caixa no mês. A parcela de empréstimo não é despesa: se ela pesa no seu caixa, ela precisa ser paga com lucro — então o lugar dela é o campo de lucro desejado, no ponto econômico, e a página diz isso em vez de esconder a escolha.
Markup não é margem
O que circula: "Coloco 50% em cima do custo, então minha margem é de 50%." É o raciocínio dos sócios da história do Sebrae-SP.
O que esta página adota: A margem sobre o preço. O produto de R$ 15,00 vendido a R$ 22,50 tem, depois de R$ 2,36 de imposto e comissão, margem de R$ 5,14 — 22,84% do preço. O imposto e a comissão entram arredondados ao centavo por unidade, como saem na nota.
Por quê: O percentual sobre o custo e o percentual sobre o preço têm bases diferentes, e só o segundo entra na fórmula do ponto de equilíbrio. Usar o primeiro faz o ponto parecer menor do que é — o erro que leva o negócio a achar que está no lucro quando não está.
Fontes e base técnica
Não existe lei que defina o ponto de equilíbrio: é uma ferramenta de contabilidade gerencial. As fórmulas de margem de contribuição e de ponto de equilíbrio seguem os materiais abaixo, e a definição de depreciação segue o pronunciamento contábil CPC 27.
- Sebrae-SP — Saiba Mais: Margem de Contribuição, quanto sobra para sua empresa?
- Define margem de contribuição como vendas menos custos e despesas variáveis, calculada no total ou por unidade, e mostra o equívoco de tratar o percentual sobre o custo como ganho. É a fonte do caso de R$ 22,50 desta página.
- 4blue (Renan Kaminski) — Entendendo o Ponto de Equilíbrio da sua empresa, na biblioteca do Sebrae
- E-book da 4blue, hospedado na biblioteca do Sebrae, com a fórmula despesas fixas ÷ percentual da margem de contribuição e o exemplo da pizzaria usado como caso padrão aqui (R$ 8.000,00 de despesas fixas, 50,0% de margem).
- Sebrae — Guia de Planejamento Financeiro para Micro e Pequenas Empresas
- Traz a fórmula "custos e despesas fixas + lucro mínimo ÷ margem de contribuição (receita − custos e despesas variáveis)", calculável por quantidade ou por faturamento, com ou sem o lucro desejado — o ponto econômico desta página. Lembra que o ponto de equilíbrio é uma referência, e que abaixo dele o resultado é prejuízo.
- CPC 27 — Ativo Imobilizado (Comitê de Pronunciamentos Contábeis)
- Define depreciação como a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil — um custo que reduz o lucro sem sair do caixa no mês. É a despesa que o ponto financeiro retira da conta.
A nomenclatura contábil, econômico e financeiro é a da contabilidade de custos, e não a dos materiais acima: eles não usam esses três nomes. O guia de planejamento financeiro traz a conta com lucro mínimo, que esta página chama de econômico; o ponto financeiro e a média de vários produtos são escolhas desta página, declaradas na seção anterior.
Perguntas frequentes sobre ponto de equilíbrio
São 20 dúvidas sobre ponto de equilíbrio e margem de contribuição. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
O que é ponto de equilíbrio?
Qual é a fórmula do ponto de equilíbrio?
Como calcular a margem de contribuição?
Qual a diferença entre margem de contribuição e lucro?
Qual a diferença entre ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro?
Para que serve o ponto de equilíbrio econômico?
Por que o ponto de equilíbrio financeiro é menor?
Quanto preciso vender para não ter prejuízo?
O que acontece se a margem de contribuição for negativa?
Como calcular o ponto de equilíbrio com vários produtos?
Imposto sobre a venda é custo fixo ou variável?
Pró-labore entra no custo fixo?
Taxa da maquininha é custo variável?
O que é margem de segurança?
Aumentar o preço sempre reduz o ponto de equilíbrio?
O ponto de equilíbrio deve ser calculado por mês ou por ano?
Depreciação é obrigatória no cálculo?
Por que o resultado em unidades é arredondado para cima?
O ponto de equilíbrio é um valor exato?
Minha margem é alta e mesmo assim tenho prejuízo. Por quê?
Calculadoras relacionadas
O imposto sobre a venda entra no custo variável, e o DAS do MEI no custo fixo. As calculadoras abaixo ajudam a chegar nesses números.
- Simples NacionalA alíquota que a sua empresa paga não é a da tabela: a fórmula da LC 123/2006 desconta a parcela a deduzir da faixa e derruba a alíquota nominal para a efetiva, que é a que incide sobre a receita do mês.
- Lucro isento MEIO limite isento do MEI é o percentual de presunção da atividade aplicado sobre a receita bruta do ano, sem subtrair o DAS. O que passar disso é rendimento tributável recebido de pessoa jurídica — e a escrituração contábil regular só pode elevar esse limite, nunca reduzi-lo.
- DAS MEIO DAS do MEI é uma guia de valor fixo mensal e não muda com o seu faturamento. Quase tudo o que você paga nela é a sua própria contribuição ao INSS, calculada sobre o salário mínimo; o resto é ICMS, ISS ou os dois, conforme a atividade.
- Limite do MEIO teto do MEI é anual, e quem abriu o CNPJ no meio do ano tem teto proporcional aos meses de atividade, com o mês da abertura contando inteiro. Passar até 20% do teto desenquadra só a partir de 1º de janeiro do ano seguinte, com recolhimento sobre a parcela excedente; passar de 20% retroage ao início do ano e reapura todo o período como microempresa.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado depende inteiramente dos números informados e não substitui a análise de um contador.