Calculadora de custo de obra por m²
Para estimar o custo de uma obra, multiplique a área construída pelo custo médio do m² do SINAPI no seu estado e some o que esse índice não inclui: fundação especial, equipamentos, jardim e decoração, projeto, licenças e terreno. Em agosto de 2026, a média nacional do IBGE sem desoneração da folha foi de R$ 2.099,73 por m²: 100 m² custam R$ 209.973,00 só de índice.
Custo do m² do SINAPI de agosto de 2026, divulgado pelo IBGE em .
Calcule o custo da sua obra
A calculadora abre com 100 m² na média nacional, sem desoneração e sem acréscimos: R$ 209.973,00. Escolha o seu estado, digite a área construída e some o que já tiver orçado de fundação, equipamentos, jardim e projeto.
100 m² · Brasil (média nacional) · R$ 2.099,73 por m²
- Custo médio do m² do Brasil em agosto de 2026: R$ 1.126,13 de material + R$ 973,60 de mão de obra = R$ 2.099,73
- Custo do índice: R$ 2.099,73 × 100 m² = R$ 209.973,00
- Fundação: R$ 0,00 de fundação especial − R$ 0,00 de fundação direta que ela substitui = R$ 0,00
- Orçamento final da fórmula do IBGE: R$ 209.973,00 + R$ 0,00 + R$ 0,00 de equipamentos + R$ 0,00 de complementos = R$ 209.973,00
- Com projetos, licenças e taxas: R$ 209.973,00 + R$ 0,00 = R$ 209.973,00
- Reserva de 0%: R$ 0,00 → custo total de R$ 209.973,00, ou R$ 2.099,73 por m²
- MaterialR$ 112.613,00
- Mão de obraR$ 97.360,00
Ver os dados em tabela
| Custo estimado | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Material | R$ 112.613,00 | 53,6% |
| Mão de obra | R$ 97.360,00 | 46,4% |
| Total | R$ 209.973,00 | 100% |
O que esta estimativa considera e o que deixa de fora
Segundo a nota metodológica do IBGE, o custo do SINAPI é o do metro quadrado no canteiro de obras: não inclui projeto, licenças, seguros, instalações provisórias, administração, financiamento, compra do terreno, equipamentos mecânicos como elevador e exaustor, fundação especial nem o lucro da construtora. É isso que os campos de acréscimo existem para somar.
Série sem desoneração da folha: a mão de obra entra com os encargos integrais, que é a situação de quem contrata pedreiro e empreiteiro para a própria obra.
Custo do m² de agosto de 2026, divulgado pelo IBGE. Obra que dura meses paga os preços de cada mês, e o índice muda de um mês para o outro.
O custo médio do SINAPI é uma média dos projetos residenciais que o IBGE acompanha na UF. Ele serve para ordem de grandeza e para conferir orçamento; não substitui o orçamento do seu projeto, que depende de acabamento, terreno e mercado local.
Como o custo da obra é calculado
O custo do índice é o custo médio do m² do SINAPI na sua UF vezes a área construída. O orçamento final soma a esse índice o que ele não cobre, pela fórmula do próprio IBGE. Na média nacional, R$ 2.099,73 × 100 m² = R$ 209.973,00.
A conta tem duas metades. A primeira é uma multiplicação: custo do índice = custo médio do m² × área construída. A segunda está na nota metodológica do SINAPI e é a que separa índice de orçamento: orçamento final = custo do índice + (fundação especial − fundação direta) + equipamentos + complementos. Por fim, somam-se projeto, licenças e taxas, e a reserva que você escolher.
- Escolha o estado e a série do SINAPI. O IBGE publica, todo mês, o custo médio do metro quadrado de construção para o Brasil e para cada uma das 27 unidades da federação, em duas séries: com e sem desoneração da folha. Em agosto de 2026, a média nacional sem desoneração foi de R$ 2.099,73 por m².
- Multiplique pela área construída. O custo do índice é o custo do m² vezes a área construída — a soma de todos os pavimentos, com as paredes incluídas. Com a média nacional, 100 m² custam R$ 209.973,00 só de índice.
- Troque a fundação comum pela especial, se houver. O índice já inclui uma fundação direta. Se o solo pedir estaca ou tubulão, some o orçamento da fundação especial e desconte o da fundação direta que ela substitui. No exemplo desta página, R$ 30.000,00 de estacas menos R$ 12.000,00 de sapatas acrescentam R$ 18.000,00.
- Some equipamentos e complementos. Elevador, bomba, aquecimento e outros equipamentos ficam fora do índice, assim como os complementos da fórmula do IBGE: jardim e decoração. Cada um entra pelo valor orçado, em reais — não por metro quadrado. Muro e calçada não entram aqui: a relação de serviços das casas do SINAPI já os traz.
- Acrescente projeto, licenças e taxas. Projeto de arquitetura e de engenharia, aprovação na prefeitura, alvará, seguros, instalações provisórias do canteiro e administração da obra também não estão no custo do SINAPI. Some o que você já orçou ou pediu de proposta.
- Decida a reserva para imprevistos. Não existe percentual oficial de imprevisto. A calculadora começa em zero e aplica o percentual que você escolher sobre tudo o que foi orçado antes dele. No exemplo, uma reserva de 10% sobre R$ 286.581,60 soma R$ 28.658,16.
Material e mão de obra dentro do metro quadrado
O IBGE publica o custo do m² separado em duas parcelas. Na média nacional sem desoneração de agosto de 2026, foram R$ 1.126,13 de material e R$ 973,60 de mão de obra com encargos: a mão de obra respondeu por 46,4% do custo. A separação importa para quem vai fornecer o material por conta própria, ou para quem contrata só a mão de obra de um empreiteiro e quer conferir a proposta.
- MaterialR$ 112.613,00
- Mão de obraR$ 97.360,00
Ver os dados em tabela
| Custo do índice | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Material | R$ 112.613,00 | 53,6% |
| Mão de obra | R$ 97.360,00 | 46,4% |
| Total | R$ 209.973,00 | 100% |
Qual área usar
A fórmula do IBGE divide pela área de construção do projeto, e é essa que você deve multiplicar: a área construída, somando todos os pavimentos e incluindo as paredes. A área útil, que conta só o piso de dentro dos cômodos, é menor e faz o custo sair baixo. Quintal e garagem descoberta não são área construída e ficam fora dessa soma.
O que o custo por m² não inclui
O custo do SINAPI é o do metro quadrado no canteiro de obras. Segundo o IBGE, ele não inclui projeto, licenças, seguros, instalações provisórias, administração, financiamento, terreno, equipamentos mecânicos, fundação especial nem o lucro da construtora.
Esta é a lista que separa um número de índice de um orçamento. Quem só multiplica a área pelo custo do m² chega ao custo do canteiro, não ao da obra: fundação especial, equipamentos, projeto e licenças aparecem na proposta de um construtor e ficam fora do índice pela própria nota metodológica do IBGE (página 7 do PDF). A calculadora transforma a lista em campos, e o resultado mostra quanto ficou por fora.
- Fundação especial. O índice pressupõe fundação direta, como sapata. Estaca e tubulão, que são fundação especial, entram pela diferença entre o orçamento deles e o da fundação direta que substituem. O radier também é fundação direta, não especial.
- Equipamentos mecânicos. Elevador, exaustor e demais equipamentos que o IBGE exclui, além dos que você decidir instalar, como bomba e aquecimento.
- Complementos. Jardim e decoração, que a fórmula do orçamento final da nota soma como complementos.
- Projeto, licenças, seguros e administração. Arquitetura, estrutura, instalações, aprovação na prefeitura, alvará, seguro da obra e quem administra o canteiro.
- Terreno e financiamento. Ficam fora do custo de construção e fora desta calculadora: some o preço do lote e os juros por conta própria.
- Lucro da construtora. Se a obra for por empreitada global, a proposta embute o lucro; o índice não.
Muro e calçada não estão nessa lista. A nota do IBGE não os exclui, e a relação de serviços dos projetos residenciais do SINAPI, no Anexo 4 da mesma nota (página 79 do PDF), traz muros e cercas de frente, laterais e de fundos das casas, e passeios e calçadas. Por isso a calculadora não os soma como item de fora: somá-los por cima do índice pode contar o mesmo serviço duas vezes.
Custo do m² de construção por estado — agosto de 2026
Na série sem desoneração, o custo médio do m² foi de R$ 2.099,73 no Brasil, com o maior valor no Acre (R$ 2.420,02) e o menor em Sergipe (R$ 1.858,61): o m² do Acre custou 30,2% a mais que o de Sergipe.
A tabela reproduz o custo médio do m² que o IBGE publicou para agosto de 2026, nas duas séries. As colunas de material e de mão de obra são da série sem desoneração, que é a padrão da calculadora; a soma das duas dá o total da coluna seguinte. Em 100 m², a diferença entre o estado de custo mais alto e o de custo mais baixo chega a R$ 56.141,00 só de índice.
| Local | Material | Mão de obra | Total sem desoneração | Total com desoneração |
|---|---|---|---|---|
| Brasil (média nacional) | R$ 1.126,13 | R$ 973,60 | R$ 2.099,73 | R$ 1.993,76 |
| Rondônia | R$ 1.303,21 | R$ 996,36 | R$ 2.299,57 | R$ 2.190,83 |
| Acre | R$ 1.413,30 | R$ 1.006,72 | R$ 2.420,02 | R$ 2.309,23 |
| Amazonas | R$ 1.148,82 | R$ 956,02 | R$ 2.104,84 | R$ 2.000,18 |
| Roraima | R$ 1.234,35 | R$ 1.013,15 | R$ 2.247,50 | R$ 2.137,37 |
| Pará | R$ 1.236,86 | R$ 846,63 | R$ 2.083,49 | R$ 1.991,46 |
| Amapá | R$ 1.261,29 | R$ 863,58 | R$ 2.124,87 | R$ 2.031,00 |
| Tocantins | R$ 1.272,83 | R$ 897,11 | R$ 2.169,94 | R$ 2.072,43 |
| Maranhão | R$ 1.200,43 | R$ 862,69 | R$ 2.063,12 | R$ 1.969,07 |
| Piauí | R$ 1.124,83 | R$ 844,18 | R$ 1.969,01 | R$ 1.877,25 |
| Ceará | R$ 1.136,85 | R$ 837,56 | R$ 1.974,41 | R$ 1.883,20 |
| Rio Grande do Norte | R$ 1.131,48 | R$ 825,53 | R$ 1.957,01 | R$ 1.866,99 |
| Paraíba | R$ 1.107,23 | R$ 919,07 | R$ 2.026,30 | R$ 1.926,40 |
| Pernambuco | R$ 1.039,96 | R$ 841,40 | R$ 1.881,36 | R$ 1.789,90 |
| Alagoas | R$ 1.095,80 | R$ 802,31 | R$ 1.898,11 | R$ 1.810,89 |
| Sergipe | R$ 1.029,03 | R$ 829,58 | R$ 1.858,61 | R$ 1.768,44 |
| Bahia | R$ 1.082,93 | R$ 886,67 | R$ 1.969,60 | R$ 1.873,15 |
| Minas Gerais | R$ 1.055,99 | R$ 907,19 | R$ 1.963,18 | R$ 1.864,57 |
| Espírito Santo | R$ 1.012,72 | R$ 886,06 | R$ 1.898,78 | R$ 1.802,13 |
| Rio de Janeiro | R$ 1.141,82 | R$ 1.158,85 | R$ 2.300,67 | R$ 2.174,65 |
| São Paulo | R$ 1.109,29 | R$ 1.100,64 | R$ 2.209,93 | R$ 2.089,88 |
| Paraná | R$ 1.131,57 | R$ 1.155,85 | R$ 2.287,42 | R$ 2.161,78 |
| Santa Catarina | R$ 1.147,45 | R$ 1.236,42 | R$ 2.383,87 | R$ 2.249,47 |
| Rio Grande do Sul | R$ 1.137,88 | R$ 924,99 | R$ 2.062,87 | R$ 1.962,32 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 1.124,94 | R$ 915,56 | R$ 2.040,50 | R$ 1.940,98 |
| Mato Grosso | R$ 1.239,14 | R$ 929,94 | R$ 2.169,08 | R$ 2.068,00 |
| Goiás | R$ 1.157,69 | R$ 955,28 | R$ 2.112,97 | R$ 2.009,13 |
| Distrito Federal | R$ 1.226,01 | R$ 925,67 | R$ 2.151,68 | R$ 2.051,00 |
- Sem desoneração
- Com desoneração
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| Local | Sem desoneração | Com desoneração |
|---|---|---|
| Acre | R$ 2.420,02 | R$ 2.309,23 |
| Brasil (média nacional) | R$ 2.099,73 | R$ 1.993,76 |
| Sergipe | R$ 1.858,61 | R$ 1.768,44 |
Com e sem desoneração
A série de manchete do IBGE considera a desoneração da folha de pagamento das empresas do setor da construção civil: R$ 1.993,76 por m² na média nacional. A outra série traz a mão de obra com os encargos sem esse benefício: R$ 2.099,73, ou R$ 105,97 a mais por m². Em 100 m², são R$ 209.973,00 contra R$ 199.376,00. Quem contrata pedreiro e servente para a própria casa não é empresa desonerada, e por isso a calculadora abre na série sem desoneração.
Exemplo prático: casa de 120 m² em Minas Gerais
Uma casa de 120 m² em Minas Gerais, com estaca no lugar da sapata, jardim e projeto, e reserva de 10%, custa R$ 315.239,76: R$ 2.627,00 por m², contra R$ 1.963,18 do índice.
Os valores de fundação, jardim, projeto e reserva abaixo são entradas de exemplo, escolhidas redondas para a conta poder ser refeita à mão — não são médias de mercado. O custo do m² é o do SINAPI de Minas Gerais, sem desoneração.
- Índice. R$ 1.963,18 × 120 m² = R$ 235.581,60.
- Fundação. A sondagem pediu estacas orçadas em R$ 30.000,00, no lugar de sapatas que custariam R$ 12.000,00. Entra a diferença: R$ 18.000,00.
- Complementos. Jardim e paisagismo: R$ 15.000,00. O orçamento final da fórmula do IBGE fica em R$ 268.581,60, ou R$ 2.238,18 por m².
- Projetos e licenças. Mais R$ 18.000,00, somando R$ 286.581,60.
- Reserva. 10% sobre tudo isso = R$ 28.658,16. Custo estimado: R$ 315.239,76.
| Item | Valor | % do total |
|---|---|---|
| Material (índice) | R$ 126.718,80 | 40,2% |
| Mão de obra (índice) | R$ 108.862,80 | 34,5% |
| Fundação especial menos a direta | R$ 18.000,00 | 5,7% |
| Complementos (jardim e decoração) | R$ 15.000,00 | 4,8% |
| Projetos, licenças e taxas | R$ 18.000,00 | 5,7% |
| Reserva de 10% | R$ 28.658,16 | 9,1% |
| Custo estimado da obra | R$ 315.239,76 | 100% |
- Custo
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| Conta | Custo |
|---|---|
| Só m² × custo | R$ 235.581,60 |
| Custo estimado | R$ 315.239,76 |
Só multiplicar teria dado R$ 235.581,60, deixando R$ 79.658,16 de fora. O erro contrário também aparece: somar a estaca inteira sem descontar a sapata que ela substitui leva o total a R$ 328.439,76, R$ 13.200,00 a mais, porque a fundação direta já estava dentro do índice.
Casos de borda: quando a estimativa pede cuidado
São oito situações em que a multiplicação simples precisa de ajuste: sobrado, solo fraco, reforma, mão de obra própria, acabamento fora da média, obra longa, equipamentos e áreas descobertas.
Sobrado e casa de mais de um pavimento
A área que multiplica o custo é a construída TOTAL, somando os pavimentos. Um sobrado com 60 m² em cada andar tem 120 m², e o índice da média nacional para ele é R$ 251.967,60.
Terreno em declive ou solo fraco
Quando a sondagem do solo indica estaca ou tubulão, a fundação deixa de ser a direta que o índice pressupõe. Use os dois campos de fundação: o orçamento da especial e o da direta que ela substitui. O radier não entra aqui: ele também é fundação direta, como a sapata, e não fundação especial. Muro de arrimo não é fundação nem aparece na relação de serviços da nota do IBGE; se o terreno pedir, esta calculadora o soma no campo de complementos, pelo valor orçado.
Reforma e ampliação
O custo do SINAPI é de construção nova. Em reforma entram demolição, retirada de entulho e adaptação ao que já existe, que não estão no índice, e muitos serviços da obra nova não acontecem. Para ampliação, calcule só a área nova e trate o encontro com a casa antiga como complemento.
Quem constrói com mão de obra própria
Em mutirão ou autoconstrução, a parcela de mão de obra do índice não sai do bolso, mas a de material sai. Na média nacional sem desoneração, o material responde por R$ 1.126,13 de cada m²: R$ 112.613,00 em 100 m². É um piso, não uma estimativa completa — ferramenta, perda e retrabalho de quem não é do ramo ficam de fora.
Acabamento acima ou abaixo da média
O custo médio do SINAPI é a média dos projetos residenciais que o IBGE acompanha na UF, e não um padrão que você escolhe. Porcelanato no lugar de cerâmica, esquadria de alumínio no lugar de madeira ou pé-direito alto puxam o custo para cima; nenhum multiplicador oficial diz quanto. Para isso, o caminho é o orçamento do projeto.
Obra que atravessa meses
O custo é o de agosto de 2026. Obra de um ano compra material e paga mão de obra a preços de meses diferentes, e o índice varia de um mês para o outro. A variação acumulada em doze meses de cada UF está no caderno mensal do IBGE, na fonte citada abaixo; use-a para calibrar a reserva.
Casa com elevador, piscina ou aquecimento solar
Equipamentos mecânicos, como elevador, compactador e exaustor, ficam fora do índice por definição do IBGE, e a fórmula do orçamento final os soma como equipamentos, ao lado de itens como interfone. Elevador residencial, bomba de piscina, aquecedor, placa solar e gerador entram nesse campo, pelo valor da proposta do fornecedor já instalado.
Garagem descoberta, área de lazer, muro e calçada
Área sem cobertura não é área construída no mesmo padrão da casa, e multiplicá-la pelo custo do m² superestima o gasto: deixe-a fora da área. Jardim e decoração entram no campo de complementos, que é onde a fórmula do IBGE os coloca (nota metodológica, página 7 do PDF). Muro e calçada não: a relação de serviços dos projetos residenciais do SINAPI traz muros e cercas das casas e passeios e calçadas (Anexo 4 da nota, página 79 do PDF), e somá-los por fora pode contar o mesmo serviço duas vezes.
O que esta página escolhe, e por quê
São quatro escolhas em que esta calculadora se separa do que circula: SINAPI no lugar do CUB, nenhum percentual pronto de acréscimo, a série sem desoneração como padrão e nenhum multiplicador de padrão de acabamento.
CUB ou SINAPI
O que circula: Calcular pelo CUB/m², o Custo Unitário Básico que cada sindicato estadual da indústria da construção divulga todo mês, por padrão de projeto.
O que esta página adota: O custo médio do m² do SINAPI, publicado pelo IBGE para as 27 UFs na mesma tabela e com a mesma metodologia.
Por quê: O CUB é obrigação legal dos sindicatos (Lei nº 4.591/1964, art. 54), mas sai em publicações separadas por estado, com projetos-padrão e datas próprias. Manter 27 tabelas mensais conferidas uma a uma é o tipo de trabalho que desatualiza em silêncio. O SINAPI é um levantamento oficial único, que o governo federal adota como referência de custo das obras contratadas com recursos da União, exceto as de infraestrutura de transporte (Decreto nº 7.983/2013), e cabe num arquivo conferível por mês. Se o seu contrato ou o seu banco pede o CUB, consulte o do sindicato do seu estado.
A obra sai "20% a 30% acima"
O que circula: Que a obra real fecha 20% a 30% acima do custo por m², ou que basta somar esse percentual ao índice.
O que esta página adota: Nenhum percentual pronto. O acréscimo sai do que você orçar para cada item fora do índice; no exemplo desta página, os itens somados deram 33,8% acima do índice.
Por quê: Não há fonte oficial para esse intervalo, e ele depende do terreno, do projeto e do que já está pago. Um percentual genérico erra para mais em quem tem terreno plano e projeto pronto, e para menos em quem precisa de estaca e muro de arrimo. O que a fonte oficial diz é O QUE fica de fora — e é essa lista que a calculadora transforma em campos.
Com ou sem desoneração
O que circula: O número de manchete do IBGE, com desoneração da folha — R$ 1.993,76 por m² na média nacional em agosto de 2026.
O que esta página adota: A série sem desoneração como padrão: R$ 2.099,73 por m² no mesmo mês, R$ 105,97 a mais.
Por quê: A série com desoneração considera o benefício da folha de pagamento das empresas do setor da construção civil. Quem constrói a própria casa contratando pedreiro, servente e empreiteiro não está nessa situação, e a série sem desoneração, com os encargos integrais, descreve melhor esse caso. A outra série continua a um clique, no mesmo formulário.
Multiplicador de padrão de acabamento
O que circula: Seletores de padrão "baixo, normal e alto" que multiplicam o custo médio por fatores fixos.
O que esta página adota: Sem seletor de padrão: o custo é o médio do SINAPI, dito como médio.
Por quê: O SINAPI não publica fatores por padrão de acabamento no custo médio por UF, e qualquer multiplicador seria número inventado com aparência de técnico. Onde o acabamento pesa, a página manda para o orçamento do projeto em vez de fingir precisão.
Base legal e fontes oficiais
O cálculo se apoia em seis referências oficiais: o caderno mensal do SINAPI no IBGE, a série com desoneração do SIDRA (tabela 2296), a série sem desoneração do SIDRA (tabela 6586), a nota metodológica que define o que o índice cobre, o decreto que adota o SINAPI nas obras federais e a lei que obriga a divulgação do CUB.
- Indicadores IBGE — SINAPI, agosto de 2026 (caderno de resultados)
- Traz o custo médio do m² de agosto de 2026 para o Brasil, as regiões e as 27 UFs, nas séries com e sem desoneração, divulgado em 11 de setembro de 2026. É a tabela que esta página reproduz.
- SIDRA, tabela 2296 — custo médio do m² com desoneração, por componente
- Série oficial do IBGE com o custo médio com desoneração da folha e seus componentes material e mão de obra, mês a mês. Material mais mão de obra de cada linha reproduz o total do caderno.
- SIDRA, tabela 6586 — custo médio do m² sem desoneração, por componente
- Série oficial do IBGE com o custo médio sem desoneração da folha e seus componentes material e mão de obra, mês a mês. Material mais mão de obra de cada linha reproduz o total do caderno.
- IBGE — SINAPI: métodos de cálculo e de coleta (nota metodológica, versão 2, agosto de 1988)
- Define o custo do SINAPI como o do metro quadrado no canteiro de obras, lista o que fica de fora (projeto arquitetônico, licenças, seguros, instalações provisórias, depreciação dos equipamentos, terreno, administração, financiamento, equipamentos mecânicos e lucro) e dá a fórmula do orçamento final com fundação especial, equipamentos e complementos (jardins e decorações), tudo na página 7 do PDF. O Anexo 4 lista os serviços dos projetos residenciais, com muros e cercas das casas e passeios e calçadas (página 79 do PDF): por isso eles não estão entre os itens de fora.
- Decreto nº 7.983, de 8 de abril de 2013, art. 3º
- Adota o SINAPI como referência de custo das obras e serviços de engenharia contratados com recursos da União, mantido pela Caixa com pesquisa de preços do IBGE. As obras de infraestrutura de transporte ficam de fora: usam o SICRO.
- Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, arts. 53 e 54
- Obriga os sindicatos estaduais da indústria da construção civil a divulgar mensalmente os custos unitários de construção (o CUB), calculados pelas normas da ABNT. É a origem do indicador alternativo ao SINAPI.
Os custos do m² das 27 UFs e do Brasil foram transcritos das séries do IBGE e conferidos, linha a linha, contra o total impresso no caderno de agosto de 2026. Moram no arquivo de dados do ano: quando o IBGE divulgar um mês novo, muda o arquivo, e todo o texto desta página se atualiza junto.
Perguntas frequentes sobre custo de obra
São 20 dúvidas, do custo de uma casa de 100 m² à diferença entre SINAPI e CUB. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.
Quanto custa construir uma casa de 100 m²?
Qual é o valor do metro quadrado de construção em 2026?
Qual estado tem o metro quadrado de construção mais caro?
E qual tem o metro quadrado mais barato?
O que é o SINAPI?
Qual a diferença entre SINAPI e CUB?
O que o custo por metro quadrado não inclui?
Devo usar a série com ou sem desoneração?
Qual área devo usar: construída ou útil?
O terreno entra no custo da obra?
Quanto devo reservar para imprevistos?
É verdade que a obra sai 20% a 30% acima do custo por m²?
Quanto do custo de construção é mão de obra?
Posso usar esta calculadora para reforma?
Como incluo fundação por estaca ou tubulão?
Com que frequência o custo do metro quadrado é atualizado?
Quanto custa construir com mão de obra própria?
Quanto custa construir um sobrado?
Este valor serve para financiamento ou avaliação do banco?
Por que o orçamento do construtor ficou acima do custo por m²?
Calculadoras relacionadas
O custo por metro quadrado é a conta da obra inteira. Depois dela vêm as quantidades de cada etapa: os tijolos da alvenaria, o concreto da estrutura, o piso e a tinta do acabamento. Cada etapa tem calculadora própria.
- TijolosDivida 1 m² pela face da peça somada à junta nas duas direções — (comprimento + junta) × (altura + junta) —, multiplique pela área da parede já sem portas e janelas e some a perda de obra. O SINAPI, da Caixa, mede com junta de 10 mm.
- ConcretoPara saber quanto material comprar, calcule o volume da peça e multiplique pelo consumo de cimento por metro cúbico do traço. Nunca some os volumes de cimento, areia e brita: a areia ocupa os vazios da brita, o cimento ocupa os vazios da areia, e o concreto pronto rende menos que a soma.
- PisoSome 10% à área do cômodo, divida pelos m² por caixa da embalagem — não pelas peças por caixa — e arredonde para cima: piso se compra por caixa inteira, e de um lote só.
- TintaDivida a área a pintar, já sem portas e janelas, pelo rendimento da tinta — e multiplique pelas demãos só se o rendimento for "por demão". O rendimento acabado do rótulo e o mínimo oficial da tinta standard fosca, 90 m² por 18 L, já incluem as demãos. Depois, arredonde para cima em galões de 3,6 L e latas de 18 L.
Aviso importante
Esta calculadora é informativa e educacional. O resultado é uma estimativa de ordem de grandeza e não substitui o orçamento do seu projeto nem a orientação de um engenheiro ou arquiteto.