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Calculadora do Bem

Calculadora de custo de obra por m²

Para estimar o custo de uma obra, multiplique a área construída pelo custo médio do m² do SINAPI no seu estado e some o que esse índice não inclui: fundação especial, equipamentos, jardim e decoração, projeto, licenças e terreno. Em agosto de 2026, a média nacional do IBGE sem desoneração da folha foi de R$ 2.099,73 por m²: 100 m² custam R$ 209.973,00 só de índice.

Custo do m² do SINAPI de agosto de 2026, divulgado pelo IBGE em .

Calcule o custo da sua obra

A calculadora abre com 100 m² na média nacional, sem desoneração e sem acréscimos: R$ 209.973,00. Escolha o seu estado, digite a área construída e some o que já tiver orçado de fundação, equipamentos, jardim e projeto.

Custo estimado da obraR$ 209.973,00

100 m² · Brasil (média nacional) · R$ 2.099,73 por m²

Material (índice)R$ 112.613,00Mão de obra (índice)R$ 97.360,00Fundação especial (diferença)R$ 0,00EquipamentosR$ 0,00ComplementosR$ 0,00Projetos, licenças e taxasR$ 0,00Reserva (0%)R$ 0,00Só m² × custo do índice dariaR$ 209.973,00

Comece pelo estado e pela área. Os campos de acréscimo são opcionais: preencha o que já tiver orçado. O endereço da página guarda o que você digitar.

O custo médio do m² muda de estado para estado.

Some todos os pavimentos, com as paredes. Quintal e garagem descoberta não entram.

Só se o solo pedir estaca ou tubulão. Informe também a fundação comum que ela substitui, que já está no índice.

Valores totais da obra, não por m².

Não há percentual oficial. Zero é o padrão; a reserva incide sobre tudo o que foi orçado acima.

  1. Custo médio do m² do Brasil em agosto de 2026: R$ 1.126,13 de material + R$ 973,60 de mão de obra = R$ 2.099,73
  2. Custo do índice: R$ 2.099,73 × 100 m² = R$ 209.973,00
  3. Fundação: R$ 0,00 de fundação especial − R$ 0,00 de fundação direta que ela substitui = R$ 0,00
  4. Orçamento final da fórmula do IBGE: R$ 209.973,00 + R$ 0,00 + R$ 0,00 de equipamentos + R$ 0,00 de complementos = R$ 209.973,00
  5. Com projetos, licenças e taxas: R$ 209.973,00 + R$ 0,00 = R$ 209.973,00
  6. Reserva de 0%: R$ 0,00 → custo total de R$ 209.973,00, ou R$ 2.099,73 por m²
Para onde vai o custo estimado da obra
Para onde vai o custo estimado da obraCusto estimado de R$ 209.973,00, dividido em 2 partes: Material, R$ 112.613,00 (53,6%); Mão de obra, R$ 97.360,00 (46,4%).R$ 209.973,00Custo estimadoR$ 112.613,00R$ 97.360,00
  • MaterialR$ 112.613,00
  • Mão de obraR$ 97.360,00
Ver os dados em tabela
Para onde vai o custo estimado da obra — composição de R$ 209.973,00
Custo estimadoValor% do total
MaterialR$ 112.613,0053,6%
Mão de obraR$ 97.360,0046,4%
TotalR$ 209.973,00100%
O que esta estimativa considera e o que deixa de fora

Segundo a nota metodológica do IBGE, o custo do SINAPI é o do metro quadrado no canteiro de obras: não inclui projeto, licenças, seguros, instalações provisórias, administração, financiamento, compra do terreno, equipamentos mecânicos como elevador e exaustor, fundação especial nem o lucro da construtora. É isso que os campos de acréscimo existem para somar.

Série sem desoneração da folha: a mão de obra entra com os encargos integrais, que é a situação de quem contrata pedreiro e empreiteiro para a própria obra.

Custo do m² de agosto de 2026, divulgado pelo IBGE. Obra que dura meses paga os preços de cada mês, e o índice muda de um mês para o outro.

O custo médio do SINAPI é uma média dos projetos residenciais que o IBGE acompanha na UF. Ele serve para ordem de grandeza e para conferir orçamento; não substitui o orçamento do seu projeto, que depende de acabamento, terreno e mercado local.

Como o custo da obra é calculado

O custo do índice é o custo médio do m² do SINAPI na sua UF vezes a área construída. O orçamento final soma a esse índice o que ele não cobre, pela fórmula do próprio IBGE. Na média nacional, R$ 2.099,73 × 100 m² = R$ 209.973,00.

A conta tem duas metades. A primeira é uma multiplicação: custo do índice = custo médio do m² × área construída. A segunda está na nota metodológica do SINAPI e é a que separa índice de orçamento: orçamento final = custo do índice + (fundação especial − fundação direta) + equipamentos + complementos. Por fim, somam-se projeto, licenças e taxas, e a reserva que você escolher.

  1. Escolha o estado e a série do SINAPI. O IBGE publica, todo mês, o custo médio do metro quadrado de construção para o Brasil e para cada uma das 27 unidades da federação, em duas séries: com e sem desoneração da folha. Em agosto de 2026, a média nacional sem desoneração foi de R$ 2.099,73 por m².
  2. Multiplique pela área construída. O custo do índice é o custo do m² vezes a área construída — a soma de todos os pavimentos, com as paredes incluídas. Com a média nacional, 100 m² custam R$ 209.973,00 só de índice.
  3. Troque a fundação comum pela especial, se houver. O índice já inclui uma fundação direta. Se o solo pedir estaca ou tubulão, some o orçamento da fundação especial e desconte o da fundação direta que ela substitui. No exemplo desta página, R$ 30.000,00 de estacas menos R$ 12.000,00 de sapatas acrescentam R$ 18.000,00.
  4. Some equipamentos e complementos. Elevador, bomba, aquecimento e outros equipamentos ficam fora do índice, assim como os complementos da fórmula do IBGE: jardim e decoração. Cada um entra pelo valor orçado, em reais — não por metro quadrado. Muro e calçada não entram aqui: a relação de serviços das casas do SINAPI já os traz.
  5. Acrescente projeto, licenças e taxas. Projeto de arquitetura e de engenharia, aprovação na prefeitura, alvará, seguros, instalações provisórias do canteiro e administração da obra também não estão no custo do SINAPI. Some o que você já orçou ou pediu de proposta.
  6. Decida a reserva para imprevistos. Não existe percentual oficial de imprevisto. A calculadora começa em zero e aplica o percentual que você escolher sobre tudo o que foi orçado antes dele. No exemplo, uma reserva de 10% sobre R$ 286.581,60 soma R$ 28.658,16.

Material e mão de obra dentro do metro quadrado

O IBGE publica o custo do m² separado em duas parcelas. Na média nacional sem desoneração de agosto de 2026, foram R$ 1.126,13 de material e R$ 973,60 de mão de obra com encargos: a mão de obra respondeu por 46,4% do custo. A separação importa para quem vai fornecer o material por conta própria, ou para quem contrata só a mão de obra de um empreiteiro e quer conferir a proposta.

Composição dos R$ 209.973,00 de 100 m² na média nacional
Composição dos R$ 209.973,00 de 100 m² na média nacionalCusto do índice de R$ 209.973,00, dividido em 2 partes: Material, R$ 112.613,00 (53,6%); Mão de obra, R$ 97.360,00 (46,4%).R$ 209.973,00Custo do índiceR$ 112.613,00R$ 97.360,00
  • MaterialR$ 112.613,00
  • Mão de obraR$ 97.360,00
Ver os dados em tabela
Composição dos R$ 209.973,00 de 100 m² na média nacional — composição de R$ 209.973,00
Custo do índiceValor% do total
MaterialR$ 112.613,0053,6%
Mão de obraR$ 97.360,0046,4%
TotalR$ 209.973,00100%

Qual área usar

A fórmula do IBGE divide pela área de construção do projeto, e é essa que você deve multiplicar: a área construída, somando todos os pavimentos e incluindo as paredes. A área útil, que conta só o piso de dentro dos cômodos, é menor e faz o custo sair baixo. Quintal e garagem descoberta não são área construída e ficam fora dessa soma.

O que o custo por m² não inclui

O custo do SINAPI é o do metro quadrado no canteiro de obras. Segundo o IBGE, ele não inclui projeto, licenças, seguros, instalações provisórias, administração, financiamento, terreno, equipamentos mecânicos, fundação especial nem o lucro da construtora.

Esta é a lista que separa um número de índice de um orçamento. Quem só multiplica a área pelo custo do m² chega ao custo do canteiro, não ao da obra: fundação especial, equipamentos, projeto e licenças aparecem na proposta de um construtor e ficam fora do índice pela própria nota metodológica do IBGE (página 7 do PDF). A calculadora transforma a lista em campos, e o resultado mostra quanto ficou por fora.

  • Fundação especial. O índice pressupõe fundação direta, como sapata. Estaca e tubulão, que são fundação especial, entram pela diferença entre o orçamento deles e o da fundação direta que substituem. O radier também é fundação direta, não especial.
  • Equipamentos mecânicos. Elevador, exaustor e demais equipamentos que o IBGE exclui, além dos que você decidir instalar, como bomba e aquecimento.
  • Complementos. Jardim e decoração, que a fórmula do orçamento final da nota soma como complementos.
  • Projeto, licenças, seguros e administração. Arquitetura, estrutura, instalações, aprovação na prefeitura, alvará, seguro da obra e quem administra o canteiro.
  • Terreno e financiamento. Ficam fora do custo de construção e fora desta calculadora: some o preço do lote e os juros por conta própria.
  • Lucro da construtora. Se a obra for por empreitada global, a proposta embute o lucro; o índice não.

Muro e calçada não estão nessa lista. A nota do IBGE não os exclui, e a relação de serviços dos projetos residenciais do SINAPI, no Anexo 4 da mesma nota (página 79 do PDF), traz muros e cercas de frente, laterais e de fundos das casas, e passeios e calçadas. Por isso a calculadora não os soma como item de fora: somá-los por cima do índice pode contar o mesmo serviço duas vezes.

Custo do m² de construção por estado — agosto de 2026

Na série sem desoneração, o custo médio do m² foi de R$ 2.099,73 no Brasil, com o maior valor no Acre (R$ 2.420,02) e o menor em Sergipe (R$ 1.858,61): o m² do Acre custou 30,2% a mais que o de Sergipe.

A tabela reproduz o custo médio do m² que o IBGE publicou para agosto de 2026, nas duas séries. As colunas de material e de mão de obra são da série sem desoneração, que é a padrão da calculadora; a soma das duas dá o total da coluna seguinte. Em 100 m², a diferença entre o estado de custo mais alto e o de custo mais baixo chega a R$ 56.141,00 só de índice.

Custo médio do m² de construção do SINAPI por UF, agosto de 2026
LocalMaterialMão de obraTotal sem desoneraçãoTotal com desoneração
Brasil (média nacional)R$ 1.126,13R$ 973,60R$ 2.099,73R$ 1.993,76
RondôniaR$ 1.303,21R$ 996,36R$ 2.299,57R$ 2.190,83
AcreR$ 1.413,30R$ 1.006,72R$ 2.420,02R$ 2.309,23
AmazonasR$ 1.148,82R$ 956,02R$ 2.104,84R$ 2.000,18
RoraimaR$ 1.234,35R$ 1.013,15R$ 2.247,50R$ 2.137,37
ParáR$ 1.236,86R$ 846,63R$ 2.083,49R$ 1.991,46
AmapáR$ 1.261,29R$ 863,58R$ 2.124,87R$ 2.031,00
TocantinsR$ 1.272,83R$ 897,11R$ 2.169,94R$ 2.072,43
MaranhãoR$ 1.200,43R$ 862,69R$ 2.063,12R$ 1.969,07
PiauíR$ 1.124,83R$ 844,18R$ 1.969,01R$ 1.877,25
CearáR$ 1.136,85R$ 837,56R$ 1.974,41R$ 1.883,20
Rio Grande do NorteR$ 1.131,48R$ 825,53R$ 1.957,01R$ 1.866,99
ParaíbaR$ 1.107,23R$ 919,07R$ 2.026,30R$ 1.926,40
PernambucoR$ 1.039,96R$ 841,40R$ 1.881,36R$ 1.789,90
AlagoasR$ 1.095,80R$ 802,31R$ 1.898,11R$ 1.810,89
SergipeR$ 1.029,03R$ 829,58R$ 1.858,61R$ 1.768,44
BahiaR$ 1.082,93R$ 886,67R$ 1.969,60R$ 1.873,15
Minas GeraisR$ 1.055,99R$ 907,19R$ 1.963,18R$ 1.864,57
Espírito SantoR$ 1.012,72R$ 886,06R$ 1.898,78R$ 1.802,13
Rio de JaneiroR$ 1.141,82R$ 1.158,85R$ 2.300,67R$ 2.174,65
São PauloR$ 1.109,29R$ 1.100,64R$ 2.209,93R$ 2.089,88
ParanáR$ 1.131,57R$ 1.155,85R$ 2.287,42R$ 2.161,78
Santa CatarinaR$ 1.147,45R$ 1.236,42R$ 2.383,87R$ 2.249,47
Rio Grande do SulR$ 1.137,88R$ 924,99R$ 2.062,87R$ 1.962,32
Mato Grosso do SulR$ 1.124,94R$ 915,56R$ 2.040,50R$ 1.940,98
Mato GrossoR$ 1.239,14R$ 929,94R$ 2.169,08R$ 2.068,00
GoiásR$ 1.157,69R$ 955,28R$ 2.112,97R$ 2.009,13
Distrito FederalR$ 1.226,01R$ 925,67R$ 2.151,68R$ 2.051,00
Fonte: IBGE, SINAPI, divulgado em 11 de setembro de 2026. Valores em reais por m², em moeda corrente do mês de referência.
Custo do m² nas duas séries: maior UF, média nacional e menor UF
Custo do m² nas duas séries: maior UF, média nacional e menor UF3 cenários comparados em 2 séries. Acre: Sem desoneração, R$ 2.420,02; Com desoneração, R$ 2.309,23. Brasil (média nacional): Sem desoneração, R$ 2.099,73; Com desoneração, R$ 1.993,76. Sergipe: Sem desoneração, R$ 1.858,61; Com desoneração, R$ 1.768,44.AcreBrasil (médianacional)Sergipe
  • Sem desoneração
  • Com desoneração
Ver os dados em tabela
Custo do m² nas duas séries: maior UF, média nacional e menor UF — valores por cenário
LocalSem desoneraçãoCom desoneração
AcreR$ 2.420,02R$ 2.309,23
Brasil (média nacional)R$ 2.099,73R$ 1.993,76
SergipeR$ 1.858,61R$ 1.768,44

Com e sem desoneração

A série de manchete do IBGE considera a desoneração da folha de pagamento das empresas do setor da construção civil: R$ 1.993,76 por m² na média nacional. A outra série traz a mão de obra com os encargos sem esse benefício: R$ 2.099,73, ou R$ 105,97 a mais por m². Em 100 m², são R$ 209.973,00 contra R$ 199.376,00. Quem contrata pedreiro e servente para a própria casa não é empresa desonerada, e por isso a calculadora abre na série sem desoneração.

Exemplo prático: casa de 120 m² em Minas Gerais

Uma casa de 120 m² em Minas Gerais, com estaca no lugar da sapata, jardim e projeto, e reserva de 10%, custa R$ 315.239,76: R$ 2.627,00 por m², contra R$ 1.963,18 do índice.

Os valores de fundação, jardim, projeto e reserva abaixo são entradas de exemplo, escolhidas redondas para a conta poder ser refeita à mão — não são médias de mercado. O custo do m² é o do SINAPI de Minas Gerais, sem desoneração.

  1. Índice. R$ 1.963,18 × 120 m² = R$ 235.581,60.
  2. Fundação. A sondagem pediu estacas orçadas em R$ 30.000,00, no lugar de sapatas que custariam R$ 12.000,00. Entra a diferença: R$ 18.000,00.
  3. Complementos. Jardim e paisagismo: R$ 15.000,00. O orçamento final da fórmula do IBGE fica em R$ 268.581,60, ou R$ 2.238,18 por m².
  4. Projetos e licenças. Mais R$ 18.000,00, somando R$ 286.581,60.
  5. Reserva. 10% sobre tudo isso = R$ 28.658,16. Custo estimado: R$ 315.239,76.
Composição do custo estimado da casa de 120 m² em Minas Gerais
ItemValor% do total
Material (índice)R$ 126.718,8040,2%
Mão de obra (índice)R$ 108.862,8034,5%
Fundação especial menos a diretaR$ 18.000,005,7%
Complementos (jardim e decoração)R$ 15.000,004,8%
Projetos, licenças e taxasR$ 18.000,005,7%
Reserva de 10%R$ 28.658,169,1%
Custo estimado da obraR$ 315.239,76100%
Custo médio do m² de Minas Gerais em agosto de 2026: R$ 1.055,99 de material + R$ 907,19 de mão de obra = R$ 1.963,18. Custo do índice: R$ 1.963,18 × 120 m² = R$ 235.581,60. Fundação: R$ 30.000,00 de fundação especial − R$ 12.000,00 de fundação direta que ela substitui = R$ 18.000,00. Orçamento final da fórmula do IBGE: R$ 235.581,60 + R$ 18.000,00 + R$ 0,00 de equipamentos + R$ 15.000,00 de complementos = R$ 268.581,60. Com projetos, licenças e taxas: R$ 268.581,60 + R$ 18.000,00 = R$ 286.581,60. Reserva de 10%: R$ 28.658,16 → custo total de R$ 315.239,76, ou R$ 2.627,00 por m²
Só o índice contra o custo estimado do exemplo
Só o índice contra o custo estimado do exemplo2 cenários comparados em 1 série. Só m² × custo: Custo, R$ 235.581,60. Custo estimado: Custo, R$ 315.239,76.R$ 235,6 milSó m² × custoR$ 315,2 milCusto estimado
  • Custo
Ver os dados em tabela
Só o índice contra o custo estimado do exemplo — valores por cenário
ContaCusto
Só m² × custoR$ 235.581,60
Custo estimadoR$ 315.239,76

Só multiplicar teria dado R$ 235.581,60, deixando R$ 79.658,16 de fora. O erro contrário também aparece: somar a estaca inteira sem descontar a sapata que ela substitui leva o total a R$ 328.439,76, R$ 13.200,00 a mais, porque a fundação direta já estava dentro do índice.

Casos de borda: quando a estimativa pede cuidado

São oito situações em que a multiplicação simples precisa de ajuste: sobrado, solo fraco, reforma, mão de obra própria, acabamento fora da média, obra longa, equipamentos e áreas descobertas.

Sobrado e casa de mais de um pavimento

A área que multiplica o custo é a construída TOTAL, somando os pavimentos. Um sobrado com 60 m² em cada andar tem 120 m², e o índice da média nacional para ele é R$ 251.967,60.

Terreno em declive ou solo fraco

Quando a sondagem do solo indica estaca ou tubulão, a fundação deixa de ser a direta que o índice pressupõe. Use os dois campos de fundação: o orçamento da especial e o da direta que ela substitui. O radier não entra aqui: ele também é fundação direta, como a sapata, e não fundação especial. Muro de arrimo não é fundação nem aparece na relação de serviços da nota do IBGE; se o terreno pedir, esta calculadora o soma no campo de complementos, pelo valor orçado.

Reforma e ampliação

O custo do SINAPI é de construção nova. Em reforma entram demolição, retirada de entulho e adaptação ao que já existe, que não estão no índice, e muitos serviços da obra nova não acontecem. Para ampliação, calcule só a área nova e trate o encontro com a casa antiga como complemento.

Quem constrói com mão de obra própria

Em mutirão ou autoconstrução, a parcela de mão de obra do índice não sai do bolso, mas a de material sai. Na média nacional sem desoneração, o material responde por R$ 1.126,13 de cada m²: R$ 112.613,00 em 100 m². É um piso, não uma estimativa completa — ferramenta, perda e retrabalho de quem não é do ramo ficam de fora.

Acabamento acima ou abaixo da média

O custo médio do SINAPI é a média dos projetos residenciais que o IBGE acompanha na UF, e não um padrão que você escolhe. Porcelanato no lugar de cerâmica, esquadria de alumínio no lugar de madeira ou pé-direito alto puxam o custo para cima; nenhum multiplicador oficial diz quanto. Para isso, o caminho é o orçamento do projeto.

Obra que atravessa meses

O custo é o de agosto de 2026. Obra de um ano compra material e paga mão de obra a preços de meses diferentes, e o índice varia de um mês para o outro. A variação acumulada em doze meses de cada UF está no caderno mensal do IBGE, na fonte citada abaixo; use-a para calibrar a reserva.

Casa com elevador, piscina ou aquecimento solar

Equipamentos mecânicos, como elevador, compactador e exaustor, ficam fora do índice por definição do IBGE, e a fórmula do orçamento final os soma como equipamentos, ao lado de itens como interfone. Elevador residencial, bomba de piscina, aquecedor, placa solar e gerador entram nesse campo, pelo valor da proposta do fornecedor já instalado.

Garagem descoberta, área de lazer, muro e calçada

Área sem cobertura não é área construída no mesmo padrão da casa, e multiplicá-la pelo custo do m² superestima o gasto: deixe-a fora da área. Jardim e decoração entram no campo de complementos, que é onde a fórmula do IBGE os coloca (nota metodológica, página 7 do PDF). Muro e calçada não: a relação de serviços dos projetos residenciais do SINAPI traz muros e cercas das casas e passeios e calçadas (Anexo 4 da nota, página 79 do PDF), e somá-los por fora pode contar o mesmo serviço duas vezes.

O que esta página escolhe, e por quê

São quatro escolhas em que esta calculadora se separa do que circula: SINAPI no lugar do CUB, nenhum percentual pronto de acréscimo, a série sem desoneração como padrão e nenhum multiplicador de padrão de acabamento.

CUB ou SINAPI

O que circula: Calcular pelo CUB/m², o Custo Unitário Básico que cada sindicato estadual da indústria da construção divulga todo mês, por padrão de projeto.

O que esta página adota: O custo médio do m² do SINAPI, publicado pelo IBGE para as 27 UFs na mesma tabela e com a mesma metodologia.

Por quê: O CUB é obrigação legal dos sindicatos (Lei nº 4.591/1964, art. 54), mas sai em publicações separadas por estado, com projetos-padrão e datas próprias. Manter 27 tabelas mensais conferidas uma a uma é o tipo de trabalho que desatualiza em silêncio. O SINAPI é um levantamento oficial único, que o governo federal adota como referência de custo das obras contratadas com recursos da União, exceto as de infraestrutura de transporte (Decreto nº 7.983/2013), e cabe num arquivo conferível por mês. Se o seu contrato ou o seu banco pede o CUB, consulte o do sindicato do seu estado.

A obra sai "20% a 30% acima"

O que circula: Que a obra real fecha 20% a 30% acima do custo por m², ou que basta somar esse percentual ao índice.

O que esta página adota: Nenhum percentual pronto. O acréscimo sai do que você orçar para cada item fora do índice; no exemplo desta página, os itens somados deram 33,8% acima do índice.

Por quê: Não há fonte oficial para esse intervalo, e ele depende do terreno, do projeto e do que já está pago. Um percentual genérico erra para mais em quem tem terreno plano e projeto pronto, e para menos em quem precisa de estaca e muro de arrimo. O que a fonte oficial diz é O QUE fica de fora — e é essa lista que a calculadora transforma em campos.

Com ou sem desoneração

O que circula: O número de manchete do IBGE, com desoneração da folha — R$ 1.993,76 por m² na média nacional em agosto de 2026.

O que esta página adota: A série sem desoneração como padrão: R$ 2.099,73 por m² no mesmo mês, R$ 105,97 a mais.

Por quê: A série com desoneração considera o benefício da folha de pagamento das empresas do setor da construção civil. Quem constrói a própria casa contratando pedreiro, servente e empreiteiro não está nessa situação, e a série sem desoneração, com os encargos integrais, descreve melhor esse caso. A outra série continua a um clique, no mesmo formulário.

Multiplicador de padrão de acabamento

O que circula: Seletores de padrão "baixo, normal e alto" que multiplicam o custo médio por fatores fixos.

O que esta página adota: Sem seletor de padrão: o custo é o médio do SINAPI, dito como médio.

Por quê: O SINAPI não publica fatores por padrão de acabamento no custo médio por UF, e qualquer multiplicador seria número inventado com aparência de técnico. Onde o acabamento pesa, a página manda para o orçamento do projeto em vez de fingir precisão.

Perguntas frequentes sobre custo de obra

São 20 dúvidas, do custo de uma casa de 100 m² à diferença entre SINAPI e CUB. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

Quanto custa construir uma casa de 100 m²?
Pelo custo médio nacional do SINAPI de agosto de 2026, sem desoneração, 100 m² custam R$ 209.973,00 só de índice. Some fundação especial, equipamentos, jardim, projeto, licenças e terreno, que o índice não inclui, e escolha o seu estado na calculadora.
Qual é o valor do metro quadrado de construção em 2026?
Em agosto de 2026, a média nacional do SINAPI foi de R$ 2.099,73 por m² sem desoneração da folha e de R$ 1.993,76 com desoneração. O valor muda todo mês e varia por estado.
Qual estado tem o metro quadrado de construção mais caro?
Em agosto de 2026, na série sem desoneração, o maior custo médio foi o do Acre: R$ 2.420,02 por m². São R$ 561,41 por m² acima do menor.
E qual tem o metro quadrado mais barato?
Na mesma série e no mesmo mês, o menor custo médio foi o de Sergipe: R$ 1.858,61 por m². Em 100 m², a diferença para o estado mais caro chega a R$ 56.141,00.
O que é o SINAPI?
É o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, criado em 1969. O IBGE pesquisa os preços e publica todo mês o custo médio do m² de construção por UF; a Caixa mantém as composições de engenharia. É a referência de custo das obras com recursos da União, fora as de infraestrutura de transporte.
Qual a diferença entre SINAPI e CUB?
O SINAPI é do IBGE, uma tabela nacional com todas as UFs. O CUB é calculado e divulgado por cada sindicato estadual da construção, por padrão de projeto, conforme a Lei nº 4.591/1964. Os dois medem custo de construção, com metodologias diferentes, e não dão o mesmo número.
O que o custo por metro quadrado não inclui?
Segundo o IBGE, o custo do SINAPI não inclui projeto, licenças, seguros, instalações provisórias, administração, financiamento, terreno, equipamentos mecânicos como elevador, fundação especial nem o lucro da construtora. Jardim e decoração, que a fórmula do IBGE trata como complementos, também ficam de fora. Muro e calçada não estão nessa lista: a relação de serviços das casas, na mesma nota, os inclui.
Devo usar a série com ou sem desoneração?
Se você contrata a mão de obra direto para a sua casa, a série sem desoneração, com encargos integrais, é a mais próxima da sua realidade. A com desoneração vale para empresas do setor com esse benefício. Na média nacional, a diferença foi de R$ 105,97 por m² em agosto de 2026.
Qual área devo usar: construída ou útil?
A construída. A fórmula do IBGE usa a área de construção do projeto, que soma todos os pavimentos e inclui as paredes. A área útil, só a do piso interno, é menor e faria o custo sair baixo.
O terreno entra no custo da obra?
Não. O custo do SINAPI é só o da construção no canteiro; a compra do terreno fica fora, por definição do IBGE. Se você ainda vai comprar o lote, some o preço dele ao resultado para ter o custo total do imóvel.
Quanto devo reservar para imprevistos?
Não há percentual oficial. A calculadora começa em zero e aplica o percentual que você escolher sobre tudo o que foi orçado antes. Quanto menos definido estiver o projeto e o terreno, maior tende a ser a folga necessária.
É verdade que a obra sai 20% a 30% acima do custo por m²?
Esse intervalo circula sem fonte oficial. O que o IBGE informa é a lista do que o índice não cobre. No exemplo desta página, com fundação especial, complementos, projeto e reserva, o total ficou 33,8% acima do índice — outra obra dará outro número.
Quanto do custo de construção é mão de obra?
Na média nacional sem desoneração de agosto de 2026, a mão de obra respondeu por R$ 973,60 de cada m², ou 46,4% do custo. O restante, R$ 1.126,13, é material.
Posso usar esta calculadora para reforma?
Só como referência distante. O custo do SINAPI é de construção nova: não tem demolição, entulho nem adaptação ao que existe. Para ampliação, use apenas a área nova e trate a ligação com a parte antiga como complemento.
Como incluo fundação por estaca ou tubulão?
Preencha o orçamento da fundação especial e o da fundação direta que ela substitui. A calculadora soma a diferença, como manda a fórmula do IBGE. No exemplo, somar a estaca inteira sem descontar a sapata daria R$ 328.439,76, R$ 13.200,00 a mais.
Com que frequência o custo do metro quadrado é atualizado?
Todo mês. O IBGE divulga o custo de cada mês na primeira quinzena do mês seguinte. Esta página usa o de agosto de 2026, divulgado em 11 de setembro de 2026.
Quanto custa construir com mão de obra própria?
O ponto de partida é a parcela de material: R$ 1.126,13 por m² na média nacional sem desoneração, ou R$ 112.613,00 em 100 m². É um piso — ferramentas, perdas e retrabalho de quem não é do ramo ficam de fora.
Quanto custa construir um sobrado?
Multiplique o custo do m² pela área dos dois pavimentos somados. Um sobrado com 60 m² por andar tem 120 m², e o índice da média nacional sem desoneração dá R$ 251.967,60, antes dos itens fora do índice.
Este valor serve para financiamento ou avaliação do banco?
Não substitui nenhum dos dois. O banco faz a própria avaliação e pede orçamento e cronograma do projeto. A estimativa desta página serve para ordem de grandeza e para conferir se o orçamento recebido está coerente com o custo médio da sua UF.
Por que o orçamento do construtor ficou acima do custo por m²?
Porque o custo do SINAPI não tem o lucro da construtora, a administração da obra nem os itens fora do índice. Compare item por item: some ao índice o que a proposta inclui de fundação especial, equipamentos, complementos e projeto antes de concluir que está caro.

Calculadoras relacionadas

O custo por metro quadrado é a conta da obra inteira. Depois dela vêm as quantidades de cada etapa: os tijolos da alvenaria, o concreto da estrutura, o piso e a tinta do acabamento. Cada etapa tem calculadora própria.