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Calculadora do Bem

Carro Elétrico Vale a Pena? Compare com Gasolina

Com 1.000 km por mês, um elétrico de 7 km/kWh carregado a R$ 0,90 por kWh gasta R$ 142,86 de energia — já somada a perda de 10% na recarga —, contra R$ 572,73 de um carro a gasolina de 11 km/l com o litro a R$ 6,30. São R$ 429,87 a menos por mês. Se o elétrico custar R$ 40.000,00 a mais na compra, a diferença se paga em 7 anos e 10 meses. Troque os números pelos seus na calculadora.

Os valores iniciais são hipotéticos, escolhidos para a conta ser conferível de cabeça. Fontes técnicas conferidas em .

Compare o elétrico com o carro a gasolina

Informe quanto você roda, o consumo dos dois carros, a tarifa da sua conta de luz e o preço do litro. Com o preço de compra dos dois, a calculadora também mostra em quanto tempo a diferença se paga.

Economia por mês com o elétricoR$ 429,87

O elétrico gasta R$ 142,86 por mês contra R$ 572,73 da gasolina: R$ 429,87 a menos, ou 75,06% do gasto com combustível.

Energia do elétrico por mêsR$ 142,86Combustível por mêsR$ 572,73Economia por anoR$ 5.158,44

O resultado muda na hora e o endereço da página guarda o que você digitou. Os valores iniciais são um exemplo: troque pelos da sua conta de luz, do seu posto e do seu carro.

Do painel do carro, da ficha técnica ou da tabela do Inmetro (em MJ/km). Só o consumo declarado no ciclo europeu WLTP é medido na tomada: para ele, escolha a origem “medido na tomada ou consumo WLTP”. Ficha com número do Inmetro ou sem ciclo declarado vai com a do painel.

Energia paga que não chega à bateria. Veja de onde vem o padrão logo abaixo.

O valor do kWh com tributos da sua conta de luz, mais a bandeira tarifária se a fatura a cobrar à parte, ou o preço do carregador pago. Até quatro casas decimais.

Vale para etanol também: use o consumo e o preço do combustível que você põe.

Com os dois preços, a calculadora mostra em quanto tempo a diferença se paga.

Há estados que isentam ou reduzem o IPVA do elétrico. Consulte a Sefaz do seu estado; em branco, o IPVA não entra na conta.

Memória de cálculo do custo mensal de cada carro, com a quantidade de energia e de combustível
CarroComo saiA cada 100 kmPor mês
Elétrico1.000 km com 7 km/kWh = 142,9 kWh da bateria; ÷ (1 − 10%) de perda na recarga = 158,7 kWh da tomada; × R$ 0,90/kWh = R$ 142,86R$ 14,29R$ 142,86
Gasolina1.000 km ÷ 11 km/l = 90,9 litros; × R$ 6,30/litro = R$ 572,73R$ 57,27R$ 572,73
Gasto por mês para rodar 1.000 km
Gasto por mês para rodar 1.000 km1 cenário comparado em 2 séries. 1.000 km por mês: Elétrico, R$ 142,86; Gasolina, R$ 572,73.1.000 km por mês
  • Elétrico
  • Gasolina
Ver os dados em tabela
Gasto por mês para rodar 1.000 km — valores por cenário
CarroElétricoGasolina
1.000 km por mêsR$ 142,86R$ 572,73

O elétrico gasta 24,94% do que a gasolina gastaria no mesmo trajeto. A energia é paga pelo que sai da tomada: 158,7 kWh no mês, dos quais 142,9 kWh chegam à bateria. Rodar de elétrico empataria com a gasolina se o kWh custasse R$ 3,61; a gasolina empataria com o elétrico se o litro custasse R$ 1,57.

Ver o saldo ano a ano, por 10 anos
  • Ano 1: R$ 5.158,44
  • Ano 2: R$ 10.316,88
  • Ano 3: R$ 15.475,32
  • Ano 4: R$ 20.633,76
  • Ano 5: R$ 25.792,20
  • Ano 6: R$ 30.950,64
  • Ano 7: R$ 36.109,08
  • Ano 8: R$ 41.267,52
  • Ano 9: R$ 46.425,96
  • Ano 10: R$ 51.584,40

Saldo = economia acumulada menos a diferença de compra, com os preços de hoje. Não inclui revenda, seguro, manutenção nem reajuste de energia ou de combustível.

Como o custo de rodar é calculado

O custo do elétrico é a energia que sai da tomada vezes a tarifa; o da gasolina é o volume de combustível vezes o preço do litro. A diferença entre os dois é a economia. A perda na recarga — 10% no padrão — entra na conta do elétrico, porque a tomada cobra energia que não chega à bateria.

As duas fórmulas cabem em uma linha cada: elétrico = km × kWh por km ÷ (1 − perda) × tarifa; gasolina = km ÷ km/l × preço do litro. O que muda o resultado não é a aritmética, e sim de onde vem cada número — em especial, se o consumo do elétrico foi medido antes ou depois da perda da recarga.

  1. Converta o consumo do elétrico para kWh por quilômetro. Se o painel mostra km/kWh, divida 1 pelo número; se mostra kWh/100 km, divida por 100; se o número veio da tabela do Inmetro, em MJ/km, divida por 3,6, que é quantos megajoules cabem em um kWh. Multiplicado pelos quilômetros do mês, dá a energia do mês; com o consumo do painel, é a que sai da bateria: 142,9 kWh no caso padrão.
  2. Some a perda da recarga, se o consumo veio do painel. A tomada entrega mais energia do que a bateria guarda. Com 10% de perda, a energia da bateria é dividida por (1 − 10%), o que equivale a multiplicar por 1,111: 158,7 kWh saem da tomada. Se você mediu o consumo na própria tomada, ou se ele é o declarado no ciclo WLTP, a perda já está no número e este passo não se aplica.
  3. Multiplique pela tarifa da sua conta de luz. Use o valor do kWh com tributos que aparece na sua fatura, somado ao acréscimo da bandeira tarifária quando a fatura o cobra numa linha própria. 158,7 kWh a R$ 0,90 dão R$ 142,86 por mês.
  4. Calcule o gasto com gasolina. Divida os quilômetros pelo consumo em km/l e multiplique pelo preço do litro: 1.000 km a 11 km/l são 90,9 litros, que a R$ 6,30 custam R$ 572,73.
  5. Compare e, se quiser, calcule o payback. A economia é a diferença entre os dois gastos: R$ 429,87 por mês, ou R$ 5.158,44 por ano. Informando o preço dos dois carros, a diferença de compra é dividida pela economia anual e o prazo sai em meses inteiros, arredondados para cima.

A memória de cálculo do caso padrão

1.000 km com 7 km/kWh = 142,9 kWh da bateria; ÷ (1 − 10%) de perda na recarga = 158,7 kWh da tomada; × R$ 0,90/kWh = R$ 142,86.

1.000 km ÷ 11 km/l = 90,9 litros; × R$ 6,30/litro = R$ 572,73.

A economia é de R$ 429,87 por mês, ou 75,06% do que se gastaria com gasolina. Multiplicada por doze, dá R$ 5.158,44 por ano. Cada custo mensal é arredondado ao centavo uma única vez, sobre a conta exata; o anual é o mensal vezes doze, sem segundo arredondamento. Os kWh e os litros aparecem com uma casa decimal só para leitura — a conta usa a quantidade exata.

Custo por quilômetro e o preço de empate

A cada 100 km, o elétrico do caso padrão gasta R$ 14,29 e o carro a gasolina, R$ 57,27. Outra forma de ler a mesma comparação é perguntar em que preço os dois empatam: rodar de elétrico só custaria o mesmo que rodar de gasolina se o kWh chegasse a R$ 3,61; do outro lado, a gasolina teria de cair para R$ 1,57 o litro para empatar com o elétrico carregado a R$ 0,90. A calculadora mostra os dois preços de empate para os seus números, o que ajuda a decidir, por exemplo, se vale carregar num carregador pago na estrada.

Tabelas: custo por quilometragem, unidades e perdas de referência

A economia cresce na proporção dos quilômetros: de R$ 214,93 por mês com 500 km a R$ 1.289,61 com 3.000 km, mantidos o consumo e os preços do caso padrão. Quanto mais você roda, mais cedo a diferença de compra se paga.

Gasto mensal e prazo de retorno por quilometragem, com as entradas do caso padrão
Km por mêsElétricoGasolinaEconomiaDiferença paga em
500 kmR$ 71,43R$ 286,36R$ 214,9315 anos e 7 meses
1.000 kmR$ 142,86R$ 572,73R$ 429,877 anos e 10 meses
1.500 kmR$ 214,29R$ 859,09R$ 644,805 anos e 3 meses
2.000 kmR$ 285,71R$ 1.145,45R$ 859,743 anos e 11 meses
3.000 kmR$ 428,57R$ 1.718,18R$ 1.289,612 anos e 8 meses
Prazo calculado com a diferença de compra hipotética de R$ 40.000,00 (R$ 160.000,00 contra R$ 120.000,00), sem IPVA. Todos os valores saem do motor desta página.
Gasto por mês com energia e com gasolina, por quilometragem
Gasto por mês com energia e com gasolina, por quilometragem5 cenários comparados em 2 séries. 500 km: Elétrico, R$ 71,43; Gasolina, R$ 286,36. 1.000 km: Elétrico, R$ 142,86; Gasolina, R$ 572,73. 1.500 km: Elétrico, R$ 214,29; Gasolina, R$ 859,09. 2.000 km: Elétrico, R$ 285,71; Gasolina, R$ 1.145,45. 3.000 km: Elétrico, R$ 428,57; Gasolina, R$ 1.718,18.500 km1.000 km1.500 km2.000 km3.000 km
  • Elétrico
  • Gasolina
Ver os dados em tabela
Gasto por mês com energia e com gasolina, por quilometragem — valores por cenário
Km por mêsElétricoGasolina
500 kmR$ 71,43R$ 286,36
1.000 kmR$ 142,86R$ 572,73
1.500 kmR$ 214,29R$ 859,09
2.000 kmR$ 285,71R$ 1.145,45
3.000 kmR$ 428,57R$ 1.718,18

As três unidades de consumo do elétrico

O mesmo carro aparece com números diferentes conforme a fonte. O painel mostra km/kWh ou kWh/100 km, conforme o carro; fichas técnicas também usam kWh/100 km; a tabela do PBE Veicular do Inmetro, MJ/km. A calculadora aceita as três e converte por dentro. Para o elétrico do caso padrão, de 7 km/kWh, a correspondência é esta:

A unidade não diz onde a energia foi medida, e é isso que decide se a perda da recarga entra na conta. O painel mede a energia que sai da bateria. No ciclo europeu WLTP, o consumo homologado é a energia que o carro puxou da rede — medida entre o carregador e a tomada — dividida pela autonomia: a perda já está dentro. Por isso, número com o ciclo WLTP declarado vai com a origem "medido na tomada ou consumo WLTP"; somar a perda de novo encareceria o elétrico sem motivo. Já a ficha técnica de carro vendido no Brasil pode trazer o número do PBE Veicular do Inmetro, cuja tabela não diz onde a energia foi medida. Para esse número, ou para ficha que não declara o ciclo, a opção do painel, que soma a perda, é a prudente.

O consumo do elétrico do caso padrão expresso nas três unidades
UnidadeOnde apareceCaso padrãoConversão
km/kWhPainel do carro7km rodados ÷ kWh gastos
kWh/100 kmPainel, conforme o carro, e fichas técnicas (as de ciclo WLTP, medidas na tomada)14,29100 ÷ km/kWh
MJ/kmTabela do PBE Veicular (Inmetro)0,5143,6 ÷ km/kWh
Um kWh tem exatamente 3,6 MJ pela definição do watt no Sistema Internacional: um watt é um joule por segundo.

Perdas de recarga de referência

Não há publicação brasileira oficial sobre a perda na recarga. A referência governamental disponível é o fueleconomy.gov, mantido pelo Departamento de Energia dos EUA com a EPA: eficiência de recarga entre 84% e 93%, e perdas de carregamento de 10% na estrada e 16% na cidade. A tabela abaixo mostra o que cada uma faz com o custo do caso padrão.

Efeito da perda na recarga sobre o custo mensal do elétrico do caso padrão
PerdaFatorEnergia da tomadaCusto por mêsTarifa de empate
0% (ignorar a perda)1,0142,9 kWhR$ 128,57R$ 4,01
10%1,111158,7 kWhR$ 142,86R$ 3,61
16%1,19170,1 kWhR$ 153,06R$ 3,37
Fator = 1 ÷ (1 − perda). A linha destacada é o padrão da calculadora.

Exemplo prático: em quanto tempo a diferença de preço se paga

Um elétrico que custa R$ 40.000,00 a mais e economiza R$ 5.158,44 por ano leva 7 anos e 10 meses para devolver a diferença. Se o seu estado isentar o elétrico de um IPVA de R$ 4.000,00 por ano, o prazo cai para 4 anos e 5 meses.

O exemplo usa as entradas do caso padrão e acrescenta dois preços de compra hipotéticos: R$ 160.000,00 pelo elétrico e R$ 120.000,00 pelo carro a gasolina. Nenhum dos dois é preço de modelo real; são números redondos, escolhidos para a conta ficar fácil de conferir.

  1. A diferença de compra é de R$ 40.000,00. É o que o elétrico precisa devolver em economia.
  2. A economia anual é de R$ 5.158,44: os R$ 429,87 por mês vezes doze.
  3. O prazo é a diferença dividida pela economia anual, contado em meses e arredondado para cima: 94 meses, ou 7 anos e 10 meses. Arredondar para cima é deliberado — no mês anterior a diferença ainda não está paga.
  4. O saldo ao fim de dez anos, já descontada a diferença de compra, é de R$ 11.584,40, com os preços de hoje.

E se o estado isentar o elétrico de IPVA?

Suponha que o carro a gasolina pague R$ 4.000,00 de IPVA por ano e o elétrico, nada. A economia anual passa a R$ 9.158,44, e a diferença de compra se paga em 53 meses — 4 anos e 5 meses. Esse valor de IPVA é hipotético: a isenção e a redução para elétricos existem em alguns estados, com regras que mudam por lei estadual. Consulte a Secretaria da Fazenda do seu estado e digite o seu valor.

Saldo acumulado do exemplo em dez anos: economia menos a diferença de compra
Saldo acumulado do exemplo em dez anos: economia menos a diferença de compraEvolução por ano, 10 pontos. Sem IPVA na conta: começa em -R$ 34.841,56 (Ano 1), vai de -R$ 34.841,56 (Ano 1) a R$ 11.584,40 (Ano 10) e termina em R$ 11.584,40 (Ano 10). Com R$ 4.000,00 de IPVA a menos por ano: começa em -R$ 30.841,56 (Ano 1), vai de -R$ 30.841,56 (Ano 1) a R$ 51.584,40 (Ano 10) e termina em R$ 51.584,40 (Ano 10).R$ 11,6 milR$ 51,6 milAno 1Ano 3Ano 5Ano 7Ano 10
  • Sem IPVA na conta
  • Com R$ 4.000,00 de IPVA a menos por ano
Ver os dados em tabela
Saldo acumulado do exemplo em dez anos: economia menos a diferença de compra — valores por ano
AnoSem IPVA na contaCom R$ 4.000,00 de IPVA a menos por ano
Ano 1-R$ 34.841,56-R$ 30.841,56
Ano 2-R$ 29.683,12-R$ 21.683,12
Ano 3-R$ 24.524,68-R$ 12.524,68
Ano 4-R$ 19.366,24-R$ 3.366,24
Ano 5-R$ 14.207,80R$ 5.792,20
Ano 6-R$ 9.049,36R$ 14.950,64
Ano 7-R$ 3.890,92R$ 24.109,08
Ano 8R$ 1.267,52R$ 33.267,52
Ano 9R$ 6.425,96R$ 42.425,96
Ano 10R$ 11.584,40R$ 51.584,40

A linha cruza o zero no ano em que a diferença termina de se pagar. Antes disso, o saldo negativo é a parte do preço de compra que a economia ainda não devolveu. Depois, é dinheiro que ficou no seu bolso — desde que o carro não se desvalorize mais que o outro, o que esta conta não mede.

A perda na recarga: a energia que a tomada cobra e a bateria não recebe

Ignorar a perda faz o elétrico do caso padrão parecer custar R$ 128,57 por mês, quando custa R$ 142,86: R$ 14,29 a menos, ou 10,0% do custo real da energia.

Quando o carro carrega, a energia da rede passa pelo carregador, é convertida de corrente alternada em contínua e entra na bateria, que resiste mais à carga quanto mais cheia está. Nesse caminho, parte da energia vira calor. O medidor da sua casa registra a energia que saiu da tomada; o painel do carro registra a que saiu da bateria. Você paga a primeira; multiplicar a segunda pela tarifa subestima a conta.

Com a perda da cidade no diagrama do fueleconomy.gov, de 16%, o custo mensal do caso padrão sobe para R$ 153,06 — R$ 10,20 a mais que com o padrão de 10%. Por isso o campo é editável: quem carrega devagar, em tomada comum, em dia quente ou frio, pode perder mais; quem usa um carregador de parede eficiente pode perder menos.

Se o seu carregador mostra os kWh que saíram da rede, você não precisa estimar nada: divida esses kWh pelos km rodados, marque "medido na tomada" e a calculadora deixa de somar a perda. Com os mesmos 7 km/kWh medidos na tomada, o custo do caso padrão seria R$ 128,57.

Casos de borda: quando a conta muda

São oito situações que mudam o resultado — recarga paga, energia solar, consumo medido na tomada, pouca quilometragem, etanol, elétrico mais caro para rodar, elétrico mais barato na compra e o efeito do clima e do trajeto.

Você carrega fora de casa, pagando por kWh

Digite no campo da tarifa o preço cobrado pelo carregador, e não o da sua conta. Numa simulação com recarga a R$ 2,00 por kWh, mantidas as outras entradas do caso padrão, o elétrico gastaria R$ 317,46 por mês, e a economia cairia para R$ 255,27. Quem carrega parte em casa e parte na rua pode usar a média ponderada das duas tarifas pelos kWh de cada uma.

Você tem energia solar em casa

Se a geração cobre a recarga, o custo marginal da energia é perto de zero — digite a tarifa como 0 e a economia vira o gasto inteiro com gasolina: R$ 572,73 por mês no caso padrão. Na prática, o kWh usado no carro deixa de ser compensado na conta, então o custo real é o que você deixaria de abater. Se não souber, use a tarifa cheia como teto.

O consumo que você tem foi medido na tomada

Carregadores de parede com medidor e alguns aplicativos mostram os kWh que saíram da rede. Dividindo esses kWh pelos km rodados, a perda da recarga já está dentro do número. Marque "medido na tomada ou consumo WLTP" e a calculadora não soma perda de novo: no caso padrão o custo cai para R$ 128,57, porque os 7 km/kWh passam a ser o consumo total. Vale o mesmo para o consumo declarado no ciclo europeu WLTP, que o ensaio mede entre o carregador e a rede. Ficha técnica que não diz o ciclo, ou que traz o número do Inmetro, não entra aqui: para ela, a opção prudente é a do painel.

Você roda pouco

A economia é proporcional aos quilômetros: com 500 km por mês ela é de R$ 214,93, contra R$ 1.289,61 com 3.000 km. Quem roda pouco leva mais tempo para recuperar a diferença de compra, e o payback pode passar do tempo em que você pretende ficar com o carro.

Você abastece com etanol

Digite o preço e o consumo do etanol nos campos do combustível: a conta é a mesma, litro a litro. Não misture o consumo de um combustível com o preço do outro — o km/l do etanol é menor que o da gasolina no mesmo carro, porque o litro de etanol carrega menos energia, e é isso que decide qual dos dois compensa no posto.

O elétrico sai mais caro para rodar

Acontece com tarifa alta, perda alta e carro a combustão econômico. A calculadora mostra a diferença como gasto a mais e informa que a diferença de compra nunca se paga, em vez de devolver um prazo negativo. A tarifa de empate diz a partir de que preço do kWh isso acontece: R$ 3,61 no caso padrão.

O elétrico custa menos na compra

Se o preço do elétrico for igual ou menor que o do carro a combustão, não há diferença a recuperar e o payback é imediato. O que ele custar a menos na compra entra no saldo ano a ano como vantagem, somada à economia de uso — ou reduzida por ela, se o elétrico sair mais caro para rodar.

Inverno, ar-condicionado e estrada

O consumo do elétrico piora com frio, com climatização e em velocidade alta de estrada; o do carro a combustão piora no trânsito parado. Use o consumo do seu trajeto típico. Para carros a combustão, um documento do PBE Veicular sobre o programa de 2010 descreve a adoção de fatores de ajuste da agência ambiental dos EUA (EPA) que indicam 90% dos usuários dentro de mais ou menos 20% do consumo declarado. O documento não trata do elétrico, mas mostra que etiqueta e uso real se afastam — o seu número pode ficar longe do declarado.

O que esta página escolhe, e por quê

São quatro escolhas em que as comparações divergem. Em vez de escondê-las atrás de um número único, mostramos o que circula, o que adotamos e o motivo.

A perda da recarga

O que circula: Multiplicar o consumo do painel pela tarifa e parar por aí, como se toda a energia paga chegasse à bateria.

O que esta página adota: Somamos a perda quando o consumo veio do painel, com 10% como padrão e o campo aberto para você mudar. No caso padrão, ignorar a perda daria R$ 128,57 em vez de R$ 142,86: R$ 14,29 a menos por mês, ou 10,0% do custo real da energia.

Por quê: O Departamento de Energia dos EUA, no fueleconomy.gov, registra eficiência de recarga entre 84% e 93%, e perdas de 10% na estrada e 16% na cidade. Não há publicação brasileira oficial com esse percentual; usamos a fonte governamental que existe e deixamos o número editável.

Somar 10% por cima ou dividir pela eficiência

O que circula: Somar a perda como porcentagem por cima do consumo: consumo × (1 + perda).

O que esta página adota: Dividimos por (1 − perda). Com 10%, o fator é 1,111, e não 1,1.

Por quê: Eficiência de recarga é a fração da energia TIRADA DA REDE que chega à bateria. Se 90% chega, a rede precisa entregar a energia da bateria dividida por 90%. Somar a porcentagem por cima trata a perda como fração da energia da bateria, que é outra grandeza, e subestima a conta: com 10% de perda, o fator cai de 1,111 para 1,1.

A tabela do Inmetro já inclui a perda?

O que circula: Há quem trate o número da etiqueta como "consumo da tomada" e quem o trate como consumo da bateria.

O que esta página adota: Não afirmamos nenhum dos dois. A calculadora aceita MJ/km, a unidade da tabela, e pergunta de onde veio o seu número. Para o número da etiqueta, a opção que soma a perda é a mais prudente: se a perda já estiver dentro, ela entra duas vezes e o custo do elétrico sai maior na proporção da perda escolhida — o erro é superestimar o elétrico, e não o contrário. Vale o mesmo para a ficha técnica que traz o número do Inmetro ou não diz de que ciclo ele é. Só se você souber que o ensaio mediu na tomada — como no ciclo WLTP — marque "medido na tomada ou consumo WLTP".

Por quê: A tabela do PBE Veicular publica o consumo do elétrico em MJ/km e em km/l equivalente, sem dizer, no próprio documento, se a energia foi medida na tomada ou na bateria. Afirmar uma das duas coisas sem a fonte dizer seria inventar.

Depreciação, seguro e manutenção

O que circula: Comparativos que "provam" que o elétrico compensa ou não compensa com um custo total de propriedade fechado, incluindo revenda, seguro e revisões.

O que esta página adota: Calculamos o que dá para calcular com o dado que você tem: energia, combustível, IPVA e a diferença de compra. Revenda, seguro e manutenção ficam de fora, e a página diz isso.

Por quê: Não existe série oficial de valor de revenda de elétrico usado no Brasil, e seguro e revisão dependem de cotação e do plano do fabricante. Um número estimado aqui entraria na decisão ao lado dos números calculados, sem se distinguir deles — e seria o único inventado da página.

Perguntas frequentes sobre carro elétrico ou a gasolina

São 24 dúvidas, das que vêm antes da compra às que só aparecem depois da primeira conta de luz com o carro na tomada. As respostas abaixo são as mesmas declaradas no schema desta página.

Carro elétrico vale a pena?
Depende de três números seus: quanto você roda, quanto paga pelo kWh e quanto o elétrico custa a mais na compra. No caso padrão desta página, com 1.000 km por mês, o elétrico economiza R$ 429,87 por mês; se custar R$ 40.000,00 a mais, a diferença se paga em 7 anos e 10 meses. Com os seus números, o prazo pode ser bem outro.
Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?
É a energia que sai da tomada vezes a tarifa da sua conta. Com 7 km/kWh de consumo, 10% de perda e R$ 0,90 por kWh, rodar 1.000 km custa R$ 142,86 por mês, ou R$ 14,29 a cada 100 km.
Qual o custo por km de um carro elétrico?
No caso padrão, R$ 14,29 a cada 100 km, contra R$ 57,27 do carro a gasolina. O custo por km do elétrico é a tarifa dividida pelo consumo em km/kWh, corrigida pela perda da recarga.
O que é a perda na recarga?
É a energia que a tomada entrega e não chega à bateria, gasta na conversão da corrente e no aquecimento. O fueleconomy.gov, do governo dos EUA, registra eficiência de recarga entre 84% e 93%. Você paga por essa energia perdida, mas o painel do carro não a mostra.
Por que a calculadora divide por (1 − perda) em vez de somar a porcentagem?
Porque a perda é uma fração da energia tirada da rede. Com 10% de perda, só 90% da energia da rede chega à bateria, então a rede precisa entregar a energia da bateria dividida por esse número. O fator certo é 1,111; somar a porcentagem daria 1,1.
Quanto a perda muda o resultado?
No caso padrão, sem a perda a energia custaria R$ 128,57 por mês, e não R$ 142,86 — 10,0% a menos do que o real. Com a perda de cidade, de 16%, o custo sobe para R$ 153,06.
Que tarifa de energia devo usar?
O valor do kWh com tributos que aparece na sua fatura. Se a fatura cobra a bandeira tarifária numa linha própria, some ao kWh o acréscimo por kWh dessa linha. Dividir o total da conta pelos kWh só dá o mesmo número se a fatura não tiver cobrança que deixa de crescer com a recarga, como a contribuição de iluminação pública, quando o município a cobra na fatura. Se tiver, a divisão superestima o custo do kWh.
Preciso informar a bandeira tarifária?
Não há campo próprio para ela, mas o acréscimo precisa estar na tarifa que você digita. Nos meses de bandeira amarela ou vermelha, a ANEEL aplica um valor a mais por kWh consumido. Confira a sua fatura: se o acréscimo vem numa linha separada, some ao kWh o valor por kWh da bandeira; se já vem dentro do preço do kWh, não some de novo. Para uma média do ano, use a tarifa de alguns meses diferentes, com bandeiras diferentes.
A partir de que tarifa o elétrico deixa de compensar?
No caso padrão, a partir de R$ 3,61 por kWh: nesse preço, rodar de elétrico custa o mesmo que rodar de gasolina a R$ 6,30 o litro. A calculadora mostra a tarifa de empate para os seus números.
E a partir de que preço da gasolina o carro a combustão empataria?
Com a tarifa do caso padrão, a gasolina teria de custar R$ 1,57 o litro para o carro a combustão gastar o mesmo que o elétrico. É uma forma de ver quanto da diferença vem do preço do combustível.
Onde encontro o consumo do meu elétrico?
No computador de bordo, em km/kWh ou kWh/100 km, na ficha técnica do fabricante ou na tabela do PBE Veicular do Inmetro, em MJ/km. O número do painel é o da energia que sai da bateria; escolha a origem "painel" para a calculadora somar a perda da recarga. Se a ficha técnica declarar o consumo no ciclo europeu WLTP, ele foi medido na tomada: escolha "medido na tomada ou consumo WLTP", para a perda não entrar duas vezes. Se a ficha trouxer o número do Inmetro ou não disser o ciclo, a fonte não informa onde a energia foi medida; a opção "painel", que soma a perda, é a mais prudente.
Como converto MJ/km da tabela do Inmetro em km/kWh?
Um kWh tem 3,6 MJ. Divida 3,6 pelo número em MJ/km e você tem km/kWh. Não precisa fazer a conta: escolha a unidade MJ/km no formulário e digite o número da tabela.
Posso usar o consumo da etiqueta do Inmetro?
Pode, mas o seu consumo real pode ser diferente. A tabela do Inmetro não traz a dispersão da etiqueta do elétrico; para os carros a combustão, um documento do PBE Veicular sobre o programa de 2010 descreve fatores de ajuste da agência ambiental dos EUA (EPA) segundo os quais 90% dos usuários ficam dentro de mais ou menos 20% do consumo declarado. Se você já tem o carro, o número do seu uso é melhor.
Como é calculado o payback?
É a diferença de preço de compra dividida pela economia anual, em meses inteiros arredondados para cima. Com R$ 160.000,00 contra R$ 120.000,00, a diferença de R$ 40.000,00 se paga em 94 meses com a economia de R$ 5.158,44 por ano do caso padrão.
Carro elétrico paga IPVA?
Depende do estado. A Constituição permite alíquota de IPVA diferenciada pelo impacto ambiental, e há estados que isentam ou reduzem o imposto do elétrico por lei própria, com regras que mudam. Consulte a Secretaria da Fazenda do seu estado e digite o valor anual nos campos de IPVA.
Quanto a isenção de IPVA muda o payback?
Muda a economia anual, que passa a somar a diferença de IPVA. No exemplo desta página, se o carro a gasolina pagasse R$ 4.000,00 por ano e o elétrico nada, a economia iria para R$ 9.158,44 e o prazo cairia para 4 anos e 5 meses. Os valores de IPVA do exemplo são hipotéticos.
Vale a pena carregar em carregador público pago?
Depende do preço por kWh cobrado. Simulando R$ 2,00 por kWh no caso padrão, o custo mensal do elétrico iria para R$ 317,46. Enquanto a tarifa paga ficar abaixo da tarifa de empate, de R$ 3,61 nesse caso, ainda sai mais barato que a gasolina.
Com energia solar o carro elétrico sai de graça?
A energia pode sair a custo marginal próximo de zero, mas o kWh que vai para o carro deixa de ser compensado na conta. Digite 0 na tarifa para ver o teto da economia, ou a tarifa que você deixaria de abater para uma conta mais realista.
A calculadora considera depreciação, seguro e manutenção?
Não. Não há série oficial de revenda de elétrico usado no Brasil, e seguro e revisão dependem de cotação e do plano do fabricante. Some esses custos por fora, com as suas cotações, antes de decidir.
E o custo de instalar um carregador em casa?
Não entra no cálculo, porque depende da instalação elétrica de cada imóvel. Se você vai instalar um carregador de parede, some o custo dele ao preço do elétrico no campo de compra: assim ele entra no payback.
A economia com o elétrico aumenta se eu rodar mais?
Sim, na mesma proporção dos quilômetros. Com as entradas do caso padrão, a economia vai de R$ 214,93 por mês com 500 km a R$ 1.289,61 com 3.000 km, e o payback cai na proporção inversa: quanto maior a economia por ano, menor o prazo.
Serve para comparar com carro flex abastecido com etanol?
Serve. Digite o preço do litro e o consumo do etanol nos campos do combustível. Para decidir entre etanol e gasolina no próprio carro flex, a pergunta é outra: basta comparar o custo por km dos dois combustíveis.
A projeção considera aumento da gasolina ou da energia?
Não. A projeção de dez anos usa os preços que você digitou, constantes. Se você espera que um dos dois suba mais que o outro, refaça a conta com o preço que espera.
Meus dados ficam salvos em algum lugar?
Não. O cálculo roda no seu navegador, e o que você digita fica só no endereço da página, para você poder compartilhar o resultado. Não há cadastro nem envio para servidor.

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